{"id":171688,"date":"2022-06-22T17:33:01","date_gmt":"2022-06-22T20:33:01","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/com-programacao-presencial-cineop-destaca-cinema-indigena\/"},"modified":"2022-06-22T17:33:01","modified_gmt":"2022-06-22T20:33:01","slug":"com-programacao-presencial-cineop-destaca-cinema-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/22\/com-programacao-presencial-cineop-destaca-cinema-indigena\/","title":{"rendered":"Com programa\u00e7\u00e3o presencial, CineOP destaca cinema ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p>Em sua 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) volta a movimentar o principal destino tur\u00edstico do interior mineiro. Ap\u00f3s dois anos explorando o formato online em decorr\u00eancia da pandemia de covid-19, o evento ir\u00e1 novamente receber cin\u00e9filos de todo o pa\u00eds na cidade hist\u00f3rica. A programa\u00e7\u00e3o, que se inicia\u00a0hoje\u00a0(22) e vai at\u00e9 a pr\u00f3xima\u00a0segunda-feira (27), coloca em destaque filmes produzidos por diretores ind\u00edgenas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1466985&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1466985&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Fizemos um mergulho nos acervos e tivemos acesso a um volume muito grande de trabalhos. Foi um esfor\u00e7o de pesquisa e buscamos oferecer uma programa\u00e7\u00e3o que tenha uma diversidade tanto de temas como povos representados&#8221;, conta o curador Cleber Eduardo. Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, o evento possibilitar\u00e1 o contato com uma cinematografia diversa que passa, por exemplo, por fic\u00e7\u00f5es ambientadas nos anos 1980 e 1990 e por document\u00e1rios sobre os cineastas Glauber Rocha e Ruy Guerra e sobre o m\u00fasico Belchior.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das atividades presenciais, haver\u00e1 uma programa\u00e7\u00e3o virtual disponibilizada por meio do site da CineOP. A decis\u00e3o foi tomada a partir da avalia\u00e7\u00e3o positiva das experi\u00eancias de 2020 e 2021. &#8220;Acho que \u00e9 algo que vai existir sempre agora nos festivais&#8221;, avalia Cleber Eduardo.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do evento espera um p\u00fablico de 15 mil pessoas em Ouro Preto. Considerando a programa\u00e7\u00e3o presencial e virtual, ser\u00e3o exibidos ao todo 151 filmes, sendo 20 longas-metragem, 14 m\u00e9dias e 117 curtas. S\u00e3o trabalhos provenientes de 21 estados brasileiros, al\u00e9m de outros 7 pa\u00edses. Est\u00e3o previstos ainda debates, oficinas, exposi\u00e7\u00f5es, lan\u00e7amentos de publica\u00e7\u00f5es, performances e shows. Toda programa\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita.<\/p>\n<p>Embora as primeiras atividades do evento estejam come\u00e7ando\u00a0hoje, a abertura oficial ocorre apenas amanh\u00e3 (23), \u00e0s 19h30, quando os cineastas ind\u00edgenas Ariel Ortega e Patricia Ferreira Yxapy ser\u00e3o homenageados na Pra\u00e7a Tiradentes e receber\u00e3o o Trof\u00e9u Vila Rica.<\/p>\n<p>&#8220;A defini\u00e7\u00e3o pelo trabalho de ambos, nascidos na cidade argentina de Missiones, na aldeia Tekoa Ver\u00e1 Gua\u00e7u, se d\u00e1 especialmente pela forma como as quest\u00f5es culturais e pol\u00edticas em seus filmes surge de natureza distintas, sendo pontuadas pela pr\u00f3pria aproxima\u00e7\u00e3o da cidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s terras de seu povo&#8221;, registra o site do evento.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de abertura, o p\u00fablico assistir\u00e1 Bicicletas de Nhander\u00fa, um document\u00e1rio de 48 minutos dirigido por Ariel Ortega e Patricia Ferreira Yxapy e finalizado em 2011. No filme, os diretores realizam uma imers\u00e3o na espiritualidade presente no cotidiano dos Mby\u00e1-Guarani da aldeia Koenju, em S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es (RS).<\/p>\n<h2>Cinema ind\u00edgena<\/h2>\n<p>Dos 151 t\u00edtulos inclu\u00eddos na programa\u00e7\u00e3o, 35 s\u00e3o dirigidos por ind\u00edgenas de 17 povos distintos. Segundo Cleber Eduardo, trata-se de uma mostra que busca oferecer um olhar retrospectivo da cinematografia ind\u00edgena.<\/p>\n<p>&#8220;Embora seja uma produ\u00e7\u00e3o ainda muito recente, que come\u00e7a no final dos anos 1990, j\u00e1 possui um percurso de mais de 20 anos. E dentro desse per\u00edodo h\u00e1 algumas mudan\u00e7as. Por exemplo, no come\u00e7o os filmes eram coproduzidos com ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas. Progressivamente, os ind\u00edgenas come\u00e7am a assumir sozinhos a dire\u00e7\u00e3o.\u00a0Hoje, achamos que j\u00e1 existe um volume de filmes que permita observar alguns recortes de temas recorrentes, de formatos recorrentes, da diferen\u00e7as entre povos&#8221;, diz o curador.<\/p>\n<p>Cl\u00e9ber observa que a pot\u00eancia do cinema se articula com o drama da situa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena na atualidade e considera que h\u00e1 dois macrosegmentos tem\u00e1ticos. Um deles est\u00e1 relacionado com a tradi\u00e7\u00e3o espiritual e ritual\u00edstica e com a identidade de povo, revelando um esfor\u00e7o pela preserva\u00e7\u00e3o de sua cultura. O outro envolve o contato conflituoso com a cultura urbana e com a cultura n\u00e3o ind\u00edgena, do qual derivam intimida\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, invas\u00f5es de terra e a\u00e7\u00f5es violentas.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o problemas concretos que muitas vezes amea\u00e7am a vida desses povos&#8221;, diz. Ele ressalta que as abordagens s\u00e3o bastante variadas, mas que \u00e9 poss\u00edvel ver, nos dois macrosegmentos, um movimento de resist\u00eancia, seja pol\u00edtico ou cultural.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>A CineOP \u00e9 organizada pela Universo Produ\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m responde pela tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes. Sua realiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com o apoio da Secretaria Especial da Cultura do Minist\u00e9rio do Turismo e da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia no calend\u00e1rio cinematogr\u00e1fico nacional, o evento surgiu em 2006 e tem como diferencial a estrutura\u00e7\u00e3o em tr\u00eas eixos: patrim\u00f4nio, educa\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria. Para cada um deles, h\u00e1 uma vasta programa\u00e7\u00e3o que mobiliza cineastas, pesquisadores, restauradores, professores, cr\u00edticos, estudantes e cin\u00e9filos em geral.<\/p>\n<p>Dentro do eixo patrim\u00f4nio, \u00e9 realizado o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros. Trata-se de um dos principais f\u00f3runs onde se discutem pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para preserva\u00e7\u00e3o dos filmes nacionais. A pauta envolve temas como prioridades para a restaura\u00e7\u00e3o, processos de digitaliza\u00e7\u00e3o, acesso da popula\u00e7\u00e3o aos filmes e organiza\u00e7\u00e3o de bancos de dados.<\/p>\n<p>No eixo educa\u00e7\u00e3o, o cinema ind\u00edgena tamb\u00e9m estar\u00e1 no centro das discuss\u00f5es. Convidados internacionais ir\u00e3o debater sobre as possibilidades de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas dos filmes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o, a Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) volta a movimentar o principal destino tur\u00edstico do interior mineiro. Ap\u00f3s dois\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":171689,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2799],"tags":[],"class_list":["post-171688","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=171688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/171688\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=171688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=171688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=171688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}