{"id":151344,"date":"2022-05-21T12:03:41","date_gmt":"2022-05-21T15:03:41","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/o-dia-que-o-reggae-de-edson-gomes-invadiu-a-micareta-de-catu-dominada-pelo-axe\/"},"modified":"2022-05-21T12:03:41","modified_gmt":"2022-05-21T15:03:41","slug":"o-dia-que-o-reggae-de-edson-gomes-invadiu-a-micareta-de-catu-dominada-pelo-axe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/21\/o-dia-que-o-reggae-de-edson-gomes-invadiu-a-micareta-de-catu-dominada-pelo-axe\/","title":{"rendered":"O dia que o reggae de Edson Gomes invadiu a micareta de Catu, dominada pelo ax\u00e9"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Cantor, compositor e maior reggae man da Bahia, o cachoeirano Edson Gomes, que est\u00e1 comemorando 50 anos de carreira, conseguiu manter ao longo de todo esse tempo\u00a0uma coer\u00eancia e uma fidelidade ao reggae como poucos. Sim, porque o artista nunca saiu de sua praia para embarcar na chamada &#8216;onda do momento&#8217;, e seus f\u00e3s nunca o abandonaram.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Dono de incont\u00e1veis sucessos que viraram cl\u00e1ssicos, a exemplo de &#8216;Samarina&#8217;, &#8216;\u00c1rvore&#8217;, &#8216;Malandrinha&#8217;, &#8216;Sistema&#8217;, entre outros, Edson, no entanto, sempre teve fama de dur\u00e3o. Pouco afeito ao mundo das celebridades, ele vem trilhando esse caminho sendo cada vez mais admirado por gera\u00e7\u00f5es. Pergunte a um baiano que gosta de reggae quem \u00e9 Edson Gomes. Todo mundo sabe. E at\u00e9 quem n\u00e3o gosta do ritmo\u00a0tamb\u00e9m deve conhecer.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Particularmente, tenho duas hist\u00f3rias interessantes com Edson Gomes. A primeira, l\u00e1 se vai muito tempo, nos anos 1990. Fui convidado por um amigo, Pedro Santana, para fazer uma esp\u00e9cie de curadoria (nessa \u00e9poca esse termo era pouco utilizado no meio de shows) para a Micareta da Cidade de Catu. Pedro era o secret\u00e1rio de Cultura e Turismo da cidade, que\u00a0fica na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, e me pediu para listar uma s\u00e9rie de poss\u00edveis contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Nessa \u00e9poca, o ax\u00e9 estava no auge. V\u00e1rios nomes foram colocados \u00e0 mesa, entre famosos e iniciantes. E um pedido chamou a aten\u00e7\u00e3o: todos queriam a presen\u00e7a de Edson Gomes. No in\u00edcio eu at\u00e9 estranhei porque ainda n\u00e3o havia essa cultura de misturar g\u00eaneros nas micaretas e no Carnaval. Mas, particularmente por adorar\u00a0o trabalho dele, adorei.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Miss\u00e3o dada, eu fui \u00e0 luta. Entrei em contato com o empres\u00e1rio dele na \u00e9poca, falei do interesse da produ\u00e7\u00e3o da micareta em contrat\u00e1-lo e passei as datas. Dois dias depois, ap\u00f3s consultar a agenda do artista, recebi a not\u00edcia positiva. Comuniquei \u00e0 comiss\u00e3o do evento e foi uma festa. A\u00ed passamos a cuidar da chamada &#8216;parte legal&#8217;: fazer o contrato, providenciar hospedagem e transporte para Edson e toda equipe.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tudo indo \u00e0s mil maravilhas, at\u00e9 que recebo um telefonema da produ\u00e7\u00e3o do artista: &#8216;Marrom, Edson mandou perguntar se voc\u00eas da micareta sabem que o show dele \u00e9 s\u00f3 de reggae&#8217;. Eu disse: &#8216;claro! Mas a gente quer que ele cante o repert\u00f3rio dele, que \u00e9 un\u00e2nime por aqui. Pode vir sem problema. O show \u00e9 dele e ele canta o que quiser&#8217;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">D\u00favida sanada, contrato assinado, Edson fez um showza\u00e7o. E a cidade toda caiu no reggae, literalmente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">A segunda experi\u00eancia com o reggae man\u00a0aconteceu em 2001, quando produzi, junto com o produtor Tio Bill, pela Bahia Discos (bra\u00e7o fonogr\u00e1fico da Rede Bahia), o CD Kaya no Reggae, que reuniu representantes j\u00e1 consagrados do reggae baiano e bandas que estavam come\u00e7ando no cen\u00e1rio. Quem fez o lan\u00e7amento nacional foi a Som Livre.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Foram 15 faixas com m\u00fasicas interpretadas pela Diamba, Dionorina, Scambo, Sine Calmon &#038; Morr\u00e3o Fumegante, Naya, Los Baganas, Nengo Vieira e Tribo D\u00b4Abra\u00e3o, Massai, Mosiah, Ad\u00e3o Negro, Lazzo e Banda Reluz, al\u00e9m de Edson Gomes. Tudo isso com direito a show de lan\u00e7amento no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Durante a montagem do repert\u00f3rio, procuramos, como falei acima, unir as diversas tribos de reggae. Havia um certo estranhamento entre a galera do chamado Reggae Roots e a galera mais jovem, que fazia o chamado Reggae de Praia, como alguns o classificavam. Foi a\u00ed que acendeu a luz amarela: com a fama de dur\u00e3o que tinha, nos perguntamos: &#8216;ser\u00e1 que Edson aceitar\u00e1 o convite?&#8217;<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mais uma miss\u00e3o que encarei de boa. E Edson n\u00e3o s\u00f3 autorizou a m\u00fasica &#8216;Malandrinha&#8217; para entrar na colet\u00e2nea, como tamb\u00e9m aceitou participar do evento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Passados 15 anos, junto com o mesmo Tio Bill resolvemos fazer um show comemorativo no Armaz\u00e9m Hall, com alguns dos participantes. Dessa vez Edson n\u00e3o pode comparecer. Mas nem por isso ele deixou de ser lembrado e reverenciado.<\/p>\n<p> Em tempo: neste s\u00e1bado (21), Edson realiza show comemorativo aos seus 50 anos de carreira em Salvador.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cantor, compositor e maior reggae man da Bahia, o cachoeirano Edson Gomes, que est\u00e1 comemorando 50 anos de carreira, conseguiu manter ao longo de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":151345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-151344","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}