{"id":152113,"date":"2022-05-22T22:09:22","date_gmt":"2022-05-23T01:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/chacina-de-unai-anterio-manica-sera-novamente-julgado-nesta-terca-feira\/"},"modified":"2022-05-22T22:09:22","modified_gmt":"2022-05-23T01:09:22","slug":"chacina-de-unai-anterio-manica-sera-novamente-julgado-nesta-terca-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/22\/chacina-de-unai-anterio-manica-sera-novamente-julgado-nesta-terca-feira\/","title":{"rendered":"Chacina de Una\u00ed: Ant\u00e9rio M\u00e2nica ser\u00e1 novamente julgado nesta ter\u00e7a-feira"},"content":{"rendered":"<div>Apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) como um dos mandantes do que ficou conhecido como a Chacina de Una\u00ed, o ex-prefeito de Una\u00ed e propriet\u00e1rio rural Ant\u00e9rio M\u00e2nica ser\u00e1 novamente julgado nesta ter\u00e7a-feira (24\/5), pelo Tribunal do J\u00fari da Justi\u00e7a Federal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em novembro de 2018, a Justi\u00e7a Federal anulou o julgamento que o condenou a 100 anos de pris\u00e3o por qu\u00e1druplo homic\u00eddio. De l\u00e1 pra c\u00e1, a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) analisou os recursos de outros tr\u00eas condenados: Norberto M\u00e2nica, irm\u00e3o de Ant\u00e9rio, e os empres\u00e1rios Hugo Pimenta e Jos\u00e9 Alberto de Castro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O crime aconteceu em 28 de janeiro de 2004 nas proximidades da cidade mineira, quando tr\u00eas fiscais do trabalho e o motorista do Minist\u00e9rio do Trabalho que os conduzia foram assassinados em uma emboscada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A defesa de Ant\u00e9rio, condenado em outubro de 2015 pelo Tribunal do J\u00fari da Justi\u00e7a Federal de Minas Gerais, argumentou que o MPF n\u00e3o conseguiu provar a participa\u00e7\u00e3o do pol\u00edtico no crime, sustentou que houve erros na condu\u00e7\u00e3o do julgamento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um deles foi quando o juiz Murilo Fernandes de Almeida perguntava ao j\u00fari sobre o assassinato de um dos fiscais, Erast\u00f3stenes de Almeida Gon\u00e7alves. Eles haviam respondido que o crime ocorreu e que Ant\u00e9rio M\u00e2nica concorreu para os homic\u00eddios na condi\u00e7\u00e3o de mandante. Por\u00e9m, quando o magistrado questionou se eles o absolviam, quatro jurados disseram sim, e tr\u00eas n\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O juiz explicou que havia contradi\u00e7\u00e3o nas respostas, pois se era reconhecido que houve crime e que M\u00e2nica era um dos mandantes, n\u00e3o fazia sentido o fazendeiro ser absolvido. Almeida, ent\u00e3o, repetiu a vota\u00e7\u00e3o da terceira pergunta e Ant\u00e9rio foi condenado por quatro votos a tr\u00eas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na sustenta\u00e7\u00e3o, o advogado do fazendeiro, Maur\u00edcio Leonardo, afirmou que o juiz deveria ter repetido as outras perguntas. Tamb\u00e9m argumentou que um dos jurados n\u00e3o entendeu se &#8220;concorrer&#8221; com o crime significava ser suspeito ou ter participa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O desembargador C\u00e2ndido Ribeiro, relator do recurso, votou pela manuten\u00e7\u00e3o do julgamento, mas foi vencido pelos colegas N\u00e9viton Guedes e Olindo Menezes. No voto, Ribeiro afirmou que o caso foi &#8220;suficientemente debatido em 6 mil p\u00e1ginas de processo&#8221; e negou a fragilidade das provas contra Ant\u00e9rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Guedes, por sua vez, afirmou que &#8220;n\u00e3o viu prova m\u00ednima que pudesse sustentar&#8221; a condena\u00e7\u00e3o. Menezes, o \u00faltimo a votar, disse que o &#8220;sentimento e a sede de Justi\u00e7a que essas fam\u00edlias t\u00eam nunca acaba&#8221;, mas concordou com a defesa de que havia poucas provas e que o juiz errou ao n\u00e3o repetir as tr\u00eas perguntas aos jurados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal sustenta que um ve\u00edculo igual ao da esposa de Ant\u00e9rio M\u00e2nica teria sido visto durante um encontro entre os executores dos assassinatos e os intermedi\u00e1rios da chacina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essa informa\u00e7\u00e3o foi dada \u00e0 Pol\u00edcia Federal pelo motorista do grupo, William Gomes, condenado pela participa\u00e7\u00e3o nos assassinatos. O MPF ainda alegou que Ant\u00e9rio M\u00e2nica era uma refer\u00eancia para os irm\u00e3os e estava insatisfeito com a atua\u00e7\u00e3o dos auditores do trabalho na fazenda dele.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tempos ap\u00f3s o julgamento, Norberto M\u00e2nica declarou em cart\u00f3rio ser culpado pelo assassinato do auditor fiscal Nelson Jos\u00e9 da Silva, um dos quatro mortos na chacina. At\u00e9 ent\u00e3o, o fazendeiro, tamb\u00e9m condenado a 100 anos, jamais admitira participa\u00e7\u00e3o no crime.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No entendimento do MPF, essa \u00e9 uma manobra da defesa para eximir Norberto dos outros tr\u00eas assassinatos e, assim, reduzir a pena para 30 anos. O produtor rural aguarda em liberdade o julgamento dos recursos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os auditores Erat\u00f3stenes de Almeida Gon\u00e7alves, Jo\u00e3o Batista Soares Lage e Nelson Jos\u00e9 da Silva investigavam condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o na zona rural de Una\u00ed, incluindo as propriedades da fam\u00edlia M\u00e2nica. O motorista Ailton Pereira de Oliveira dirigia o carro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 28 de janeiro de 2004, eles foram pegos em uma emboscada e mortos a tiros. Al\u00e9m dos irm\u00e3os M\u00e2nica, foram condenados Hugo Alves Pimenta, Jos\u00e9 Alberto de Castro, Erinaldo de Vasconcelos Silva, Rog\u00e9rio Alan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda,\u00a0que cumprem pena na pris\u00e3o.\u00a0Ant\u00e9rio e Norberto, ao contr\u00e1rio, est\u00e3o em liberdade.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) como um dos mandantes do que ficou conhecido como a Chacina de Una\u00ed, o ex-prefeito de Una\u00ed e\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":152114,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-152113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152113\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}