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Jornalista cristã denuncia perseguição, desaparece após prisão no Irã

Jornalista cristã denuncia perseguição, desaparece após prisão no Irã
Jornalista cristã denuncia perseguição, desaparece após prisão no Irã

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Resumo: Mary Mohammadi, jornalista cristã iraniana, está desaparecida meses após detenção. Autoridades iranianas não divulgaram o paradeiro. Organizações de direitos humanos demandam esclarecimentos. A jornalista já foi premiada em 2023 pela defesa dos cristãos perseguidos. Irã aparece entre os países com maior perseguição, conforme Portas Abertas (World Watch List 2026).

Irã — Mary Mohammadi, jornalista cristã conhecida por denunciar violações da liberdade religiosa, está desaparecida há meses. De acordo com informações obtidas pela Anistia Internacional, Mary viajou de Teerã para Ahvaz e foi detida pelo Ministério da Inteligência em Ahvaz, sendo transferida para um local não divulgado em 2 de abril. A família perdeu contato com ela por volta de 26 de fevereiro.

As autoridades iranianas não divulgaram o paradeiro nem permitiram que a família mantivesse contato. Segundo a Portas Abertas, ONG que acompanha casos de cristãos perseguidos, não é incomum o estado manter silêncio sobre o paradeiro de detidos, gerando incerteza e levantando preocupações sobre possíveis abusos.

Mary tornou-se conhecida por deixar o Islã e abraçar o cristianismo ainda na adolescência. Aos 19 anos, foi presa durante um culto em uma igreja doméstica e permaneceu na prisão de Evin, em Teerã, de novembro de 2017 a maio de 2018. Posteriormente, libertada, continuou denunciando a repressão contra cristãos e enfrentou novas detenções, interrogatórios e assédio.

Em 2023, Mary recebeu o prêmio St. Stephen’s Award for Persecuted Christians, na Alemanha, em reconhecimento à sua coragem na defesa dos cristãos perseguidos. A Portas Abertas pediu orações pela proteção física, emocional e espiritual da jornalista, para que permaneça segura e possa reencontrar a família.

O Irã é país de maioria muçulmana onde o governo islâmico restringe igrejas, Bíblias e evangelismo. Líderes e cristãos que abandonam o islamismo podem enfrentar prisão e tortura, uma vez que a renúncia ao Islã é proibida pela Sharia. Apesar da perseguição, a igreja secreta continua crescendo, de acordo com o relatório da Article 18. O Irã ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.

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