{"id":159695,"date":"2022-06-02T08:16:45","date_gmt":"2022-06-02T11:16:45","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/crise-e-alto-reajuste-forcam-baianos-a-migrarem-para-planos-de-saude-inferiores\/"},"modified":"2022-06-02T08:16:45","modified_gmt":"2022-06-02T11:16:45","slug":"crise-e-alto-reajuste-forcam-baianos-a-migrarem-para-planos-de-saude-inferiores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/02\/crise-e-alto-reajuste-forcam-baianos-a-migrarem-para-planos-de-saude-inferiores\/","title":{"rendered":"Crise e alto reajuste for\u00e7am baianos a migrarem para planos de sa\u00fade inferiores"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">As tend\u00eancias de alta da infla\u00e7\u00e3o e de baixa da renda das fam\u00edlias tem levado os consumidores a um movimento que come\u00e7a pela substitui\u00e7\u00e3o de suas marcas preferidas para outras mais baratas e, em seguida, a retirada total do item ou servi\u00e7o de seus h\u00e1bitos de consumo. Um dos setores em que esses passos devem se intensificar nos pr\u00f3ximos meses \u00e9 o da Sa\u00fade. \u00a0No \u00faltimo dia 26, a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Complementar (ANS) autorizou o reajuste de at\u00e9 15,5% nos planos individuais e familiares. No entanto, um p\u00fablico estimado em 6 milh\u00f5es de pessoas podem ter que arcar com um boleto mensal at\u00e9 43,1% mais caro para poder optar por m\u00e9dicos, laborat\u00f3rios, cl\u00ednicas e hospitais particulares.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Isso porque, al\u00e9m do reajuste anual &#8211; que \u00e9 o maior dos \u00faltimos 22 anos -, as operadoras s\u00e3o autorizadas a elevar as mensalidades quando h\u00e1 transi\u00e7\u00e3o de faixa et\u00e1ria &#8211; o \u00faltimo aumento poss\u00edvel \u00e9 aos 59 anos. O c\u00e1lculo foi feito pela equipe de cientistas liderada por Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e por L\u00edgia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio (UFRJ). O grupo se baseou em dados da ANS, que pela primeira vez divulgou valores comerciais dos conv\u00eanios e operadoras, e considera todos os tipos de planos: individuais, coletivos empresariais, coletivos por ades\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No total, o Pa\u00eds tem 41,9 milh\u00f5es benefici\u00e1rios de conv\u00eanios m\u00e9dicos. Nem todos, por\u00e9m, ter\u00e3o esse aumento acumulado: parte dos contratos de planos empresariais, por exemplo, n\u00e3o prev\u00ea esse tipo de eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o. Segundo os pesquisadores, 6 milh\u00f5es (cerca de 7%) est\u00e3o nas faixas et\u00e1rias em que a lei permite o aumento da mensalidade pelo crit\u00e9rio de idade, al\u00e9m do reajuste anual do valor. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas nesa quarta (1\u00ba) no site do jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem explica que as empresas do setor t\u00eam previsto em lei o reajuste para a mudan\u00e7a de uma das 10 faixas et\u00e1rias pr\u00e9-estabelecidas para a seguinte. Esse aumento por idade pode ser feito at\u00e9 na transi\u00e7\u00e3o para os 59 anos &#8211; depois disso, s\u00f3 \u00e9 permitido o reajuste anual. A regra estipula ainda que a \u00faltima faixa (59 anos ou mais) n\u00e3o pode ter reajuste que seja seis vezes maior que o da primeira (0 a 18 anos).\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para Mario Scheffer, a redistribui\u00e7\u00e3o dos valores para cada faixa et\u00e1ria \u00e9 feita com &#8220;relativa flexibilidade&#8221;, o que permite \u00e0s pr\u00f3prias operadoras decidirem quais faixas recebem maior ou menor reajuste. &#8220;Geralmente, os valores maiores ficam para as faixas mais elevadas&#8221;. &#8220;Os planos n\u00e3o est\u00e3o carregando nas costas o atendimento aos idosos&#8221;, critica Ligia Bahia. &#8220;A pessoa paga o plano a vida inteira e, quando chega aos 59 anos e mais precisa, n\u00e3o consegue arcar com os custos mais&#8221;, acrescenta Scheffer.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar (FenaSa\u00fade) afirma que o reajuste \u00e9 indispens\u00e1vel para recompor a varia\u00e7\u00e3o dos custos. E diz que os dados sobre planos coletivos do ano passado mostram que taxas muito acima da m\u00e9dia &#8220;s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es e n\u00e3o regra&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Categorias<\/strong><br \/> Com os valores dos boletos cada vez mais altos seguindo a infla\u00e7\u00e3o, os planos de sa\u00fade, que t\u00eam grande peso nas despesas mensais, t\u00eam sido os queridinhos na hora de cortar gastos. As op\u00e7\u00f5es t\u00eam sido mudar para uma categoria mais em conta no mesmo plano, migrar para um\u00a0mais barato ou, at\u00e9 mesmo, ficar sem cobertura privada e contar com o sistema p\u00fablico. Para preocupar ainda mais quem permanece segurando as pontas com um plano, a\u00a0Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) anunciou na \u00faltima quinta-feira (26)\u00a0reajuste m\u00e1ximo de 15,5% na cobran\u00e7a das operadoras.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A personal trainer Rita Santos, de 49 anos, j\u00e1 estava insatisfeita com a mensalidade de R$ 574 que paga ao plano de sa\u00fade. Devido \u00e0 porcentagem recorde no ajuste anual, tem buscado novas op\u00e7\u00f5es. &#8220;[Meu plano] era mais caro, cerca de R$ 600. Eu disse que iria parar de pagar e eles me deram desconto. Com o aumento n\u00e3o sei se vou ter condi\u00e7\u00f5es de custear.\u00a0?? abusivo&#8221;. Como teve c\u00e2ncer de \u00fatero h\u00e1 quatro anos, Rita precisa de um conv\u00eanio que ofere\u00e7a interna\u00e7\u00e3o e\u00a0realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de exames.\u00a0Desde o an\u00fancio da ANS,\u00a0tem buscado planos\u00a0mais baratos e que contemplem suas necessidades.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para a consultora de servi\u00e7os\u00a0Rebeca Mascarenhas a tend\u00eancia ser\u00e1 manter o plano, mas migrando para uma cobertura mais enxuta. &#8220;As\u00a0pessoas v\u00e3o pagar por\u00a0produtos com custo menor pela abrang\u00eancia, um produto mais regional. Porque\u00a0os nacionais s\u00e3o mais caros, t\u00eam totalidade maior em atendimento de localiza\u00e7\u00e3o. [Os clientes] v\u00e3o tentar\u00a0tentar manter dentro do or\u00e7amento deles&#8221;, projeta com base no cen\u00e1rio de crise, anterior ao aumento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Sem plano de sa\u00fade, o\u00a0advogado Victor Lessa aderiu a um conv\u00eanio\u00a0de menor abrang\u00eancia geogr\u00e1fica para a esposa e filha, neste ano. O custo atual \u00e9 de R$ 650,00, foi uma redu\u00e7\u00e3o de R$ 330, considerando os R$ 980 que pagava na cobertura anterior. Com o aumento, no entanto, est\u00e1 considerando cancelar o plano que assistia\u00a0\u00e0\u00a0esposa para ter condi\u00e7\u00f5es de manter o da filha, de nove meses.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outras formas econ\u00f4micas que os segurados j\u00e1 v\u00eam tomando \u00e9 a escolha\u00a0por conv\u00eanios com rede credenciada mais enxuta.\u00a0H\u00e1 planos hospitalares que disp\u00f5em de um n\u00famero limitado de casas de sa\u00fade ou fazem parceria com m\u00e9dicos independentes. Benefici\u00e1rios tamb\u00e9m t\u00eam recorrido \u00e0 troca pelo\u00a0plano ambulatorial, o qual disponibiliza exames e consultas, no entanto, n\u00e3o inclui interna\u00e7\u00e3o, cirurgias de alta complexidade e s\u00f3 cobre as primeiras 12 horas de atendimento em casos de emerg\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em caso de rescis\u00e3o contratual, o advogado Rodrigo Ara\u00fajo, especialista na \u00e1rea da sa\u00fade, orienta o consumidor a fazer o cancelamento oficialmente, ao inv\u00e9s de apenas deixar de pagar o conv\u00eanio. ?? importante\u00a0enviar um e-mail manifestando o posicionamento para a central de sa\u00fade da operadora. Caso seja cobrado multa ou aviso pr\u00e9vio, o cliente pode requerer o pedido perante o Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quanto ao desagrado mediante o reajuste recorde, o advogado defende a necessidade de uma c\u00fapula que estabele\u00e7a uma\u00a0f\u00f3rmula de reajuste mais transparente. Para Ara\u00fajo, \u00e9 importante a discuss\u00e3o de nova metodologia que repasse ao consumidor todo o processo e afira a regularidade do ajuste. Tendo o\u00a0c\u00e1lculo\u00a0os\u00a0n\u00fameros da ANS e custos das operadoras de sa\u00fade averiguados e esclarecidos por\u00a0auditoria, afirma.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;O \u00edndice estabelecido pela INS, ainda que fosse suspeito, era considerado como l\u00edcito. Porque partia de uma autarquia que deveria ser isenta, que representa uma rela\u00e7\u00e3o entre os usu\u00e1rio do plano de sa\u00fade e as operadoras&#8221;,<\/strong> diz Rodrigo Ara\u00fajo, especialista na \u00e1rea da sa\u00fade sobre a pol\u00eamica do maior reajuste desde 2000.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Insatisfa\u00e7\u00e3o com o setor n\u00e3o \u00e9 recente<\/strong><br \/> O engenheiro mec\u00e2nico aposentado Renato Polcri, de 64 anos, teve que mudar para um plano de sa\u00fade bem inferior ao que tinha, em fevereiro. O plano era vinculado \u00e0 empresa em que trabalhava e, na folha, o desconto era de R$800 na cobertura dele, da esposa e da filha. Com a aposentadoria, o plano passou a custar para ele R$4,5 mil. ???Eu at\u00e9 tentei segurar as pontas, fiquei uns 2 anos pensando bastante, ponderando, mas n\u00e3o teve jeito???, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ele\u00a0trocou\u00a0o plano que dava direito \u00e0\u00a0interna\u00e7\u00e3o e contava com uma ampla rede de hospitais de grande porte, por um\u00a0bem mais simples, ambulatorial, com duas op\u00e7\u00f5es de hospitais menores, no valor de R$1,5 mil. A diferen\u00e7a de pre\u00e7o \u00e9 de R$3 mil entre os dois. ???Eu posso pegar parte desse dinheiro e guardar ou investir para uma emerg\u00eancia. Eu sei que \u00e9 um plano bem inferior, mas \u00e9 o que d\u00e1 para pagar agora. Minha aposentadoria estava indo quase toda para pagar o plano de sa\u00fade???, explica.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"585\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/05\/12\/csm_hospital_a5d91f6eaf.jpg\" width=\"940\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Planos de sa\u00fade inferiores s\u00e3o op\u00e7\u00e3o para quem busca boletos mais baratos <\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O consultor de planos de sa\u00fade Jos\u00e9 Carlos Cruz afirma que o pre\u00e7o \u00e9 o principal fator considerado na mudan\u00e7a de conv\u00eanios. ???Falo por experi\u00eancia, o cliente com condi\u00e7\u00f5es de manter o padr\u00e3o n\u00e3o vai dispensar [o plano]. Quando o cliente sai do Hospital S\u00e3o Rafael para ter uma rede inferior \u00e9 porque n\u00e3o teve realmente condi\u00e7\u00f5es de continuar pagando o plano que d\u00e1 aquela cobertura???, ressalta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Como o valor \u00e9 definido conforme o conjunto de m\u00e9dicos, consult\u00f3rios, laborat\u00f3rios, hospitais e cl\u00ednicas que o pacote apresenta, Cruz adverte que n\u00e3o adianta, na hora de cortar gastos, querer mudar de um plano para outro com uma rede parecida. Assim, a mudan\u00e7a de Renato Polcri foi radical, mas acertada tendo em vista o objetivo de reduzir os gastos mensais.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Na maioria dos planos de sa\u00fade que t\u00eam o S\u00e3o Rafael, Portugu\u00eas na rede, os valores s\u00e3o equivalentes. Se pegar [o plano] SulAm\u00e9rica, Bradesco, Unimed, que t\u00eam aqueles hospitais naquela rede, v\u00e3o estar cobrando um valor equivalente. N\u00e3o tem como fugir, infelizmente???<\/strong>, exemplifica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O advogado Carlos Alberto Ferreira, de 56 anos, optou por trocar o plano coletivo por planos individuais do mesmo conv\u00eanio para ele, a esposa e os dois filhos quando perdeu um dos empregos. Ele diz que o boleto do plano de sa\u00fade estava levando embora mais de 50% do sal\u00e1rio que ele recebia. ???Eu pagava mais de R$3 mil por m\u00eas e estava impratic\u00e1vel. A\u00ed, em 2020, quando surgiram as categorias individuais no plano que eu tinha, decidi fazer a mudan\u00e7a???, conta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com os planos individuais, a economia mensal foi de apenas R$600 e, ainda assim, as contas ficaram apertadas. ???Era isso ou ficar sem plano porque ir para um ambulatorial eu achava muito arriscado, acabava n\u00e3o valendo a pena. Para ajudar, minha filha, que j\u00e1 trabalha, come\u00e7ou a pagar o plano dela e minha esposa come\u00e7ou a contribuir tamb\u00e9m. Mas toda hora tem aumento, \u00e9 apertado, mas vamos fazendo um malabarismo aqui at\u00e9 onde der???, afirma o advogado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Sem contar com o reajuste, a enfermeira Milena Gomes, de 36 anos, j\u00e1 considerava alto o valor de R$ 561,50 \u00a0que paga pelo plano de sa\u00fade individual. O pre\u00e7o, todavia, est\u00e1 abaixo do que pagava em outro conv\u00eanio que tinha antes. Assim como Renato e Carlos, ela buscou outras op\u00e7\u00f5es para poder driblar os altos pre\u00e7os. ???Troquei o plano porque estava mais em conta. [&#8230;] O servi\u00e7o do outro era melhor. Mas prefiro ter esse do que ficar sem???, conta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Defesa dos Segurados de Planos, Sistemas e Seguros de Sa\u00fade da Bahia (ASPS-Ba), Maur\u00edcio Magalh\u00e3es, destaca a alta frequ\u00eancia de aplica\u00e7\u00e3o de reajustes abusivos por parte dos conv\u00eanios. ???As pessoas n\u00e3o conhecem seus direitos, n\u00e3o sabem o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 um aumento abusivo no ramo dos planos de sa\u00fade e saem perdendo. ?? muito dif\u00edcil a associa\u00e7\u00e3o se deparar com algu\u00e9m que paga um valor justo pelo plano que tem???, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Magalh\u00e3es ainda coloca na discuss\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o das redes e profissionais credenciados e nega\u00e7\u00e3o de procedimentos m\u00e9dicos e cir\u00fargicos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Os planos ficam menores e mais caros. A pessoa paga com sacrif\u00edcio e, quando precisa, ainda corre o risco de ter um procedimento pelo qual ela tem direito sendo negado. Se ela n\u00e3o tem conhecimento, paga por fora ou fica sem se n\u00e3o tiver condi\u00e7\u00f5es; se sabe que aquilo est\u00e1 errado, ainda tem que colocar\u00a0na Justi\u00e7a???<\/strong>, finaliza.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>N\u00famero de benefici\u00e1rios tamb\u00e9m aumenta\u00a0<\/strong><br \/> Embora haja instabilidade econ\u00f4mica, um levantamento da ANS mostrou crescimento do setor. \u00a0De 2021 para 2022, houve aumento de 1.277.234 benefici\u00e1rios, o equivalente a 2,6%. Em fevereiro deste ano, o ramo registrou mais de 49 milh\u00f5es de usu\u00e1rios em planos de assist\u00eancia m\u00e9dica em todo o pa\u00eds. Na Bahia, havia 1.569.898 milh\u00e3o de benefici\u00e1rios por assist\u00eancia m\u00e9dica em 2021 e o n\u00famero cresceu para 1.634.402 neste ano, o correspondente a 4,1%.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para a consultora de servi\u00e7os Rebeca Mascarenhas, a procura aumentou devido \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade durante a pandemia da covid-19. ???Pessoas que antes n\u00e3o viam necessidade de ter um plano de sa\u00fade, devido ao dif\u00edcil acesso ao servi\u00e7o p\u00fablico [&#8230;] viram a real necessidade de estar assegurado num momento desses???, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">?? o caso da aposentada de 77 anos Marl\u00facia Oliveira. Portadora de Alzheimer e enfermidades cardiorrespirat\u00f3rias, a idosa necessita de urg\u00eancias que o Sistema ??nico de Sa\u00fade (SUS) nem sempre consegue suprir. A filha e cuidadora de Marl\u00facia, L\u00facia Morais, conta que paga mensalmente R$ 1.700 num conv\u00eanio para que a m\u00e3e consiga os servi\u00e7os necess\u00e1rios, mas o boleto pesa ??? e muito ??? nas despesas.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/3\/a\/csm_lucia_e_mae_49228ff197.jpeg\" width=\"750\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>L\u00facia Morais e sua m\u00e3e, Marlucia Oliveira, de 77 anos <\/strong>(Foto: Arquivo pessoal de L\u00facia Morais)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">????? muito caro. Inclusive, j\u00e1 negaram exames, mesmo eu pagando esse valor absurdo. Tive que ligar para reclamar, fazer particular e pedir reembolso. Mas tenho medo da fila de regula\u00e7\u00e3o [sistema p\u00fablico criado para gerir vagas hospitalares]. Infelizmente, \u00e9 aceitar as imposi\u00e7\u00f5es???, declara. \u00a0<\/p>\n<p><em>*Com orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tend\u00eancias de alta da infla\u00e7\u00e3o e de baixa da renda das fam\u00edlias tem levado os consumidores a um movimento que come\u00e7a pela substitui\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":159696,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-159695","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}