{"id":151489,"date":"2022-05-21T16:03:14","date_gmt":"2022-05-21T19:03:14","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/parto-sem-dor-metodo-usa-tecnicas-de-respiracao-e-relaxamento-para-ajudar-gestantes\/"},"modified":"2022-05-21T16:03:14","modified_gmt":"2022-05-21T19:03:14","slug":"parto-sem-dor-metodo-usa-tecnicas-de-respiracao-e-relaxamento-para-ajudar-gestantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/21\/parto-sem-dor-metodo-usa-tecnicas-de-respiracao-e-relaxamento-para-ajudar-gestantes\/","title":{"rendered":"Parto sem dor: m\u00e9todo usa t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o e relaxamento para ajudar gestantes"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Tem um bel\u00edssimo ditado africano que diz: ????? preciso uma aldeia inteira para educar uma crian\u00e7a???. A sabedoria ancestral \u00e9 incontest\u00e1vel. Mas, e quem educa a m\u00e3e? Eu, que o mais pr\u00f3ximo que cheguei dessa realidade foi sendo tia de cinco, madrinha de dois e ???m\u00e3e de pet???, me peguei pensando que esse papel \u00e9 dos m\u00e9dicos, da fam\u00edlia da gr\u00e1vida e de toda a sociedade. Afinal, para cobrarmos pol\u00edticas p\u00fablicas e garantias constitucionais para as mulheres, precisamos falar sobre a gravidez, inclusive sobre o parto. Sem romantismo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Pra come\u00e7ar, \u00e9 necess\u00e1rio saber que Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds no mundo em n\u00famero de ces\u00e1reas, com 55% do total de partos realizados, atr\u00e1s apenas da Rep\u00fablica Dominicana (58,1%). No pa\u00eds, dos 287.166 procedimentos feitos em 2019 pela rede particular, 84,76% foram ces\u00e1rea. O dado consta no Painel de Indicadores de Aten\u00e7\u00e3o Materna e Neonatal, da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). Na Bahia, de acordo com a Secretaria de Sa\u00fade do Estado (Sesab), em 2020 foram registrados 47% de ces\u00e1reas, contra 52,9% de partos normais (ou vaginais); e, em 2021, 46,8% de ces\u00e1reas e 53% de partos normais. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) recomenda que o n\u00famero m\u00e1ximo de ces\u00e1reas seja de 15%. Isso porque esse tipo de parto gera mais riscos \u00e0 m\u00e3e e ao beb\u00ea.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">O conhecimento, de fato, \u00e9 uma ferramenta fundamental para a gestante e todos que est\u00e3o \u00e0 sua volta. Segundo a obstetra e ginecologista Ludmila Andrade, os motivos que levam o Brasil a uma elevada faixa de cesarianas s\u00e3o, sobretudo, a falta de informa\u00e7\u00e3o e a assist\u00eancia de sa\u00fade inadequada. ???O que faz as mulheres acharem que a ces\u00e1rea \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 a impress\u00e3o que, por ser um evento controlado, traria menos riscos e uma maior seguran\u00e7a, o que n\u00e3o \u00e9 realidade. A tecnologia e os conhecimentos na \u00e1rea m\u00e9dica fazem com que a cesariana seja um procedimento seguro na maior parte das vezes, mas ainda h\u00e1 maior risco de infec\u00e7\u00e3o, hemorragia, complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-cir\u00fargicas, al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o da m\u00e3e ser mais lenta???, explica.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Apesar dos dados alarmantes, nos \u00faltimos anos, tem havido um movimento de retorno para um parto normal (atrav\u00e9s do canal vaginal), e o mais natural poss\u00edvel, focado em menor ou nenhuma interfer\u00eancia cir\u00fargica e medicamentosa, acompanhamento adequado e t\u00e9cnicas que amenizam o inc\u00f4modo e as dores da m\u00e3e. &#8220;O parto humanizado \u00e9 aquele em que o protagonismo \u00e9 inteiramente da mulher. ?? ela que toma a maior parte das decis\u00f5es sobre o que vai acontecer durante o seu processo de parir&#8221;, afirma o obstetra Jos\u00e9 Carlos Jesus Gaspar, coordenador do Centro de Parto Normal da Mans\u00e3o do Caminho.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Mais madura e consciente, recentemente ela se submeteu ao parto normal. &#8220;Desta vez, procurei um profissional que estivesse de acordo com o parto humanizado, com menor interven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Meu obstetra foi muito atencioso, estava sempre a postos para esclarecer minhas d\u00favidas. Tamb\u00e9m aprendi t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o para amenizar as dores, al\u00e9m de ter contado com o suporte integral do meu marido, o acolhimento da fam\u00edlia e uma rica troca de experi\u00eancias com as amigas-m\u00e3es&#8221;, relata.M\u00e3e de Enzo, de 10 anos, e de Maria, de um m\u00eas, Fernanda Gon\u00e7alves, 38, vivenciou uma diferen\u00e7a enorme entre seus dois partos.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Mesmo vindo de uma fam\u00edlia de mulheres parideiras e contando com uma equipe m\u00e9dica particular, na \u00e9poca da primeira gravidez ela n\u00e3o teve as informa\u00e7\u00f5es que precisava e foi induzida ao parto ces\u00e1reo agendado. &#8220;Na primeira gesta\u00e7\u00e3o, eu estava passando por um processo de mudan\u00e7a em muitos sentidos. N\u00e3o consegui focar em me preparar melhor, apesar de ter sido um momento de muito amor. Sem orienta\u00e7\u00e3o, acabei parindo de ces\u00e1rea pr\u00e9-agendada. Meu filho ainda estava com 36 semanas e cinco dias, quando o ideal, hoje eu sei, \u00e9 de, no m\u00ednimo, 38 semanas&#8221;, relembra a fisioterapeuta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Fernanda n\u00e3o sabia, mas se valeu do M\u00e9todo Psicoprofil\u00e1tico, introduzido na Bahia ainda nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, pelo ginecologista e obstetra Gerson de Barros Mascarenhas, um dos pioneiros do parto humanizado no Brasil. A base do m\u00e9todo \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o, aliada a t\u00e9cnicas da respira\u00e7\u00e3o e relaxamento, que promovem a forma\u00e7\u00e3o de reflexos condicionados favor\u00e1veis e levam ao al\u00edvio da dor.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"547\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/4\/5\/csm_Gerson_De_Barros_Mascarenhas_90_anos_fotografado_por_Fernanda_Carvalho__1__0fbac0a552.jpg\" width=\"540\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Dr Gerson de Barros Mascarenhas <\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Para ter seus dois filhos, outra Fernanda, a Carvalho, tamb\u00e9m se beneficiou desse expediente. A jornalista, no entanto, tem bastante conhecimento sobre o trabalho do m\u00e9dico, falecido em 2009, aos 94 anos. Ela acaba de lan\u00e7ar, de forma virtual, o livro ???A Luz da Maternidade, Relatos de Parto Sem Dor Conduzidos por Gerson de Barros Mascarenhas&#8217;, uma homenagem p\u00f3stuma \u00e0quele que a orientou rumo ao parto natural, sem anestesia e, segundo ela, nem um pouco doloroso. ???Atrav\u00e9s do empoderamento da mulher com informa\u00e7\u00f5es, exerc\u00edcios de consci\u00eancia e t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o e relaxamento, ele ensinava gestantes de todas as classes sociais a parir sem sofrimento, muito antes de se falar sobre o parto humanizado ???, afirma.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">O obstetra e ginecologista Jos\u00e9 Carlos Jesus Gaspar, 67, conheceu Dr. Gerson e, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, aplica as t\u00e9cnicas consolidadas por ele. ???Enquanto profissional, a gente precisa ouvir muito a m\u00e3e, para que ela se manifeste. A m\u00e3e traz toda uma hist\u00f3ria de vida que deve ser considerada. O m\u00e9todo de Dr. Gerson \u00e9 muito no sentido desse acolhimento, do suporte psicoemocional e em todas as suas quest\u00f5es???, afirma o coordenador do Centro de Parto Normal da Mans\u00e3o do Caminho.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\"><strong>Novidade para a \u00e9poca<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">As mulheres da fam\u00edlia de Rosina Bahia Alice Carvalho dos Santos, 74, eram atendidas por Gerson Mascarenhas. Ela pr\u00f3pria teve os tr\u00eas filhos atrav\u00e9s das m\u00e3os do obstetra, e se lembra dele como um homem ???alto, esguio, gentil, atencioso, uma pessoa fraterna???. Entre os aprendizados que transmitiu, o do controle da respira\u00e7\u00e3o foi um dos mais importantes. ???Era uma novidade na \u00e9poca. Eu ia para as reuni\u00f5es no consult\u00f3rio dele, na avenida Afonso Celso, como se fosse uma aula. Me ajudou, principalmente, no trabalho de parto, durante as primeiras contra\u00e7\u00f5es, o rompimento da bolsa, quando a gente vai pro hospital???, lembra a presidente de honra da Liga \u00c1lvaro Bahia, mantenedora do hospital Martag\u00e3o Gesteira.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Nem mesmo as mudan\u00e7as de percurso dos primeiro e segundo partos abalaram a confian\u00e7a de dona Rosina. O primog\u00eanito estava com o cord\u00e3o umbilical em volta do pesco\u00e7o e o segundo veio ao mundo 28 dias antes do previsto. Apesar das condi\u00e7\u00f5es adversas, o parto dos dois foi normal. Com a ca\u00e7ula houve todo um preparo para que ela nascesse em um ambiente mais acolhedor (apesar de hospitalar): a luz do foco cir\u00fargico foi apagada e o ar-condicionado, desligado. Quando a menina nasceu, Dr. Gerson a colocou em cima da barriga da m\u00e3e: ???Ela ficou at\u00e9 passar o sangue do cord\u00e3o umbilical quando, ent\u00e3o, foi cortado. Ele me disse que as crian\u00e7as que fazia isso, eram mais calmas. De fato, minha filha pouco chorou. Sempre foi calminha???, conta dona Rosina. Isso, h\u00e1 46 anos. \u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Hoje em dia, algumas cl\u00ednicas, maternidades e hospitais particulares e p\u00fablicos t\u00eam se munido de equipamentos para deixar as mulheres mais confort\u00e1veis antes e durante o parto, como: cadeira especial para quem pretende parir de c\u00f3coras, piscina aquecida, bola de pilates para melhorar as contra\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de decora\u00e7\u00e3o especial. De acordo com o obstetra e ginecologista, Edson O\u00b4Dwyer, estas mudan\u00e7as est\u00e3o se institucionalizando, principalmente no sistema particular. ???No servi\u00e7o p\u00fablico, a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 mais lenta, pois envolve toda uma estrutura complexa. Mas, a perspectiva \u00e9 boa. Ainda mais porque est\u00e3o chegando novas gera\u00e7\u00f5es com esta mentalidade mais humanizada???, garante ele, que nasceu atrav\u00e9s das m\u00e3os de Gerson Mascarenhas, h\u00e1 61 anos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Professor do departamento de Ginecologia e Obstetr\u00edcia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edson O\u00b4Dwyer coordena uma equipe que vem desenvolvendo um trabalho sobre a hist\u00f3ria da medicina na Bahia. Seu grupo ficou com a parte que remonta a hist\u00f3ria da ginecologia e obstetr\u00edcia: ???Nesse resgate, a gente incluiu o Dr. Gerson Mascarenhas. N\u00e3o o conheci pessoalmente, mas sempre ouvi os meus pais falarem muito bem, tinham uma admira\u00e7\u00e3o e uma estima grande por ele???, ressalta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">Em meados dos anos 60, a Bahia passava por um momento de efervesc\u00eancia cultural. Era \u00e9poca da I Bienal da Bahia. Nesse per\u00edodo, Alba Liberato, 77, teve o primeiro dos cinco filhos, a atriz Ingra Liberato. Sempre na estrada com o marido (o artista pl\u00e1stico e cineasta Chico Liberato), e se sentindo saud\u00e1vel, Alba n\u00e3o tinha tanto acompanhamento m\u00e9dico. No s\u00e9timo m\u00eas, quando n\u00e3o podia mais pegar avi\u00e3o, sossegou. Foi quando uns parentes lhe falaram sobre Gerson Mascarenhas.<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\">???Eu soube que era um homem de esquerda, muito conhecido e respons\u00e1vel???, conta a roteirista e produtora. Bastaram dois encontros antes do parto para entender o processo de respira\u00e7\u00e3o proposto pelo m\u00e9dico: ???A gente estava numa \u00e9poca em que m\u00e9dicos eram medalh\u00f5es, e ele era o oposto disso. Se mostrou uma pessoa gentil, delicada, falando s\u00f3 o necess\u00e1rio. A forma que passava seu ensinamento era t\u00e3o simples, que eu introjetei. Mas, o principal foi mesmo na hora do parto: ele me orientou com a respira\u00e7\u00e3o, era t\u00e3o seguro, que as coisas se coordenaram. N\u00e3o me lembro de ter sentido dor???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\" dir=\"ltr\"><b>Respira<\/b><br \/> Realmente, tudo passa pela respira\u00e7\u00e3o. A yoga est\u00e1 a\u00ed para provar. Suas t\u00e9cnicas podem ser utilizadas para aliviar ou at\u00e9 mesmo anular as dores da mulher na gesta\u00e7\u00e3o e durante o parto. Mas, a professora de Hatha Yoga, Roberta Neri, ressalta que \u00e9 preciso fazer adapta\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico gestante. ???Os exerc\u00edcios trazem a mente para a presen\u00e7a, ajudam no foco, na concentra\u00e7\u00e3o. No caso das gr\u00e1vidas, estas respira\u00e7\u00f5es sofrem altera\u00e7\u00f5es, para que n\u00e3o ocorram hiperventila\u00e7\u00e3o, desgaste nem esfor\u00e7o excessivo. ?? sempre bom lembrar que estas orienta\u00e7\u00f5es devem estar alinhadas com a equipe que ir\u00e1 acompanhar o parto???, ressalta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\">O ginecologista e obstetra Jos\u00e9 Carlos Gaspar destaca que as t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito eficientes quando bem realizadas, mas que a dor, caso aconte\u00e7a, tamb\u00e9m faz parte do processo: ???Como m\u00e9dico, eu n\u00e3o posso garantir \u00e0 mulher que ela vai parir sem dor. Na realidade, o que eu digo \u00e9 que ela pode ressignificar essa dor???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Ao que parece, Luisa Proserpio, 38, entendeu tudo. Nora de Alba Liberato, a atriz fez v\u00e1rios exerc\u00edcios, mas, na hora de dar \u00e0 luz a Martin, 2, acreditou mesmo foi na pot\u00eancia de seu corpo. Inclusive, se permitindo sentir dor: ???Com dor ou sem dor, esse \u00e9 um momento \u00fanico em nossa vida e merece ser vivido \u00e0 nossa maneira. Se eu pudesse dizer uma coisa para as mulheres, seria: ???Vivam intensamente seu parto, sem expectativas, deixando as possibilidades abertas, usando de v\u00e1rias t\u00e9cnicas, mas, principalmente, confiando em si mesma e na natureza??????.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Livro narra a hist\u00f3ria do m\u00e9dico pioneiro do parto sem dor\u00a0<\/strong><br \/> ???Toda mulher enfrenta o medo do parto. As mulheres que foram atendidas por Dr. Gerson tiveram hist\u00f3rias diferentes para contar. Apesar de eu n\u00e3o ter sido paciente, aprendi com ele o m\u00e9todo do parto sem dor???. A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 da jornalista e empres\u00e1ria Fernanda Carvalho, de 44 anos. H\u00e1 19, gr\u00e1vida do primeiro filho, ela soube que parir sem sentir dor era poss\u00edvel. Foi quando conheceu o ginecologista e obstetra Gerson de Barros Mascarenhas. \u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"816\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/8\/9\/csm_2a380dad-d9ed-4aee-9757-00abacd253cc_05dfaa00a3.jpg\" width=\"540\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Fernanda Carvalho <\/strong>(Foto: Tatiany Carvalho)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"text-justify\">???Ele n\u00e3o fez o parto dos meus filhos, mas marcou definitivamente a chegada de Lucca e Jo\u00e3o Pedro ao mundo???, destaca ela, que no dia 08 de junho, lan\u00e7a, de forma presencial, o livro ???A Luz da Maternidade, Relatos de Parto Sem Dor Conduzidos por Gerson de Barros Mascarenhas&#8217; (Editora Inverso). Ser\u00e1 \u00e0s 18h, na Livraria Escariz (Shopping Barra).\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\">???No m\u00e9todo psicoprofil\u00e1tico, a base \u00e9 o conhecimento. Ainda nas d\u00e9cadas de 1960-1970, Dr. Gerson realizava reuni\u00f5es com suas pacientes e, durante esses encontros, elas esclareciam todas as d\u00favidas com ele, ficando seguras para entender que o parto era um ato fisiol\u00f3gico e que podiam fazer com que aquele processo n\u00e3o fosse doloroso, aplicando exerc\u00edcios de relaxamento e t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o???, explica.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Para a jornalista, o m\u00e9dico se diferenciava dos obstetras da \u00e9poca n\u00e3o s\u00f3 pelo parto sem dor, mas pela sensibilidade na atua\u00e7\u00e3o: ???Dr. Gerson exercia a medicina como uma religi\u00e3o, uma devo\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, em prol do al\u00edvio do sofrimento das pessoas???, conta. Quando Fernanda o conheceu, ele j\u00e1 estava com 90 anos, ???mas ainda bastante l\u00facido???. Viria a morrer em 2009, aos 94 anos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Al\u00e9m da destacada trajet\u00f3ria profissional, Gerson Mascarenhas lutou pelo respeito \u00e0 vida tamb\u00e9m na cena pol\u00edtica. Acusado de comunista, ele foi preso na ditadura e defendido, \u00e0 \u00e9poca, por Irm\u00e3 Dulce, que tinha convocado o m\u00e9dico esp\u00edrita para ser diretor do seu hospital filantr\u00f3pico. ?? frente da Associa\u00e7\u00e3o Bahiana de Medicina, deu importante contribui\u00e7\u00e3o para o movimento de renova\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no estado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text-justify\"> Livro: <strong>???A Luz da Maternidade, Relatos de Parto Sem Dor Conduzidos por Gerson de Barros Mascarenhas&#8217;,<\/strong> de Fernanda Carvalho, Editora Inverso, 234 p\u00e1gs<br \/> Vendas no site www.editorainverso.com.br &#8211; De R$52 por R$ 44,20<br \/> \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem um bel\u00edssimo ditado africano que diz: ????? preciso uma aldeia inteira para educar uma crian\u00e7a???. A sabedoria ancestral \u00e9 incontest\u00e1vel. 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