{"id":161504,"date":"2022-06-04T19:14:56","date_gmt":"2022-06-04T22:14:56","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/ameacadas-de-extincao-ararinhas-azuis-serao-soltas-no-ceu-da-bahia\/"},"modified":"2022-06-04T19:14:56","modified_gmt":"2022-06-04T22:14:56","slug":"ameacadas-de-extincao-ararinhas-azuis-serao-soltas-no-ceu-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/04\/ameacadas-de-extincao-ararinhas-azuis-serao-soltas-no-ceu-da-bahia\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, ararinhas azuis ser\u00e3o soltas no c\u00e9u da Bahia"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">O pr\u00f3ximo dia 11 de junho ser\u00e1 considerado um marco para o repovoamento das ararinhas azuis no Brasil. Um grupo dessa ave rara, amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, vai ganhar liberdade para voar nos c\u00e9us do pa\u00eds. Nesse dia, um grupo de oito dessas aves, juntamente com quatro araras maracan\u00e3s, ser\u00e1 solto em Cura\u00e7\u00e1, munic\u00edpio localizado no Vale do S\u00e3o Francisco, na Bahia.<\/p>\n<p> A regi\u00e3o abriga um Centro de Reprodu\u00e7\u00e3o e Reintrodu\u00e7\u00e3o da ave, administrado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). As ararinhas azuis s\u00e3o origin\u00e1rias do sert\u00e3o baiano. Elas foram consideradas &#8220;criticamente em perigo ou provavelmente extintas&#8221;, conforme defini\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, desde o ano 2000, quando foram vistas pela \u00faltima vez na natureza.<\/p>\n<p> Segundo Eduardo Ara\u00fajo, coordenador do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Ararinha Azul (PAN), do ICMBio, a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie est\u00e1 ligada ao tr\u00e1fico de animais e \u00e0 perda do seu h\u00e1bitat. S\u00e3o fatores que, ainda hoje, influenciam diretamente na extin\u00e7\u00e3o de alguns animais.<\/p>\n<p> A reintrodu\u00e7\u00e3o das aves no bioma natural est\u00e1 prevista no PAN. ?? fruto de uma concentra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os entre o instituto brasileiro e institui\u00e7\u00f5es ambientais internacionais, que mantinham exemplares da ave em cativeiro.<\/p>\n<p> Em mar\u00e7o de 2020 desembarcaram em solo brasileiro 52 ararinhas origin\u00e1rias de criat\u00f3rios na Alemanha e na B\u00e9lgica, sendo 26 machos e 26 f\u00eameas. Desde aquela \u00e9poca, vivem em Cura\u00e7\u00e1, onde est\u00e3o sendo preparadas para o retorno \u00e0 natureza.<\/p>\n<p> Cerca de um ano depois da chegada desse grupo nasceu o primeiro filhote de ararinha-azul em Cura\u00e7\u00e1. Outros dois nasceram posteriormente, totalizando, no momento, 55 aves da esp\u00e9cie, na Bahia. De acordo com Ara\u00fajo, assim como as aves, o ambiente tamb\u00e9m est\u00e1 sendo totalmente adaptado para receb\u00ea-las.<\/p>\n<p> Os treinamentos aos quais as ararinhas v\u00eam sendo submetidas visam a ensin\u00e1-las a buscar o pr\u00f3prio alimento, \u00e0 defesa de predadores e ao desenvolvimento em &#8220;avers\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a humana&#8221;, evitando assim a a\u00e7\u00e3o de traficantes.<\/p>\n<p> Ugo Vercillo, diretor da organiza\u00e7\u00e3o Blue Sky Caatinga, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelo manejo com as ararinhas, conta que em janeiro deste ano as aves foram transferidas para uma esp\u00e9cie de avi\u00e1rio maior, onde experimentam uma vida semelhante \u00e0 que ter\u00e3o quando estiverem livres. &#8220;Nesse local, elas s\u00e3o aclimatadas, podem al\u00e7ar voos maiores, pousar em \u00e1rvores, e convivem com outras aves. Al\u00e9m disso, s\u00e3o estimuladas a experimentar uma variedade de alimentos que encontrar\u00e3o dispon\u00edveis na natureza&#8221;, explica.<\/p>\n<p> Eduardo Ara\u00fajo acredita que os tr\u00eas primeiros meses depois da soltura, ser\u00e3o os mais dif\u00edceis, por causa do processo de adapta\u00e7\u00e3o. Mas, segundo ele, durante esse per\u00edodo, elas ter\u00e3o a oportunidade, inclusive, de voltar ao cativeiro, para se alimentar e passar a noite, caso desejem.<\/p>\n<p> No dia 11 ocorrer\u00e1 o que se chama de &#8220;soltura branda&#8221;, quando os animais n\u00e3o s\u00e3o &#8220;expulsos&#8221; para a natureza. &#8220;A porta do avi\u00e1rio ser\u00e1 aberta, com oferta de alimento na \u00e1rea externa, para estimul\u00e1-las a sair, mas elas poder\u00e3o permanecer ou retornar, caso se sintam inseguras&#8221;, diz Ugo Vercillo, acrescentando que esse \u00e9 um protocolo de soltura utilizado em todo o mundo.<\/p>\n<p><b>PRESERVA????O<\/b><br \/> Auxiliar na preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u00e9 uma tarefa que pode ser feita por qualquer um, com o simples ato de compartilhar uma foto. Plataformas como o iNaturalist ou WikiAves incentivam que os usu\u00e1rios compartilhem fotos ou cantos de aves com uma rede de naturalistas, bi\u00f3logos e cientistas. Isso permite que esp\u00e9cies raras ou em extin\u00e7\u00e3o, por exemplo, sejam reconhecidas e mapeadas &#8211; o que pode contribuir para projetos semelhantes aos adotados no Pa\u00eds e para a pesquisa cient\u00edfica. Estat\u00edsticas da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (IPBES), ligada \u00e0 ONU, mostram que quase 1 milh\u00e3o de esp\u00e9cies animais e vegetais est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pr\u00f3ximo dia 11 de junho ser\u00e1 considerado um marco para o repovoamento das ararinhas azuis no Brasil. 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