{"id":169465,"date":"2022-06-18T14:42:48","date_gmt":"2022-06-18T17:42:48","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/bruno-levou-tiro-na-cabeca-com-arma-de-caca-diz-pf-dom-foi-baleado-no-abdomen\/"},"modified":"2022-06-18T14:42:48","modified_gmt":"2022-06-18T17:42:48","slug":"bruno-levou-tiro-na-cabeca-com-arma-de-caca-diz-pf-dom-foi-baleado-no-abdomen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/18\/bruno-levou-tiro-na-cabeca-com-arma-de-caca-diz-pf-dom-foi-baleado-no-abdomen\/","title":{"rendered":"Bruno levou tiro na cabe\u00e7a com arma de ca\u00e7a, diz PF; Dom foi baleado no abd\u00f4men"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">O indigenista Bruno Pereira foi morto com um tiro na cabe\u00e7a e outros dois nas regi\u00f5es do t\u00f3rax e abd\u00f4men. O resultado parcial da per\u00edcia foi divulgado neste s\u00e1bado (18), pelo Comit\u00ea de crise, da Pol\u00edcia Federal, no Amazonas. Al\u00e9m dos tr\u00eas tiros em Bruno, o jornalista brit\u00e2nico Dom Philips tamb\u00e9m foi atingido por um dos disparos no abd\u00f4men. Segundo o boletim da PF, foram os tiros, disparados de uma arma de ca\u00e7a, que causaram as mortes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Compara\u00e7\u00f5es entre exames odontol\u00f3gicos entregues pela fam\u00edlia do indigenista e a arcada dent\u00e1ria recolhida pelos policiais federais confirmaram a identidade de Bruno. O mesmo procedimento foi usado na identifica\u00e7\u00e3o do jornalista. No caso de Dom, houve ainda a an\u00e1lise de impress\u00f5es digitais e carater\u00edsticas f\u00edsicas, m\u00e9todo conhecido como &#8220;antropologia forense&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda de acordo com o comunicado da Pol\u00edcia Federal, n\u00e3o existem indicativos da presen\u00e7a de outros indiv\u00edduos em meio ao material que passa por exames.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ainda de acordo com a PF, nos pr\u00f3ximos dias os trabalhos dos peritos ser\u00e3o concentrados nos exames de &#8220;Gen\u00e9tica Forense, Antropologia Forense e m\u00e9todos complementares de Medicina Legal, para identifica\u00e7\u00e3o completa dos remanescentes e compreens\u00e3o da din\u00e2mica dos eventos&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na quinta (16), os\u00a0restos mortais de Bruno Ara\u00fajo e Dom Phillips chegaram ao Instituto Nacional de Criminal\u00edstica\u00a0da Pol\u00edcia Federal, em Bras\u00edlia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Eles estavam desaparecidos desde 5 de junho, na regi\u00e3o do Vale do Javari, no oeste do Amazonas. Os remanescentes humanos foram encontrados\u00a0ap\u00f3s o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como &#8220;Pelado???, ter confessado\u00a0a participa\u00e7\u00e3o no desaparecimento e indicado o local onde os corpos foram enterrados.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Suspeitos presos<\/strong><br \/> O terceiro\u00a0suspeito de envolvimento nas mortes\u00a0do indigenista Bruno Pereira e do jornalista ingl\u00eas Dom Phillips\u00a0foi preso na manh\u00e3 deste s\u00e1bado (18).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Jeferson da Silva Lima, conhecido como &#8220;Pelado da Dinha&#8221; se entregou na delegacia de Atalaia do Norte (AM), onde foi ouvido pelo delegado Alex Perez Tim\u00f3teo.\u00a0Ele \u00e9 apontado pela Pol\u00edcia Federal como sendo um dos envolvidos na emboscada, morte e oculta\u00e7\u00e3o dos corpos no Vale do Jari.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Conforme todas as provas, todos os depoimentos colhidos at\u00e9 o momento, ele estava na cena do crime e participou ativamente do duplo homic\u00eddio ocorrido&#8221;, disse o delegado ao g1.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m de Jeferson, foram presos Amarildo da Costa Oliveira, o &#8220;Pelado&#8221;, que confessou o crime na quarta (15), e seu irm\u00e3o, Oseney da Costa de Oliveira. Os dois\u00a0est\u00e3o presos em Atalaia do Norte, a 1.136 quil\u00f4metros de Manaus.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Embarca\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/> As buscas pela embarca\u00e7\u00e3o utilizada pelo\u00a0indigenista\u00a0e pelo jornalista brit\u00e2nico\u00a0continuam neste s\u00e1bado (18).\u00a0O barco foi afundado pelos criminosos em uma \u00e1rea de mata da regi\u00e3o do Vale do Javari.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na sexta-feira (17), as a\u00e7\u00f5es das for\u00e7as de seguran\u00e7a encerraram no final da tarde. Equipes da Marinha e Defesa Civil de Atalaia do Norte, que d\u00e3o apoio nas buscas, retornaram ao porto do munic\u00edpio por volta das 15h45 (hor\u00e1rio local).<br \/> \u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/7\/6\/csm_dom_e_bruno_a7c6af0185.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Bruno e Dom durante pesquisas e entrevistas (Foto: Unijava)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Desaparecimento<\/strong><br \/> Bruno e Dom tiveram o desaparecimento informado pela Uni\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Vale do Javari (Univaja), na segunda (6). Eles sumiram no trajeto entre a comunidade de S\u00e3o Rafael e Atalaia do Norte, diz a entidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Dom Phillips fazia a viagem para realizar entrevistas para um livro que escrevia sobre a Amaz\u00f4nia. Bruno, servidor licenciado da Funai e profundo conhecedor da regi\u00e3o e dos povos ind\u00edgenas, o acompanhava.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No dia 5, os dois deixaram o Lago do Jaburu para a comunidad \u00a0de S\u00e3o Rafael, onde o indigenista participaria de uma reuni\u00e3o. Eles chegaram l\u00e1 por volta das 6h, conversaram com uma moradora e depois come\u00e7aram a viagem de volta, mas jamais chegaram e n\u00e3o foram mais vistos.\u00a0<\/p>\n<p> Baseado no Brasil h\u00e1 15 anos, Dom Phillips era rep\u00f3rter e colaborava para v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es, incluindo o The Guardian. Ele morava em Salvador com a esposa, que \u00e9 baiana.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 Bruno era um servidor licenciado da Funai, sendo um dos indigenistas mais experientes do pa\u00eds. Segundo a Univaja, ele recebia v\u00e1rias amea\u00e7as de madereiros, garimpeiros e pescadores por conta do seu trabalho na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O indigenista Bruno Pereira foi morto com um tiro na cabe\u00e7a e outros dois nas regi\u00f5es do t\u00f3rax e abd\u00f4men. 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