{"id":165807,"date":"2022-06-13T05:43:32","date_gmt":"2022-06-13T08:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/sem-dinheiro-para-o-gas-baianos-se-arriscam-usando-alcool-e-lixo-para-cozinhar\/"},"modified":"2022-06-13T05:43:32","modified_gmt":"2022-06-13T08:43:32","slug":"sem-dinheiro-para-o-gas-baianos-se-arriscam-usando-alcool-e-lixo-para-cozinhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/13\/sem-dinheiro-para-o-gas-baianos-se-arriscam-usando-alcool-e-lixo-para-cozinhar\/","title":{"rendered":"Sem dinheiro para o g\u00e1s, baianos se arriscam usando \u00e1lcool e lixo para cozinhar"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/user_upload\/correio24horas\/2022\/06\/13\/mulher_cozinhando_com_lenha_na_bahia_foto_antonio_saturnino_arquivo_correio3.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\">Foto: Ant\u00f4nio Saturnino\/Arquivo CORREIO<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A catadora de materiais recicl\u00e1veis Lucileide Pereira nunca teve tanta dificuldade para p\u00f4r comida na mesa quanto nos quatro \u00faltimos meses. Moradora de um barraco na comunidade de Vila Vit\u00f3ria, em Fazenda Grande IV, tem utilizado \u00e1lcool, galhos e at\u00e9 lixo, como restos de res\u00edduos pl\u00e1sticos, para acender a lenha onde cozinha, do lado de fora da sua resid\u00eancia. Isso porque n\u00e3o tem mais dinheiro para custear o g\u00e1s de cozinha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O mais recente dos sucessivos aumentos no pre\u00e7o do GLP gerou um valor m\u00e9dio do botij\u00e3o em Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana\u00a0de R$ 122, de acordo com o Sindicato dos Revendedores de G\u00e1s. Na Bahia, o pre\u00e7o flutua e, em m\u00e9dia, custa R$ 127.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No mesmo per\u00edodo, cresceu a quantidade de acidentes com queimaduras. De acordo com a Secretaria da Sa\u00fade do Estado (Sesab), o n\u00famero de queimados aumentou 18,75% na Bahia no primeiro trimestre de 2022 comparado ao mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Enquanto em 2021 a quantidade de queimaduras registradas nos tr\u00eas primeiros meses do ano foi de 384, em 2022, o n\u00famero saltou para 456. As queimaduras n\u00e3o s\u00e3o les\u00f5es de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria nos hospitais p\u00fablicos da Bahia. Ainda de acordo com a secretaria, at\u00e9 mar\u00e7o deste ano, 198 pessoas foram internadas no estado por conta de queimaduras.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Embora a Sesab n\u00e3o tenha informado as causas, um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) aponta a rela\u00e7\u00e3o direta entre a incid\u00eancia das queimaduras por l\u00edquidos inflam\u00e1veis, especialmente o \u00e1lcool, e o pre\u00e7o do g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Jos\u00e9 Adorno, cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico e presidente da associa\u00e7\u00e3o, explica que a substitui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s por essas subst\u00e2ncias \u00e9 a respons\u00e1vel por grande parte dos acidentes dom\u00e9sticos, especialmente durante a pandemia. A flexibiliza\u00e7\u00e3o da venda da subst\u00e2ncia pela Anvisa e, consequentemente, o uso indiscriminado do \u00e1lcool, apenas intensificaram a quantidade de casos.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Em levantamento que fizemos de mar\u00e7o e setembro de 2020, em publica\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 ainda lan\u00e7ada, verificamos que tivemos cerca 700 interna\u00e7\u00f5es motivadas por \u00e1lcool em todo o Brasil, e mais de metade dos casos foram acidentes dom\u00e9sticos. Ent\u00e3o, a correla\u00e7\u00e3o de casos de queimadura acontece tanto com o uso maior do \u00e1lcool, quanto com o aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s&#8221;<\/strong>, esclarece Adorno.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A SBQ foi fundada em 1995 e \u00e9 uma entidade associativa que re\u00fane multiprofissionais, e que promove campanhas de preven\u00e7\u00e3o de acidentes.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em 2017, tamb\u00e9m foi lan\u00e7ada pela SBQ uma pesquisa que aponta que, com o aumento do pre\u00e7o do GLP, tamb\u00e9m houve um aumento de mais de 366% das queimaduras por \u00e1lcool entre janeiro e novembro de 2017, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016. O sexo feminino predomina entre as v\u00edtimas, e a faixa et\u00e1ria mais acometida \u00e9 a dos adultos entre 18 e 59 anos. Nesse p\u00fablico, se encaixa n\u00e3o s\u00f3 Lucineide, como Jucelina e Jorgina, suas irm\u00e3s.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/4\/7\/csm_jucelina_fogo_a_lenha_quintal_salvador_bahia_reproducao6_753ba232bb.jpg\"\/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Dona Jucelina, moradora da comunidade Vila Vit\u00f3ria, usa at\u00e9 garrafa de \u00e1gua sanit\u00e1ria usada para fazer fogo<\/strong> (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Em comum entre as tr\u00eas, al\u00e9m dos pais, est\u00e1 o fato de que lidam, todos os dias, com os riscos de queimaduras na cozinha. Jucelina, que usa \u00e1lcool, carv\u00e3o e lenha para cozinhar, j\u00e1 se queimou tantas vezes que n\u00e3o consegue contar.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Minhas vistas doem muito, e sempre me queimo, mas n\u00e3o chegou a ser grave ao ponto de precisar de hospital???<\/strong>, diz.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Desempregada, est\u00e1 em busca de um emprego como faxineira, mas at\u00e9 trabalhos aut\u00f4nomos n\u00e3o est\u00e3o f\u00e1ceis de encontrar, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Jorgina Pereira, por sua vez, n\u00e3o chegou a sofrer danos f\u00edsicos, mas sua casa j\u00e1. O teto do im\u00f3vel, onde mora com quatro crian\u00e7as, pegou fogo. Embora ningu\u00e9m tenha ficado ferido, ela n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de deixar de cozinhar de formas alternativas. ????? muito perigoso, mas \u00e0s vezes tenho que usar para n\u00e3o deixar de cozinhar???, diz.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ela ressalta, no entanto, que s\u00f3 largou o g\u00e1s h\u00e1 dois meses, quando passou a cozinhar na lenha, com carv\u00e3o e \u00e1lcool. Irm\u00e3 mais velha das tr\u00eas, Jorgina tamb\u00e9m atua como catadora de materiais recicl\u00e1veis.\u00a0???Com esse tempo chuvoso, ganho ainda menos, de R$ 15 a R$ 20 no dia, e vivo da renda do Bolsa Fam\u00edlia [Aux\u00edlio Brasil]. Com o aux\u00edlio, \u00e0s vezes, n\u00e3o consigo comprar o g\u00e1s, embora j\u00e1 me ajude muito???, relata.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O mesmo acontece com Lucileide, que tem dois filhos, de 9 e 11 anos. Utiliza um fac\u00e3o para cortar a lenha, que encontra em matos pr\u00f3ximos de casa. Para acender o fogo, usa desde sacos pl\u00e1sticos at\u00e9 garrafas de \u00e1gua sanit\u00e1ria. Quando o fogo acende, coloca uma panela em cima, para que ele se mantenha. E guarda as comidas todas na geladeira, rezando para que n\u00e3o chova de novo. Assim tem vivido h\u00e1 quatro meses, quando as dificuldades se intensificaram.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Quando consigo um trabalho, \u00e9 para comprar alimenta\u00e7\u00e3o para casa, um feij\u00e3o, um arroz, que agora t\u00e1 at\u00e9 caro demais. Pior \u00e9 quando chove, que preciso deixar estiar para fazer alguma coisa, j\u00e1 que a lenha fica molhada, e a\u00ed nem consigo acender o fogo&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Pol\u00edtica de pre\u00e7os internacional<\/strong><br \/> O aumento do pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha est\u00e1 diretamente ligado ao acr\u00e9scimo de pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo na cota\u00e7\u00e3o internacional, como explica o economista e integrante do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Alex Gama.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tanto a Petrobras, como a Acelen, empresa privada que controla a Refinaria de Mataripe desde dezembro de 2021, utilizam a pol\u00edtica de Pre\u00e7o de Paridade Internacional (PPI). Esse formato considera o pre\u00e7o dos combust\u00edveis praticado no mercado externo.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;A pol\u00edtica das empresas \u00e9 que haja um reajuste toda vez que ocorra desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio e aumento do pre\u00e7o do barril. O pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha, em cerca de R$ 120, representa quase 10% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o que pesa bastante na cesta de consumo das fam\u00edlias&#8221;<\/strong>, diz o economista.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Para Gama, a principal causa do aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo no exterior ainda \u00e9 a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, que reduziu a oferta do g\u00e1s no mercado europeu. O confronto j\u00e1 se desenrola h\u00e1 mais de 100 dias.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O aumento dos pre\u00e7os, no entanto, \u00e9 anterior \u00e0 pandemia. Em mar\u00e7o de 2020, o pre\u00e7o do botij\u00e3o de g\u00e1s na Bahia custava cerca de R$ 65, de acordo com dados da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP). Em novembro do ano passado, o produto j\u00e1 era encontrado por R$ 95 no estado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Antes da pandemia, o g\u00e1s de 13 quilos custava aproximadamente 5,8% do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ap\u00f3s a pandemia passou para 7,3% do sal\u00e1rio. Hoje essa rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 passa de 8%. Em resumo: o baiano est\u00e1 tendo que se virar nos trinta para comprar&#8221;, diz o tamb\u00e9m economista Cleiton Silva.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A desvaloriza\u00e7\u00e3o que a moeda brasileira sofre desde 2020 tamb\u00e9m explica os aumentos progressivos de pre\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>H\u00e1 formas alternativas e seguras de cozinhar?<\/strong><br \/> De acordo com o major bombeiro militar Leandro Vialto, \u00e9 poss\u00edvel cozinhar de forma segura sem a utiliza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias inflam\u00e1veis, desde que sejam usados equipamentos especificamente desenvolvidos para a tarefa, como panela, fornos e fritadeiras el\u00e9tricas, fog\u00e3o e forno \u00e0 lenha ou\u00a0churrasqueira.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;L\u00edquidos inflam\u00e1veis s\u00e3o muito vol\u00e1teis, o que significa, a grosso modo, que geram uma nuvem inflam\u00e1vel ao seu redor. No momento de tentar acender o fogo, h\u00e1 o risco de ter uma explos\u00e3o dessa nuvem, gerando queimaduras e at\u00e9 mesmo espalhando o combust\u00edvel em lugares que n\u00e3o se pretendia, come\u00e7ando, assim, um inc\u00eandio&#8221;, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em casos como esses, Vialto refor\u00e7a que, se as chamas de fato se espalharem no caso do uso de um combust\u00edvel l\u00edquido, a chance de apagar s\u00f3 existe se a quantidade de combust\u00edvel for pequena. O tamanho de um copo, por exemplo. Para isso, a pessoa deve jogar bastante \u00e1gua de forma pulverizada. Se a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o estiver resolvendo, o recomendado \u00e9 evacuar o local e ligar para o telefone 193.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ele tamb\u00e9m ressalta as situa\u00e7\u00f5es em que nunca se deve jogar \u00e1gua. ?? o caso de uma panela em \u00f3leo convers\u00edvel, como \u00f3leo de soja, por exemplo. &#8220;A \u00e1gua vira vapor ao entrar em contato com o \u00f3leo e empurra o \u00f3leo para o alto, formando uma nuvem combust\u00edvel que pega fogo rapidamente e com muita energia, causando um inc\u00eandio e grandes queimaduras na pessoa que tentou jogar a \u00e1gua&#8221;, alerta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Por isso, o recomendado \u00e9 simplesmente apagar o fog\u00e3o abaixo da panela e tamp\u00e1-la, ou utilizar um pano de algod\u00e3o molhado para cobrir. Sem o contato com o oxig\u00eanio, o fogo apaga. A panela deve ser destampada apenas depois de 10 minutos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Como proceder em casos de ferimentos<\/strong><br \/> A m\u00e9dica dermatologista Camila Ribeiro chama aten\u00e7\u00e3o para que as v\u00edtimas de queimaduras n\u00e3o apelem para cuidados caseiros, especialmente se a les\u00e3o for de segundo grau. Diferentemente das les\u00f5es de primeiro grau, as de segundo cont\u00e9m o aparecimento de bolhas no local. &#8220;As pessoas \u00e0s vezes colocam manteiga, p\u00f3 de caf\u00e9, clara de ovo, o que n\u00e3o deve ser feito&#8221;, aponta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 resfriar o local machucado com \u00e1gua corrente fria ou um pano limpo \u00famido. O uso de gelo deve ser evitado porque tem efeito de queimadura. &#8220;Em todos os casos de queimaduras mais profundas, em que haja forma\u00e7\u00e3o de bolhas, acometimento extenso ou de \u00e1reas sens\u00edveis, o paciente deve sempre procurar o pronto atendimento&#8221;, indica a m\u00e9dica. As bolhas nunca devem ser estouradas em casa porque h\u00e1 risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As queimaduras s\u00e3o divididas em tr\u00eas tipos. Nas de primeiro grau, menos graves, n\u00e3o ocorre o aparecimento de bolhas, pois apenas a camada mais superficial da pele \u00e9 atingida. No caso das medianas, de segundo grau, al\u00e9m de afetar a epiderme, parte da derme \u00e9 acometida, por isso s\u00e3o mais profundas. As mais graves, de terceiro grau, prejudicam m\u00fasculos e ossos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;A queimadura de terceiro grau \u00e9 grav\u00edssima, geralmente o paciente interna, vai para a UTI, e h\u00e1 chances de \u00f3bito. Elas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o frequentes e costumam precisar de cirurgia&#8221;, explica Camila Ribeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Procurada, a Sesab informou que qualquer Unidade de Pronto Atendimento pode fazer o atendimento inicial. Se o caso for mais grave, o paciente \u00e9 encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), refer\u00eancia nesse tipo de tratamento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Aux\u00edlio G\u00e1s<\/strong><br \/> H\u00e1 ainda a possibilidade da inscri\u00e7\u00e3o no programa Aux\u00edlio G\u00e1s, promovido pelo Governo Federal, que paga um valor equivalente a 50% do valor m\u00e9dio do botij\u00e3o de 13 kg. A Caixa Econ\u00f4mica Federal pagar\u00e1 o benef\u00edcio em conjunto com o Aux\u00edlio Brasil, entre os dias 17 e 30 de junho. O Minist\u00e9rio da Cidadania ainda n\u00e3o informou quanto cada fam\u00edlia receber\u00e1 neste m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">S\u00e3o eleg\u00edveis ao Programa Aux\u00edlio G\u00e1s dos Brasileiros todas as fam\u00edlias inscritas no Cad??nico, com renda familiar mensal menor ou igual a meio sal\u00e1rio-m\u00ednimo por pessoa, inclusive as fam\u00edlias que recebem benef\u00edcios de programas do governo. Al\u00e9m disso, podem requerer fam\u00edlias que tenham alguma pessoa que mora na mesma casa, que recebe o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC) da assist\u00eancia social, inscritas ou n\u00e3o no Cad??nico.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Grupos familiares com mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urg\u00eancia ter\u00e3o prefer\u00eancia na concess\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para receber o aux\u00edlio, \u00e9 necess\u00e1rio fazer um registro no aplicativo\u00a0Caixa Tem, por onde \u00e9 realizado o repasse do benef\u00edcio. Ainda \u00e9 poss\u00edvel movimentar e utilizar o aux\u00edlio para realizar pagamentos de contas e compras com os benef\u00edcios do governo, com um cart\u00e3o de d\u00e9bito virtual.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Caso tenha d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o a ter direito ou n\u00e3o ao benef\u00edcio, entre em contato com o Canal de Atendimento ao Cidad\u00e3o, atrav\u00e9s do n\u00famero 111.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" class=\"bodytext\"><em>*Com colabora\u00e7\u00e3o de Maysa Polcri e orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Ant\u00f4nio Saturnino\/Arquivo CORREIO A catadora de materiais recicl\u00e1veis Lucileide Pereira nunca teve tanta dificuldade para p\u00f4r comida na mesa quanto nos quatro \u00faltimos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":165808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-165807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=165807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/165807\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=165807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=165807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=165807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}