{"id":156836,"date":"2022-05-29T07:03:43","date_gmt":"2022-05-29T10:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/novos-manejos-no-agro-garantem-maiores-colheitas-com-menos-impactos-ambientais\/"},"modified":"2022-05-29T07:03:43","modified_gmt":"2022-05-29T10:03:43","slug":"novos-manejos-no-agro-garantem-maiores-colheitas-com-menos-impactos-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/29\/novos-manejos-no-agro-garantem-maiores-colheitas-com-menos-impactos-ambientais\/","title":{"rendered":"Novos manejos no agro garantem maiores colheitas com menos impactos ambientais"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">H\u00e1 dez anos, os produtores do Oeste da Bahia, uma das maiores e mais importantes fronteiras agr\u00edcolas brasileiras, utilizaram pouco mais de 1,2 milh\u00e3o de hectares (ha) de terras para produzirem 2,7 milh\u00f5es de toneladas de soja, um dos principais produtos da regi\u00e3o. Agora, na safra que est\u00e1 sendo colhida, est\u00e1 prevista uma produ\u00e7\u00e3o de pouco mais de 7 milh\u00f5es de toneladas do produto, utilizando-se, para isso, uma \u00e1rea de 1,7 milh\u00e3o de ha. Enquanto a \u00e1rea utilizada cresceu 41,6%, o aumento da produ\u00e7\u00e3o foi de quase 160%.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Esses n\u00fameros colocam a Bahia como o 8\u00ba estado produtor no Brasil, que \u00e9 o segundo maior produtor mundial. E a terra, principal patrim\u00f4nio de quem trabalha com a agricultura, n\u00e3o foi o \u00fanico recurso de que os produtores rurais baianos v\u00eam otimizando o uso. O consumo de \u00e1gua para a irriga\u00e7\u00e3o do solo, hoje, representa 35% do que era usado h\u00e1 quatro d\u00e9cadas quando se descobriu que Barreiras, Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es e mais sete munic\u00edpios eram terrenos f\u00e9rteis para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Fazer mais com menos \u00e9 a aposta do campo para encarar desafio de alimentar a humanidade diante das incertezas trazidas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"473\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/05\/27\/info_agro_sustentavel.jpeg\" width=\"688\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Ao mesmo tempo em que mudan\u00e7as nos regimes de chuvas e temperaturas trazem novos desafios para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, a popula\u00e7\u00e3o mundial segue crescendo. O planeta que, atualmente, \u00e9 o lar de 7 bilh\u00f5es de pessoas, deve alcan\u00e7ar uma popula\u00e7\u00e3o de 10 bilh\u00f5es at\u00e9 2050. At\u00e9 l\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos precisa crescer em quase 7%, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO). Isso exigiria o uso de 40% mais \u00e1gua e at\u00e9 50% mais energia. Mas o caminho que vem sendo tra\u00e7ado nos campos baianos mostra que tecnologia e inova\u00e7\u00e3o podem reduzir o tamanho deste desafio.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Apesar dos esfor\u00e7os, os dados sobre desmatamentos no estado indicam um grande desafio para o setor. Em 2020, apenas Minas Gerais desmatou mais a Mata Atl\u00e2ntica que a Bahia, de acordo com dados da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e do Instituto Nacional de Pesquisas (INPE). De acordo com o relat\u00f3rio Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica, foram desmatados 3.230 hectares de \u00e1rea no estado. Houve uma pequena redu\u00e7\u00e3o se comparado aos dados do per\u00edodo de 2018-2019, onde 3.532 hectares foram desmatados.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Desde 2018, a Bahia vem registrando altas nas taxas de desmatamento nas \u00e1reas de cerrado, de acordo com dados do Portal Terra Brasilis, mantido pelo INPE. O estado saiu de um total de 598 quil\u00f4metros quadrados (Km\u00b2), em 2018, para 925 km\u00b2 em 2021. Balsas foi o munic\u00edpio com a maior quantidade de \u00e1rea desmatada no ano passado, com 243 km\u00b2, seguida por S\u00e3o Desid\u00e9rio, que perdeu 207 km\u00b2 de mata.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O agroneg\u00f3cio depende diretamente do meio ambiente, diz o produtor rural Mois\u00e9s Almeida Schmidt, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). ???Se eu tiver qualquer tipo de contamina\u00e7\u00e3o de solo, contamina\u00e7\u00e3o vegetal ou algum tipo de desequil\u00edbrio, n\u00e3o vou conseguir ter uma alta produtividade???, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, eventuais impactos causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o exatamente o oposto do que buscam os que vivem da terra. ???Para buscarmos maior produtividade, o produtor, al\u00e9m dos tratos culturais, precisa buscar o melhor equil\u00edbrio ambiental. O agroneg\u00f3cio sofre muito com qualquer problema relacionado ao clima???, pondera.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo ele, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo o setor agr\u00edcola vem fazendo a sua parte. De um lado, os produtores preservam al\u00e9m do m\u00ednimo definido pela legisla\u00e7\u00e3o e, do outro, investem em produtividade, que significa fazer mais com cada vez menos recursos. ???N\u00f3s temos uma das mais severas legisla\u00e7\u00f5es ambientais do mundo, que estabelece pelo menos 20% das \u00e1reas como reservas legais, por\u00e9m normalmente se faz muito mais do que isso???, afirma.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Schmidt fala do esfor\u00e7o que faz para enriquecer cada vez mais o solo que utiliza para o plantio de soja, entre outras culturas. ???N\u00f3s partimos, no Oeste, de uma produtividade de 25 sacas por hectare para 75 sacas por hectare em 40 anos de soja na Bahia. Eu duvido muito que consegu\u00edssemos chegar a essa alta produtividade se estiv\u00e9ssemos fazendo algo prejudicial???, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os resultados surgem a partir do incremento tecnol\u00f3gico e de melhorias no manejo. Um exemplo disso \u00e9 o sistema de plantio direto, que envolve a\u00e7\u00f5es como mexer o m\u00ednimo poss\u00edvel no solo, cobertura da \u00e1rea com palhada e a rota\u00e7\u00e3o de culturas. Tudo isso ajuda a aumentar a produtividade, conservando ou melhorando continuamente o ambiente de cultivo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O produtor lembra, ainda, do impacto positivo que o agroneg\u00f3cio produz para o pa\u00eds com a gera\u00e7\u00e3o de divisas, na exporta\u00e7\u00e3o, e na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. Os bens e servi\u00e7os gerados no agroneg\u00f3cio movimentam R$ 1,55 trilh\u00e3o por ano, o que corresponde a 21,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, segundo estimativa do Minist\u00e9rio da Agricultura.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Aposta na produtividade<\/strong><br \/> Os n\u00fameros alcan\u00e7ados pelo campo, nos \u00faltimos anos, s\u00e3o o principal argumento apresentado por Humberto Miranda, presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), para uma posi\u00e7\u00e3o de otimismo do setor em rela\u00e7\u00e3o a eventuais impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no campo. ???As tend\u00eancias podem melhorar ou piorar de acordo com uma s\u00e9rie de fatores, mas eu estou olhando para os n\u00fameros???, diz. ???Nossa vis\u00e3o, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Bahia, \u00e9 animadora. Os n\u00fameros de produtividade e produ\u00e7\u00e3o tem aumentado a cada dia???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 feita cada vez mais com ci\u00eancia, tecnologia, inova\u00e7\u00e3o, melhorias de processos e manejos de produ\u00e7\u00e3o. Com isso se consegue produzir mais em \u00e1reas menores e usando um volume de insumos menor???, explica. ???A Bahia tem melhorado a produtividade de gr\u00e3os, inclusive da soja, o cacau tem melhorado bastante, assim como o caf\u00e9 conilon, que vem crescendo bastante no Extremo Sul???, enumera.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, os bons resultados alcan\u00e7ados n\u00e3o isentam o setor agr\u00edcola de manter uma postura de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s melhores pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o, com melhorias constantes no manejo, busca por novas variedades, que sejam mais produtivas. ???O mundo tem uma demanda por alimentos. Se conseguirmos produzir mais em \u00e1reas menores, atendemos essa necessidade e evitamos desmatamento???, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A gente sabe que mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 um problema real, que sustentabilidade \u00e9 fundamental, o nosso setor precisa colaborar cada vez mais para a supera\u00e7\u00e3o destes desafios, mas essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que vai ser resolvida sem a participa\u00e7\u00e3o de toda a sociedade???, aponta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, \u00e9 importante que o assunto seja fonte de aten\u00e7\u00e3o geral. \u00a0???Meio ambiente precisa ser tratado nas escolas, com educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de novas mentalidades e vis\u00f5es. As responsabilidades s\u00e3o de todos e isso come\u00e7a com o cidad\u00e3o, passa pelas institui\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m governos???, defende.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O produtor rural Jo\u00e3o Lopes acredita que h\u00e1 excessos nas an\u00e1lises a respeito dos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no campo. ???Pelo que eu j\u00e1 li sobre o assunto, hoje j\u00e1 n\u00e3o dever\u00edamos mais produzir caf\u00e9 no Brasil???, diz ele, que \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Caf\u00e9 da Bahia (Assocaf\u00e9) e membro do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram). \u00a0???Eu n\u00e3o tenho nenhuma d\u00favida de que h\u00e1 uma mudan\u00e7a em curso, isto \u00e9 evidente???, destaca. A quest\u00e3o, pondera ele, est\u00e1 relacionada ao impacto que isso pode causar na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Thiago Guedes Viana, assessor especial da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), explica que aumentos de temperatura podem afetar o desenvolvimento das plantas, com impacto direto em diversas culturas como o feij\u00e3o, por exemplo. Neste caso, um poss\u00edvel impacto seria a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de sementes por plantas. \u00a0Mudan\u00e7as no regime de chuvas afetam diretamente o crescimento e a sanidade das plantas, diz. ???As plantas ficam mais sujeitas a doen\u00e7as???.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A gente est\u00e1 identificando algumas \u00e1reas de plantio que possuem um baixo risco de impacto, intermedi\u00e1rio e outras que correm um risco maior. O que vai acontecer com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 que teremos cada vez menos \u00e1reas de baixo risco???, explica. Culturas como as da mandioca e do feij\u00e3o podem enfrentar uma redu\u00e7\u00e3o em suas \u00e1reas \u00fateis, aponta. ???Existem estudos apontando para essa realidade nos pr\u00f3ximos anos???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Mitiga\u00e7\u00e3o de impactos<\/strong><br \/> Desde 2010, o governo brasileiro tem um programa para reduzir as emiss\u00f5es a partir de t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o voltadas para a sustentabilidade, como o sistema de plantio direto, reflorestamento e tratamento de dejetos animais. O Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), coordenado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, teve a primeira etapa finalizada em 2020. Com as medidas, o governo afirma ter alcan\u00e7ado 115% da meta, com mitiga\u00e7\u00e3o equivalente a 170 milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Wilson Andrade, diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), destaca que a posi\u00e7\u00e3o brasileira nas discuss\u00f5es sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas melhorou bastante, ap\u00f3s a COP26, realizada em Glasglow, no ano passado. ???O Brasil tem feito muito e \u00e9 um dos l\u00edderes no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Isso precisa ser reconhecido???, diz. Ele ressalta ainda que a toda a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira ocupa apenas 7% da \u00e1rea total do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outro aspecto que mostra o papel do pa\u00eds no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 o percentual de \u00e1reas preservadas. ???N\u00f3s vivemos em um pa\u00eds em que 65% da \u00e1rea \u00e9 preservada, \u00e9 cobertura natural, exatamente como era quando os portugueses encontraram aqui. Qual \u00e9 outro pa\u00eds que tem isso? Talvez a R\u00fassia???, pondera. ???Se n\u00e3o somos os primeiros, somos os segundos???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Qual \u00e9 o pa\u00eds no mundo que obriga o fazendeiro a preservar entre 20% e 80%, como se faz na Amaz\u00f4nia? O c\u00f3digo florestal brasileiro diz que se deve preservar 80% da \u00e1rea da floresta, sem mexer???, diz. ???No Cerrado, chega a 35% de obrigatoriedade de \u00e1rea. No restante do pa\u00eds, a menor taxa \u00e9 de 20% de preserva\u00e7\u00e3o. Temos a maior \u00e1rea preservada em rela\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio???, completa. Ele compara o cen\u00e1rio com o verificado na Europa, cuja cobertura m\u00e9dia varia entre 5% e 6% do territ\u00f3rio. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea florestal, Wilson Andrade defende o trabalho em duas frentes. Em uma delas, o rigor da lei para os desmatamentos e queimadas ilegais. E al\u00e9m disso, ele fala sobre a necessidade de um trabalho para demonstrar o valor que as florestas tem ???de p\u00e9???. ???Olha o exemplo do a\u00e7a\u00ed, que gera bilh\u00f5es para o pa\u00eds a partir da floresta???, cita. Ele explica, ainda, que h\u00e1 bastante espa\u00e7o para crescer com a remunera\u00e7\u00e3o por servi\u00e7os ambientais, que tem como grande vedete o mercado de cr\u00e9dito de carbono.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O diretor da Abaf refor\u00e7a a necessidade de dividir a responsabilidade pelo controle do clima com todos. ???Se o mundo tem um aumento acima de 1,5 graus vamos ter cat\u00e1strofes. Excessos de chuvas em um lugar e de secas em outros. Nenhum excesso \u00e9 bom para o agro. Isso gera perdas???, ressalta. Ele ressalta o potencial que o Brasil tem como um vetor de solu\u00e7\u00e3o para alimentar o planeta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>A\u00e7\u00e3o humana<\/strong><br \/> O 6\u00ba relat\u00f3rio do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas), publicado em agosto de 2021, apontou o desmatamento e a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis como a causa de 98% do aquecimento global.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com o estudo, fen\u00f4menos como o derretimento de geleiras, o aumento nas temperaturas das partes superiores dos oceanos e ondas de calor extremos est\u00e3o entre as evid\u00eancias do fen\u00f4meno. Al\u00e9m disso, em 2019, as concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de CO2 foram maiores do que em qualquer momento em 2 milh\u00f5es de anos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em seu primeiro relat\u00f3rio, publicado em 1990, o IPCC j\u00e1 apontava para um aumento na temperatura global. Por\u00e9m, naquele momento ainda n\u00e3o era poss\u00edvel determinar a a\u00e7\u00e3o humana como a causa da mudan\u00e7a. Somente dez anos depois isso come\u00e7ou a ser exposto pelo painel.\u00a0<br \/> Para o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, o mais recente relat\u00f3rio do IPCC \u00e9 um alerta vermelho para a humanidade. ???O documento deve ser uma senten\u00e7a de morte para o carv\u00e3o e os combust\u00edveis f\u00f3sseis antes que eles destruam o planeta???, disse. &#8220;Os alarmes de emerg\u00eancia est\u00e3o soando, e a evid\u00eancia \u00e9 irrefut\u00e1vel&#8221;, disse Guterres, assim que o relat\u00f3rio foi liberado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Corremos o risco iminente de atingir 1,5 grau no curto prazo. A \u00fanica maneira de evitar ultrapassar esse limite \u00e9 com urg\u00eancia intensificando nossos esfor\u00e7os e perseguindo o caminho mais ambicioso&#8221;, alerta. Para ele, as solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o claras. ???Economias inclusivas e verdes, prosperidade, ar mais limpo e melhor sa\u00fade s\u00e3o poss\u00edveis para todos, se respondermos a esta crise com solidariedade e coragem???, resume.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As intensas chuvas que recentemente castigaram a Bahia, bem como a estiagem em algumas regi\u00f5es do estado, levantaram quest\u00f5es sobre o impacto do desequil\u00edbrio clim\u00e1tico no estado, conta Thiago Guedes Viana, assessor especial da Secretaria de Agricultura do Estado da Bahia (Seagri).\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???As chuvas provocaram uma diversidade de situa\u00e7\u00f5es no campo. Para algumas culturas, foram at\u00e9 boas. O que nos preocupa, mesmo nas discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7as no clima, \u00e9 a possibilidade de aumentos de temperatura, altera\u00e7\u00f5es na precipita\u00e7\u00e3o e nos aumentos na concentra\u00e7\u00e3o dos gases do efeito estufa???, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong><em>A 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bahia Farm Show, principal feira agr\u00edcola do Nordeste e uma das maiores do pa\u00eds, acontece entre os dias 31 de maio e 4 de junho. O projeto de conte\u00fado Bahia Farm Show \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do jornal Correio com o apoio da ABAPA.<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dez anos, os produtores do Oeste da Bahia, uma das maiores e mais importantes fronteiras agr\u00edcolas brasileiras, utilizaram pouco mais de 1,2 milh\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":156837,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[213],"tags":[],"class_list":["post-156836","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=156836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/156836\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=156836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=156836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=156836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}