{"id":173568,"date":"2022-06-25T13:44:57","date_gmt":"2022-06-25T16:44:57","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/tom-ze-lanca-album-lingua-brasileira-com-dez-cancoes-novas\/"},"modified":"2022-06-25T13:44:57","modified_gmt":"2022-06-25T16:44:57","slug":"tom-ze-lanca-album-lingua-brasileira-com-dez-cancoes-novas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/25\/tom-ze-lanca-album-lingua-brasileira-com-dez-cancoes-novas\/","title":{"rendered":"Tom Z\u00e9 lan\u00e7a \u00e1lbum &#8216;L\u00edngua Brasileira&#8217; com dez can\u00e7\u00f5es novas"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Cinco anos depois de seu trabalho mais recente, chamado Sem Voc\u00ea N\u00e3o A, com letras de Elifas Andreato, Tom Z\u00e9 est\u00e1 lan\u00e7ando um novo disco. Ele se chama L\u00edngua Brasileira, sai pelo Selo Sesc e traz 11 can\u00e7\u00f5es de autoria do artista baiano da cidade de Irar\u00e1. As m\u00fasicas foram feitas originalmente para um espet\u00e1culo teatral de mesmo nome, dirigido por Felipe Hirsch, que estreou em janeiro no Sesc Consola\u00e7\u00e3o. Hirsch assina tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica do \u00e1lbum, que tem ainda como produtores Daniel Ganjaman e Daniel Maia. Os shows de lan\u00e7amento ser\u00e3o nos dias 9 e 10 de julho, no Sesc Vila Mariana. O disco j\u00e1 est\u00e1 nas plataformas digitais desde sexta-feira, 24, e saiu tamb\u00e9m no formato f\u00edsico, em CD.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Tom Z\u00e9 conta, j\u00e1 em um texto de divulga\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, a &#8220;import\u00e2ncia de outras culturas para a forma\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa em terras brasileiras&#8221;: &#8220;Foram dois anos de trabalho, de domingo a domingo, com Daniel Maia sempre a meu lado, fazendo um esbo\u00e7o imediato de arranjo, que nos permitia calcular o futuro alcance da m\u00fasica&#8221;. E segue: &#8220;E assim chegamos, com leves arranh\u00f5es, a este disco com grava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, que passamos aos vossos ouvidos. N\u00f3s nos orgulhamos da l\u00edngua cantabile e melodiosa que falamos no Brasil. As averigua\u00e7\u00f5es mostram que herdamos isso de uma antiga l\u00edngua africana e negra: o quimbundo. Falamos, com pouso nas vogais, uma l\u00edngua quase cantada, em vez daquelas consoantes acentuadas preferidas em Portugal&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O repert\u00f3rio reflete a pesquisa do compositor. Hy-Brasil Terra Sem Mal, a m\u00fasica que abre o \u00e1lbum, \u00e9, como explica o texto de divulga\u00e7\u00e3o, &#8220;inspirada na cren\u00e7a tupi-guarani da Terra Sem Mal e na mitol\u00f3gica ilha que figura na cultura celta, denominada Hy-Brasil: uma por\u00e7\u00e3o de terra ao nome do Oceano Atl\u00e2ntico que passaria per\u00edodos c\u00edclicos de sete anos oculta sob grossa neblina, revelando-se aos olhos dos navegantes por um \u00fanico dia, por\u00e9m se mantendo sempre inalcan\u00e7\u00e1vel \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es&#8221;. A seguinte can\u00e7\u00e3o, Pompeia &#8211; Piche no Muro Nu, surgiu de seu &#8220;espanto com a descoberta dos registros de picha\u00e7\u00f5es em latim vulgar nas paredes da cidade de Pompeia, na It\u00e1lia&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ao Estad\u00e3o, Tom Z\u00e9 falou o seguinte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que o \u00e1lbum traz sobre as origens da l\u00edngua brasileira \u00e0 margem do aprendizado oficial: &#8220;Felipe Hirsch achava que, trabalhando isso no teatro, poderia trazer todos esses segredos preciosos. Uma coisa curiosa \u00e9 que, se agora todo o jornalismo e toda a propaganda lutam muito contra o racismo, \u00e9 interessante a pessoa que fala portugu\u00eas ser racista, porque foi a l\u00edngua chamada quimbundo, uma l\u00edngua de Uganda e uma das africanas que mais influenciaram a l\u00edngua brasileira. Foram os negros quem mais influenciaram a forma\u00e7\u00e3o dessa l\u00edngua cantante&#8221;<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>RESISTIR<\/strong><br \/> O \u00e1lbum traz ainda a can\u00e7\u00e3o L\u00edngua Brasileira, com participa\u00e7\u00e3o especial de Maria Beraldo, lan\u00e7ada originalmente em 2003, no disco Imprensa Cantada, a \u00fanica n\u00e3o in\u00e9dita do projeto. As outras s\u00e3o Unimultiplicidade, G\u00eanesis Guarani, Metro Guide, \u00cdndio Desliga Jaragu\u00e1, A L\u00edngua Prova Que, San Pablo, San Pavlov, San Paulandia, Clarice e Os Clarins da Coragem.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">H\u00e1 um certo ato de resist\u00eancia na busca por se saber da pr\u00f3pria l\u00edngua. Tom Z\u00e9 diz assim ao rep\u00f3rter: &#8220;A cultura de um povo eram suas lendas. Elas uniam as tribos e as mantinham unidas durante s\u00e9culos e s\u00e9culos. Muito bem. Esse povo abandonou suas lendas, deixou de cantar para suas musas, e tal e coisa, e foi decaindo culturalmente. Mas deca\u00edram tanto que chegaram ao barbarismo, e acabaram lutando uns contra os outros e se destruindo&#8221;. Parece haver alguma semelhan\u00e7a com o Brasil. E h\u00e1.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>A PALAVRA<\/strong><br \/> &#8220;H\u00e1 uma certa semelhan\u00e7a com isso porque se acaba a cultura, se acaba o jornalismo e se desfaz e desrespeita a can\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds que tem uma can\u00e7\u00e3o muito respeitada no exterior e tudo&#8230; Eu n\u00e3o fa\u00e7o propaganda de presidente da Rep\u00fablica. Quando eu quero falar nas coisas do Brasil, eu tento falar dessa maneira.&#8221;<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Indagado sobre a influ\u00eancia de sua recente pesquisa nas palavras de suas composi\u00e7\u00f5es, um elemento que torna sua obra t\u00e3o abrangente, Tom vai ao passado: &#8220;O que me tirou de Irar\u00e1 (interior da Bahia) foi a m\u00fasica. Quando a televis\u00e3o foi inaugurada em 1950, eu, Roberto Santana, meu primo, que foi produtor de Elis Regina, isso e aquilo outro, ele fazia e acontecia, mandou me dizer que eu ia cantar em um programa (chamado) Escada para o Sucesso. Era um programa de calouros, no domingo \u00e0 noite, que iria ao ar daqui a duas semanas&#8230; Falei, bom&#8230; eu, em Irar\u00e1, para poder ser ouvido, tinha mudado o jeito de fazer m\u00fasica. N\u00e3o fazia m\u00fasica para a namorada, passei a fazer m\u00fasica sobre os epis\u00f3dios de Irar\u00e1&#8221;. E segue para finalizar dizendo que a m\u00fasica, tanto quanto a palavra, sempre esteve presente em sua vida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Investiga\u00e7\u00e3o sobre origem de palavras deu mote das can\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A m\u00fasica L\u00edngua Brasileira, criada por Tom Z\u00e9 e lan\u00e7ada em 2003, no \u00e1lbum Imprensa Cantada, d\u00e1 o prumo do projeto. Ela diz o seguinte: &#8220;Quando me sorris \/ Visigoda e celta \/ Dama culta e bela \/ L\u00edngua de Aviz \/ Fado de punhais \/ In\u00eas e desventuras \/ L\u00e1 onde costuras \/ Multid\u00e3o de ais \/ Mel e amargura \/ Fatias de medo \/ Vinho muito azedo \/ Tudo com fartura \/ Cravos da paix\u00e3o \/ Com dores me serves \/ Com riso me pedes \/ Vida e cora\u00e7\u00e3o \/ Vida e cora\u00e7\u00e3o \/ Babel das l\u00ednguas em pleno cio \/ Seduz a \u00c1frica, cede ao gentio \/ Substantivos, verbos, alfaias de ouro&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As novas exp\u00f5em tamb\u00e9m uma investiga\u00e7\u00e3o feita pelo cantor e compositor baiano. Clarins da Coragem diz: &#8220;Os clarins da coragem \/ Dos nossos her\u00f3is \/ Quiseram criar \/ Um Brasil que at\u00e9 hoje n\u00e3o h\u00e1 \/ Liberdade ainda que tarde \/ Por\u00e9m essa tarde j\u00e1 tarda natais \/ Natais, demais \/ Cada morro, favela no alto \/ ?? um cadafalso \/ Que elege carrascos \/ Letais, os tais \/ ?? \u00f4 \u00f4 \u00f4 \/ Minas Gerais, a\u00ed dor, a\u00ed dor \/ Ainda ou\u00e7o, a\u00ed dor, a\u00ed dor \/ No calabou\u00e7o, a\u00ed dor, a\u00ed dor \/ Dores demais, punhais e mais&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos depois de seu trabalho mais recente, chamado Sem Voc\u00ea N\u00e3o A, com letras de Elifas Andreato, Tom Z\u00e9 est\u00e1 lan\u00e7ando um novo\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":173569,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-173568","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173568","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=173568"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173568\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=173568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=173568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=173568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}