{"id":153815,"date":"2022-05-25T03:01:27","date_gmt":"2022-05-25T06:01:27","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/ufrj-solucoes-para-mudanca-climatica-nao-estao-a-altura-dos-problemas\/"},"modified":"2022-05-25T03:01:27","modified_gmt":"2022-05-25T06:01:27","slug":"ufrj-solucoes-para-mudanca-climatica-nao-estao-a-altura-dos-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/25\/ufrj-solucoes-para-mudanca-climatica-nao-estao-a-altura-dos-problemas\/","title":{"rendered":"UFRJ: solu\u00e7\u00f5es para mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 altura dos problemas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>\u00a0A pesquisa Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Desenvolvimento Econ\u00f4mico: percep\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0divulgada\u00a0hoje\u00a0(24),\u00a0no campus\u00a0da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(UFRJ), revela a defasagem\u00a0entre a gravidade do problema e o tipo de solu\u00e7\u00e3o que as pessoas conseguem vislumbrar sobre os efeitos do aquecimento global em seu dia a dia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1461631&#038;o=node\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1461631&#038;o=node\"\/><\/p>\n<p>A sondagem qualitativa foi feita pelo Laborat\u00f3rio Conex\u00f5es do Clima, do F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura da institui\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o, e fez um diagn\u00f3stico sobre como as classes B e C percebem estes\u00a0efeitos.<\/p>\n<p>???Todo mundo v\u00ea que \u00e9 um problema grave, que \u00e9 um problema enorme, mas a solu\u00e7\u00e3o \u00e9, ao mesmo tempo, ou abstrata ou individual. N\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura nem do tamanho nem da gravidade do problema???, disse \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>a coordenadora do F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura, Tatiana Roque. ???O principal \u00e9 isso: as pessoas veem o problema, mas n\u00e3o sabem qual \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o???.<\/p>\n<p>A pesquisa envolveu oito grupos focais, cada um com 8 a 10 pessoas, com idades entre 18 e 50 anos, das classes B e C. A partir da\u00ed, foram estabelecidas din\u00e2micas com debates de at\u00e9 duas horas de dura\u00e7\u00e3o com cada grupo.<\/p>\n<h2>Desastres<\/h2>\n<p>Uma\u00a0segunda\u00a0conclus\u00e3o importante \u00e9 que uma das principais maneiras pelas quais o problema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas chega \u00e0s pessoas \u00e9 por meio dos desastres ambientais, como as enchentes provocadas pelas chuvas em Petr\u00f3polis, regi\u00e3o serrana do Rio\u00a0de Janeiro; na Bahia e em Minas Gerais, al\u00e9m das queimadas.<\/p>\n<p>???Isso as pessoas citaram como\u00a0quest\u00e3o importante e recorrente\u00a0que, em geral, elas enxergam como associadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sim. Embora isso seja um problema muito antigo, as pessoas sabem que est\u00e1 ficando mais frequente, mais recorrente e mais intenso com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. S\u00f3 que elas n\u00e3o sabem o que fazer???.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora, h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o de que algo grave est\u00e1 acontecendo, com mais desastres, chuvas mais fortes e mais frequentes, e esta\u00e7\u00f5es do ano mais indefinidas. ???Apesar de n\u00e3o haver dentro desse grupo pesquisado uma formula\u00e7\u00e3o mais precisa sobre o tema, h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o instintiva de que vivemos uma crise ambiental grave e que as consequ\u00eancias podem ser devastadoras???, explicou.<\/p>\n<h2>Perfil<\/h2>\n<p>A pesquisa reuniu oito grupos focais, cada um formado por oito a dez a pessoas com idades entre 18 e 50 anos, das classes B e C. A partir da\u00ed, foram estabelecidas din\u00e2micas com debates de at\u00e9 duas horas de dura\u00e7\u00e3o com cada grupo. Tatiana Roque explicou que os grupos t\u00eam perfil bem parecido e, portanto, n\u00e3o houve distin\u00e7\u00f5es entre eles. ???Escolhemos\u00a0esse perfil porque s\u00e3o pessoas que, em geral, s\u00e3o mais fluidas, mudam de posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o t\u00eam uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica definida. A gente n\u00e3o queria pessoas identificadas com uma prefer\u00eancia pol\u00edtica, para poder entender como pensam as pessoas do meio, as nem-nem???.<\/p>\n<p>Na maioria, os entrevistados associam problemas, como as enchentes, ao problema dos res\u00edduos, ou lixo, que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o joga nas ruas, rios e mares. ???Elas associam as enchentes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m, sabem que isso vai ficar mais grave. Elas sabem que uma maneira de, pelo menos, resolver os efeitos disso seria cuidando do lixo, mas elas n\u00e3o veem mais esperan\u00e7a no Poder P\u00fablico. Elas s\u00f3 veem como solu\u00e7\u00e3o as a\u00e7\u00f5es individuais. Essa foi uma coisa bem surpreendente da pesquisa???.<\/p>\n<p>Tatiana acrescentou que os entrevistados percebem tamb\u00e9m a desigualdade existente no tratamento ou enfrentamento do problema. Ou seja, se uma pessoa perde tudo, mas tem mais condi\u00e7\u00f5es, ela vai poder comprar tudo de novo. As pessoas mais pobres, n\u00e3o podem. O problema afeta diferentemente as pessoas mais pobres e aquelas com mais condi\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o da pesquisa \u00e9 que ???\u00e9 preciso territorializar o debate clim\u00e1tico e ambiental, aterrissar as quest\u00f5es, torn\u00e1-las mais palp\u00e1veis e relacionadas com os problemas quotidianos e com o modelo econ\u00f4mico, que n\u00e3o \u00e9 visto como relacionado \u00e0s quest\u00f5es ambientais e clim\u00e1tica. Essas ainda t\u00eam algo de et\u00e9reo e abstrato diante de urg\u00eancias cotidianas???, disse Tatiana.<\/p>\n<h2>Conscientiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A pesquisa do Laborat\u00f3rio Conex\u00f5es do Clima vai mostrar como os pesquisadores da UFRJ que trabalham sobre esse tema das mudan\u00e7as do clima podem ajudar na conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a necessidade e a urg\u00eancia de enfrentar esse problema. Tatiana Roque disse que, a partir da\u00ed, v\u00e3o delinear a\u00e7\u00f5es que possam ser feitos a partir da universidade, especialmente aquelas relativas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental visando aumentar a possibilidade de engajamento das pessoas para enfrentar essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum de Ci\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 fazendo um curso para jovens sobre mudan\u00e7as do clima em v\u00e1rios territ\u00f3rios do estado do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0e o n\u00facleo da capital pretende realizar no dia\u00a011 de junho\u00a0uma mobiliza\u00e7\u00e3o sobre a quest\u00e3o da despolui\u00e7\u00e3o da Ba\u00eda de Guanabara, que tamb\u00e9m foi um tema muito citado na pesquisa. Esse \u00e9 um caso que evidencia a m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o do povo que joga lixo e polui, por um lado; e a inefici\u00eancia das pol\u00edticas p\u00fablicas, por outro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Laborat\u00f3rio de Conex\u00f5es do Clima vai efetuar a\u00e7\u00f5es na Semana do Meio Ambiente, no per\u00edodo e 6 a\u00a014 de junho, em alus\u00e3o ao Dia Internacional do Meio Ambiente, que se comemora no dia 5 daquele m\u00eas. A programa\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 sendo elaborada, mas j\u00e1 est\u00e3o previstas iniciativas no Museu Nacional e palestras e debates pina pr\u00f3pria UFRJ.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A pesquisa Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Desenvolvimento Econ\u00f4mico: percep\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0divulgada\u00a0hoje\u00a0(24),\u00a0no campus\u00a0da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio\u00a0de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":153816,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-153815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153815\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}