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República do Congo registra surto de ebola mais letal do país

República do Congo registra surto de ebola mais letal do país
República do Congo registra surto de ebola mais letal do país

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Resumo: Surto de Ebola Bundibugyo na República Democrática do Congo registra 2.325 mortes e 4.945 casos, com 101 novos casos em 24h. É o 17º surto do país, o mais mortal já registrado. A letalidade chega a 46%; vacinas e tratamentos são limitados, com evidências até agora apenas em estudos com animais. Fontes: governo e MSF.

República Democrática do Congo vive o surto de Ebola que já matou 2.325 pessoas, segundo dados do governo divulgados neste domingo. O total de casos confirmados chegou a 4.945, com 101 novos casos registrados nas últimas 24 horas. Este é o 17º surto na história do país e já supera o número de mortes do período 2018-2020.

O relatório mais recente aponta que o surto se consolidou com uma letalidade que subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%, segundo o governo. Especialistas afirmam que a alta não indica maior virulência do vírus, mas falhas persistentes em vigilância, detecção de casos e acesso aos serviços de saúde.

“Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair, pois o rastreamento de contatos melhora e os pacientes são identificados e tratados mais cedo”, disse Thomas Parisch, especialista em saúde pública da Médicos Sem Fronteiras, destacado para a RD Congo.

Um pequeno número de vacinas e terapias experimentais está sendo avaliado, enquanto autoridades de saúde globais estudam se tratamentos existentes contra o Ebola podem oferecer proteção. As evidências, até o momento, se limitam a estudos com animais.

O surto também já se espalhou para a vizinha Uganda, mas as autoridades locais conseguiram limitar as mortes a duas e os casos confirmados a 20, antes de declararem o fim do surto no país no mês passado.

O Ebola se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Pode causar febre, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias internas e externas.

Logo Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

Imagem complementar da Agência Brasil

Crédito: Agência Brasil

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