{"id":139265,"date":"2022-05-15T14:01:43","date_gmt":"2022-05-15T17:01:43","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/caminhos-da-reportagem-resgata-tradicoes-e-herancas-negras-no-brasil\/"},"modified":"2022-05-15T14:01:43","modified_gmt":"2022-05-15T17:01:43","slug":"caminhos-da-reportagem-resgata-tradicoes-e-herancas-negras-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/15\/caminhos-da-reportagem-resgata-tradicoes-e-herancas-negras-no-brasil\/","title":{"rendered":"Caminhos da Reportagem resgata tradi\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as negras no Brasil"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<p>H\u00e1 134 anos, a escravid\u00e3o no Brasil era abolida. O pa\u00eds foi o local na Am\u00e9rica que mais recebeu negros cativos: 4,86 milh\u00f5es de africanos escravizados, entre os s\u00e9culos 16 e 19, segundo o Banco de Dados do Com\u00e9rcio Transatl\u00e2ntico de Escravos, que cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es de mais de 35 mil viagens de navios negreiros. Mas at\u00e9 hoje, a escravid\u00e3o ainda ecoa na sociedade brasileira. Na semana em que se lembra esse per\u00edodo do pa\u00eds, o <em>Caminhos da Reportagem<\/em> traz um pouco da hist\u00f3ria e das consequ\u00eancias para o pa\u00eds, com o epis\u00f3dio <em>A luta pela aboli\u00e7\u00e3o<\/em>, produzido pela TV Feira, parceira da <strong>TV Brasil<\/strong>. O programa vai ao ar neste domingo (15), \u00e0s 22h.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/ebc.png628131fb4fe36.png?id=1459635&#038;o=node\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/localimages\/ebc.gif628131fb85ce9.gif?id=1459635&#038;o=node\"\/><\/p>\n<p>Os principais pontos de partida de um negro escravizado que chegava no Brasil eram Rio de Janeiro e Salvador. Locais onde at\u00e9 hoje a cultura afrodescendente \u00e9 forte. Na Bahia, muitos negros foram levados para o interior, para cidades como Feira de Santana. Foi l\u00e1 que Lucas da Feira, um escravo fugitivo, fez hist\u00f3ria. Precursor do canga\u00e7o, formou um bando que aterrorizou a regi\u00e3o e ousou a desafiar o sistema da \u00e9poca para viver em liberdade.<\/p>\n<p>Lucas acabou sendo preso pela pol\u00edcia e morto enforcado em 1849. Mas ainda \u00e9 uma figura que simboliza em Feira de Santana a rebeli\u00e3o contra o sistema escravocrata. ???Eles estavam lutando contra uma estrutura violenta e essa era uma rea\u00e7\u00e3o a essa estrutura, que tentou tirar dele o direito de ser humano e de ser livre???, explica a historiadora Eliane de Jesus Costa.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria pela liberdade, tamb\u00e9m entram os quilombos, sempre lembrados pelo ic\u00f4nico Quilombo dos Palmares, liderado por Zumbi, que chegou a reunir 20 mil escravos fugidos no interior de Alagoas. A historiadora Railma dos Santos veio de uma comunidade remanescente de quilombo, na Bahia, e explica que v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es sa\u00edram desses locais. ???S\u00e3o tradi\u00e7\u00f5es que perpassam a escravid\u00e3o e a experi\u00eancia negra rural do Brasil, como o samba de roda, a bata do feij\u00e3o, entre outros???, conta.<\/p>\n<p>Quando houve a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, havia uma expectativa por parte da popula\u00e7\u00e3o negra de inclus\u00e3o social. E n\u00e3o foi o que aconteceu. Mas a partir da\u00ed, tamb\u00e9m come\u00e7ou a surgir um movimento negro de ajuda aos negros. Prova disso \u00e9 a Irmandade dos Homens Pretos, de Salvador, que foi respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da Igreja do Ros\u00e1rio dos Pretos, s\u00edmbolo do sincretismo religioso no Pelourinho, em Salvador.<\/p>\n<p>Antes mesmo da aboli\u00e7\u00e3o, a Irmandade j\u00e1 se movimentava para dar apoio \u00e0 comunidade negra. ???A irmandade come\u00e7a a angariar fundos para comprar a liberdade de negros escravizados e tamb\u00e9m para poder cuidar do sepultamento deles???, explica William Justo, primeiro-secret\u00e1rio da Irmandade, que existe at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>?? heran\u00e7a desse tempo tamb\u00e9m a capoeira, uma mistura de dan\u00e7a, luta, artes marciais e m\u00fasica. Da proibi\u00e7\u00e3o, nos tempos da escravid\u00e3o, para Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO, a capoeira acompanhou a luta pela liberdade dos negros no pa\u00eds. E hoje, para o mestre de capoeira Ronaldo Santos Rosa, \u00e9 uma grande propaganda para o Brasil l\u00e1 fora: ???\u00e9 o maior agente de l\u00edngua portuguesa, eu j\u00e1 vi um japon\u00eas, no Jap\u00e3o, cantando em portugu\u00eas porque praticava capoeira???.<\/p>\n<p>O <em>Caminhos da Reportagem <\/em>produzido pela TV Feira, <em>A luta pela aboli\u00e7\u00e3o<\/em>, vai ao ar neste\u00a0domingo, \u00e0s 22h, na <strong>TV Brasil<\/strong>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 134 anos, a escravid\u00e3o no Brasil era abolida. 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