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Trump ameaça intervenção militar na América Latina em discurso na ONU

Trump ameaça intervenção militar na América Latina em discurso na ONU
Trump ameaça intervenção militar na América Latina em discurso na ONU

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Resumo: Trump, em Nova York, defende uso da força militar para proteger interesses dos EUA na América Latina e Caribe. Discurso na ONU aborda Venezuela, cartéis, e comparação com ISIS. Lula reage, chamando ingerência externa de ameaça; México e Sheinbaum são mencionados. Contexto da vigilância geopolítica na região é destacado.

Nova York – Em discurso de quase 40 minutos na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o uso da força militar para proteger os interesses da Casa Branca na região, durante a abertura da 81ª Assembleia Geral. O tom enfatizou ações contra ameaças na América Latina e no Caribe, com ataques às políticas de governos vizinhos e a promessas de endurecimento da postura norte-americana.

Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA

Trump discursou logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e reiterou a importância de soberania e cooperação regional, em meio a pressões internacionais. O republicano destacou ações contra o que chamou de regimes ilegítimos e de cartéis que, segundo ele, operam no continente, associando-os à segurança nacional norte-americana.

Entre os temas citados, o presidente citou a alegação de invasão à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro, argumentando que Caracas seria um “narcoestado” — uma justificativa polêmica reforçada pela promessa de medidas firmes. O Departamento de Justiça dos EUA chegou também a retirar acusações anteriores sobre Maduro, após controvérsias entre especialistas sobre a real natureza desse grupo. Ainda assim, Trump ressaltou que a Venezuela foi retirada da lista de países que não combatem o narcotráfico, posição que também provocou críticas de analistas.

Ao longo do discurso, Trump associou cartéis de drogas da região a organizações terroristas, afirmando que estes mecanismos devem ser tratados como o “ISIS do Hemisfério Ocidental” e que as Forças Armadas dos EUA já foram acionadas para eliminá-los. A fala provocou debates sobre uso de pretexto militar para intervenções em nações soberanas, com especialistas alertando para riscos de interferência externa nas políticas internas de países latino-americanos.

Cartéis e intervenção Em tom assertivo, Trump reiterou que o México precisa retomar o controle de seu território diante do que chamou de “inimigos da humanidade”, apontando críticas à gestão de Claudia Sheinbaum. Ela, por sua vez, demonstrou abertamente que vê interferência externa como obstáculo à soberania mexicana, sinalizando resistência a qualquer justificativa de ações militares com base em combate ao narcotráfico.

Lula

Antes da fala de Trump, o presidente Lula destacou que a América Latina e o Caribe vivem sob pressão por estarem próximos da maior potência militar do planeta.

“Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais”, afirmou, citando episódios recentes na Venezuela, Haiti e Cuba.

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