{"id":110201,"date":"2022-05-08T12:04:11","date_gmt":"2022-05-08T15:04:11","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/ser-mae-estudar-trabalhar-os-desafios-da-maternidade-na-atualidade\/"},"modified":"2022-05-08T12:04:11","modified_gmt":"2022-05-08T15:04:11","slug":"ser-mae-estudar-trabalhar-os-desafios-da-maternidade-na-atualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/08\/ser-mae-estudar-trabalhar-os-desafios-da-maternidade-na-atualidade\/","title":{"rendered":"Ser m\u00e3e, estudar, trabalhar: Os desafios da maternidade na atualidade"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" class=\"type:primaryImage\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/consultation-3486590_1920-750x500.jpg\"\/><\/div>\n<p>Amanda Tanaka estava no primeiro m\u00eas da faculdade quando teve Alice. A <strong>gravidez<\/strong> foi num per\u00edodo complicado. Uma semana antes do parto, o pa\u00eds viveu o primeiro confinamento da pandemia. Depois do per\u00edodo de <strong>licen\u00e7a maternidade<\/strong>, a Amanda retomou as atividades e divide o tempo entre ser m\u00e3e, os estudos e um est\u00e1gio. Tudo isso trouxe um misto de emo\u00e7\u00f5es. ???Eu deixo ela na escola de manh\u00e3 e s\u00f3 volto para casa \u00e0s 23 horas, 23h30. Ent\u00e3o eu chego em casa e ela j\u00e1 est\u00e1 dormindo. Eu s\u00f3 vejo ela uma meia hora por dia, que \u00e9 a parte da manh\u00e3. E, no final de semana, quando n\u00e3o tenho trabalho para fazer eu consigo aproveitar o tempo com ela, mas \u00e9 dif\u00edcil???, confessou a estudante. ???Esse \u00e9 o meu primeiro est\u00e1gio. Foi a primeira entrevista que eu fiz, na verdade, e n\u00e3o foi perguntado se eu tinha filho ou n\u00e3o. A\u00ed eu falei: ???Ah, olha, a gente n\u00e3o comentou, mas eu sou m\u00e3e???. O meu chefe respondeu: ???Mas tudo bem, n\u00e9????. Eu falei: ????? que voc\u00ea n\u00e3o perguntou???. E ele disse que n\u00e3o perguntou porque, para eles, n\u00e3o fazia diferen\u00e7a. Ent\u00e3o eu n\u00e3o passei por dificuldades na hora de procurar emprego, mas eu sei que existe. Eu vejo existindo???, relatou.<\/p>\n<p>S\u00f3 no ano passado, quando o Luca completou seis anos, Tatiana Alban\u00eas conseguiu dar in\u00edcio a um sonho: se formar em est\u00e9tica. Ela acorda \u00e0s 6 horas da manh\u00e3 para estudar e \u00e0s 9:00 tem que estar no trabalho. Quando voltou para a sala de aula, acabou ouvindo alguns coment\u00e1rios por ser m\u00e3e. ???Logo que o Lucas nasceu, come\u00e7ou a aparecer v\u00e1rios cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca que eu fiz, n\u00e3o existia, mas o mercado passou a oferecer os cursos de gradua\u00e7\u00e3o em est\u00e9tica, e eu senti essa necessidade, porque os cursos v\u00e3o ficando mais defasados, v\u00e3o aparecendo novidades, e o mercado tamb\u00e9m pede???, apontou Tatiana. ???Quando eu comecei a fazer a faculdade, tinha aquele julgamento. As pessoas ficavam falando: ???Nossa, mas voc\u00ea tem um filho pequeno. Como vai fazer uma faculdade?&#8217;???, detalhou a esteticista.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pela T\u00edquete revelou que 52% das mulheres que s\u00e3o m\u00e3es j\u00e1 notaram algum tipo de preconceito no mercado de trabalho. Quando essa mesma quest\u00e3o \u00e9 colocada entre os homens que s\u00e3o pais, o n\u00famero desce para 15%. Felizmente, o mesmo levantamento mostra uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio: 58% de mulheres n\u00e3o sentiram dificuldades profissionais porque atuam em empresas que prestam apoio durante e depois da gravidez. Poliana Sena \u00e9 bombeira de aer\u00f3dromo no Aeroporto Internacional de Goi\u00e2nia. Essa profiss\u00e3o, que atua na preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandio nos aeroportos, \u00e9 dominada por homens. M\u00e3e solo desde 2019, ela se equilibra entre o trabalho e os cuidados com o pequeno Teo, de dois anos. ???Eu tenho que me desdobrar para subir no caminh\u00e3o e me vestir dentro dele. Eu encontro tamb\u00e9m a dificuldade do preconceito, que, infelizmente, no mundo de hoje em dia tem bastante. A gente tem que estar mostrando, a cada dia que passa, que eu somos capazes. Capazes de fazer um treinamento, de carregar v\u00edtima, de subir em um caminh\u00e3o, de desenrolar uma mangueira???\u00a0 Eu tenho que estar mostrando, tanto no meu teste f\u00edsico quanto no meu teste psicol\u00f3gico. Eu n\u00e3o me alterar porque eu sou mulher???, desabafa<\/p>\n<p>Marina Gouveia tem 29 anos e vive um cen\u00e1rio parecido. Incentivada pelo marido, trocou de ramo. Deixou a fisioterapia antes da pandemia e hoje \u00e9 desenvolvedora de ???softwares??? na \u00e1rea de sa\u00fade. N\u00e3o foi f\u00e1cil conciliar a maternidade com a mudan\u00e7a de carreira. ???S\u00e3o muitas linguagens de computa\u00e7\u00e3o, tem muitas regras. Coisas novas, completamente diferente de onde eu vim. A minha dificuldade est\u00e1 sendo essa. E, junto, tem a maternidade, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil maternidade. Ainda por cima estar mudando de \u00e1rea, com uma crian\u00e7a pequena de 1 ano e 9 meses, faculdade e trabalho. Est\u00e1 sendo bem desafiador, mas eu estou tentando conciliar o m\u00e1ximo que eu consigo assim???, alegou. Assim como a Marina, a Poliana se orgulha de enfrentar todos os desafios, n\u00e3o importa qual for. ???Eu sou capaz de estar no servi\u00e7o sendo m\u00e3e. N\u00e3o tendo uma rede de apoio, que poderia ser o pai do meu filho, mas, enfim, a minha fam\u00edlia me ajuda. Eu tenho que estar mostrando que dou conta, que acontecer qualquer coisa com meu filho fora do meu servi\u00e7o, eu tento com quem contar ou que posso, sim, estar dando apoio para ele, at\u00e9 porque eu trabalho para ele???, completou.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da rep\u00f3rter Nanny Cox<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amanda Tanaka estava no primeiro m\u00eas da faculdade quando teve Alice. A gravidez foi num per\u00edodo complicado. Uma semana antes do parto, o pa\u00eds\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":110202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-110201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}