{"id":165494,"date":"2022-06-12T00:58:39","date_gmt":"2022-06-12T03:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/mulher-sofre-racismo-no-facebook-e-registra-bo-em-pocos-de-caldas\/"},"modified":"2022-06-12T00:58:39","modified_gmt":"2022-06-12T03:58:39","slug":"mulher-sofre-racismo-no-facebook-e-registra-bo-em-pocos-de-caldas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/12\/mulher-sofre-racismo-no-facebook-e-registra-bo-em-pocos-de-caldas\/","title":{"rendered":"Mulher sofre racismo no Facebook e registra BO em Po\u00e7os de Caldas"},"content":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica em seguran\u00e7a do trabalho, J\u00e9ssica Neuvo da Silva, de 41 anos, foi alvo de inj\u00faria racial em um grupo no Facebook. Moradora de Po\u00e7os de Caldas, no Sul de Minas, ela registrou boletim de ocorr\u00eancia para o caso, que aconteceu na \u00faltima ter\u00e7a-feira (07\/06).<\/p>\n<p>J\u00e9ssica conta que o grupo tem bastante repercuss\u00e3o na cidade. &#8220;?? um espa\u00e7o de acesso pol\u00edtico, den\u00fancias e ajuda para moradores&#8221;, comenta. No dia, ela conta ter feito um coment\u00e1rio em uma postagem, que falava sobre perfil fake nas redes sociais, quando a mulher come\u00e7ou a ofend\u00ea-la. <\/p>\n<p>&#8220;Ela me chamou de feia, burra. Ficou uma discuss\u00e3o e eu n\u00e3o estava levando nada para o lado pessoal. At\u00e9 que ela passou a fazer ofensas racistas&#8221;, revela.<\/p>\n<p>A mulher entrou no perfil de J\u00e9ssica e\u00a0exp\u00f4s suas fotos nos coment\u00e1rios da postagem. &#8220;Ela pegou uma foto minha em que eu estava com o cabelo tran\u00e7ado, que \u00e9 da minha cultura, e fez um coment\u00e1rio bem racista&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Quem sabe um creminho bom no cabelo que te odeia&#8221;, escreveu a mulher nos coment\u00e1rios da postagem. Na mesma hora, J\u00e9ssica fez a captura de tela das ofensas, que foram inclu\u00eddas no boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo o advogado de J\u00e9ssica, Gilberto Silva, especialista em crimes contra honra, a mulher j\u00e1 foi identificada e \u00e9 moradora do munic\u00edpio de Abaet\u00e9, no Centro-Oeste mineiro. &#8220;N\u00e3o se trata de perfil fake. Pelo relato de outros internautas parece que essa pessoa j\u00e1 teve alguns atritos em rela\u00e7\u00e3o a injuriar outras pessoas tamb\u00e9m&#8221;, revela.<\/p>\n<p>Para ele, por mais que\u00a0exista uma sensa\u00e7\u00e3o de impunidade na internet, \u00e9 necess\u00e1rio ressaltar que com o crime comprovado, o sistema jur\u00eddico oferece meios para identifica\u00e7\u00e3o do autor. &#8220;Hoje, a legisla\u00e7\u00e3o equipara o crime de inj\u00faria racial ao crime de racismo, o que \u00e9 o come\u00e7o de uma grande vit\u00f3ria para o povo preto&#8221;, afirma.<\/p>\n<h3>Racismo<\/h3>\n<p>Membro do Coletivo Negro de Po\u00e7os de Caldas (Conep), J\u00e9ssica avalia que a situa\u00e7\u00e3o exp\u00f5e o longo caminho de combate ao racismo. &#8220;Depois de tanto tempo de milit\u00e2ncia, de fala, de escrita, n\u00f3s ainda temos muito o que caminhar. Al\u00e9m da dor, \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de cansa\u00e7o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de denunciar esse tipo de crime. &#8220;Confesso que eu fiquei um pouco paralisada, n\u00e3o sabia como reagir. Sou m\u00e3e, tenho duas filhas. Pensei: &#8216;n\u00e3o posso me calar&#8217;. ?? um passo importante pelo quanto que a gente sofreu l\u00e1 atr\u00e1s para que tiv\u00e9ssemos uma lei que nos amparasse hoje&#8221;, declara.<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente, hoje as pessoas s\u00f3 veem racismo quando h\u00e1 morte. Ai sim que as pessoas acabam se mobilizando. Elas esquecem que racismo n\u00e3o vem s\u00f3 da agress\u00e3o f\u00edsica, tudo come\u00e7a na palavra&#8221;, enfatiza J\u00e9ssica.<\/p>\n<p>Para o advogado Gilberto, a den\u00fancia \u00e9 um grande passo para acabar com o falso sentimento de anonimato e impunidade desse tipo de ato. &#8220;Essas pesssoas n\u00e3o ir\u00e3o deixar de ser racistas, mas, certamente com as puni\u00e7\u00f5es, elas deixaram de externar publicamente esse racismo impregnado dentro delas&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica em seguran\u00e7a do trabalho, J\u00e9ssica Neuvo da Silva, de 41 anos, foi alvo de inj\u00faria racial em um grupo no Facebook. Moradora\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":165495,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-165494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}