{"id":157324,"date":"2022-05-30T04:14:19","date_gmt":"2022-05-30T07:14:19","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/05\/preco-das-passagens-de-aviao-em-alta\/"},"modified":"2022-05-30T04:14:19","modified_gmt":"2022-05-30T07:14:19","slug":"preco-das-passagens-de-aviao-em-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/05\/30\/preco-das-passagens-de-aviao-em-alta\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o das passagens de avi\u00e3o em alta"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Quem embarcou de Belo Horizonte para Bel\u00e9m (PA) no dia 20 de abril e retornou no dia 27, pagou pelos bilhetes R$ 1.436. Na mesma companhia, o passageiro que embarcar na segunda-feira 30\/5 e retornar sete dias depois, pagar\u00e1 R$ 3.981,73. Mesmo considerando que o pre\u00e7o varia conforme a data da compra ??? quanto mais antecipada, menor o valor ???, a diferen\u00e7a est\u00e1 acima de 2.500 reais.<\/p>\n<\/div>\n<div>Levantamento do Kayak, plataforma de compara\u00e7\u00e3o de voos, feito no m\u00eas de mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, indica que Florian\u00f3polis foi o destino com maior alta no pre\u00e7o m\u00e9dio da passagem, R$ 1.132 ( varia\u00e7\u00e3o de 45%), seguido por Bras\u00edlia R$ 956 (41%), S\u00e3o Paulo R$ 989 (40%) e Rio de Janeiro R$ 982 (40%). Belo Horizonte apresentou alta de 28%, com pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 888.<\/p>\n<\/div>\n<div>Na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro a Decolar.com mostra aumentos entre 16% e 40% em rotas origin\u00e1rias nos aeroportos de S\u00e3o Paulo (Congonhas e Guarulhos). De acordo com a plataforma, o bilhete de S\u00e3o Paulo ao Rio de Janeiro custava ao passageiro R$ 504,19 em m\u00e9dia em fevereiro,\u00a0 passou a R$ 598,99 em mar\u00e7o, uma alta de 19%. Para Recife, passou de R$ 559,82 para R$ 783,57, alta de 40%.<\/p>\n<\/div>\n<div>Pandemia, desemprego, queda do poder de compra do cidad\u00e3o brasileiro, pol\u00edtica de pre\u00e7os de combust\u00edveis e alta do d\u00f3lar s\u00e3o alguns fatores apontados por especialistas e representantes do setor da avia\u00e7\u00e3o para justificar a alta das passagens. Entre 1\u00ba de janeiro e\u00a0 1\u00ba de maio, a alta do QAV (querosene de avia\u00e7\u00e3o) aproximou-se dos 50%.<\/p>\n<\/div>\n<div>Representantes das companhias a\u00e9reas e do governo reconheceram o problema em audi\u00eancia das comiss\u00f5es de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) do Senado, realizada em 5 de maio. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas A\u00e9reas (Abear), Eduardo Sanowicz, explicou que o querosene de avia\u00e7\u00e3o subiu 209% desde abril de 2017, e o d\u00f3lar, 60%.<\/p>\n<\/div>\n<div>O gerente de Previs\u00e3o de Pre\u00e7os, Mercado e Vendas da Petrobras, Diogo Bezerra, alegou que os pre\u00e7os dos combust\u00edveis em geral, assim como de outras commodities, s\u00e3o negociados internacionalmente e influenciados pelos balan\u00e7os globais.<\/p>\n<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m ouvido, o conselheiro Gustavo Augusto Freitas de Lima, do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade), disse que a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o papel de tabelar pre\u00e7os dos produtos e servi\u00e7os, mas de dizer se o pre\u00e7o pago pelos consumidores \u00e9 justo ou est\u00e1 sendo inflado artificialmente. <\/p>\n<p>???Nos \u00faltimos dez anos, investigamos mais de 20 cart\u00e9is, identificamos 15 cart\u00e9is no setor de \u00f3leo e g\u00e1s e foram aplicados mais de R$ 500 milh\u00f5es em multa.???<\/p>\n<p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<h3>O que dizem as empresas <\/h3>\n<p>As companhias a\u00e9reas Latam, Gol e Azul informaram que n\u00e3o comentam e nem fornecem informa\u00e7\u00f5es de compara\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os. <\/p>\n<p>???A Azul esclarece que os pre\u00e7os praticados na comercializa\u00e7\u00e3o de seus bilhetes variam de acordo com uma s\u00e9rie de fatores importantes como trecho, sazonalidade, compra antecipada, disponibilidade de assentos, entre outros. Al\u00e9m disso, a companhia ressalta que a alta do d\u00f3lar e do combust\u00edvel tamb\u00e9m s\u00e3o elementos que influenciam nos valores das passagens???.<\/p>\n<\/div>\n<div>A LATAM esclareceu em nota\u00a0 que o pre\u00e7o das passagens a\u00e9reas segue sendo impactado pela escalada cont\u00ednua do pre\u00e7o dos combust\u00edveis no Brasil. Entre 1\u00ba de janeiro e\u00a0 1\u00ba de maio, a alta no QAV chegou a quase 50% no Brasil e essa conjuntura afeta diretamente os custos de opera\u00e7\u00e3o, a precifica\u00e7\u00e3o das passagens e a pr\u00f3pria retomada do setor a\u00e9reo brasileiro. <\/p>\n<p>Esse percentual de 50% ainda n\u00e3o reflete todo o aumento esperado no QAV para os pr\u00f3ximos meses, podendo afetar ainda mais os pre\u00e7os das passagens.<\/p>\n<p>A GOL informou que n\u00e3o abre dados sobre precifica\u00e7\u00e3o de trechos espec\u00edficos. A companhia adota o modelo de precifica\u00e7\u00e3o din\u00e2mica. E a curva de precifica\u00e7\u00e3o praticada pela GOL permite que os diferentes perfis de clientes tenham acesso ao transporte a\u00e9reo no pa\u00eds, seja ele corporativo ou de lazer. <\/p>\n<p>Este modelo faz com que as tarifas tenham oscila\u00e7\u00e3o constante ??? considera a anteced\u00eancia de compra da passagem e a ocupa\u00e7\u00e3o da aeronave ??? permitindo que, em contrapartida, os passageiros que n\u00e3o conseguem se planejar e necessitam adquirir de \u00faltima hora um bilhete tamb\u00e9m tenham op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis (muitos dos casos dos clientes corporativos, ou aqueles de viagens de emerg\u00eancia).<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<h3>ANP e Petrobras <\/h3>\n<p>Em nota, a Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP) declarou que os pre\u00e7os dos combust\u00edveis s\u00e3o livres no Brasil, por lei, desde 2002. <\/p>\n<p>???S\u00e3o fixados pelo mercado. N\u00e3o h\u00e1 pre\u00e7os m\u00e1ximos, m\u00ednimos, tabelamento, nem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o da ANP, nem de nenhum \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico para que os pre\u00e7os sejam reajustados ao consumidor. Os reajustes s\u00e3o feitos pelo mercado, pelos agentes que nele atuam, como as refinarias (em sua maioria, da Petrobras), distribuidoras e postos de combust\u00edveis.???<\/p>\n<div>A ag\u00eancia disse que acompanha os pre\u00e7os dos combust\u00edveis como forma de dar transpar\u00eancia aos valores praticados no mercado e publica um levantamento semanal que mostra os pre\u00e7os ao consumidor praticados pelos postos nos munic\u00edpios e as m\u00e9dias nos estados e no Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m atrav\u00e9s de nota, a Petrobras disse que os pre\u00e7os de venda de QAV da companhia para as distribuidoras buscam equil\u00edbrio com o mercado internacional e acompanham as varia\u00e7\u00f5es do valor dos produtos e da taxa de c\u00e2mbio, para cima e para baixo. <\/p>\n<p>???Essa l\u00f3gica econ\u00f4mica se aplica a outros tipos de commodities comercializadas no Brasil, e em economias abertas em geral, como, por exemplo, as commodities agr\u00edcolas (soja, caf\u00e9, etc.). A pr\u00e1tica de pre\u00e7os de QAV alinhados a refer\u00eancias internacionais \u00e9 amplamente adotada em mercados a\u00e9reos de pa\u00edses desenvolvidos e tamb\u00e9m nos emergentes. Os ajustes de pre\u00e7os praticados pela Petrobras s\u00e3o mensais e definidos conforme f\u00f3rmula contratual negociada com as distribuidoras, mitigando os efeitos da volatilidade di\u00e1ria das cota\u00e7\u00f5es internacionais e do c\u00e2mbio. Esta pr\u00e1tica perdura por cerca de 20 anos, sendo amplamente consolidada no mercado de avia\u00e7\u00e3o.???<\/p>\n<\/div>\n<div>O setor a\u00e9reo registrou, em fevereiro, 5,5 milh\u00f5es de passageiros transportados em voos nacionais. Uma alta de 28% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2021 (4,3 milh\u00f5es), segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (ANAC). S\u00e3o os \u00faltimos dados atualizados da ag\u00eancia. <\/p>\n<p>O Brasil contabilizou mais de 62,5 milh\u00f5es de pessoas voando pelo pa\u00eds em 2021. O n\u00famero representa um crescimento de 20,4% na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, quando 51,9 milh\u00f5es de passageiros haviam trafegado pelos aeroportos do pa\u00eds, mas ainda distante dos 119 milh\u00f5es transportados em 2019, um ano antes da pandemia.<\/p>\n<h3>IPCA-15 revela maior alta das passagens a\u00e9reas desde 2016<\/h3>\n<div>As passagens a\u00e9reas apresentaram uma alta de 18,4% somente no m\u00eas de maio. A maior desde 2016, segundo o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado na ter\u00e7a-feira (24\/5) pelo Instituto Brasileiro de Gerografia e Estat\u00edsticas (IBGE). <\/p>\n<p>Em 12 meses, a alta foi de 89,19%, perdendo somente para cenoura, 146,31%.O grupo de transportes foi o que apresentou maior impacto positivo no c\u00e1lculo do \u00edndice, com crescimento de 1,8%, uma descelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de abril que foi de 3,43%, demonstrando que os bilhetes para viagens de avi\u00e3o fizeram movimento contr\u00e1rio aos demais \u00edtens do setor.<\/p>\n<\/div>\n<div>A carestia das passagens fica mais evidente diante dos n\u00fameros gerais, que apontam o IPCA de maio de 0,59%, 1,14 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em abril (1,73%). A maior varia\u00e7\u00e3o para um m\u00eas de maio desde 2016, quando o \u00edndice foi de 0,86%. <\/p>\n<p>No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,93% e, em 12 meses, de 12,2%, acima dos 12,03% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. ?? a maior varia\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses desde novembro de 2003, quando o acumulado foi de 12,69%. Em maio de 2021, a taxa foi de 0,44%.<\/p>\n<\/div>\n<div>Nos transportes (1,80%), a maior contribui\u00e7\u00e3o veio das passagens a\u00e9reas (18,40%), cujos pre\u00e7os subiram pelo segundo m\u00eas consecutivo (a alta havia sido de 9,43% em abril). Os combust\u00edveis (2,05%) tamb\u00e9m seguem em alta, embora a varia\u00e7\u00e3o tenha sido inferior \u00e0 registrada no m\u00eas anterior (7,54%). <\/p>\n<p>A gasolina, em particular, subiu 1,24%, enquanto o etanol subiu 7,79%. Destaque\u00a0 para o seguro de ve\u00edculo (3,48%), que j\u00e1 acumula 18,24% de varia\u00e7\u00e3o no ano.<\/p>\n<\/div>\n<div>Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados tiveram alta em maio. A exce\u00e7\u00e3o foi Habita\u00e7\u00e3o (-3,85%). <\/p>\n<p>A maior alta veio de Sa\u00fade e cuidados pessoais (2,19%), que contribuiu com 0,27 pontos percentuais no \u00edndice do m\u00eas. O maior impacto positivo, 0,4 pontos percentuais, veio dos Transportes (1,80%), que desaceleraram em rela\u00e7\u00e3o a abril (3,43%), assim como aconteceu com alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (1,52% em maio frente aos 2,25% do m\u00eas anterior). <\/p>\n<p>Os demais grupos ficaram entre o 0,06% de Educa\u00e7\u00e3o e o 1,86% de Vestu\u00e1rio.<\/p>\n<\/div>\n<div>Dentre os itens e subitens de maior impacto no \u00edndice do m\u00eas, destacam-se: produtos farmac\u00eauticos (5,24%), com 0,17 p.p., higiene pessoal (3,03%), com 0,11 p.p.; passagem a\u00e9rea (18,40%), com 0,09 p.p.; gasolina (1,24%), com 0,08 p.p.; e etanol (7,79%), com 0,07 p.p.<\/p>\n<\/div>\n<div>Para o c\u00e1lculo do IPCA-15, os pre\u00e7os foram coletados no per\u00edodo de 14 de abril a 13 de maio de 2022 (refer\u00eancia) e comparados com aqueles vigentes de 17 de mar\u00e7o a 13 de abril de 2022 (base).\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div>O indicador refere-se \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de 1 a 40 sal\u00e1rios-m\u00ednimos e abrange as regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m de Bras\u00edlia e do munic\u00edpio de Goi\u00e2nia. <\/p>\n<p>A metodologia utilizada \u00e9 a mesma do IPCA, a diferen\u00e7a est\u00e1 no per\u00edodo de coleta dos pre\u00e7os e na abrang\u00eancia geogr\u00e1fica.<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem embarcou de Belo Horizonte para Bel\u00e9m (PA) no dia 20 de abril e retornou no dia 27, pagou pelos bilhetes R$ 1.436. 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