{"id":161107,"date":"2022-06-04T00:12:58","date_gmt":"2022-06-04T03:12:58","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/ufrj-busca-solucao-sustentavel-para-lixo-flutuante-no-fundao\/"},"modified":"2022-06-04T00:12:58","modified_gmt":"2022-06-04T03:12:58","slug":"ufrj-busca-solucao-sustentavel-para-lixo-flutuante-no-fundao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/04\/ufrj-busca-solucao-sustentavel-para-lixo-flutuante-no-fundao\/","title":{"rendered":"UFRJ busca solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel para lixo flutuante no Fund\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O projeto Orla Sem Lixo, da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), est\u00e1 buscando\u00a0uma solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel para o lixo flutuante encontrado nas \u00e1guas da Ilha do Fund\u00e3o. ???Gostar\u00edamos muito de acreditar em solu\u00e7\u00f5es procedentes\u00a0da bacia, de onde vem o lixo para a Ba\u00eda de Guanabara e outras ba\u00edas. Por\u00e9m, n\u00e3o vemos que isso venha a acontecer em relativo curto prazo???, disse\u00a0\u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> a coordenadora do projeto e professora da UFRJ, Susana Vinzon. Por isso, ela acredita que a intercepta\u00e7\u00e3o, coleta, o transporte e a reciclagem do lixo podem ser solu\u00e7\u00f5es\u00a0efetivas, na medida em que traga benef\u00edcios para a comunidade do entorno. ????? isso que a gente est\u00e1 buscando com o\u00a0projeto???.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1463530&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1463530&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), diariamente\u00a0mais de 90 toneladas de res\u00edduos, a\u00a0maioria pl\u00e1sticos, s\u00e3o despejadas na Ba\u00eda de Guanabara. Al\u00e9m do impacto negativo que isso provoca em um dos principais cart\u00f5es-postais do Rio\u00a0de Janeiro, a presen\u00e7a desses res\u00edduos compromete as atividades pesqueiras, os esportes n\u00e1uticos e o desenvolvimento costeiro; representa um perigo \u00e0 navega\u00e7\u00e3o e ao tr\u00e1fego a\u00e9reo; e interfere no crescimento e na sa\u00fade dos manguezais, afetando a vida marinha e sua diversidade, afirmam\u00a0os respons\u00e1veis pelo projeto.<\/p>\n<h2>Conscientiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O Orla Sem Lixo promove no pr\u00f3ximo dia\u00a05, \u00e0s 9h, na Prainha, na Ilha do Fund\u00e3o, a\u00e7\u00e3o de conscientiza\u00e7\u00e3o para a reciclagem, com a participa\u00e7\u00e3o de 15 alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da universidade, envolvendo as \u00e1reas de biologia, microbiologia, qu\u00edmica, psicologia, economia, oceanografia, entre outras, que transmitir\u00e3o seus conhecimentos para a comunidade local. Os melhores comunicadores ser\u00e3o premiados.<\/p>\n<p>A UFRJ est\u00e1 concluindo\u00a0o projeto Parque da Orla\u00a0para a requalifica\u00e7\u00e3o do local. Durante o evento na Prainha, ser\u00e1 feita uma pequena coleta de lixo, com o objetivo de chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre o problema e para efeito de reciclagem, a fim de fazer ensaios de pir\u00f3lise\u00a0 (decomposi\u00e7\u00e3o por meio do calor.), por exemplo. Esse \u00e9 um processo onde a mat\u00e9ria \u00e9 decomposta ap\u00f3s ser submetida a condi\u00e7\u00f5es de altas temperaturas. ???O que voc\u00ea faz \u00e9 recuperar o petr\u00f3leo de que \u00e9 feito o pl\u00e1stico. Voc\u00ea vai gerar, a partir desse pl\u00e1stico, uma esp\u00e9cie de petr\u00f3leo cru que pode, talvez, voltar para a pr\u00f3pria cadeia do pl\u00e1stico. A gente est\u00e1 levantando bandeira da economia circular, das solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza???. Tudo isso \u00e9 necess\u00e1rio para a constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para o problema do lixo flutuante na Ba\u00eda de Guanabara e em outras ba\u00edas, comentou Suzana Vinzon.<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, essa tecnologia est\u00e1 sendo testada. Susana n\u00e3o descartou, por\u00e9m, que empresas possam vir a abra\u00e7ar a ideia e querer lev\u00e1-la adiante. No momento, a UFRJ tem uma planta de pir\u00f3lise experimental, na Ilha do Fund\u00e3o, que est\u00e1 fazendo os testes.<\/p>\n<h2>Parcerias<\/h2>\n<p>At\u00e9 o momento, o Orla Sem Lixo conta com a parceria da empresa alem\u00e3 Huesker, que vai fabricar material para as barreiras flutuantes a serem\u00a0colocadas na Enseada de Bom Jesus, na Ilha do Fund\u00e3o, at\u00e9 o fim deste ano. As\u00a0barreiras\u00a0ter\u00e3o de ser abertas\u00a0para as embarca\u00e7\u00f5es poderem passar. At\u00e9 dezembro, Susana espera j\u00e1\u00a0ter\u00a0alguns ensaios ???de como a coisa pode funcionar???, porque \u00e9 preciso, em primeiro lugar, construir uma tecnologia com os pescadores para fazer a coleta de lixo na \u00e1gua, transportando a seguir para um local de desembarque. ???Esse desenvolvimento vai ocorrer este ano???.<\/p>\n<p>O projeto tem o apoio de editais do Parque Tecnol\u00f3gico da UFRJ, da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(Faperj). Susana advertiu, entretanto, que para ganhar escala e poder remunerar os pescadores, ser\u00e3o necess\u00e1rios mais recursos.<\/p>\n<p>No momento, a equipe multidisciplinar integrada por mais de 70 pessoas, entre professores, alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado, doutorado e inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da UFRJ, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Instituto Federal do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(IFRJ), se dedica a encontrar solu\u00e7\u00f5es para o problema. ???Para isso, estamos observando\u00a0as comunidades de pesca que habitam a Ba\u00eda de Guanabara, que \u00e9 afetada pela quantidade de lixo que h\u00e1\u00a0nesses corpos d???\u00e1gua, resultando na falta de peixe, em problemas com redes, com motores das embarca\u00e7\u00f5es???.<\/p>\n<p>Susana lembrou\u00a0que s\u00e3o comunidades muito afetadas\u00a0e que podem se interessar em participar de\u00a0uma cadeia produtiva desse lixo flutuante. Ela explicou que o lixo flutuante \u00e9 constitu\u00eddo, em sua grande maioria, por pl\u00e1stico, que tem algumas alternativas, entre as quais a reciclagem qu\u00edmica, um dos processos em que o projeto est\u00e1 mais focado. A ideia \u00e9 que, com o processo da pir\u00f3lise se obtenha valor agregado maior desse material que vem contaminado e degradado e que, para a reciclagem tradicional, n\u00e3o encontra mercado. Essa \u00e9 uma das linhas de a\u00e7\u00e3o do projeto: ver que tipo de reciclagem poderia dar um retorno econ\u00f4mico para pagar essa cadeia produtiva, criando um modelo de gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda.<\/p>\n<h2>Recupera\u00e7\u00e3o ambiental<\/h2>\n<p>Ao mesmo tempo, o Orla Sem Lixo tem foco na recupera\u00e7\u00e3o ambiental da orla da Ilha do Fund\u00e3o, que est\u00e1 muito degradada pelo lixo flutuante. ???A gente vai desenvolver um projeto, em um dos ambientes pr\u00f3ximos da Cidade Universit\u00e1ria, para testar o conceito, onde participam os pescadores sediados na Ilha do Fund\u00e3o. Mas nada impede de abrir para outras comunidades???. Outra fonte de renda para que essa solu\u00e7\u00e3o seja sustent\u00e1vel \u00e9 a pr\u00f3pria preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de costa. Da\u00ed a import\u00e2ncia de entender os ecossistemas para que quando houver\u00a0???um ambiente saud\u00e1vel, pelo menos sem lixo, voc\u00ea possa\u00a0pensar em alguma recupera\u00e7\u00e3o???, disse a coordenadora.<\/p>\n<p>Desde que foi lan\u00e7ado, em setembro do ano passado, o projeto avan\u00e7ou muito na interdisciplinaridade, porque vai proteger \u00e1rea de manguezal. A ideia \u00e9 ver, ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o das barreiras e da limpeza do\u00a0local,\u00a0como ele se recupera. ???Estamos monitorando\u00a0hoje\u00a0a floresta de manguezal, mas tamb\u00e9m os caranguejos que ali vivem, para ver os impactos, para quando colocar as barreiras e recuperar o ambiente, poder medir o impacto do lixo???. O projeto deve ser conclu\u00eddo em tr\u00eas anos. A ideia \u00e9, nesse prazo,\u00a0ter\u00a0a praia da Ilha do Fund\u00e3o recuperada.<\/p>\n<p>O trabalho acontece na Enseada de Bom Jesus e foi organizado em frentes que monitoram \u00e1reas de manguezal e as comunidades de caranguejo; analisam a condi\u00e7\u00e3o atual da qualidade da \u00e1gua e do sedimento; levantam as condi\u00e7\u00f5es ambientais (ventos, ondas e correntes) onde est\u00e3o sendo instaladas as barreiras do lixo flutuante; colocam mostradores para quantificar o lixo\u00a0em diferentes profundidades da ba\u00eda. Plataformas remotas, drones, metodologias de detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e intelig\u00eancia artificial s\u00e3o algumas das tecnologias utilizadas pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto Orla Sem Lixo, da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), est\u00e1 buscando\u00a0uma solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel para o lixo flutuante\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":161108,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-161107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=161107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=161107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=161107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=161107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}