{"id":168550,"date":"2022-06-16T22:55:36","date_gmt":"2022-06-17T01:55:36","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/vale-do-javari-local-de-morte-de-bruno-e-dom-tem-historico-de-violencia\/"},"modified":"2022-06-16T22:55:36","modified_gmt":"2022-06-17T01:55:36","slug":"vale-do-javari-local-de-morte-de-bruno-e-dom-tem-historico-de-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/16\/vale-do-javari-local-de-morte-de-bruno-e-dom-tem-historico-de-violencia\/","title":{"rendered":"Vale do Javari: local de morte de Bruno e Dom tem hist\u00f3rico de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div>O desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips fez com que, nos \u00faltimos dias, os olhos do mundo se voltassem para a criminalidade na Amaz\u00f4nia. O desfecho do caso, com a confiss\u00e3o de um dos suspeitos e a localiza\u00e7\u00e3o dos restos mortais das v\u00edtimas, \u00e9 mais um cap\u00edtulo do hist\u00f3rico de viol\u00eancia na regi\u00e3o do Vale do Javari, no Oeste do Amazonas.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A regi\u00e3o na fronteira com o Peru abriga a maior quantidade de povos n\u00e3o contatados do mundo e tem sido alvo de disputas por criminosos que tentam explorar os recursos naturais. A terra ind\u00edgena foi demarcada em 2001 e, desde ent\u00e3o, sofre com atividades ilegais.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Bruno Pereira, que era servidor licenciado da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), estava na regi\u00e3o exatamente para apoiar a Uni\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Vale do Javari (Univaja) no combate ao crime. L\u00e1, ele ajudou a fundar uma equipe de vigil\u00e2ncia. Os cerca de 20 ind\u00edgenas faziam monitoramento da regi\u00e3o e documentavam os achados. Os integrantes desse grupo, agora,\u00a0colaboraram nas buscas pelos dois.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Desde 2018, as bases da Funai na reserva sofreram com ao menos oito ataques a tiros, segundo a Indigenistas Associados, associa\u00e7\u00e3o de servidores da Funai. Em 2019, a Justi\u00e7a determinou que o governo federal desse mais seguran\u00e7a para a regi\u00e3o. No mesmo ano, um colaborador da Funai morreu assassinado na cidade Tabatinga, pr\u00f3xima \u00e0 terra ind\u00edgena. Maxciel Pereira dos Santos levou dois tiros na nuca, ap\u00f3s receber diversas amea\u00e7as. At\u00e9 hoje, a investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi conclu\u00edda e nenhum suspeito foi indiciado.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<ul>\n<li><b>Leia tamb\u00e9m<\/b>:\u00a0Fam\u00edlia de Dom Phillips pede &#8216;paz e privacidade&#8217; ap\u00f3s PF recolher corpos\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No ano passado, a Univaja produziu um relat\u00f3rio que foi entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de Tabatinga, no Amazonas, com relatos do aumento das invas\u00f5es de criminosos na regi\u00e3o. O jornal <i>O Globo<\/i> teve acesso ao documento, que, inclusive, traz den\u00fancia contra Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, que confessou envolvimento com o assassinato de Bruno e Dom. No relato, \u00e9 falado que ele estava pescando peixe liso e Pirarucu no interior da terra ind\u00edgena pr\u00f3ximo \u00e0 aldeia Korubo. De acordo com o MPF, um procedimento foi instaurado para investigar os relatos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Investiga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/h2>\n<div>At\u00e9 o momento,\u00a0tr\u00eas suspeitos de envolvimento com o assassinato de Dom e Bruno foram presos. J\u00e1 tinham sido detidos Amarildo e o irm\u00e3o dele, Osney da Costa. Nesta quinta, uma nova pris\u00e3o foi feita. O nome dele ainda n\u00e3o foi divulgado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na noite desta quarta (15\/6), o superintendente da Pol\u00edcia Federal do Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, informou que as investiga\u00e7\u00f5es das causas da morte e das circunst\u00e2ncias do crime prosseguem. ???Novas pris\u00f5es devem ocorrer a qualquer hora do dia&#8221;, frisou.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips fez com que, nos \u00faltimos dias, os olhos do mundo se voltassem para\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":168551,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-168550","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168550\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}