{"id":153070,"date":"2022-05-24T07:03:28","date_gmt":"2022-05-24T10:03:28","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/paulo-sales-reune-em-livro-cronicas-publicadas-no-correio\/"},"modified":"2022-05-24T07:03:28","modified_gmt":"2022-05-24T10:03:28","slug":"paulo-sales-reune-em-livro-cronicas-publicadas-no-correio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/24\/paulo-sales-reune-em-livro-cronicas-publicadas-no-correio\/","title":{"rendered":"Paulo Sales re\u00fane em livro cr\u00f4nicas publicadas no CORREIO"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">O leitor do CORREIO conhece bem Paulo Sales, 52 anos. De 2000 a 2007, ele foi rep\u00f3rter de cultura do jornal. Mas, se voc\u00ea n\u00e3o acompanhou os textos dele naquela \u00e9poca, tem acompanhado as cr\u00f4nicas que ele tem escrito aqui no jornal \u00e0s segundas-feiras, desde 2019. Agora, Paulo se prepara para publicar o livro Pegadas no Solo do Tempo, uma sele\u00e7\u00e3o desses textos que ser\u00e1 lan\u00e7ada no pr\u00f3ximo dia 2.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Amante das artes, ele diz que elas s\u00e3o um elemento importante para ajud\u00e1-lo a entender o que \u00e9 o ser humano. E \u00e9 isso que notamos em seus textos, segundo ele mesmo:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Nas cr\u00f4nicas, tento captar a ess\u00eancia do ser humano, busco algo que v\u00e1 al\u00e9m da rotina. Afinal, nossa vida \u00e9 t\u00e3o med\u00edocre, t\u00e3o dura&#8230; mas, ainda assim, pode produzir beleza e questionamentos&#8221;, revela o cronista, que, hoje, dedica-se profissionalmente \u00e0 publicidade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O livro \u00e9 dividido em duas partes, com t\u00edtulos aproveitados de duas cr\u00f4nicas: a primeira se chama Contra a Barb\u00e1rie, a Beleza. E a segunda, A Persist\u00eancia da Mem\u00f3ria. &#8220;A primeira \u00e9 mais voltada para a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a cultura, no sentido mais amplo. J\u00e1 a segunda \u00e9 mais confessional. Nela, me exponho muito, mas esse \u00e9 meu jeito de escrever. A primeira \u00e9 mais reflexiva no sentido coletivo; a segunda, mais individual&#8221;, revela Paulo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">??s vezes, o cronista se exp\u00f5e tanto que, recentemente, um leitor lhe escreveu dizendo que isso devia ser efeito de muitos anos de div\u00e3. &#8220;Mas nunca fiz terapia&#8221;, observa Paulo, com bom-humor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ao selecionar os textos que iriam para o livro, Paulo ficou atento \u00e0 &#8220;perman\u00eancia&#8221; das cr\u00f4nicas. &#8220;As mais datadas falam de coisas pontuais, epis\u00f3dicas e preferi tirar&#8221;, diz o autor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Arquitetura da destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por isso, ficaram de fora os textos mais &#8220;ferinos&#8221; contra o atual governo federal. N\u00e3o que seja uma autocensura, claro, mas, como tratam muitas vezes de assuntos relacionados ao notici\u00e1rio, corria risco de os textos soarem envelhecidos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;??s vezes, as cr\u00edticas que fiz ao governo tamb\u00e9m s\u00e3o feitas por outras pessoas, ent\u00e3o ficam meio &#8216;datadas&#8217;. Al\u00e9m disso, a ideia \u00e9 que o livro v\u00e1 al\u00e9m da cr\u00f4nica di\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Para o escritor, os \u00faltimos quatro anos poderiam ser definidos como a &#8220;arquitetura da destrui\u00e7\u00e3o&#8221;: &#8220;O que a gente vive hoje \u00e9 muito parecido com o que aconteceu nos anos 1930, quando a gente via o &#8216;ovo da serpente&#8217; ser gerado e ningu\u00e9m fazia nada. Mas essa n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade do Brasil. Veja o que est\u00e1 acontecendo na Hungria. Isso est\u00e1 atingindo n\u00edveis perigosos e n\u00e3o sabemos onde vai parar&#8221;, alerta Paulo, em tom de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mas, mesmo em tempos da t\u00e3o falada &#8220;polariza\u00e7\u00e3o&#8221;, Paulo consegue sair ileso e n\u00e3o coleciona &#8220;haters&#8221;. &#8220;As pessoas com quem me relaciono, mesmo na internet, pensam mais ou menos como eu, ent\u00e3o acaba havendo uma rea\u00e7\u00e3o de apoio ao que escrevo&#8221;, diz. Longe de ser um polemista, n\u00e3o escreve para ganhar cliques: &#8220;Meu objetivo \u00e9 colocar fagulhas de d\u00favidas no leitor&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As fontes de inspira\u00e7\u00e3o para os textos variam, segundo o autor. Vai desde filmes a que assistiu at\u00e9 livros que leu ou a pequenos acontecimentos da pr\u00f3pria rotina. &#8220;??s vezes, a inspira\u00e7\u00e3o vem de alguma mat\u00e9ria interessante que li. A cr\u00f4nica desta semana [publicada dia 23 no CORREIO] nasceu de um fragmento de uma carta de uma leitora para o jornal El Pa\u00eds&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para Paulo, a cr\u00f4nica \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio marcado por dar perman\u00eancia \u00e0quilo que \u00e9 ef\u00eamero. &#8220;Fatos fugazes e prosaicos podem gerar textos que podem ser eternizados e isso \u00e9 o mais legal da cr\u00f4nica. Hoje, voc\u00ea pode ler Rubem Braga [um dos maiores cronistas do pa\u00eds, morto em 1990] e ele continua muito atual&#8221;, defende o autor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m de Rubem Braga, Paulo cita Ruy Castro como um de seus cronistas favoritos, al\u00e9m de Sergio Augusto. Paulo Mendes Campos tamb\u00e9m tem sua admira\u00e7\u00e3o e at\u00e9 j\u00e1 inspirou um texto dele: &#8220;Paulo Mendes Campos escreveu um texto chamado O Amor Acaba. Mas eu fiz um chamado O Amor Come\u00e7a. A dele era baixo-astral e a minha, era mais &#8216;pra cima'&#8221;, defende.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mas, para Paulo, Luis Fernando Ver\u00edssimo est\u00e1 um patamar acima dos outros cronistas: &#8220;?? o meu \u00eddolo, gostaria de saber escrever como ele, com a leveza e o humor que marcam o estilo dele. Um g\u00eanio&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>SERVI??O<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Livro: Pegadas no Solo do Tempo<br \/> Autor: Paulo Sales<br \/> Editora: Penalux<br \/> Pre\u00e7o: R$ 44<br \/> Lan\u00e7amento: Quinta-feira, 2\/06, a partir das 19h30, no espa\u00e7o cultural Oito Imagem (Rua Dinah Silveira de Queir\u00f3s, n\u00ba 6, Condom\u00ednio Quinta do Candeal &#8211; Horto Florestal)<br \/> \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor do CORREIO conhece bem Paulo Sales, 52 anos. De 2000 a 2007, ele foi rep\u00f3rter de cultura do jornal. 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