{"id":164911,"date":"2022-06-10T14:57:01","date_gmt":"2022-06-10T17:57:01","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/renda-media-do-brasileiro-cai-e-e-a-menor-desde-2012-segundo-ibge\/"},"modified":"2022-06-10T14:57:01","modified_gmt":"2022-06-10T17:57:01","slug":"renda-media-do-brasileiro-cai-e-e-a-menor-desde-2012-segundo-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/10\/renda-media-do-brasileiro-cai-e-e-a-menor-desde-2012-segundo-ibge\/","title":{"rendered":"Renda m\u00e9dia do brasileiro cai e \u00e9 a menor desde 2012, segundo IBGE"},"content":{"rendered":"<div>Est\u00e1 cada dia mais dif\u00edcil para o brasileiro conseguir quitar as contas no fim do m\u00eas. O dinheiro est\u00e1 valendo menos, e o rendimento m\u00e9dio dos brasileiros \u00e9 o menor desde 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Rendimento, divulgados nesta sexta-feira (10\/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com a pesquisa, o rendimento mensal per capita de 2021 foi de R$1.353, 7% menor que em 2020, primeiro ano da pandemia. O impacto \u00e9 maior em classes mais baixas. Dois anos atr\u00e1s, o valor era de R$1.454.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 2012, ajustando os valores com a infla\u00e7\u00e3o, a renda m\u00e9dia equivaleria a R$1.417. Esse n\u00famero \u00e9 calculado pela m\u00e9dia entre grupos que ganham mais, os que ganham menos e os que tamb\u00e9m n\u00e3o recebem renda.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas que possuem rendimento caiu de 61% em 2020 para 59,8% em 2021. Mesmo n\u00famero de 2012, e tamb\u00e9m o mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre brasileiros com algum rendimento, o valor tamb\u00e9m \u00e9 o menor desde 2012, e chegou a R$2.265.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>As menores m\u00e9dias desde 2012 entre as pessoas com rendimento tamb\u00e9m foram registradas em aposentadoria e pens\u00e3o, com m\u00e9dia de R$1.959 e em outros rendimentos (R$ 512).<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Mercado de trabalho<\/h2>\n<div>O tamanho da popula\u00e7\u00e3o ocupada aumentou entre 2020 e 2021, e saiu de 72,8% para 75,3%. Entretanto, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos foi de R$223,6 bilh\u00f5es para R$216,7 bi, uma queda de 3,1%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo especialistas,\u00a0a infla\u00e7\u00e3o e a pandemia\u00a0foram as principais causas para perda de renda e ocupa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Ent\u00e3o, o mercado de trabalho perdeu muita ocupa\u00e7\u00e3o. O mercado de trabalho est\u00e1 retomando, mas o ritmo ainda est\u00e1 menor do que o de 2019???, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, a\u00a0infla\u00e7\u00e3o reduz o poder de compra do brasileiro. Em 2021, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, foi de 10,06% &#8211; a maior taxa acumulada no ano desde 2015.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Fim do aux\u00edlio emergencial<\/h2>\n<div>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas que recebem algum aux\u00edlio de programas sociais reduziu em 2021 se comparado a 2020. No primeiro ano da pandemia, o percentual de domic\u00edlios com algu\u00e9m recebendo recursos do governo era de 23,7%, que caiu para 15,4% em 2021.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma explica\u00e7\u00e3o para essa queda \u00e9 o\u00a0fim do aux\u00edlio emergencial, que teve sua \u00faltima parcela repassada \u00e0s fam\u00edlias beneficiadas em outubro de 2021.\u00a0\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???Foi um benef\u00edcio apenas emergencial. Agora que a gente est\u00e1 tirando ele, a gente est\u00e1 vendo que ele cumpriu o papel ali de n\u00e3o deixar a renda cair tanto em 2020, mas em 2021 essa queda veio e a desigualdade voltou para o padr\u00e3o que estava. As rendas est\u00e3o menores e tivemos a quest\u00e3o inflacion\u00e1ria. Ent\u00e3o, estamos em situa\u00e7\u00e3o pior em 2021 em termos de renda???, diz Alessandra.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>E o debaixo desce???<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Os menores n\u00fameros de renda s\u00e3o sentidos de forma mais intensa pelas classes mais baixas, segundo a pesquisa. No ano de 2021, a renda m\u00e9dia do 1% mais rico foi 38,4 vezes maior que dos 50% mais pobres.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre os que ganham mais, a renda mensal foi de R$15.940; j\u00e1 entre os que ganham menos, o n\u00famero foi de R$ 415.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essa diferen\u00e7a foi a mais baixa em 2020, quando se atingiu o menor valor da raz\u00e3o desde 2015. No in\u00edcio da pandemia, a discrep\u00e2ncia salarial entre os mais ricos era 34,8 vezes maior que a dos mais pobres. Uma das explica\u00e7\u00f5es para isso, segundo o IBGE, foram os outros rendimentos, como o aux\u00edlio emergencial.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Desigualdade social<\/h2>\n<div>Baseado no \u00cdndice de Gini, a desigualdade social cresceu no pa\u00eds entre os dois anos, segundo a pesquisa. Em 2020, o \u00edndice era de 0,524, que passou para 0,544 em 2021, se considerar toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Contando apenas ocupados, o indicador ficou praticamente est\u00e1vel, e variou apenas de 0,500 para 0,499.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O \u00cdndice de Gini \u00e9 um instrumento para medir o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda, apontando a diferen\u00e7a entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O \u00edndice varia de zero a um, sendo que zero representa a situa\u00e7\u00e3o de igualdade, ou seja, todos t\u00eam a mesma renda. J\u00e1 o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma s\u00f3 pessoa det\u00e9m toda a riqueza.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Discrep\u00e2ncia entre as regi\u00f5es<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a pesquisa, as maiores quedas de rendimento m\u00e9dio mensal per capita aconteceram no Norte e Nordeste do pa\u00eds. Na regi\u00e3o Norte, a renda saiu de R$966 em 2020 para R$871 em 2021, uma redu\u00e7\u00e3o de 10%. No Nordeste, o impacto foi maior: com uma queda de 12,5% na renda m\u00e9dia mensal, os valores foram de R$963 para R$843.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A menor diferen\u00e7a foi sentida no Sul do pa\u00eds, com varia\u00e7\u00e3o de 4,8% de um ano para o outro. Em 2020, a renda era de R$1.738, que passou para R$1.656 em 2021. No Sudeste e Centro-Oeste a redu\u00e7\u00e3o ficou entre 5,6% e 5,7%, respectivamente.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Sudeste a renda m\u00e9dia mensal per capita saiu de R$1.742 para R$1.645, enquanto no Centro-Oeste foi de R$1.626 para R$1.534.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>???O mercado de trabalho \u00e9 mais informalizado no Norte e no Nordeste, ent\u00e3o, a renda do trabalho ali tende a ter uma distribui\u00e7\u00e3o mais desigual. As regi\u00f5es Norte e Nordeste tendem a receber mais benef\u00edcios de programas sociais e como houve essa mudan\u00e7a no aux\u00edlio emergencial, elas foram mais afetadas entre 2020 e 2021. Por isso tiveram esse aumento de desigualdade maior que em outras regi\u00f5es???, diz Alessandra.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 cada dia mais dif\u00edcil para o brasileiro conseguir quitar as contas no fim do m\u00eas. 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