{"id":174037,"date":"2022-06-26T14:32:42","date_gmt":"2022-06-26T17:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/caminhos-da-reportagem-trata-da-vida-dos-venezuelanos-no-brasil\/"},"modified":"2022-06-26T14:32:42","modified_gmt":"2022-06-26T17:32:42","slug":"caminhos-da-reportagem-trata-da-vida-dos-venezuelanos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/26\/caminhos-da-reportagem-trata-da-vida-dos-venezuelanos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Caminhos da Reportagem trata da vida dos venezuelanos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A vendedora Yurisbel Lopes chegou com 2 filhos ao Brasil pela fronteira da Venezuela, em Roraima. Em 3 malas trouxe o que restou da vida. ???Nessa est\u00e3o as minhas roupas, nesta, a das crian\u00e7as, na outra, os sapatos???, mostra. Ap\u00f3s uma viagem de 12 horas de \u00f4nibus, deixou para tr\u00e1s o pa\u00eds natal para reencontrar o marido, que est\u00e1 h\u00e1 6 meses em Santa Catarina.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1467606&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1467606&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>O mototaxista Naiber Jes\u00fas chegou \u00e0 fronteira h\u00e1 5 meses. Cruzou a Venezuela em uma moto com a esposa e tr\u00eas filhos &#8211; um deles, rec\u00e9m-nascido, que s\u00f3 foi registrado no Brasil. Abandonou a vida de agricultor e hoje vive de levar e buscar pessoas que atravessam a divisa dos dois pa\u00edses em busca de uma vida melhor. ???Eu queria que meus filhos fossem algu\u00e9m na vida, por isso me disseram para vir pra c\u00e1???, conta.<\/p>\n<p>As duas hist\u00f3rias se misturam com as vidas de 717.947 venezuelanos que entraram no Brasil, de mar\u00e7o deste ano a janeiro de 2017. As san\u00e7\u00f5es internacionais impostas \u00e0 Venezuela naquela \u00e9poca agravaram a crise que o pa\u00eds vizinho j\u00e1 vivia, que resultou, at\u00e9 agora, na migra\u00e7\u00e3o de mais de 6 milh\u00f5es de venezuelanos.<\/p>\n<h2>Interioriza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Quase metade (47%) desses imigrantes decidiram viver no Brasil, segundo dados at\u00e9 mar\u00e7o de 2022 da Plataforma de Coordena\u00e7\u00e3o Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V, na sigla em ingl\u00eas), que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es do sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas e do governo brasileiro.<\/p>\n<p>O pa\u00eds teve que pensar em uma estrat\u00e9gia para abrigar essas pessoas. Criada em 2018, a Opera\u00e7\u00e3o Acolhida desenvolveu um sistema para receber, orientar, acolher e interiorizar esses venezuelanos. O governo brasileiro flexibilizou regras para autorizar rapidamente os pedidos de resid\u00eancia e ref\u00fagio. Plano para interiorizar essas pessoas foi criado para aliviar as cidades que s\u00e3o a primeira parada desses imigrantes. Muitos aguardam a oportunidade de reencontrar a fam\u00edlia ou amigos que vieram antes.<\/p>\n<p>O CPF e cart\u00e3o do SUS s\u00e3o alguns dos documentos que os venezuelanos conseguem assim que chegam no pa\u00eds. Tamb\u00e9m s\u00e3o cadastrados para conseguir emprego. O oficial de campo da Alto-comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (ACNUR) Arturo de Nieves, afirma que a grande diferen\u00e7a da opera\u00e7\u00e3o montada no Brasil para imigrantes em rela\u00e7\u00e3o ao restante do mundo s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que facilitam a integra\u00e7\u00e3o para que as pessoas refa\u00e7am sua vida e tenham independ\u00eancia???.<\/p>\n<p>Segundo a Opera\u00e7\u00e3o\u00a0 Acolhida, mais de 800 munic\u00edpios j\u00e1 receberam venezuelanos desde 2018. Paran\u00e1 (12.678), Santa Catarina (12.195) e Rio Grande do Sul (10.593) foram os principais destinos. ???N\u00f3s procuramos conciliar as oportunidades de oferta de emprego do mercado brasileiro \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o do venezuelano???, afirma o tenente-coronel\u00a0 Magno Lopes, chefe do Centro de Coordena\u00e7\u00e3o para Interioriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Emprego e nova vida<\/h2>\n<p>O agricultor Juan Diaz esperou por 5 meses para ter uma oportunidade de trabalho. Ap\u00f3s um processo de sele\u00e7\u00e3o, ele e a esposa foram contratados para administrar uma fazenda em Planaltina, interior de Goi\u00e1s. ???Tem que ter f\u00e9 e esperan\u00e7a. Agora, vou poder ajudar minha fam\u00edlia com um bom sal\u00e1rio, com estabilidade de emprego???, planeja Juan. No final de mar\u00e7o ele chegou ao novo lar, onde pretende ficar at\u00e9 se estabelecer no Brasil.<\/p>\n<p>Hoje, o pa\u00eds tem 184.594 venezuelanos com autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia e 49.045 refugiados, segundo a plataforma R4V. ???A migra\u00e7\u00e3o traz tamb\u00e9m para n\u00f3s uma riqueza de cultura, de costumes e os migrantes, podem contribuir muito com o pa\u00eds, porque eles s\u00e3o qualificados???, afirma Niusarete Margarida de Lima, assessora especial para Assuntos de Migra\u00e7\u00f5es da Secretaria Nacional de Assist\u00eancia Social.<\/p>\n<p>H\u00e1 1 ano, Deise Aguillera chegou ao Brasil com o marido e o filho, depois de caminhar por dias, cruzando a Venezuela at\u00e9 chegar \u00e0 fronteira. Deise e o marido conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia e uma vaga de emprego em Campinas, no estado de S\u00e3o Paulo. Os dois trabalham em um <em>shopping<\/em>, como auxiliar de limpeza. ???Eu agora estou em uma casa, onde posso pagar o aluguel, comprar coisas para meu filho???, comemora.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=286488:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vbOo5asGwloOuNkBiwnu_NcBJuY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/deise_aguillera_conseguiu_trabalho_com_projeto_empoderando_refugiadas_.jpg?itok=l0s0y_Q_\" alt=\"Caminhos da Reportagem - Os Venezuelanos no Brasil\" title=\"Caminhos da Reportagem\/TV Brasil\" class=\"flex-fill img-cover\"\/><br \/>\n        <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vbOo5asGwloOuNkBiwnu_NcBJuY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/deise_aguillera_conseguiu_trabalho_com_projeto_empoderando_refugiadas_.jpg?itok=l0s0y_Q_\" alt=\"Caminhos da Reportagem - Os Venezuelanos no Brasil\" title=\"Caminhos da Reportagem\/TV Brasil\" class=\"flex-fill img-cover\"\/>\n    <\/div>\n<p><!-- END scald=286488 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=286488-->Deise Aguillera chegou h\u00e1 um ano no Brasil. Hoje trabalha em um shopping em Campinas (SP)<strong> fotos da Reportagem\/TV Brasil<\/strong><!--END copyright=286488--><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Foi por meio do projeto Empoderando Refugiadas, da Ag\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres, que Deise foi escolhida. Outras 12 migrantes tamb\u00e9m trabalham no mesmo local. ???Elas v\u00eam com uma vontade de trabalhar incr\u00edvel, com muitas hist\u00f3rias bonitas de perseveran\u00e7a, de luta, de vontade de fazer a diferen\u00e7a???, avalia Paulo Filho, gerente do <em>shopping<\/em>. Da parte de Deise, fica a sensa\u00e7\u00e3o de que valeu a pena o esfor\u00e7o para uma vida melhor: ???S\u00f3 temos a agradecer pela forma como nos tratam???.<\/p>\n<p>O programa <em>Caminhos da Reportagem<\/em>, reprisa o epis\u00f3dio ???A vida dos venezuelanos no Brasil???, mostra estas e outras hist\u00f3rias sobre as dificuldades dos imigrantes e a\u00e7\u00e3o que tem sido feita para facilitar a integra\u00e7\u00e3o deles no Brasil.\u00a0 O programa ser\u00e1 transmitido neste domingo, dia 26 de julho, \u00e0s 22h, pela <strong>TV Brasil.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vendedora Yurisbel Lopes chegou com 2 filhos ao Brasil pela fronteira da Venezuela, em Roraima. 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