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Wagner admite erro ao desconsiderar Lídice da Mata em 2018 no Senado

Wagner admite erro ao desconsiderar Lídice da Mata em 2018 no Senado
Wagner admite erro ao desconsiderar Lídice da Mata em 2018 no Senado

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Resumo: Em ato de inauguração do comitê eleitoral da deputada federal Lídice da Mata (PSB), nesta quarta-feira (20), o senador Jaques Wagner (PT) elogiou a aliada e reconheceu publicamente o que chamou de erro de condução na montagem da chapa de 2018. O discurso relembram a configuração da coligação baiana, a exoneração de Lídice do Senado e o futuro papel da deputada na base aliados, com menção à atuação de Angelo Coronel e à oposição que ele viria a ingressar em 2026. Palavras?chave: Wagner, Lídice da Mata, comitê, 2018, Coronel, Bahia, Senado, PSB, oposição.

O senador Jaques Wagner (PT) participou, nesta quarta-feira (20), da inauguração do comitê eleitoral da deputada federal e candidata à reeleição Lídice da Mata (PSB) e utilizou o momento para fazer um reconhecimento público à aliada. O ato ocorreu na Bahia, e Wagner destacou um erro de condução na montagem da chapa majoritária de 2018.

Àquela época, a costura da coligação baiana precisou acomodar o PSD do senador Otto Alencar, entregando a segunda vaga ao Senado na chapa de Rui Costa (PT) para Angelo Coronel, então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Com isso, Lídice acabou sendo obrigada a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Em seu discurso, Wagner não apenas admitiu o equívoco, como também acentuou a postura política adotada naquela oportunidade. “Foi nossa senadora, aliás, a primeira e única até agora senadora. Na minha opinião, e ela sabe disso, por um erro de condução, o grupo não a manteve como senadora, o que deveria ter acontecido. E não sei se Deus ou as linhas da política acabaram nos esfregando na cara que o equívoco de 2018 trouxe alguém que traiu o grupo e foi para o lado de lá”, afirmou, referindo-se a Coronel, que em 2026 aderiu ao grupo de oposição.

Além de relembrar aquele capítulo, o senador exaltou a trajetória de Lídice da Mata, destacando seu período como prefeita de Salvador (1993-1996) e a forte oposição enfrentada do grupo carlista, que detinha hegemonia política no estado na época.

Wagner ressaltou que Lídice chegou ao cargo por decisão da maioria do povo de Salvador e não por decreto, descrevendo a oposição da época como cruel. “A intolerância, o preconceito, o ódio plantado pelos que governavam a Bahia, com um chicote numa mão e dinheiro na outra, tentaram interditar o exercício do mandato … Mas as marcas de Lídice ficaram no coração e na mente de muitos soteropolitanos”, afirmou.

Ao encerrar, o petista afirmou que a inauguração do espaço dedicado a Lídice foi o primeiro comitê de campanha no qual participou pessoalmente, sinalizando o peso da deputada dentro da base aliada. “Agora a fila vai crescer e eu vou ter que me virar”, brincou, reforçando a relevância de Lídice para a aliança.

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