{"id":152151,"date":"2022-05-23T02:12:09","date_gmt":"2022-05-23T05:12:09","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/brasileiros-relatam-a-angustiante-busca-por-emprego-ha-mais-de-2-anos\/"},"modified":"2022-05-23T02:12:09","modified_gmt":"2022-05-23T05:12:09","slug":"brasileiros-relatam-a-angustiante-busca-por-emprego-ha-mais-de-2-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/23\/brasileiros-relatam-a-angustiante-busca-por-emprego-ha-mais-de-2-anos\/","title":{"rendered":"Brasileiros relatam a angustiante busca por emprego h\u00e1 mais de 2 anos"},"content":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de uma sexta-feira, sob o frio de 14\u00baC, no centro de Bras\u00edlia, o jovem Alisson Lima, 21 anos, espera o sem\u00e1foro fechar para passar entre os carros balan\u00e7ando um saco de pipoca e levantar um cartaz que diz: ???Preciso comprar alimentos???. O pedido \u00e9 resultado de um cen\u00e1rio que, para ele, persiste desde o in\u00edcio da pandemia de Covid-19: o desemprego. Assim como Alisson, outros 3,4 milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o em busca de emprego h\u00e1 mais de 2 anos, e, nesse per\u00edodo, procuram as mais variadas maneiras para colocar comida na mesa.<\/p>\n<p> ?? uma estat\u00edstica composta por rostos angustiados e fam\u00edlias pressionadas pela persistente falta de perspectiva. ???Tem gente que pega meu celular, fala que vai arrumar emprego para mim, mas nunca chama???, diz o jovem durante os minutos at\u00e9 o sinal abrir. ???Mas eu n\u00e3o perco a esperan\u00e7a, n\u00e9? Tem que correr atr\u00e1s.???<\/p>\n<p> Alisson divide aluguel com a tia, os primos e irm\u00e3os. Todos trabalham de forma aut\u00f4noma: um vigia carro, outro distribui panfletos. Antes de ficar desempregado, ele trabalhava em um hortifruiti, que fechou por conta da pandemia. Depois disso, n\u00e3o conseguiu mais emprego formal. ???Resolvi vir pro sinal vender pipoca porque estava necessitando. Tinha vezes que n\u00e3o tinha nada para comer dentro de casa???, afirma.<\/p>\n<p> O jovem sai de casa \u00e0s 5h, no Jardim Ing\u00e1 (GO), a 47 km de Bras\u00edlia, e chega no sem\u00e1foro pr\u00f3ximo \u00e0 Rodovi\u00e1ria do Plano Piloto por volta das 6h30. O ???expediente???dura at\u00e9 \u00e0s 16h. Em um bom dia, faz de R$ 70 a R$ 80. Desses, tira R$ 20 para comprar a mercadoria e R$ 12 cobrem a passagem. ???No final, fico com uns R$ 45, R$ 40???. Para fugir da fome dentro de casa, Alisson raramente se alimenta durante as 10 horas em que vende pipoca na rua. ???Eu s\u00f3 como quando chego em casa. Trabalho aqui o dia todo, mal tomo caf\u00e9, como um p\u00e3o de queijo ??? isso quando como.???<\/p>\n<p> Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, o jovem, que trabalha desde os 12 anos, topa qualquer tipo de servi\u00e7o. ???J\u00e1 trabalhei como servente de pedreiro, atendente de caixa, capinei lote??? Tudo. Para mim, n\u00e3o tem corpo mole???, sustenta.<\/p>\n<p>  \t \t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (5) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (2) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (3) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (4) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (6) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t\tdesempregado-2-anos-Alisson-Lima- (1) \t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t\t\t \t\t\t\t \t\t\t \t\t \t\t \t\t\t \t\t\t \t\t \t\t0 \t ???A gente se sente um nada??? Na casa de M\u00e1rcia Ferreira da Silva, 36, moradora da Favela dos Sonhos, em Ferraz de Vasconselos (SP), s\u00e3o cinco bocas para alimentar. Tr\u00eas delas amargam o desemprego. M\u00e1rcia e o marido, que procuram uma oportunidade h\u00e1 mais de dois anos, e o filho, que completou 18 anos sem conseguir uma ocupa\u00e7\u00e3o e entrou para a estat\u00edstica.<\/p>\n<p> A fam\u00edlia sobrevive com R$ 400 do Aux\u00edlio Brasil ??? antigo Bolsa Fam\u00edlia ???, os bicos que aparecem uma ou duas vezes no m\u00eas e doa\u00e7\u00f5es de ONGs. O valor serve para bancar apenas o b\u00e1sico nas compras do mercado. ????? arroz, feij\u00e3o, \u00f3leo??? carne \u00e9 a coisa mais dif\u00edcil porque [o pre\u00e7o] est\u00e1 um absurdo. ?? um frango, um ovo. O que d\u00e1 para a gente comer. E s\u00f3 isso???, diz a mulher.<\/p>\n<p> \t \t M\u00e1rcia mora h\u00e1 quatro anos na Comunidade dos Sonhos com o marido e tr\u00eas filhos: o mais de velho, de 18, um de 15 e uma menina de 3 anos. Antes do desemprego, trabalhou em restaurante e em casas de fam\u00edlia. O \u00faltimo emprego foi em um escrit\u00f3rio de pesquisa, que fechou por conta da pandemia.<\/p>\n<p> De acordo com a mulher, que n\u00e3o terminou o ensino m\u00e9dio, a principal barreira para conseguir um trabalho \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o. ???Distribuo curr\u00edculo. [recentemente] Ia at\u00e9 fazer uma entrevista, s\u00f3 que tinha que ter terminado o estudo, ter a qualifica\u00e7\u00e3o, e eu n\u00e3o tenho???, afirma.<\/p>\n<p> ????? muito ruim. A gente se sente um nada, n\u00e9? ??s vezes, estamos precisando das coisas, a gente quer comprar, quer dar uma vida melhor para os nossos filhos e n\u00e3o pode???, lamenta M\u00e1rcia.<\/p>\n<p> Na esperan\u00e7a de conseguir uma vaga, ela tamb\u00e9m topa trabalhar em diferentes \u00e1reas. ???J\u00e1 trabalhei em cozinha, em casa de fam\u00edlia, ent\u00e3o, em qualquer uma dessas para mim est\u00e1 bom.???<\/p>\n<p> Efeitos psicol\u00f3gicos A falta de emprego n\u00e3o mexe somente com o bolso de quem vive nessa situa\u00e7\u00e3o. ?? um problema que tamb\u00e9m abala psicologicamente. Fernanda Ferreira Gomides, 33, sentiu na pele os efeitos emocionais do desemprego.<\/p>\n<p> ???Eu tive uma crise de ansiedade e me vi num momento muito desesperador. Fiquei sete dias trancada dentro de casa, n\u00e3o conversava com ningu\u00e9m, nem via minha fam\u00edlia. Deixei o meu filho na casa da minha m\u00e3e, n\u00e3o conseguia nem v\u00ea-lo. Eu tirei todas as minhas redes sociais [do celular], fiquei incomunic\u00e1vel???, desabafa, ao falar do momento sombrio.<\/p>\n<p> ???Entrei numa crise de me sentir um lixo de mulher. Me sentia a pior das m\u00e3es. Literalmente, essa \u00e9 a palavra. Um lixo de ser humano. Eu n\u00e3o me sentia capaz de fazer nada, de exercer nenhuma fun\u00e7\u00e3o. Tudo que eu procurava era s\u00f3 ???n\u00e3o???. Fora os [empregos] que a gente procura e n\u00e3o tem nenhuma resposta.???<\/p>\n<p> Sem trabalho desde 2018, Fernanda mora em Tabo\u00e3o da Serra (SP), em uma casa de aluguel, com o filho de 9 anos. Ela trabalhou durante muito tempo na \u00e1rea de atendimento e comunica\u00e7\u00e3o em empresas de sa\u00fade. Quando decidiu sair e fazer uma transi\u00e7\u00e3o de carreira, n\u00e3o conseguiu mais oportunidades no mercado de trabalho.<\/p>\n<p> Nos \u00faltimos quatro anos, fez de tudo um pouco: foi contratada para fazer faxina, vendeu cosm\u00e9ticos, e, durante a pandemia, entrou em um servi\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de capas para celular. Um trabalho exaustivo e mal remunerado. Ganhava R$ 17 a cada mil pe\u00e7as. ???Se eu pegasse 5 mil pe\u00e7as, no dia, eu trabalhava das 7h da manh\u00e3 at\u00e9 as 20h, 21h.??? O of\u00edcio, de domingo a domingo, rendia de R$ 1.200 a R$ 1.600, a depender do m\u00eas.<\/p>\n<p> Paralelo a isso, ela tocava um empreedimento de customiza\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, que hoje \u00e9 de onde vem parte de sua renda. ???N\u00e3o vivo de luxo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o passo necessidade.???<\/p>\n<p>  Capacita\u00e7\u00e3o e acolhimento No in\u00edcio do \u00faltimo ano, ela decidiu deixar o bico de lado e voltar a estudar. Ingressou em um curso t\u00e9cnico de log\u00edstica e agora busca a primeira oportunidade na \u00e1rea. ????? como se tudo estivesse girando a favor de eu largar meus estudos. Porque preciso trabalhar e sustentar meu filho. Mas o meu objetivo hoje n\u00e3o \u00e9 esse. ?? terminar os meus estudos???, diz ela.<\/p>\n<p> Al\u00e9m do neg\u00f3cio como artes\u00e3, a renda \u00e9 complementada por meio de bolsas governamentais de incentivo \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o. Atualmente, Fernanda se sente melhor consigo mesma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de trabalho, principalmente em raz\u00e3o do apoio que recebe da ONG Cruzando Hist\u00f3rias, que acolhe mulheres desempregadas.<\/p>\n<p> ???Com o passar do tempo, fui me fortalecendo, conhecendo as hist\u00f3rias de outras mulheres e me identificando com v\u00e1rias compet\u00eancias que vi que eu tinha, v\u00e1rias habilidades. E fui deixando essa coisa de ???eu n\u00e3o posso???, ???eu n\u00e3o sei???. Estou deixando tudo isso para tr\u00e1s e correndo atr\u00e1s do meu objetivo. Falei: ???Eu posso, eu quero, eu consigo???.<\/p>\n<p> Na mesma situa\u00e7\u00e3o, Cleide Rocha, 58, mora em Osasco (SP) e est\u00e1 desempregada h\u00e1 2 anos e 3 meses. Ela trabalhou por 14 anos como auxiliar administrativa em uma empresa da \u00e1rea da sa\u00fade. Desde que saiu da fun\u00e7\u00e3o, em 2020, n\u00e3o conseguiu mais se realocar no mercado. Atualmente, ela mora com o filho de 28 anos, e \u00e9 ele quem mant\u00e9m os dois. Com o sal\u00e1rio e o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, que somam R$ 1.800, a fam\u00edlia consegue se manter e pagar as despesas do m\u00eas.<\/p>\n<p> Durante todo o tempo desempregada, Cleide decidiu investir em sua forma\u00e7\u00e3o e est\u00e1 concluindo a faculdade de recursos humanos. No entanto, a mulher sente que a idade e a falta de experi\u00eancia pesam na hora de alcan\u00e7ar uma vaga. ???Neste momento, eu estou mandando curr\u00edculo para v\u00e1rias \u00e1reas. Administrativa, recep\u00e7\u00e3o??? o que aparecer, para n\u00e3o ficar desempregada, eu vou???, afirma ela.<\/p>\n<p> No futuro, ap\u00f3s conseguir um emprego, ela quer continuar estudando e ingressar em uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. ???Eu acho que tenho tempo ainda. N\u00e3o quero ficar em casa, n\u00e3o. Para o mercado, talvez eu esteja um pouco velha, mas n\u00e3o quero parar. Quero continuar???, projeta Cleide.<\/p>\n<p> Acolhimento Para enfrentar o desemprego, o acolhimento \u00e9 fundamental. Nesse sentido, entidades buscam incentivar a capacita\u00e7\u00e3o e promover a entrada dessa popula\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Fernanda e Cleide s\u00e3o assistidas pela ONG Cruzando Hist\u00f3rias, que atua na valoriza\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o de mulheres no mercado. A institui\u00e7\u00e3o oferece suporte psicol\u00f3gico e orienta\u00e7\u00e3o de carreira a quem est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social.<\/p>\n<p> J\u00e1 M\u00e1rcia e a fam\u00edlia recebem doa\u00e7\u00f5es da Gerando Falc\u00f5es, que, em 6 de abril, firmou o Pacto pela Inclus\u00e3o Econ\u00f4mica das Favelas, na Comunidade dos Sonhos. O acordo tem o objetivo de zerar o desemprego na regi\u00e3o, gerando oportunidades para cerca de 90 pessoas economicamente ativas que moram na favela. No local, vivem 225 fam\u00edlias, com renda m\u00e9dia de R$ 796,65.<\/p>\n<p> A iniciativa faz parte do programa Favela 3D (Digital, Digna, Desenvolvida), que, por meio de parcerias entre governo, empres\u00e1rios e socidade, visa criar solu\u00e7\u00f5es eficientes para a elimina\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p> Desemprego no Brasil A \u00faltima Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad) mostrou que no primeiro trimestre de 2022 o desemprego atinge 11,1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. O \u00edndice, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), \u00e9 o mesmo em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas \u00faltimos meses de 2021.<\/p>\n<p> Pernambuco e Bahia lideraram o ranking de desemprego no pa\u00eds no 1\u00ba trimestre. Ao todo, segundo o IBGE, 11,9 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o desempregadas. Santa Catarina e Mato Grosso apresentam os menores \u00edndices. A \u00fanica queda estadual no desemprego ocorreu no Amap\u00e1, onde a taxa passou de 17,5%, no quarto trimestre de 2021, para 14,2%, no primeiro trimestre de 2022.<\/p>\n<p> No fim de mar\u00e7o, a maior parte dos desempregados no pa\u00eds estava em busca de nova oportunidade de trabalho h\u00e1 mais de um m\u00eas, mas h\u00e1 menos de um ano.<\/p>\n<p> A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, ressaltou que o fato de n\u00e3o haver crescimento na busca por trabalho no trimestre explica a estabilidade da desocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> O n\u00famero de pessoas ocupadas no pa\u00eds ficou em 95,3 milh\u00f5es, sendo 67,1% de empregados, 4,3% de empregadores, 26,5% de pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria e 2% de trabalhadores familiares auxiliares.<\/p>\n<p> O post Brasileiros relatam a angustiante busca por emprego h\u00e1 mais de 2 anos apareceu primeiro em Metr\u00f3poles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de uma sexta-feira, sob o frio de 14\u00baC, no centro de Bras\u00edlia, o jovem Alisson Lima, 21 anos, espera o sem\u00e1foro fechar\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":152152,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-152151","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152151"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152151\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}