{"id":112715,"date":"2022-05-09T11:03:41","date_gmt":"2022-05-09T14:03:41","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/servico-geologico-brasileiro-aponta-13-areas-de-alto-perigo-em-canions-do-rio-sao-francisco\/"},"modified":"2022-05-09T11:03:41","modified_gmt":"2022-05-09T14:03:41","slug":"servico-geologico-brasileiro-aponta-13-areas-de-alto-perigo-em-canions-do-rio-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/09\/servico-geologico-brasileiro-aponta-13-areas-de-alto-perigo-em-canions-do-rio-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o geol\u00f3gico brasileiro aponta 13 \u00e1reas de alto perigo em c\u00e2nions do rio S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<p>Ap\u00f3s o acidente com<strong> pared\u00f5es<\/strong> no lago de Furnas, em <strong>Capit\u00f3lio<\/strong>, Minas Gerais, o servi\u00e7o geol\u00f3gico do Brasil fez uma avalia\u00e7\u00e3o em alguns locais do pa\u00eds e apontou 13 \u00e1reas de alto perigo em localidades dos c\u00e2nions do <strong>rio S\u00e3o Francisco<\/strong>. At\u00e9 ent\u00e3o, o lugar nunca tinha passado por uma avalia\u00e7\u00e3o. Os <strong>c\u00e2nions<\/strong> do Velho Chico ficam na divisa entre os Estados de Sergipe, Bahia e Alagoas. S\u00e3o 60 quil\u00f4metros de pared\u00f5es de rochas com at\u00e9 100 metros de altura. A estrutura tem tipos de rochas distintas, em alguns pontos s\u00e3o sedimentares, com mais de 300 milh\u00f5es de anos, em outros s\u00e3o de rochas metam\u00f3rficas, que s\u00e3o mais estruturadas e t\u00eam mais de 800 milh\u00f5es de anos.\u00a0Segundo os ge\u00f3logos, toda a \u00e1rea do rio S\u00e3o Francisco deve ser monitorada pelo menos uma vez por ano.<\/p>\n<p>O desastre em Capit\u00f3lio tamb\u00e9m afetou o turismo no Xing\u00f3. Muitas pessoas ficaram com receio de visitar o local. Patr\u00edcia Vitor, secret\u00e1ria de Turismo de Canind\u00e9, diz que as autoridades se mobilizaram para tranquilizar a popula\u00e7\u00e3o quanto a seguran\u00e7a do local. ???Muito rapidamente, todos n\u00f3s unimos for\u00e7as para informar, para mostrar ao turista que o nosso destino \u00e9 seguro e que n\u00f3s somos muito preocupados com a preven\u00e7\u00e3o para resguardar a todos e principalmente a vida. O preju\u00edzo inicialmente foi j\u00e1 algumas liga\u00e7\u00f5es que foram recebidas pelos empreendimentos locais, hospedagem, meios de hospedagem, passeios, operadores tur\u00edsticos, que receberam liga\u00e7\u00f5es de desist\u00eancia, pessoas com medo???, relata.<\/p>\n<p>Agora, especialistas e alunos da Universidade Federal de Sergipe preparam um programa para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o. O pesquisador de geologia da universidade, J\u00falio C\u00e9sar Vieira, diz que o objetivo do trabalho \u00e9 identificar poss\u00edveis problemas o quanto antes. ???Identificar falhas, descontinuidades, outras caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas que possam oferecer risco. Esses riscos podem estar no subsolo, podem estar soterrados, eles n\u00e3o sejam percept\u00edveis \u00e0s pessoas que estejam ali presentes. Ent\u00e3o a gente se antecipa ao fato de qualquer coisa que possa acontecer???, afirma.<\/p>\n<p>Para esse trabalho, o uso da tecnologia ser\u00e1 fundamental. Al\u00e9m de drones, ser\u00e3o usados equipamentos que trazem detalhes minuciosos da \u00e1rea para serem estudados nos laborat\u00f3rios com mais profundidade. O comandante da Defesa Civil de Sergipe, Luciano Queiroz, destaca a necessidade de ter conhecimento sobre a situa\u00e7\u00e3o das rochas. ???Esse \u00e9 o nosso intuito, gerenciar o risco, fazer o mapeamento dessas \u00e1reas de poss\u00edveis riscos aqui nos pared\u00f5es do c\u00e2nion. A gente sabe que tem caracter\u00edsticas diferentes do Capit\u00f3lio, mas a gente precisa fazer essa setoriza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas, de poss\u00edveis riscos, para que, se ocorrer, a gente possa, da melhor forma poss\u00edvel, elaborar nossos planos de conting\u00eancia e fazer a resposta a poss\u00edveis desastres aqui nessa localidade???, explica.<\/p>\n<p>?? quase imposs\u00edvel evitar que as rochas desabem j\u00e1 que elas est\u00e3o suscet\u00edveis aos impactos naturais, como a a\u00e7\u00e3o do vento, da chuva e at\u00e9 da pr\u00f3pria gravidade. No entanto, o que pode e deve ser feito pelas autoridades \u00e9 isolar as \u00e1reas de risco para que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o frequente esses locais.<\/p>\n<div class=\"c-message_kit__gutter\">\n<div class=\"c-message_kit__gutter__right\" role=\"presentation\" data-qa=\"message_content\">\n<div class=\"c-message_kit__blocks c-message_kit__blocks--rich_text\">\n<div class=\"c-message__message_blocks c-message__message_blocks--rich_text\" data-qa=\"message-text\">\n<div class=\"p-block_kit_renderer\" data-qa=\"block-kit-renderer\">\n<div class=\"p-block_kit_renderer__block_wrapper p-block_kit_renderer__block_wrapper--first\">\n<div class=\"p-rich_text_block\" dir=\"auto\">\n<div class=\"p-rich_text_section\"><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da rep\u00f3rter Camila Yunes<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o acidente com pared\u00f5es no lago de Furnas, em Capit\u00f3lio, Minas Gerais, o servi\u00e7o geol\u00f3gico do Brasil fez uma avalia\u00e7\u00e3o em alguns locais\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":112716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-112715","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112715","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112715"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112715\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}