{"id":111979,"date":"2022-05-09T04:05:03","date_gmt":"2022-05-09T07:05:03","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/antonio-filosa-sem-corte-do-ipi-carros-seriam-ainda-mais-caros\/"},"modified":"2022-05-09T04:05:03","modified_gmt":"2022-05-09T07:05:03","slug":"antonio-filosa-sem-corte-do-ipi-carros-seriam-ainda-mais-caros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/09\/antonio-filosa-sem-corte-do-ipi-carros-seriam-ainda-mais-caros\/","title":{"rendered":"Antonio Filosa: &#8220;Sem corte do IPI, carros seriam ainda mais caros&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div><i>O engenheiro italiano Antonio Filosa, presidente (COO) da Stellantis para a Am\u00e9rica do Sul, maior montadora do pa\u00eds, dona de praticamente um ter\u00e7o do mercado, diz que o Brasil passar\u00e1 pela transi\u00e7\u00e3o do carro el\u00e9trico, mas admite que o pa\u00eds tem uma vantagem competitiva que \u00e9 o etanol. &#8220;O Brasil n\u00e3o pode parar o progresso. E o progresso da ind\u00fastria automobil\u00edstica vai pela eletrifica\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma. E, para isso, a empresa pretende investir em novos modelos, entre eles, carros h\u00edbridos combinando a motoriza\u00e7\u00e3o da eletricidade com o etanol. &#8220;O argumento de que o pa\u00eds n\u00e3o precisa do carro el\u00e9trico n\u00e3o \u00e9 puramente verdadeiro. O carro el\u00e9trico \u00e9 o progresso&#8221;, frisa.<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>A Stellantis completou um ano desde a fus\u00e3o dos grupos \u00edtalo-norte-americano Fiat Chrysler e do franc\u00eas PSA Peugeot Citro\u00ebn, com mais de 20 marcas sob o guarda-chuva. A nova holding encerrou o primeiro ano de opera\u00e7\u00f5es com faturamento de 152 bilh\u00f5es de euros (R$ 814,7 bilh\u00f5es), dos quais 10,7 bilh\u00f5es de euros (R$ 57,3 bilh\u00f5es) foram provenientes do continente sul-americano. A regi\u00e3o comercializou 830 mil ve\u00edculos e registrou lucro operacional de R$ 5,6 bilh\u00f5es.<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>A empresa, hoje, \u00e9 l\u00edder do mercado brasileiro de autom\u00f3veis e comerciais leves. Globalmente, a Stellantis planeja investir 14 bilh\u00f5es de euros por ano (R$ 75 bilh\u00f5es), com \u00eanfase em projetos de eletrifica\u00e7\u00e3o e software. &#8220;A ind\u00fastria est\u00e1 em uma fase de transi\u00e7\u00e3o, esperando os novos marcos regulat\u00f3rios&#8221;, destaca. E dois deles ser\u00e3o decisivos para a velocidade desse processo no Brasil: o Rota 2030, que definir\u00e1 o novo objetivo de emiss\u00f5es de CO2 da ind\u00fastria e o Programa de Controle da Polui\u00e7\u00e3o do Ar por Ve\u00edculos Automotores (Proconve 8), o equivalente ao Euro VI. Para isso, ser\u00e1 preciso muito di\u00e1logo. &#8220;O governo deve cuidar de colocar todos \u00e0 mesa, entender o ponto de vista de cada um e tomar a melhor decis\u00e3o para a ind\u00fastria do pa\u00eds&#8221;, defende.<\/i><\/div>\n<div><i><br \/><\/i><\/div>\n<div><i>No entender de Filosa, a redu\u00e7\u00e3o de 35% na al\u00edquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) \u00e9 &#8220;louv\u00e1vel&#8221;, mas n\u00e3o evita o aumento dos pre\u00e7os dos carros. A infla\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas e componentes est\u00e1 &#8220;quatro a cinco vezes&#8221; acima do custo de vida oficial. Ele acrescenta, ainda, que a falta de competitividade da ind\u00fastria brasileira acontece da porteira para fora, e os principais problemas s\u00e3o: carga tribut\u00e1ria elevada, infraestrutura prec\u00e1ria e falta de isonomia territorial. S\u00f3 resolvendo esses problemas, o pa\u00eds ser\u00e1 competitivo.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Estamos em um ano eleitoral, com muita volatilidade no mercado financeiro. Como o senhor e os executivos da companhia est\u00e3o vendo o Brasil?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Digamos que estamos em transi\u00e7\u00e3o. Nada de novo em rela\u00e7\u00e3o a outros anos eleitorais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Mas o Brasil nunca teve uma polariza\u00e7\u00e3o como a de agora. O pa\u00eds est\u00e1 dividido???<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>No final, o Brasil, sempre, assim como todo pa\u00eds do mundo, escolhe um de dois. ?? uma polariza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>??, mas no segundo turno. Antes, havia mais competi\u00e7\u00e3o. Agora, uma terceira via est\u00e1 sem espa\u00e7o. Abrindo as pesquisas, vemos mais de 70% dos votos consolidados em dois candidatos. Ou seja, o que vai decidir \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Provavelmente. Quem tiver maior rejei\u00e7\u00e3o, perde.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E para a empresa, como \u00e9 atuar e fazer neg\u00f3cio no Brasil? Outras montadoras fechar\u00e3o as f\u00e1bricas no pa\u00eds, como a Ford?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Sinceramente, n\u00e3o sei. A decis\u00e3o da Ford at\u00e9 se arrastou por alguns anos, acredito. N\u00e3o sei se haver\u00e1 outras (marcas) deixando (o pa\u00eds). Seguramente, algumas reduzir\u00e3o a pr\u00f3pria atividade. Os segmentos mais vulner\u00e1veis s\u00e3o os fornecedores, porque dependem da ind\u00fastria e t\u00eam menos ferramentas. A ind\u00fastria est\u00e1 em uma fase de transi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 esperando os novos marcos regulat\u00f3rios e na fase de introdu\u00e7\u00e3o da eletrifica\u00e7\u00e3o. Esse, por si s\u00f3, \u00e9 um desafio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O que s\u00e3o esses marcos regulat\u00f3rios e o que voc\u00eas esperam?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>S\u00e3o basicamente dois. O primeiro \u00e9 a pr\u00f3xima onda do Rota 2030, que vai definir qual \u00e9 o novo objetivo de emiss\u00f5es de CO2 da ind\u00fastria. E o segundo, o Proconve 8, que definir\u00e1 as novas regulamenta\u00e7\u00f5es adicionais sobre gases poluentes (e deve vigorar a partir de 2025). Esses dois marcos ser\u00e3o definidos nos pr\u00f3ximos meses. E eles mostrar\u00e3o o qu\u00e3o r\u00e1pido ser\u00e1 a entrada do produto el\u00e9trico na ind\u00fastria automobil\u00edstica brasileira. O Brasil, muito mais do que outros pa\u00edses, tem uma alternativa para a matriz energ\u00e9tica de autopropuls\u00e3o que \u00e9 o etanol. Na equa\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de CO2, medida desde o plantio da cana-de-a\u00e7\u00facar at\u00e9 o uso do etanol nos motores, ele \u00e9 quase neutro. ?? quase como um carro el\u00e9trico. E, para atender aos pr\u00f3prios objetivos (de redu\u00e7\u00e3o) de emiss\u00f5es de CO2, o Brasil tem essa grande fortaleza que ningu\u00e9m tem. Ent\u00e3o, nessa decis\u00e3o, (o pa\u00eds) definir\u00e1 a velocidade da eletrifica\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Qual vai ser o papel do governo nessa quest\u00e3o?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Esperamos que, como sempre foi feito, o governo continue com a abertura ao di\u00e1logo, porque s\u00e3o decis\u00f5es t\u00e9cnicas que impactam a produ\u00e7\u00e3o e a velocidade de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O governo deve cuidar de colocar todos \u00e0 mesa, entender o ponto de vista de cada um e tomar a melhor decis\u00e3o para a ind\u00fastria do pa\u00eds. ?? reconhecido que o Brasil tem essa fortaleza do etanol, e deve continuar cultivando-a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Os produtores de etanol dizem que, no caso do Brasil, o carro el\u00e9trico n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, devido ao enorme custo para construir uma rede de abastecimento, estimado entre R$ 300 bilh\u00f5es e R$ 1,3 trilh\u00e3o. E, para o etanol, a infraestrutura j\u00e1 existe. H\u00e1 mais de 70 mil postos espalhados pelo pa\u00eds. Outro argumento \u00e9 que a matriz energ\u00e9tica que abastece o carro el\u00e9trico \u00e9 mais suja que a do etanol. No Brasil, nem tanto, mas, na Europa, por exemplo, tem at\u00e9 carv\u00e3o. O senhor acredita que o Brasil consegue conciliar essa quest\u00e3o?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Acho que o Brasil n\u00e3o pode parar o progresso. E o progresso da ind\u00fastria automobil\u00edstica passa pela eletrifica\u00e7\u00e3o. O Brasil tem essa fortaleza do etanol, mas um n\u00e3o dispensa o outro. Um \u00e9 alternativa ao outro. O Brasil ser\u00e1, no futuro, um dos pouqu\u00edssimos pa\u00edses que ter\u00e1 uma matriz de autopropuls\u00e3o, com uma s\u00e9rie de possibilidades. Para atingir os objetivos de redu\u00e7\u00e3o de CO2, a maioria dos pa\u00edses \u00e9 for\u00e7ada a adotar unicamente a eletrifica\u00e7\u00e3o. O Brasil poder\u00e1 adotar uma mistura, de pura eletrifica\u00e7\u00e3o, de eletrifica\u00e7\u00e3o h\u00edbrida, com motor el\u00e9trico e de etanol. Isso \u00e9 bom, \u00e9 saud\u00e1vel, porque deixa as portas abertas ao progresso inevit\u00e1vel, que \u00e9 a eletrifica\u00e7\u00e3o, mas oferece ao mercado alternativas mais competitivas. Ent\u00e3o, o argumento de que o pa\u00eds n\u00e3o precisa do carro el\u00e9trico n\u00e3o \u00e9 puramente verdadeiro. O carro el\u00e9trico \u00e9 o progresso.<\/div>\n<div><b><br \/><\/b><\/div>\n<div><b>Mas \u00e9 t\u00e3o caro aqui no Brasil???<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>?? caro, mas n\u00e3o apenas no Brasil. ?? caro no mundo. O custo das c\u00e9lulas das baterias ainda \u00e9 muito alto, porque n\u00e3o se atingiu a vantagem da economia de escala de outras alternativas. Mas \u00e9 claro que, \u00e0 medida que a demanda (pelo carro el\u00e9trico) aumentar e a produ\u00e7\u00e3o crescer, o custo das c\u00e9lulas das baterias vai cair. Ser\u00e1 daqui a 10, 15 anos uma alternativa de competitividade razo\u00e1vel. Nesse per\u00edodo transit\u00f3rio de 15 anos, os governos dos demais pa\u00edses podem pensar em incentivo ao consumo. O Brasil pode n\u00e3o pensar nisso, porque tem o etanol.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O governo, agora, deu incentivo \u00e0 ind\u00fastria por meio da redu\u00e7\u00e3o do IPI, e o setor automotivo tamb\u00e9m foi beneficiado. Primeiro, um corte de 25% e, agora, de 35%. Por que essa redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sendo repassada para os consumidores? O pre\u00e7o do carro n\u00e3o cai, muito pelo contr\u00e1rio. S\u00f3 sobe???<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>(A redu\u00e7\u00e3o do IPI) est\u00e1 sendo repassada (aos consumidores). (Sem a diminui\u00e7\u00e3o do IPI), os pre\u00e7os dos carros subiriam muito, mas muito mais. A infla\u00e7\u00e3o global \u00e9 enorme. N\u00f3s, da ind\u00fastria, negociamos a\u00e7o nos \u00faltimos tr\u00eas anos com m\u00e9dia de mais de 54% de aumento de ano sobre ano. O pre\u00e7o do a\u00e7o mais do que dobrou nesse per\u00edodo. O carro \u00e9 feito com mais de 60% de a\u00e7o, e n\u00e3o podemos fazer nada contra isso. Ent\u00e3o, o incentivo do IPI \u00e9 laud\u00e1vel. O pre\u00e7o do pl\u00e1stico tamb\u00e9m est\u00e1 aumentando, porque \u00e9 derivado do petr\u00f3leo. Tem muitos itens el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos que est\u00e3o ficando mais caros. A infla\u00e7\u00e3o de todas as commodities que a ind\u00fastria usa para fazer carros est\u00e1 muito elevada, na ordem de quatro a cinco vezes a infla\u00e7\u00e3o normal. N\u00e3o repassamos todos os custos para os pre\u00e7os dos carros face \u00e0s nossas efici\u00eancias. A redu\u00e7\u00e3o do IPI \u00e9 saud\u00e1vel, porque d\u00e1 uma ferramenta a mais para conter um pouco o repasse da infla\u00e7\u00e3o, que, se n\u00e3o fosse feito, mataria a ind\u00fastria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E como est\u00e1 o fornecimento dos microprocessadores, que prejudicou a produ\u00e7\u00e3o mundial de ve\u00edculos durante a pandemia?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Est\u00e1 ainda restrito. De verdade, este seria o ano para come\u00e7armos a ver algumas relevantes melhorias, mas fatos novos surgiram. Entre eles, o problema geopol\u00edtico da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia. E, claramente, tudo o que aconteceu na China com a nova onda da covid-19, \u00e9 outro. Ent\u00e3o, tudo isso, desacelerou a melhora que vai ocorrer no come\u00e7o do ano que vem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Carro vai ser artigo cada vez mais de luxo no Brasil? O pa\u00eds teve um per\u00edodo, sobretudo no fim dos anos 2000, em que o brasileiro teve muito acesso, porque tinha o carro popular e o cr\u00e9dito em at\u00e9 60 meses. Dada a queda na renda do brasileiro, s\u00f3 rico vai ter carro?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00e3o. Primeiro, \u00e9 preciso olhar o tema da mobilidade, e n\u00e3o dos carros. Existem novos modelos de mobilidade que est\u00e3o propondo ao consumidor alternativas diferentes. N\u00f3s, como Stellantis, por exemplo, estamos propondo uma s\u00e9rie de planos relacionados a isso. Um deles, temos uma empresa dentro do grupo chamada Flua, que prev\u00ea ao consumidor subscri\u00e7\u00f5es de longo termo, de 12 a 24 meses. Ou seja, no lugar de comprar o carro, voc\u00ea pode comprar a exclusiva mobilidade de um modelo. ?? quase um leasing. Sobre o fato de o carro ser um bem de luxo ou n\u00e3o, depende de qual \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de bem de luxo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O Brasil tem um problema cr\u00f4nico de infla\u00e7\u00e3o. Enquanto por aqui as proje\u00e7\u00f5es para o custo de vida de mais longo prazo continuam altas, nos Estados Unidos, espera-se queda forte a partir do ano que vem. Por que essa desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Isso deveria levar a uma an\u00e1lise das diferen\u00e7as entre os macrossistemas dos Estados Unidos e do Brasil, que s\u00e3o muitas. Os EUA, entre outros benef\u00edcios, contam com uma infla\u00e7\u00e3o sempre contida, entre zero e 2%. E o por que conseguem fazer isso? Quando olho para os Estados Unidos, vejo um pa\u00eds que tem uma m\u00e1quina p\u00fablica infinitamente menor, que tem equaliza\u00e7\u00e3o da renda com muitos problemas, mas, seguramente, mais igualit\u00e1ria do que o Brasil, uma carga tribut\u00e1ria que \u00e9 decisivamente menor, uma taxa de desemprego, historicamente, baixa e impulsionada por um sistema produtivo que \u00e9 sempre prioridade da agenda econ\u00f4mica. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma s\u00e9rie de fatores que, no fim, geram tamb\u00e9m uma infla\u00e7\u00e3o contida. O ponto \u00e9 esse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E o Brasil ainda est\u00e1 no meio desse processo???<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Est\u00e1 longe.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O pa\u00eds tenta uma reforma tribut\u00e1ria h\u00e1 mais de 30 anos e a reforma administrativa n\u00e3o sai, porque as corpora\u00e7\u00f5es aqui s\u00e3o muito fortes???<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00e3o sei se o Brasil deveria ter como objetivo ser os Estados Unidos. ?? claramente um bom objetivo. Mas o que o Brasil quer ser amanh\u00e3? Por exemplo, no setor da ind\u00fastria automobil\u00edstica. Historicamente, nos deparamos com uma situa\u00e7\u00e3o de que 65% do nosso mercado est\u00e1 na \u00e1rea Sul e Sudeste (do pa\u00eds) e atuamos como se isso fosse a normalidade. <\/p>\n<p>Mas por que isso existe? ?? porque o consumidor do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste n\u00e3o gosta de carros? N\u00e3o. Eles gostam tanto quanto (os dos Sul e do Sudeste). O problema \u00e9 a renda. E deveriam fazer como os japoneses, que fazem cinco perguntas? Por que n\u00e3o tem renda? Por n\u00e3o ter trabalho l\u00e1. E, por que n\u00e3o tem trabalho? Porque l\u00e1 n\u00e3o chega a ind\u00fastria e as atividades produtivas. O Brasil \u00e9 continental, mas tem uma economia com baix\u00edssima descentraliza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>E a descentraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, entre elas, atrair investimentos produtivos fora do n\u00facleo S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Quando voc\u00ea gera uma atra\u00e7\u00e3o de investimento produtivo de alta qualifica\u00e7\u00e3o do trabalho em regi\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o o centro, voc\u00ea est\u00e1 puxando infraestrutura, est\u00e1 puxando servi\u00e7os, est\u00e1 aumentando a renda l\u00e1. <\/p>\n<p>E, aumentando a renda, voc\u00ea aumenta as oportunidades de demanda, de consumo e de outras formas de desenvolvimento: social, educa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos a sorte de ter, sete anos atr\u00e1s, tomado a decis\u00e3o de instalar o polo automotivo Jeep em Goiana, em Pernambuco. A criminalidade da cidade caiu em 40% desde que estamos l\u00e1. ?? oferta de novas oportunidades.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O Brasil j\u00e1 chegou a ser o quarto mercado produtor de autom\u00f3veis e hoje \u00e9 o oitavo. N\u00e3o \u00e9 uma decep\u00e7\u00e3o esse encolhimento?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>O sistema produtivo brasileiro tem falta de competitividade. Exporta para a Am\u00e9rica Latina, para o Mercosul, mas \u00e9 mais dif\u00edcil para a produ\u00e7\u00e3o brasileira ir para outras regi\u00f5es. E \u00e9 preciso fazer perguntas. Por que falta competitividade? Se voc\u00ea dividir o sistema produtivo, portaria para dentro e portaria para fora, a an\u00e1lise fica mais simples. <\/p>\n<p>Se forem em nossa f\u00e1brica e dos nossos competidores, voc\u00eas observam que elas t\u00eam os mesmos rob\u00f4s, os mesmos equipamentos e a mesma m\u00e3o de obra de uma f\u00e1brica alem\u00e3, norte-americana e japonesa fazendo os mesmos produtos. <\/p>\n<p>O Jeep Renegade e o Jeep Compass que fazemos no Brasil s\u00e3o os mesmos fabricados no M\u00e9xico, na It\u00e1lia ou na \u00c1sia. A competitividade \u00e9 a mesma da portaria para dentro. Mas, da porta para fora, encontramos os problemas que falamos antes. <\/p>\n<p>A falta de competitividade (do Brasil) acontece porque existem essas tr\u00eas principais car\u00eancias no sistema produtivo, que s\u00e3o: a tribut\u00e1ria, a infraestrutura log\u00edstica e a falta de isonomia territorial no Brasil. E como essas car\u00eancias precisam ser cuidadas? A tribut\u00e1ria, com a reforma tribut\u00e1ria. Agora tem a PEC 110\/2019, que est\u00e1 circulando (no Congresso) com tudo o que o pa\u00eds precisa que seja aprovado. <\/p>\n<p>A infraestrutura log\u00edstica s\u00e3o duas. Tem a f\u00edsica, que s\u00e3o as ruas, portos, aeroportos, e a de dados, o investimento em 5G, que \u00e9 muito positivo. <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 somente 5G, porque o Brasil tem um monte de \u00e1reas extra-urbanas que deveriam ter a expans\u00e3o do 4G de alta frequ\u00eancia, de 770 Hertz. Por fim, a descentraliza\u00e7\u00e3o. O Brasil precisa de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica, industrial, produtiva que leve o progresso em todos os cantos do pa\u00eds.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O que o Brasil representa para a Stellantis hoje? E quais s\u00e3o os planos de investimentos para c\u00e1?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>A Stellantis \u00e9 dividida em seis regi\u00f5es: \u00c1sia Pac\u00edfico, China, que \u00e9 uma regi\u00e3o \u00e0 parte, Oriente M\u00e9dio-\u00c1frica, Am\u00e9rica do Norte e Am\u00e9rica do Sul. <\/p>\n<p>E, como organiza\u00e7\u00e3o, cada regi\u00e3o tem um l\u00edder. O Brasil \u00e9 o mercado mais importante da Am\u00e9rica do Sul, de longe. O pa\u00eds \u00e9 um centro quase exclusivo da produ\u00e7\u00e3o de uma das seis regi\u00f5es da Stellantis. Portanto, o pa\u00eds tem uma import\u00e2ncia estrat\u00e9gica alt\u00edssima.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E \u00e9 poss\u00edvel exportar?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00f3s exportamos, desde Pernambuco, mais ou menos 20% da produ\u00e7\u00e3o, todas para o Mercosul. Da Fiat, exportamos 20 mil picapes Strada, por exemplo, para o M\u00e9xico. Exportamos Fiat Argo, Pulse e Chronos para o M\u00e9xico, al\u00e9m do Mercosul. <\/p>\n<p>Temos estrat\u00e9gia de fazer carros do Brasil para o Oriente M\u00e9dio-\u00c1frica, mas as regulamenta\u00e7\u00f5es de cada regi\u00e3o divergiram tanto neste momento, que, tecnicamente, n\u00e3o d\u00e1 para exportar um carro do Brasil para a Europa. N\u00e3o \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel. Por isso, a Europa faz o Jeep Renegade e Compass em casa.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E o que representaria o acordo de livre com\u00e9rcio entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, que est\u00e1 sendo aguardado h\u00e1 mais de 20 anos? Voc\u00eas s\u00e3o favor\u00e1veis?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Sim, claro. O problema da produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 a competitividade da porta da f\u00e1brica para fora. Se o Brasil quer ser um player global para exporta\u00e7\u00f5es maiores, que n\u00e3o sejam limitadas apenas ao Mercosul e a outros pa\u00edses no entorno, tem que resolver os problemas da competitividade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Quais s\u00e3o os planos de investimentos da Stellantis para o Brasil?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00f3s vamos investir bastante dinheiro at\u00e9 2025, e tamb\u00e9m de 2025 a 2030. E isso vai se traduzir no lan\u00e7amento de 16 modelos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Al\u00e9m dos 16 novos modelos, o que mais voc\u00eas est\u00e3o planejando?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>A introdu\u00e7\u00e3o da eletrifica\u00e7\u00e3o, sempre combinada com etanol. Como falamos antes, o etanol tem um papel chave na autopropuls\u00e3o brasileira, mas o Brasil n\u00e3o pode se fechar ao progresso, e deve se abrir tamb\u00e9m aos cen\u00e1rios de eletrifica\u00e7\u00e3o. E a forma mais inteligente \u00e9 combinar o etanol com m\u00e1quinas el\u00e9tricas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Entre esses 16 novos modelos tem algum el\u00e9trico ou h\u00edbrido?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Teremos a entrada de solu\u00e7\u00f5es de eletrifica\u00e7\u00e3o combinada com etanol. E temos tamb\u00e9m a possibilidade de importar modelos h\u00edbridos e totalmente el\u00e9tricos. <\/p>\n<p>N\u00f3s, claramente, queremos consolidar a nossa presen\u00e7a de mercado e expandir a nossa presen\u00e7a al\u00e9m de Brasil e de Argentina, que s\u00e3o, neste momento, os nossos mercados principais. Queremos trabalhar muito com marcas que n\u00e3o representam grandes volumes, como Peugeot, Citro\u00ebn e mesmo a RAM. Temos uma s\u00e9rie de planos.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Dizem que o Brasil n\u00e3o \u00e9 para amadores. O que \u00e9 o pa\u00eds na vis\u00e3o dos investidores?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Acho que \u00e9 preciso, sempre, ter uma vis\u00e3o de longo prazo. Se voc\u00ea analisar o dia a dia, \u00e9 claro que voc\u00ea fica perdido em conflitos que, um dia depois, ser\u00e3o resolvidos. Ent\u00e3o, \u00e9 melhor esquecer que est\u00e3o existindo e ficar com a vis\u00e3o de longo prazo. <\/p>\n<p>E, no longo prazo, o Brasil tem tudo para despontar. Tem uma economia que pode se avantajar pela forte puls\u00e3o do agroneg\u00f3cio, por exemplo. Tem uma economia que pode se fundamentar sobre a riqueza de uma s\u00e9rie de commodities que, somente ou principalmente no Brasil, s\u00e3o extra\u00edveis, digamos assim, sejam minerais, sejam agr\u00edcolas. <\/p>\n<p>Tem uma popula\u00e7\u00e3o muito jovem na base produtiva ainda, embora a demografia esteja mudando rapidamente. Tem uma penetra\u00e7\u00e3o muito baixa do carro em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses, inclusive, com economias piores.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Como \u00e9 essa propor\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>De um carro para cada quatro pessoa, quando, na Europa e nos Estados Unidos, \u00e9 de um para um, e, mesmo na Argentina, essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor. Mas o mundo depende muito do Brasil para comer e para produzir a\u00e7o. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, acredito que o ciclo econ\u00f4mico que possa se oferecer no Brasil \u00e9 positivo. E, com tudo isso, acredito que o Brasil merece investimentos produtivos. N\u00f3s, como Stellantis, sempre fomos, acredito, a montadora que mais investiu no pa\u00eds, e os n\u00fameros aqui s\u00e3o positivos. Desde 2018, por exemplo, o Brasil vende mais Fiat do que a It\u00e1lia.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Voltando para o in\u00edcio da conversa, o senhor diz que as elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o atrapalham, mesmo tendo um pa\u00eds mais polarizado.<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Sabemos que uma vez a cada quatro anos tem elei\u00e7\u00e3o, com mais volatilidade do que nos demais. N\u00e3o estou falando que n\u00e3o atrapalha ou que n\u00e3o \u00e9 vol\u00e1til. Mas, neste ano, temos mais volatilidade, mas mais dirigida pelo contexto externo do que pela alta polariza\u00e7\u00e3o interna. <\/p>\n<p>A polariza\u00e7\u00e3o interna era mais previs\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 algo que saiu da curva. O que n\u00e3o era previs\u00edvel \u00e9 tudo o que est\u00e1 acontecendo fora: a guerra entre Ucr\u00e2nia e R\u00fassia, a nova onda de covid-19 chinesa, a falta de semicondutores. <\/p>\n<p>Tudo isso gera um n\u00edvel de volatilidade dirigido pelo contexto global at\u00e9 mais impactante para a ind\u00fastria.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>No governo Collor, quando houve a abertura da economia, o presidente dizia que os carros brasileiros eram carro\u00e7as. Os carros brasileiros ainda s\u00e3o carro\u00e7as comparados ao mundo?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00e3o temos carro\u00e7as. Temos as mesmas plataformas. Por exemplo, os modelos Jeep s\u00e3o iguais em todos os cantos. Mas se compararmos um modelo Fiat daqui com um modelo Fiat italiano, a casca \u00e9 bem diferente, eu concordo. At\u00e9 o tamanho e tudo. <\/p>\n<p>Mas as plataformas s\u00e3o as mesmas, ou muito parecidas. Os componentes el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos, tamb\u00e9m. A motoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda a mesma. <\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, os componentes tecnol\u00f3gicos dos carros s\u00e3o muito comuns entre os pa\u00edses. J\u00e1 os opcionais dependem muito do mercado. <\/p>\n<p>Por exemplo, a efici\u00eancia do ar condicionado no Brasil \u00e9 muito mais alta do que no resto do mundo, porque o consumidor brasileiro \u00e9 muito atento a esse aspecto do conforto dentro do habit\u00e1culo. O mercado aqui exige suspens\u00f5es mais sofisticadas.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Qual \u00e9 o carro mais vendido no Brasil da marca?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>De todos, a picape Fiat Strada. ?? o modelo mais vendido em toda a Am\u00e9rica do Sul. At\u00e9 a Europa quer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>E \u00e9 poss\u00edvel vender para os europeus?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>N\u00e3o. Devido \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es. Seria poss\u00edvel, investindo algumas centenas de milhares de euros, o que tornaria invi\u00e1vel o business case.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Por qu\u00ea? Qual \u00e9 o problema da regulamenta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Tem uma s\u00e9rie de requisitos homologat\u00f3rios que devem ser atendidos. A Europa, por exemplo, precisa de eletrifica\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, seria preciso investir em uma vers\u00e3o eletrificada. E tudo isso custa algumas centenas de milh\u00f5es de euros. Ent\u00e3o, eles querem, mas, quando fazem o business case, \u00e9 invi\u00e1vel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>O acordo UE-Mercosul ajudaria isso?<\/p>\n<p><\/b><\/div>\n<div>Esse acordo \u00e9 uma premissa para que, depois, se decida investir essas centenas de milh\u00f5es de euros e se amplie o mercado, por consequ\u00eancia. Qualquer abertura \u00e9 boa. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria demonstra que a abertura gera a amplia\u00e7\u00e3o de mercado e melhora as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento. Agora, o Brasil tem que resolver o problema da competitividade. Porque, uma vez que se abre e n\u00e3o \u00e9 competitivo, o pa\u00eds fica inundado de produtos importados, como ocorre no Chile, que n\u00e3o tem ind\u00fastria. <\/p>\n<p>Tem apenas minera\u00e7\u00e3o de cobre e pesca, porque a decis\u00e3o foi de se abrir totalmente, sem gerar competitividade interna.<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Brasil ainda tem a tradi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria muito forte e diversificada, apesar do processo de encolhimento visto nos \u00faltimos anos. E o custo aqui dos carros ainda \u00e9 muito elevado do que l\u00e1 fora???<\/div>\n<div>?? preciso tirar a carga tribut\u00e1ria. Se o Brasil aplica 40% de carga tribut\u00e1ria e a Europa e os Estados Unidos aplicam 15%, voc\u00ea tem 25 pontos percentuais sobre os quais n\u00e3o se pode fazer nada. Mas, tirando a carga tribut\u00e1ria, o custo que sai das f\u00e1bricas n\u00e3o \u00e9 incompar\u00e1vel. Os dois gaps principais s\u00e3o carga tribut\u00e1ria e infraestrutura.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>SAIBA MAIS<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O engenheiro italiano Antonio Filosa, presidente (COO) da Stellantis para a Am\u00e9rica do Sul, maior montadora do pa\u00eds, dona de praticamente um ter\u00e7o do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":111980,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[190],"tags":[],"class_list":["post-111979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111979\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}