{"id":174008,"date":"2022-06-26T12:42:53","date_gmt":"2022-06-26T15:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/seguiremos-atentos-as-investigacoes-diz-viuva-de-dom-phillips\/"},"modified":"2022-06-26T12:42:53","modified_gmt":"2022-06-26T15:42:53","slug":"seguiremos-atentos-as-investigacoes-diz-viuva-de-dom-phillips","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/26\/seguiremos-atentos-as-investigacoes-diz-viuva-de-dom-phillips\/","title":{"rendered":"&#8216;Seguiremos atentos \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es&#8217;, diz vi\u00fava de Dom Phillips"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es, exigindo Justi\u00e7a&#8221;, disse Alessandra Sampaio, vi\u00fava do jornalista ingl\u00eas Dom Phillips, assassinado no Vale do Javari, no Amazonas, durante vel\u00f3rio neste domingo em Niter\u00f3i, na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Familiares e amigos de Dom se reuniram no cemit\u00e9rio Parque da Colina para se despedir do jornalista, que ser\u00e1 cremado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es, exigindo Justi\u00e7a no significado mais abrangente do termo. Renovamos nossa luta para que nossa dor e da fam\u00edlia de Bruno Pereira n\u00e3o se repita, como tamb\u00e9m a de outras fam\u00edlias de jornalistas e defensores do meio ambiente que seguem em risco. Seguem em risco. Descansem em paz, Bruno e Dom&#8221;, disse Alessandra.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O vel\u00f3rio foi acompanhado pela fam\u00edlia brasileira e brit\u00e2nica do jornalista, al\u00e9m de amigos e ativistas. Alessandra agradeceu o empenho dos envolvidos nas buscas dos corpos do marido e do indigenista Bruno Pereira, \u00e0 imprensa e aos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Agrade\u00e7o imensamente a imprensa e aos amigos jornalistas que t\u00eam sido fundamentais nos esfor\u00e7os de apura\u00e7\u00e3o do caso, na cobran\u00e7a por transpar\u00eancia nas investiga\u00e7\u00f5es e na mobiliza\u00e7\u00e3o que permitiu que cheg\u00e1ssemos todos at\u00e9 aqui. Eu tamb\u00e9m agrade\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o a todas as pessoas que se solidarizaram com Dom, com Bruno, com nossas fam\u00edlias e amigos, aqui no Brasil e em outros pa\u00edses&#8221;, agradeceu Alessandra. Segundo ela, Dom &#8220;ser\u00e1 cremado no pa\u00eds que amava&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Hoje, Dom ser\u00e1 cremado no pa\u00eds que amava, seu lar escolhido Brasil. O dia de hoje \u00e9 de luto. Dom era uma pessoa muito especial, n\u00e3o apenas por defender aquilo que acreditava como profissional, mas tamb\u00e9m por ter um cora\u00e7\u00e3o enorme e um grande amor pela humanidade&#8221;, disse em pronunciamento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">No pronunciamento, a irm\u00e3 de Dom, Sian Phillips, afirmou que o irm\u00e3o foi morto &#8220;por tentar contar ao mundo o que acontecia com a floresta e seus habitantes&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Dom era um brilhante jornalista, comprometido em dividir hist\u00f3rias sobre a diversidade brasileira, habitantes de favelas e ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Ele foi morto pois tentou contar ao mundo o que est\u00e1 acontecendo com a floresta e seus habitantes, sobre o impacto das atividades ilegais nessa floresta. Ele foi morto tentando ajudar ind\u00edgenas&#8221;, disse Sian.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os corpos de Bruno e Dom foram encontrados a 3 km do rio Itaqua\u00ed, em Atalaia do Norte, em uma \u00e1rea de igarap\u00e9. Eles foram identificados ap\u00f3s a Pol\u00edcia Federal levar um dos suspeitos de envolvimento no crime ao local das buscas, onde apontou o ponto da mata em que ocultou os corpos. Dois dias antes, as autoridades disseram ter coletado material biol\u00f3gico pr\u00f3ximo ao rio, na mesma regi\u00e3o em que tamb\u00e9m acharam uma mochila com pertences de Dom e Bruno. O barco usado pelo indigenista e pelo jornalista foi identificado no domingo, 19.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Dom Phillips e Bruno Pereira eram profissionais reconhecidos em suas \u00e1reas e compartilhavam a paix\u00e3o pela Amaz\u00f4nia e pela preserva\u00e7\u00e3o da natureza e dos povos origin\u00e1rios da regi\u00e3o. Dom era um jornalista freelancer e colaborador do jornal The Guardian. O ingl\u00eas tinha 57 anos e vivia no Brasil desde 2007, onde publicou diversas reportagens sobre pol\u00edtica e meio ambiente em ve\u00edculos como Financial Times, New York Times, Bloomberg e Washington Post.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Bruno Pereira era natural de Recife, tinha 41 anos e ingressou na Funai como agente em indigenismo em setembro de 2010. Dois anos depois, ele passou a integrar a coordena\u00e7\u00e3o regional da Funai de Atalaia do Norte &#8211; \u00e1rea em que foi visto pela \u00faltima vez. Ele deixou o cargo em 2016 e, em 2018, voltou a prestar servi\u00e7o para a Funai como coordenador-geral de \u00cdndios Isolados e de Recente Contato da Diretoria de Prote\u00e7\u00e3o Territorial.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Pereira e Phillips percorriam a regi\u00e3o do Vale do Javari. Pereira orientava moradores da regi\u00e3o a denunciar irregularidades cometidas em reserva ind\u00edgena e o jornalista estrangeiro acompanhava o trabalho para registrar em livro, que pretendia escrever.<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es, exigindo Justi\u00e7a&#8221;, disse Alessandra Sampaio, vi\u00fava do jornalista ingl\u00eas Dom Phillips, assassinado no Vale do Javari,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":174009,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-174008","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174008\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}