{"id":164164,"date":"2022-06-09T06:42:40","date_gmt":"2022-06-09T09:42:40","guid":{"rendered":"http:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/bahia-perde-o-equivalente-a-2-mi-de-campos-de-futebol-em-vegetacao\/"},"modified":"2022-06-09T06:42:40","modified_gmt":"2022-06-09T09:42:40","slug":"bahia-perde-o-equivalente-a-2-mi-de-campos-de-futebol-em-vegetacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/09\/bahia-perde-o-equivalente-a-2-mi-de-campos-de-futebol-em-vegetacao\/","title":{"rendered":"Bahia perde o equivalente a 2 mi de campos de futebol em vegeta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Imagine o desaparecimento de um patrim\u00f4nio que n\u00e3o pode ser encontrado em qualquer outro lugar do planeta. A extin\u00e7\u00e3o de animais, plantas e produ\u00e7\u00f5es que s\u00f3 existem em uma regi\u00e3o. ?? para este cen\u00e1rio que o Brasil, em especial\u00a0o Nordeste, caminha atrav\u00e9s do desmatamento da Caatinga, bioma exclusivamente nacional. A Bahia\u00a0j\u00e1 perdeu territ\u00f3rios que somam a extens\u00e3o de 2 milh\u00f5es de campos de futebol.\u00a0O valor traduz a maior redu\u00e7\u00e3o de hectares das forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas da Caatinga entre todos os estados,\u00a0de\u00a01985 a\u00a02020, segundo a rede colaborativa MapBiomas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No total, a Bahia\u00a0representa 16,96% do total de \u00e1rea queimada entre os nove\u00a0estados em que o bioma se encontra &#8211;\u00a0Piau\u00ed, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais. De acordo com um estudo da rede, dos 10 munic\u00edpios que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o natural na Caatinga, oito\u00a0s\u00e3o baianos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O munic\u00edpio de Campo Formoso, localizado no norte da Bahia, lidera a lista, com perda de 80 mil hectares, seguido de Serra do Ramalho, Bom Jesus da Lapa, Itaberaba, Rodelas, Macurur\u00e9, Queimadas e\u00a0Jeremoabo. Completam a lista Petrolina, em Pernambuco, e Ja\u00edba, em Minas Gerais. Segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), a extens\u00e3o do bioma \u00e9 de 844.453 km\u00b2.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em busca de esperan\u00e7a, pesquisadores das federais do Rio Grande do Norte, do ABC e da USP procuraram\u00a0mapear \u00e1reas priorit\u00e1rias de restaura\u00e7\u00e3o da Caatinga. O estudo, desenvolvido\u00a0entre 2014 e 2021, foi publicado neste ano. O foco foi buscar locais importantes para o ecossistema, tanto em termos de prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de plantas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, quanto para facilitar a movimenta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies no bioma.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na pesquisa, 939 das bacias da Caatinga s\u00e3o consideradas de alta prioridade para restaura\u00e7\u00e3o, sendo 86 de prioridade m\u00e1xima. A Chapada Diamantina \u00e9 uma das \u00e1reas priorit\u00e1rias citadas no estudo. Para o autor s\u00eanior do estudo e professor associado do Departamento de Ecologia da UFRN, Carlos Roberto Fonseca, a regi\u00e3o \u00e9 ???uma das \u00e1reas mais importantes de toda Caatinga???. Isso porque, das 350 esp\u00e9cies de plantas amea\u00e7adas do bioma no Brasil, muitas se encontram no territ\u00f3rio baiano. Uma \u00fanica microrregi\u00e3o na Chapada abriga 106 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, explica.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Em termos de n\u00fameros impactantes para a Bahia, descobrimos que uma pequena bacia hidrogr\u00e1fica perto da Chapada Diamantina tem 106 plantas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. E esta \u00e1rea deve ter toda a aten\u00e7\u00e3o do governo estadual???<\/strong>, aponta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Segundo o professor, o Boqueir\u00e3o das On\u00e7as, parque nacional situado na Bahia, \u00e9 um ponto positivo, sendo ???a \u00e1rea mais \u00edntegra da Caatinga como um todo&#8221;. O local est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, quando comparada aos exemplos da pesquisa, que s\u00e3o meio-termo entre a desertifica\u00e7\u00e3o, est\u00e1gio avan\u00e7ado de degrada\u00e7\u00e3o, e o processo natural de sucess\u00e3o vegetal, quando a vegeta\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 capaz de se recuperar naturalmente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O pesquisador Jos\u00e9 Alves Siqueira, doutor em biologia vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concorda. ????? a \u00faltima grande \u00e1rea selvagem de todas as caatingas do Nordeste brasileiro???. ???Pesquisas iniciadas em 2006 apresentam uma flora rica, com mais de 900 esp\u00e9cies de plantas reunidas em 120 fam\u00edlias bot\u00e2nicas, com esp\u00e9cies end\u00eamicas da Caatinga, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e at\u00e9 novas esp\u00e9cies que ser\u00e3o apresentadas brevemente \u00e0 comunidade cient\u00edfica e que j\u00e1 se encontram no limiar da extin\u00e7\u00e3o???, informou Siqueira.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"525\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/05\/30\/onca_caatinga.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Icmbio)<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"> A extin\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos efeitos do desmatamento. Caso as \u00e1reas apontadas n\u00e3o sejam restauradas, haver\u00e1 o empobrecimento do solo e desaparecimento da Caatinga. ???S\u00e3o plantas micro end\u00eamicas, s\u00f3 ocorrem em uma pequena regi\u00e3o, esp\u00e9cies \u00fanicas que a gente tem que tomar cuidado. Se n\u00e3o fizermos nenhuma a\u00e7\u00e3o, vamos ver o desaparecimento dessas esp\u00e9cies. Com as mudan\u00e7as globais as esp\u00e9cies n\u00e3o v\u00e3o conseguir se movimentar e v\u00e3o estar desaparecendo???, afirma Carlos Roberto Fonseca.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As comunidades locais tamb\u00e9m s\u00e3o afetadas. Sobretudo, os donos de pequenas propriedades cuja planta\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal fonte de renda. A trabalhadora rural,\u00a0C\u00e1tia Machado, de 58 anos, vive da agricultura familiar em Uiba\u00ed, norte da Bahia, e \u00e9 prejudicada pelo processo de queimada que atinge seu plantio. ???Eu vivo um choque. ?? uma situa\u00e7\u00e3o complicada, principalmente, quando come\u00e7am a colocar fogo aqui na ro\u00e7a da gente. Queima a mata todo e tem preju\u00edzo porque o fogo sobe???, afirma.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O propriet\u00e1rio rural, Gutemberg Paiva, de 60 anos e tamb\u00e9m de Uiba\u00ed, conta que teve 40% da \u00e1rea destru\u00edda pelo fogo. ???A situa\u00e7\u00e3o da Caatinga na nossa regi\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica; H\u00e1 muito desmatamento. As queimadas [acontecem] praticamente todos os anos e o pessoal que queima n\u00e3o \u00e9 punido. Por volta do m\u00eas de agosto de 2020\u00a0[a propriedade] pegou fogo que queimou praticamente toda minha \u00e1rea. Tudo que \u00e9 vegeta\u00e7\u00e3o e ser vivo da Caatinga foram embora???, reclama.\u00a0<\/p>\n<p> A queimada, ato de colocar fogo em plantio como prepara\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 feita por produtores vizinhos de C\u00e1tia. Sem controle, as chamas atingem outras produ\u00e7\u00f5es e ainda empobrecem o solo, dificultando o processo de recomposi\u00e7\u00e3o vegetal e se associando ao desmatamento da Caatinga.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para Ricardo Dobrovolski, professor no Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia e doutor em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o\u00a0tamb\u00e9m\u00a0\u00e9 dificultosa pois sua taxa de crescimento \u00e9 lenta at\u00e9 mesmo pela restri\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. ???A regi\u00e3o de Irec\u00ea, onde teve historicamente a produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o, hoje \u00e9 muito impactada. Produz muito pouco [porque] sofreu colapso ambiental pela forma que a agricultura foi desenvolvida???, exemplifica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O impacto da agropecu\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O processo de degrada\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 hist\u00f3rico e acentuado desde a coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. No entanto, pr\u00e1ticas ainda reverberam o costume. A exemplo do pastoreio com carga excessiva e agricultura escalonada. Segundo especialistas, a agropecu\u00e1ria \u00e9 a principal causa do desmatamento na Caatinga. Nas \u00faltimas 3 d\u00e9cadas houve incremento em \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio nas \u00e1reas naturais do bioma. Ao analisar a cobertura e uso de terra da vegeta\u00e7\u00e3o, um estudo do Mapbiomas quantificou um aumento de 1456% da \u00e1rea de agricultura entre 1985 e 2020\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O autor s\u00eanior do estudo, Carlos Fonseca, lembra que ???boa parte das \u00e1reas priorit\u00e1rias de restaura\u00e7\u00e3o [citadas na pesquisa] est\u00e3o dentro de propriedades privadas&#8221;, ressalta acerca da degrada\u00e7\u00e3o presente nas terras de grandes propriet\u00e1rios pecuaristas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???A agricultura \u00e9 a maior respons\u00e1vel pela remo\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Isso \u00e9 v\u00e1lido para todos ambientes terrestres no mundo. No Brasil por exemplo j\u00e1 desmatou aproximadamente 30% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa???<\/strong>, salienta Ricardo Dobrovolski.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Para Fonseca, o ideal seria o apoio e respeito dos propriet\u00e1rios \u00e0s terras. Ambientalistas, no entanto, acreditam que este cen\u00e1rio s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com maior apoio do governo na fiscaliza\u00e7\u00e3o. Coordenador no MapBiomas Caatinga, Washignton Rocha atenta para o monitor de fiscaliza\u00e7\u00e3o de desmatamento do projeto, dispon\u00edvel para Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais, Par\u00e1 e S\u00e3o Paulo. Atrav\u00e9s do monitoramento \u00e9 poss\u00edvel que a sociedade civil exer\u00e7a press\u00e3o nos representantes p\u00fablicos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Atua\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Coordenador do grupo interdisciplinar de estudos sobre a Caatinga, Aur\u00e9lio de Lacerda denuncia a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o governamental e desinteresse na prote\u00e7\u00e3o ambiental. &#8220;A Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 tratou dos outros biomas, como Pantanal, Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica, mas n\u00e3o constitucionalizou a Caatinga. J\u00e1 \u00e9 uma irresponsabilidade das for\u00e7as pol\u00edticas. Falta prote\u00e7\u00e3o&#8221;, diz. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para entender quais atividades est\u00e3o sendo feitas para cuidado com a Caatinga, a reportagem entrou em contato com o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama) e as prefeituras das oito cidades com destaque negativo na regi\u00e3o baiana &#8211; Campo Formoso, Bom Jesus da Lapa, Itaberaba, Rodelas, Macurur\u00e9, Queimadas, Jeremoabo e Serra do Ramalho. Apenas a \u00faltima retornou o contato.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A Secretaria do Meio Ambiente tem projetos de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas na Caatinga e no alagadi\u00e7o. Temos o viveiro Semeia com mudas nativas do nosso bioma. As mudas s\u00e3o doadas aos produtores rurais para que sejam plantadas em seus lotes. [Al\u00e9m disso], temos o banco de sementes no munic\u00edpio???, diz o diretor do Meio Ambiente, Jos\u00e9 Nunes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com informa\u00e7\u00f5es do Centro Nordestino de Informa\u00e7\u00f5es sobre Plantas da Associa\u00e7\u00e3o Plantas do Nordeste s\u00e3o 27 unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Bahia. Do total, 12 se encontram na depress\u00e3o sertaneja meridional, 8 no complexo da Chapada Diamantina e o restante est\u00e1 espalhado pelo estado. Para especialistas, \u00e9 preciso mais incentivos do governo federal, estadual e de cada munic\u00edpio.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O &#8220;Recaatingamento&#8221; \u00e9 um plano de manejo sustent\u00e1vel que visa recuperar e conservar \u00e1reas da Caatinga em dez comunidades de Juazeiro. O coordenador t\u00e9cnico do \u00f3rg\u00e3o que apoia o projeto, o Instituto Regional da Pequena Agropecu\u00e1ria Apropriada (Irpaa) Lu\u00eds Almeida conta que comunidades de fundo de pasto, grupos que usufruem de \u00e1reas de forma compartilhada, passaram a ter as duas principais fontes de renda impactadas pelo desmatamento. Tanto cria\u00e7\u00e3o de pequenos ruminantes, como produ\u00e7\u00e3o de produtos de agrobiodiversidade, a exemplo do umbu, come\u00e7aram a ser afetados pelo ciclo de chuva e solo desfavor\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<p> O principal desafio do projeto \u00e9 promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel, educando essas fam\u00edlias produtoras e distanciando a realidade de grandes produtores respons\u00e1veis pelo desmatamento. De acordo com Lu\u00eds, 31 \u00e1reas j\u00e1 foram &#8220;recatingadas&#8221; ou est\u00e3o em processo. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em\u00a0parceria com\u00a0o\u00a0governo estaduais, empresas privadas e \u00f3rg\u00e3os internacionais\u00a0<\/p>\n<p> O\u00a0Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (Inema) e e\u00a0Secretaria do Meio Ambiente do governo da Bahia foram contatados pela reportagem acerca das atua\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, por\u00e9m, n\u00e3o retornaram as solicita\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Com orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo\u00a0<\/em><br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine o desaparecimento de um patrim\u00f4nio que n\u00e3o pode ser encontrado em qualquer outro lugar do planeta. A extin\u00e7\u00e3o de animais, plantas e produ\u00e7\u00f5es\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":164165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[213],"tags":[],"class_list":["post-164164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esportes1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=164164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/164164\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=164164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=164164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=164164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}