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Comissão na Câmara analisa redução da maioridade penal para 16 anos

Comissão na Câmara analisa redução da maioridade penal para 16 anos
Comissão na Câmara analisa redução da maioridade penal para 16 anos

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Resumo: Câmara instala comissão especial para analisar PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos; presidência de Aluísio Mendes e relatoria de Mendonça Filho. PEC original de Gonzaga Patriota tem trecho retirado por Coronel Assis; apensamentos em análise. Tramitação em 40 sessões, dois turnos de votação no plenário e aprovação de pelo menos 3/5 dos deputados; votação prevista apenas após as eleições.

Palavras-chave: maioridade penal, PEC, comissão especial, Câmara dos Deputados, apensamentos, votação plenário, Senado, políticas públicas.

Brasília – A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (12), a comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) foi escolhido para presidir o colegiado, e a relatoria ficará a cargo de Mendonça Filho (PL-PE), que já relatou a PEC da Segurança Pública.

A PEC original, apresentada pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), previa a antecipação da maioridade civil para 16 anos. Essa parte, no entanto, foi retirada pelo relatório do deputado Coronel Assis (PL-MT). O texto também recebeu duas apensações, que serão consideradas pela comissão.

Entre as propostas apensadas, uma prevê responsabilização penal de adolescentes em casos específicos, como crimes hediondos e atos de extrema crueldade. A outra trata de adolescentes entre 12 e 16 anos envolvidos em delitos graves, incluindo homicídio e crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

O andamento do texto pode sofrer alterações. A PEC terá um prazo regimental de 40 sessões no plenário para tramitação. Caso seja aprovada pela comissão, seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará de dois turnos de votação e apoio de, no mínimo, três quintos dos deputados para avançar ao Senado.

A discussão, porém, ocorre em meio a divergências entre parlamentares: alguns defendem punições mais rígidas para menores de 18 anos, enquanto outros apontam o risco de aumento do encarceramento. A votação final na Câmara não está prevista antes das eleições gerais de outubro.

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