{"id":136025,"date":"2022-05-14T10:02:40","date_gmt":"2022-05-14T13:02:40","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/previdencia-privada-responde-pelo-sustento-de-3-dos-aposentados\/"},"modified":"2022-05-14T10:02:40","modified_gmt":"2022-05-14T13:02:40","slug":"previdencia-privada-responde-pelo-sustento-de-3-dos-aposentados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/14\/previdencia-privada-responde-pelo-sustento-de-3-dos-aposentados\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia privada responde pelo sustento de 3% dos aposentados"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A previd\u00eancia privada ainda \u00e9 pouco disseminada na popula\u00e7\u00e3o brasileira ??? apenas 3% dos aposentados t\u00eam a modalidade como parte do sustento. A conclus\u00e3o est\u00e1 na pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, feita pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/ebc.png627fa870d550a.png?id=1459537&#038;o=node\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/ebc.gif627fa8710f45d.gif?id=1459537&#038;o=node\"\/><\/p>\n<p>Os recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) s\u00e3o a fonte de renda de 92% dos aposentados brasileiros.<\/p>\n<p>Segundo a Anbima, o percentual de aposentados que recorrem \u00e0 previd\u00eancia complementar \u00e9 o mesmo dos que vivem de sal\u00e1rio pr\u00f3prio ou de suas empresas (3%), o que quer dizer que ainda h\u00e1 uma parcela de aposentados que trabalha.<\/p>\n<p>Recursos provenientes da fam\u00edlia ou filhos foram citados por 2% dos aposentados. Rendas de pens\u00e3o, aluguel de im\u00f3veis e aplica\u00e7\u00f5es financeiras contribuem para 1% dos aposentados, cada modalidade.<\/p>\n<p>Segundo o superintendente de Comunica\u00e7\u00e3o, Certifica\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o de Investidores da Anbima, Marcelo Billi, um dos fatores que levam \u00e0 baixa ades\u00e3o \u00e0 previd\u00eancia privada, apesar de benef\u00edcios tribut\u00e1rios e a possibilidade de contribui\u00e7\u00e3o das empresas para aposentadoria dos empregados, \u00e9 que os brasileiros n\u00e3o conseguem separar renda para investir.<\/p>\n<blockquote>\n<p>???Uma pequena parcela da popula\u00e7\u00e3o consegue poupar. Cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue fazer sobrar renda no fim do m\u00eas. Dos 31% que tinham algum investimento no final de 2021, s\u00f3 6% conseguiram fazer uma aplica\u00e7\u00e3o naquele ano???, disse, citando outros dados da pesquisa.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Billi acrescentou que a crise gerada pela pandemia de covid-19 tornou ainda mais dif\u00edcil separar renda para o futuro. ???H\u00e1, portanto, um fator conjuntural, com perda de renda pelos brasileiros, e um comportamental, que \u00e9 n\u00e3o pensar no futuro???, acrescentou.<\/p>\n<h2>Classe social<\/h2>\n<p>Na an\u00e1lise por classe social, a depend\u00eancia do INSS \u00e9 semelhante entre a A\/B (94%) e a C (93%), enquanto o \u00edndice da D\/E ficou um pouco menor (89%).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diz a Anbima, as pessoas das classes A e B s\u00e3o mais adeptas da previd\u00eancia privada (8%) do que as da C (3%) e da D e E (1%) e ainda contam com a renda de seus sal\u00e1rios ou empresas (5%), propor\u00e7\u00e3o menor entre os grupos da classe C (3%) e D\/E (3%).<\/p>\n<h2>Expectativa<\/h2>\n<p>De acordo com a Anbima, para 55% dos que n\u00e3o se aposentaram, a renda quando pararem de trabalhar vir\u00e1 do INSS, com pequena varia\u00e7\u00e3o entre a classe C (58%) e a D\/E (56%). Nas classes A e B, o percentual foi 48%.<\/p>\n<p>Ainda entre os n\u00e3o aposentados, 20% apontaram que seu sustento na aposentadoria vir\u00e1 do pr\u00f3prio trabalho, mostrando que muitos n\u00e3o pensam em sair da ativa, acrescentou a entidade. Apenas 10% dos entrevistados indicaram que seu sustento vir\u00e1 de aplica\u00e7\u00f5es financeiras, sendo o percentual bem maior nas classes A\/B (22%), menor para classe C (8%) e menor ainda para as D\/E (2%).<\/p>\n<p>A previd\u00eancia complementar \u00e0 p\u00fablica tamb\u00e9m aparece como uma op\u00e7\u00e3o pouco popular entre os n\u00e3o aposentados: somente 5% dessas pessoas a citou como sustento no per\u00edodo futuro de aposentadoria.<\/p>\n<h2>Incentivo<\/h2>\n<p>Billi acrescentou que as empresas de previd\u00eancia privada precisam esclarecer melhor a popula\u00e7\u00e3o sobre os produtos que oferecem.<\/p>\n<blockquote>\n<p>???O mercado financeiro ainda tem muito jarg\u00e3o e as pessoas acham que o produto n\u00e3o \u00e9 para elas. ?? um mercado muito regulado, mas \u00e9 preciso tornar os produtos mais amig\u00e1veis, como fez a ind\u00fastria farmac\u00eautica com as bulas de rem\u00e9dio???.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outro fator que ele considera que precisa mudar \u00e9 que os investidores devem aprender a buscar produtos financeiros adequados ao seu perfil e n\u00e3o o ???investimento da vez???.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m considera que \u00e9 preciso definir estrat\u00e9gias para ajudar a impulsionar a ades\u00e3o \u00e0 previd\u00eancia complementar. Por exemplo, para ele, seria melhor se a ades\u00e3o fosse autom\u00e1tica e o empregado que n\u00e3o quisesse, teria de informar essa decis\u00e3o, assim como acontece com o Cadastro Positivo (lista de bons pagadores), atualmente.<\/p>\n<h2>Custo de vida<\/h2>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao aumento do custo de vida, diz a Anbima, 67% dos aposentados apontaram o aumento de despesas ap\u00f3s a aposentadoria. Para as classes C e D\/E, essa percep\u00e7\u00e3o foi maior, com \u00edndices de 69% e 70%, respectivamente, e para a A\/B, 59%.<\/p>\n<p>Pelo prisma dos n\u00e3o aposentados, quando questionados se acreditam que suas despesas aumentar\u00e3o ap\u00f3s a aposentadoria, somente 46% responderam de maneira afirmativa.<\/p>\n<p>Quando perguntados sobre suas vidas financeiras, 43% dos aposentados declaram que houve uma piora comparativamente com o per\u00edodo de vida anterior. O \u00edndice \u00e9 maior para as classes C (46%) e A\/B (42%). Os percentuais contrastam com a expectativa dos n\u00e3o aposentados: somente 22% deles acreditam que a vida financeira ser\u00e1 pior quando pararem de trabalhar.<\/p>\n<h2>Raio X do investidor brasileiro<\/h2>\n<p>As entrevistas aconteceram presencialmente entre os dias 9 e 30 de novembro de 2021, com 5.878 pessoas das classes A e B, C e D e E, de 16 anos ou mais, nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds. A margem de erro da pesquisa \u00e9 de um ponto porcentual para mais ou para menos, dentro do n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%.<\/p>\n<p>A amostra \u00e9 composta por pessoas economicamente ativas, aposentadas e inativas que possuem ou n\u00e3o renda. A estimativa \u00e9 que esse perfil corresponda a 167,9 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<h2>Guia<\/h2>\n<p>O Minist\u00e9rio da Economia tem um guia dispon\u00edvel na internet para ajudar quem quer entender melhor sobre a previd\u00eancia privada. ?? o <em>Previd\u00eancia Complementar para Todos: Guia para a popula\u00e7\u00e3o brasileira se preparar melhor para a aposentadoria<\/em>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A previd\u00eancia privada ainda \u00e9 pouco disseminada na popula\u00e7\u00e3o brasileira ??? apenas 3% dos aposentados t\u00eam a modalidade como parte do sustento. 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