{"id":167270,"date":"2022-06-15T05:44:53","date_gmt":"2022-06-15T08:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/lacen-ja-identificou-quatro-subvariantes-da-omicron-circulando-na-bahia\/"},"modified":"2022-06-15T05:44:53","modified_gmt":"2022-06-15T08:44:53","slug":"lacen-ja-identificou-quatro-subvariantes-da-omicron-circulando-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/15\/lacen-ja-identificou-quatro-subvariantes-da-omicron-circulando-na-bahia\/","title":{"rendered":"Lacen j\u00e1 identificou quatro subvariantes da ??micron circulando na Bahia"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">A Bahia j\u00e1 registra quatro subvariantes da muta\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus batizada de ??micron. Em maior n\u00famero de casos est\u00e1 o subtipo BA.1, com 660 infectados. A varia\u00e7\u00e3o BA.1.1 registra 57 ocorr\u00eancias, seguida pela BA.2, com 11. A mais recente, identificada em abril, \u00e9 a XF, com 2 confirma\u00e7\u00f5es de pacientes. A preocupa\u00e7\u00e3o de especialistas \u00e9 que a transmiss\u00e3o das sub-variantes da ??micron j\u00e1 \u00e9 maior do que aquela da cepa inicial.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica da Bahia (Lacen-BA) fez o sequenciamento gen\u00e9tico de 873 amostras coletadas durante o primeiro trimestre deste ano. Desse total, 799 sequ\u00eancias foram divulgadas. A an\u00e1lise detectou 730 infec\u00e7\u00f5es pelas subvariantes da ??micron. O n\u00famero corresponde a 91% dos sequenciamentos realizados e comunicados na Bahia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As notifica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a aconteceram em pacientes residentes em 193 munic\u00edpios baianos. Os maiores n\u00fameros de contamina\u00e7\u00f5es ocorreram em Eun\u00e1polis, com 176 registros da sub-variante BA.1, seguido de Salvador, com 99, sendo 94 de BA.1 e 5 de BA.2.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O primeiro sequenciamento de 2022, realizado com tiragem de janeiro a mar\u00e7o, mostrou que, das 341 amostras analisadas, 80,1% (273) corresponderam \u00e0 variante ??micron, sendo 0,9% (03) da sub-linhagem BA.2, 16,7% (57) da sub-linhagem BA.1.1 e 62,5% (213) da sub-linhagem BA.1. Foram tamb\u00e9m detectadas 10 notifica\u00e7\u00f5es de sub-variante Delta do coronav\u00edrus<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os primeiros casos de XF apareceram em abril quando foram sequenciadas 179 amostras, no segundo levantamento do ano. Nele, 98% (176 amostras) foram da variante ??micron, sendo 1% (2) de XF, 96% (169) da sub-linhagem BA.1 e 4% (7) da sub-linhagem BA.2. Ainda foi identificada 1% (1) da Delta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A \u00faltima an\u00e1lise, divulgada na segunda-feira (13), sequenciou outros genomas coletados nos tr\u00eas primeiros meses do ano. Das 279 amostras analisadas, 100% corresponderam a \u00f4micron, sendo 99,64% (278) da sub-linhagem BA.1 e 0,36% (1) da sub-linhagem BA.2.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De acordo com o virologista da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), Jaime Amorim, enquanto a BA.1 e a BA.2 s\u00e3o sublinhagens da ??micron, a XF \u00e9 a recombina\u00e7\u00e3o da ??micron com a Delta. O surgimento delas representa as evolu\u00e7\u00f5es que o v\u00edrus passa para sobreviver, o que faz com que elas sejam ainda mais transmiss\u00edveis do que a cepa origin\u00e1ria.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Na medida em que o v\u00edrus vai mudando, ele vai ficando mais forte neste ponto. Ele muda justamente para conseguir se espalhar com mais efici\u00eancia. ?? a quest\u00e3o do processo evolutivo que faz com que sua capacidade de transmiss\u00e3o aumente???,<\/strong> diz o virologista.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Mais transmiss\u00edvel e menos letal<\/strong><br \/> J\u00e1 a virologista da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da UniFTC, Andrea Mendon\u00e7a Gusm\u00e3o explica que \u00e9 dif\u00edcil estimar o qu\u00e3o mais transmiss\u00edveis as subvariantes da \u00f4micron s\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o a variante inicial. Mas apesar da maior capacidade de infec\u00e7\u00e3o, elas, assim como a pr\u00f3pria \u00f4micron, s\u00e3o menos letais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A virologista Andrea Mendon\u00e7a explica que a transmissibilidade da B.A 1, B.A 2 e XF deve-se ao fato dos v\u00edrus terem desenvolvido muta\u00e7\u00f5es que permitem a eles aderirem mais facilmente \u00e0s c\u00e9lulas humanas. As subvariantes tamb\u00e9m se replicam no trato respirat\u00f3rio superior, facilitando a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, diferentemente de outras variantes que se replicam principalmente no trato respirat\u00f3rio inferior, os pulm\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outro facilitador \u00e9 o chamado &#8220;escape de imunidade&#8221;, ou seja, a possibilidade de reinfec\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s a doen\u00e7a ou a vacina\u00e7\u00e3o. Mas, conforme Andrea, isso n\u00e3o deve ser algo preocupante, pois, as doses de refor\u00e7o das vacinas s\u00e3o eficientes contra essa caracter\u00edstica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A muta\u00e7\u00e3o ocorre na prote\u00edna Spike, e \u00e9 ela que o v\u00edrus usa para se conectar a c\u00e9lula hospedeira e que tamb\u00e9m escapa a imunidade p\u00f3s vacinal, mas n\u00e3o totalmente. O indiv\u00edduo vacinado tem uma resposta imune elaborada contra a prote\u00edna, porque ele n\u00e3o se modifica de uma vez e porque as doses de refor\u00e7o t\u00eam se mostrado muito eficazes contra isso???, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Sobre o menor \u00edndice letalidade, Jaime esclarece que o s\u00e3o necess\u00e1rios mais dados para saber se a infec\u00e7\u00e3o pelas subvariantes realmente causam uma doen\u00e7a menos grave ou fatal em compara\u00e7\u00e3o com outras variantes. No entanto, os registros mostram que a maioria dos infectados n\u00e3o apresentam casos graves da doen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Trazendo para o Brasil, a maioria das pessoas receberam imuniza\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o isso faz com que a gente n\u00e3o veja mais infec\u00e7\u00f5es t\u00e3o graves como vimos quando a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava avan\u00e7ada. Ent\u00e3o por enquanto, o que podemos afirmar \u00e9 que seu poder de transmissividade tem se mostrado maior que o de letalidade???, afirma o infectologista.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Impacto para o S\u00e3o Jo\u00e3o<\/strong><br \/> A redu\u00e7\u00e3o nos casos de covid-19 tornou poss\u00edvel o planejamento da festa junina na Bahia em 2022. No entanto, h\u00e1 11 dias do S\u00e3o Jo\u00e3o, quando muitos munic\u00edpios j\u00e1 divulgaram a grade de atra\u00e7\u00f5es, Serra Dourada cancelou o seu evento por ter voltado a registrar aumento de infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o coordenador do Laborat\u00f3rio de Virologia da UFBA, G\u00fabio Soares, a presen\u00e7a das subvariantes no estado acende o alerta de que ainda n\u00e3o \u00e9 o momento de festejar. ???O v\u00edrus se aproveita de aglomera\u00e7\u00f5es para se espalhar e evoluir. Quanto mais gente reunida, mas chance teremos de gerar novas variantes???, alerta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda segundo G\u00fabio, mesmo com a aplica\u00e7\u00e3o da vacina avan\u00e7ando para a quarta dose, o distanciamento \u00e9 necess\u00e1rio, pois os vacinados s\u00f3 apresentam uma melhor resposta imune 45 dias ap\u00f3s o recebimento do imunizante.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???O melhor seria esperar mais um pouco. Mas se for passar por alguma aglomera\u00e7\u00e3o, o ideal \u00e9 manter o uso de m\u00e1scaras. Tamb\u00e9m devemos voltar a refor\u00e7ar as outras medidas de prote\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus, como o distanciamento&#8221;, aconselha o virologista.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>*Com a orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia j\u00e1 registra quatro subvariantes da muta\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus batizada de ??micron. 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