{"id":104128,"date":"2022-05-07T00:05:35","date_gmt":"2022-05-07T03:05:35","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/bahia-tem-11-municipios-considerados-prioritarios-no-acompanhamento-de-casos-de-leishmaniose\/"},"modified":"2022-05-07T00:05:35","modified_gmt":"2022-05-07T03:05:35","slug":"bahia-tem-11-municipios-considerados-prioritarios-no-acompanhamento-de-casos-de-leishmaniose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/07\/bahia-tem-11-municipios-considerados-prioritarios-no-acompanhamento-de-casos-de-leishmaniose\/","title":{"rendered":"Bahia tem 11 munic\u00edpios considerados priorit\u00e1rios no acompanhamento de casos de leishmaniose"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Bahia tem 11 munic\u00edpios considerados priorit\u00e1rios no acompanhamento de casos de leishmaniose\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/IMAGEM_NOTICIA_5.jpg6275e2022814a.jpg?checksum=1651875990\"\/><\/p>\n<p>Foto: SUCEN ??? Superintend\u00eancia de Controle de Endemias<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><strong>Na Bahia, 11 munic\u00edpios s\u00e3o considerados priorit\u00e1rios no acompanhamento da leishmaniose tegumentar, com classifica\u00e7\u00f5es de risco de muito intenso, intenso e alto. Na lista est\u00e3o Tapero\u00e1, Wenceslau Guimar\u00e3es, Valen\u00e7a, Teol\u00e2ndia, Nilo Pe\u00e7anha, Mutu\u00edpe, Tranquedo Neves, Camamu, Ibicoara, Mara\u00fa e Grapi\u00fana. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Boletim Epidemiol\u00f3gico de Leishmaniose Tegumentar da Bahia de abril.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segundo a coordenadora de doen\u00e7as de transmiss\u00e3o vetorial da Sesab, Sandra Maria de Oliveira da Purifica\u00e7\u00e3o, os casos podem ser relacionados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. O boletim mostra que em 2021 houve predomin\u00e2ncia em indiv\u00edduos do sexo masculino, da ra\u00e7a parda, na faixa et\u00e1ria economicamente ativa de 20 a 49 anos em residentes da zona rural.<\/strong><\/p>\n<p><strong>???Esse agravo \u00e9 uma zoonose e est\u00e1 ligado a condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas tamb\u00e9m, j\u00e1 que o vetor tem a condi\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a infecciosa que \u00e9 causada por algumas diferentes esp\u00e9cies do protozo\u00e1rio e ele tem um reservat\u00f3rio que pode ser tanto silvestre como de condi\u00e7\u00e3o urbana. E a partir desse vetor, que \u00e9 um inseto [&#8230;], acabamos favorecendo a presen\u00e7a dele no ambiente. Pressupomos que essa faixa et\u00e1ria [de 20 a 49 anos] est\u00e1 mais exposta por quest\u00f5es de trabalho, uma faixa et\u00e1ria que est\u00e1 mais fora de casa, digamos assim, e tem uma propens\u00e3o maior a ser acometida. Ainda assim \u00e9 um agravo que est\u00e1 ligado a situa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas???, explicou a especialista ao Bahia Not\u00edcias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a leishmaniose tegumentar se caracteriza por feridas na pele que se localizam com maior frequ\u00eancia nas partes descobertas do corpo, podendo tardiamente surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sandra esclarece que a quest\u00e3o da leishmanioses tegumentar no estado se deve a presen\u00e7a de vetores que t\u00eam uma condi\u00e7\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o, o que favorece a presen\u00e7a deles. Diante disso, a Bahia possui um dos principais circuitos de registro da doen\u00e7a, entre o Vale do Jiquiri\u00e7\u00e1, o M\u00e9dio Rio de Contas, o Baixo Sul e o Litoral Sul, e entre a Chapada Diamantina e a Bacia do Rio Corrente, que s\u00e3o \u00e1reas importantes para essa transmiss\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Sesab trabalha com a classifica\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios que \u00e9 estabelecida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade durante tr\u00eas anos. A \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o foi de 2018 para 2022, quando a leishmaniose tegumentar esteve presente em 196 munic\u00edpios da Bahia, sendo 164 munic\u00edpios de baixo risco de transmiss\u00e3o, 14 munic\u00edpios classificados como m\u00e9dio risco, 4 considerados como alto risco de transmiss\u00e3o, 2 classificados como intenso risco de transmiss\u00e3o e 2 apontados como risco muito intenso. J\u00e1 os munic\u00edpios citados no in\u00edcio da mat\u00e9ria s\u00e3o os considerados priorit\u00e1rios dentro do Programa de Vigil\u00e2ncia e Controle da Leishmaniose Tegumentar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conforme a coordenadora de doen\u00e7as de transmiss\u00e3o vetorial da Sesab, as a\u00e7\u00f5es feitas nesses munic\u00edpios para que o Estado tenha um controle desse agravo s\u00e3o medidas com foco no controle vetorial. Existem casos, dependendo da \u00e1rea, se ela \u00e9 classificada como intenso ou alto, que utilizam de borrifa\u00e7\u00e3o com o bloqueio qu\u00edmico, com o produto qu\u00edmico apropriado para isso, que vai depender da situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica do munic\u00edpio e das ocorr\u00eancias de casos. Al\u00e9m disso, as medidas de preven\u00e7\u00e3o escolhidas pela secret\u00e1ria envolvem, se a pessoa est\u00e1 em uma \u00e1rea exposta, em recomenda\u00e7\u00f5es para que ela possa usar repelentes na hora de dormir, e fa\u00e7a uso de mosquiteiro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>???O controle na verdade existe tamb\u00e9m quando vemos os casos humanos, que a leishmaniose tegumentar se refere aos casos humanos. N\u00f3s temos o tratamento espec\u00edfico que \u00e9 todo oferecido pelo Sistema ??nico de Sa\u00fade (SUS) e para ter esse acompanhamento, l\u00f3gico, ele necessita que tenha um acompanhamento por um servi\u00e7o de sa\u00fade, seja ele na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, m\u00e9dia e alta complexidade. Isso vai depender da condi\u00e7\u00e3o do paciente que foi acometido pela leishmaniose tegumentar, de como est\u00e1 se apresentando o quadro cl\u00ednico???, ressalta Sandra.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O apanhado geral do boletim epidemiol\u00f3gico ainda mostra que 664 dos 1.428 casos evolu\u00edram para \u00f3bito. Por\u00e9m, a especialista faz uma ressalva de que esses \u00f3bitos, quando ocorrem, a priori, podem chegar na central por meio do sistema de informa\u00e7\u00e3o como \u00f3bito, mas eles passam por uma investiga\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>???Uma an\u00e1lise advinda do munic\u00edpio, coletas de informa\u00e7\u00f5es para que possa passar pela nossa c\u00e2mara de avalia\u00e7\u00e3o de \u00f3bito, onde temos a presen\u00e7a de m\u00e9dicos de v\u00e1rias especialidades, entre elas infectologia, e a partir da\u00ed o que recebemos de investiga\u00e7\u00e3o e os dados necess\u00e1rios com informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, laboratoriais, diagn\u00f3stico, de acompanhamentos e outras informa\u00e7\u00f5es que conseguimos de fato dizer se esse caso foi confirmado pela leishmaniose tegumentar ou descartamos. Nem todo caso que chega pode ser confirmado???, afirma a coordenadora.<\/strong><\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: SUCEN ??? 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