{"id":152191,"date":"2022-05-23T06:08:39","date_gmt":"2022-05-23T09:08:39","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/vale-gas-com-crise-atendidos-usam-lenha-e-agradecem-quando-ha-alimento\/"},"modified":"2022-05-23T06:08:39","modified_gmt":"2022-05-23T09:08:39","slug":"vale-gas-com-crise-atendidos-usam-lenha-e-agradecem-quando-ha-alimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/23\/vale-gas-com-crise-atendidos-usam-lenha-e-agradecem-quando-ha-alimento\/","title":{"rendered":"Vale-g\u00e1s: com crise, atendidos usam lenha e agradecem quando h\u00e1 alimento"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O Senhor \u00e9 meu pastor, nada me faltar\u00e1.??? O trecho do Salmo 23 da ???B\u00edblia??? \u00e9 sinal de confian\u00e7a na provid\u00eancia divina estampada na parede do barrac\u00e3o onde o casal Aldeci de Jesus Silva, de 35 anos, e M\u00e1rcia Cristina Gon\u00e7alves, de 33, vive com sete filhos, na Vila Castelo Branco, \u00e1rea carente de Montes Claros, Norte de Minas. Mas, se a f\u00e9 vem ajudando a atravessar as prova\u00e7\u00f5es, a condi\u00e7\u00e3o social faz da escassez uma companheira no caminho. A fam\u00edlia \u00e9 uma das benefici\u00e1rias do Aux\u00edlio G\u00e1s, criado pelo governo para inscritos no Cadastro ??nico de benef\u00edcios sociais da Uni\u00e3o, com renda mensal per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio-m\u00ednimo ou que tenham entre seus integrantes pessoa atendida pelo Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada. A ajuda \u00e9 bem-vinda, claro, mas os R$ 51, em valores de abril, pagos a cada dois meses, mal chegam para o combust\u00edvel. Na verdade, vem faltando at\u00e9 o que p\u00f4r na panela.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aldeci, M\u00e1rcia Cristina e a ???escadinha??? de sete filhos ??? Mary Talita, de 15 anos; Sara Daniele, de 14; Clesia, de 11; Jo\u00e3o, de 10; Rute Emanuelle, de 8; Lucas Gabriel, de 6; e Wesley Miguel, de 4 ??? est\u00e3o longe de ser exce\u00e7\u00e3o entre as fam\u00edlias atendidas pelo benef\u00edcio, mais conhecido como vale-g\u00e1s. Na verdade, o dinheiro, que n\u00e3o \u00e9 vinculado \u00e0 compra do combust\u00edvel, acaba sendo usado para ajudar no minguado or\u00e7amento, enquanto atendidos pelo programa seguem recorrendo ao fog\u00e3o a lenha, e se d\u00e3o por satisfeitos quando conseguem ter o que cozinhar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O quadro \u00e9 resultado da degrada\u00e7\u00e3o social motivada pela crise econ\u00f4mica e pela disparada nos pre\u00e7os, turbinada pelo aumento dos combust\u00edveis que pesa mais para moradores de munic\u00edpios com baixo \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH). Um quadro que onera a atividade dos pequenos agricultores, elevando os custos de transporte e de produ\u00e7\u00e3o, como mostrou recente s\u00e9rie de reportagens do Estado de Minas. Os brasileiros mais pobres, para os quais a conta pesa em maior propor\u00e7\u00e3o, foram duramente atingidos tamb\u00e9m pelo reajuste do pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha, essencial a praticamente todos os lares.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ???vale-g\u00e1s??? institu\u00eddo pelo governo federal e pago a cada dois meses equivale, segundo a tabela de abril, \u00e0 metade do pre\u00e7o m\u00e9dio do botij\u00e3o de g\u00e1s no pa\u00eds nos \u00faltimos seis meses. Mesmo que a conta para a Uni\u00e3o seja de R$ 5,39 milh\u00f5es, de acordo com os dados do governo, e que a ajuda seja considerada indispens\u00e1vel pelas fam\u00edlias, para os contemplados o valor extra n\u00e3o d\u00e1 conta de afastar o drama da falta de dinheiro para comprar alimentos, pagar contas de \u00e1gua e luz e outras despesas indispens\u00e1veis para a garantia de uma vida digna.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A fam\u00edlia de Aldeci n\u00e3o est\u00e1 familiarizada com a din\u00e2mica ou os jarg\u00f5es da economia, mas sabe bem que o resultado da conta n\u00e3o fecha no fim do m\u00eas. Cadastrada no Renda Brasil (antigo Bolsa-Fam\u00edlia) em fevereiro, a fam\u00edlia recebeu R$ 680 do programa social, valor que inclui o Aux\u00edlio G\u00e1s. O casal, que sobrevive do pouco que Aldeci consegue na labuta como carroceiro, enquanto a mulher cuida da prole numerosa, afirma que pouco sentiu a ???diferen\u00e7a a mais??? do benef\u00edcio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Aumentou (com o vale-g\u00e1s), mas, para n\u00f3s, n\u00e3o melhorou quase nada???, conta o carroceiro, dizendo que ???juntando tudo???, mal d\u00e1 para pagar as contas e efetivamente comprar o g\u00e1s. Mesmo assim, sabe que a ajuda \u00e9 indispens\u00e1vel: ???O dinheiro (recebido do governo) \u00e9 pouco, mas \u00e9 o que sustenta a gente???. Aldeci conta que, na sua labuta com a carro\u00e7a e o animal, cobra R$ 25 por carreto. Mas n\u00e3o \u00e9 todo dia que encontra servi\u00e7o. ???Consigo em torno de R$ 300 por m\u00eas. Assim mesmo, quando o tempo est\u00e1 bom???, conta.<\/div>\n<div><\/div>\n<h3>IMPROVISO E CADERNETA<\/h3>\n<div>Convivendo com a escassez, resta \u00e0 fam\u00edlia se agarrar \u00e0 f\u00e9, ao trabalho e ao improviso quando falta dinheiro para o botij\u00e3o. Foi assim que a equipe de reportagem encontrou o casal, que improvisou um fogareiro a lenha no quintal do barrac\u00e3o de quatro c\u00f4modos e ch\u00e3o batido onde vive a fam\u00edlia numerosa, cedido por uma institui\u00e7\u00e3o filantr\u00f3pica. ???Estamos sem dinheiro para comprar outro botij\u00e3o. O jeito \u00e9 cozinhar com a lenha at\u00e9 arrumar um jeito de usar o fog\u00e3o a g\u00e1s de novo???, afirmou Aldeci.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>M\u00e1rcia Cristina conta que outra ajuda para que a fam\u00edlia consiga ir se sustentando vem da velha caderneta de compras a prazo, em uma mercearia perto da Vila Castelo Branco. ???Sempre pego as coisas l\u00e1. No dia em que recebo o benef\u00edcio, pago uma feira (a compra do m\u00eas anterior), mas fico devendo a outra???, explica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mesmo assim, o carroceiro Aldeci n\u00e3o esconde que a fam\u00edlia enfrenta falta de mantimentos b\u00e1sicos, como arroz, feij\u00e3o e a\u00e7\u00facar, dependendo da ajuda n\u00e3o s\u00f3 do governo, mas tamb\u00e9m de outras pessoas para sobreviver. ???Aqui, agradecemos primeiramente a Deus, e em segundo lugar ao povo que ajuda a gente. Se n\u00e3o fossem eles, a gente n\u00e3o aguentava???, diz o morador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para continuar aguentando, ele admite que, de vez em quando, consegue algum produto da cesta b\u00e1sica com vizinhos. Mas s\u00e3o itens essenciais. Carne, por exemplo, \u00e9 iguaria rara na moradia. ???Isso a gente s\u00f3 come mesmo quando sobra um dinheirinho. Quando n\u00e3o sobra, a gente fica na base do arroz com feij\u00e3o, mesmo???, descreve.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<h1>&#8216;??s vezes, falta at\u00e9 o arroz e o feij\u00e3o&#8217;<\/h1>\n<div>N\u00e3o \u00e9 preciso ir muito longe para ver a situa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia do carroceiro Aldeci est\u00e1 longe de ser exce\u00e7\u00e3o. Apenas em Montes Claros, s\u00e3o quase 45 mil inscritos no Cadastro ??nico de benef\u00edcios sociais da Uni\u00e3o. Na mesma Vila Castelo, a ajuda governamental \u00e9 um alento para Cl\u00e1udia Gon\u00e7alves Silva, de 39, separada, m\u00e3e de duas filhas adolescentes. Ela recebe mensalmente do Renda Brasil R$ 405, valor que em abril aumentou para R$ 456 com os R$ 51 do Aux\u00edlio G\u00e1s.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cl\u00e1udia sabe que o benef\u00edcio contribui para sua sobreviv\u00eancia e das filhas, o que n\u00e3o a impede de reconhecer que \u00e9 pouco. Ela complementa a renda fazendo faxinas como diarista. Mas nem sempre encontra servi\u00e7o, o que complica a situa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, que chega a enfrentar necessidades. ???As vezes, falta at\u00e9 o arroz e o feij\u00e3o???, confessa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outros produtos s\u00e3o ainda mais raros na mesa da fam\u00edlia. ???S\u00f3 compro carne mesmo no dia que pego o dinheiro (o benef\u00edcio do governo) ou fa\u00e7o faxina, duas ou tr\u00eas vezes ao m\u00eas???, contabiliza Cl\u00e1udia, enquanto planeja o card\u00e1pio do dia: arroz, feij\u00e3o e ab\u00f3bora.<\/div>\n<div><\/div>\n<h3>ABRA??AR A AJUDA<\/h3>\n<div>Cl\u00e1udia Gon\u00e7alves Silva tem prioridade no recebimento do Aux\u00edlio G\u00e1s por algo que n\u00e3o lhe traz boas lembran\u00e7as: a viol\u00eancia que sofreu por parte do ex-marido. Isso porque a Lei Federal 14.237, de 19 de novembro de 2021, que instituiu o benef\u00edcio, estabelece que ???o aux\u00edlio ser\u00e1 concedido preferencialmente \u00e0s fam\u00edlias com mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urg\u00eancia???.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Separada h\u00e1 dois anos e seis meses, a moradora de Montes Claros conta que viveu com o ex-companheiro violento por 18 anos de dor e sofrimento. ???Ele maltratava muito a gente. Eram brigas constantes???, recorda. Cl\u00e1udia disse a viol\u00eancia s\u00f3 cessou a partir do momento em que recebeu a ajuda da diretora da escola de uma das filhas, que a orientou a procurar a Delegacia Especializada da Mulher em Montes Claros para denunciar o agressor. ???Tem que tomar coragem e procurar ajuda. Quando a gente consegue, tem que abra\u00e7ar (a ajuda) e ir em frente.???<\/div>\n<div><\/div>\n<h1>A batalha dos &#8216;sem-benef\u00edcio&#8217;<\/h1>\n<div>Se o fog\u00e3o a lenha \u00e9 companheiro mesmo para as fam\u00edlias que recebem o vale-g\u00e1s, para as que n\u00e3o est\u00e3o entre os benefici\u00e1rios ele \u00e9 necessidade constante. ?? ao velho modo de cozinhar que recorre Darcilene Rodrigues, de 26 anos, tamb\u00e9m da Vila Castelo Branco, que n\u00e3o tem emprego nem fonte de renda, pois ainda n\u00e3o conseguiu se habilitar em programas sociais. M\u00e3e de tr\u00eas filhos, de 13, 7 e 6 anos, ela enfrenta dificuldades para comprar alimenta\u00e7\u00e3o, pois o \u00fanico dinheiro que entra na casa \u00e9 o sal\u00e1rio m\u00ednimo do marido, ajudante de servi\u00e7os gerais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Carne \u00e9 algo quase desconhecido em casa, conta ela. ???A gente compra salsicha e ovo???, relata. O pouco que d\u00e1 pra comprar \u00e9 preparado nas trempes do fog\u00e3o a lenha improvisado no fundo do prec\u00e1rio barrac\u00e3o de tijolos, sem reboco e coberto de telha de amianto, onde falta at\u00e9 chuveiro el\u00e9trico. ???A gente toma banho com a \u00e1gua que sai direto do cano&#8221;, explica a mulher, que pediu que n\u00e3o fossem feitas imagens dentro do barrac\u00e3o, aparentemente constrangida pela condi\u00e7\u00e3o de car\u00eancia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com pouca instru\u00e7\u00e3o, ela conta que, no fim do ano passado, tentou fazer o cadastro no programa de transfer\u00eancia de renda do governo em um Centro de Refer\u00eancia em Assist\u00eancia Social da prefeitura. ???Disseram que eu teria que voltar para um novo agendamento. Mas, at\u00e9 hoje n\u00e3o voltei???, afirmou, diante da dificuldade de sair de casa por n\u00e3o ter com quem deixar os filhos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Kelly Ane Gon\u00e7alves Maciel, de 27, solteira, dom\u00e9stica, \u00e9 vizinha de Darcilene e m\u00e3e de Kendelly Alehandra, de 7. Ela afirma receber R$ 400 mensalmente do Renda Brasil, e diz que, por n\u00e3o ter renda fixa, ???ouviu dizer??? que teria direito ao vale-g\u00e1s. Mas diz que n\u00e3o se lembra de ter recebido o aux\u00edlio em fevereiro, primeiro m\u00eas do pagamento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas uma certeza ela tem: os R$ 400 que recebe do antigo Bolsa Fam\u00edlia s\u00e3o muito pouco. ???Nunca que d\u00e1 para custear as despesas do m\u00eas inteiro???, constata, acrescentando que o pai da menina sobrevive ???com uns biquinhos como ajudante de pedreiro??? e pouco contribui no pagamento das despesas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para amenizar o arrocho, Kelly conta que faz faxinas para pagar as contas de \u00e1gua e luz. E revela que, quando a situa\u00e7\u00e3o aperta, \u00e9 no velho fog\u00e3o a lenha no quintal vizinho, da av\u00f3, que cozinha. ????? o jeito.???<\/div>\n<div><\/div>\n<h1>Aux\u00edlio vira al\u00edvio para outras contas<\/h1>\n<div>Embora seja um valor relativamente pequeno, o vale-g\u00e1s representa um al\u00edvio para fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da professora V\u00e2nia Vilas-Boas, coordenadora do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPC), indicador que mede o custo de vida, vinculado ao curso de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???A partir do momento que temos um novo programa social como o Aux\u00edlio G\u00e1s, sendo bem distribu\u00eddo, sem sombra de d\u00favida ser\u00e1 uma contribui\u00e7\u00e3o para fam\u00edlias que vivem na situa\u00e7\u00e3o de pobreza. ?? uma forma de dar um certo al\u00edvio para essas fam\u00edlias, com 50% do valor praticado para o botij\u00e3o???, afirma a economista.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ela lembra que o aux\u00edlio ganha maior peso ap\u00f3s as piores fases da COVID-19. ???A pandemia, com seus efeitos, trouxe dificuldades para todas as pessoas, principalmente, para aquelas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza???, observa. ???Neste momento, essas fam\u00edlias v\u00e3o ter um pequeno f\u00f4lego para aquisi\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de cozinha. O recurso n\u00e3o \u00e9 carimbado. Ent\u00e3o, poder\u00e1 ser usado para outras demandas importantes, como o pagamento de tarifas de servi\u00e7o p\u00fablico (contas de \u00e1gua e luz)???, afirma a coordenadora do IPC\/Unimontes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A especialista ressalta que o vale-g\u00e1s ganha maior relev\u00e2ncia em munic\u00edpios com elevado n\u00edvel de pessoas de baixa renda, como Montes Claros. A cidade polo de 413,4 mil habitantes tem 36,4% da sua popula\u00e7\u00e3o com renda per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo mensal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica. O IBGE tamb\u00e9m indica que a renda m\u00e9dia dos trabalhadores com carteira assinada no munic\u00edpio \u00e9 de 2,1 sal\u00e1rios m\u00ednimos. O valor da cesta b\u00e1sica com 13 itens medida pela pesquisa do Departamento de Economia da Unimontes \u00e9 de R$ 499,39 por m\u00eas, segundo o \u00faltimo dado dispon\u00edvel, de mar\u00e7o de 2022.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Secretaria de Desenvolvimento Social de Montes Claros informa que a cidade tem 44.826 fam\u00edlias inclu\u00eddas no Cadastro ??nico do governo federal, que est\u00e3o aptas a receber o Aux\u00edlio G\u00e1s. A pasta informa que ???at\u00e9 o momento n\u00e3o foram disponibilizadas ferramentas de consulta para os munic\u00edpios acompanharem os n\u00fameros??? do benef\u00edcio. Por isso, n\u00e3o disp\u00f5e de dados sobre o montante pago na cidade.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>???O Senhor \u00e9 meu pastor, nada me faltar\u00e1.??? 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