{"id":175153,"date":"2022-06-28T10:44:08","date_gmt":"2022-06-28T13:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/bale-tca-homenageia-80-anos-de-gil-no-espetaculo-viramundo\/"},"modified":"2022-06-28T10:44:08","modified_gmt":"2022-06-28T13:44:08","slug":"bale-tca-homenageia-80-anos-de-gil-no-espetaculo-viramundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/28\/bale-tca-homenageia-80-anos-de-gil-no-espetaculo-viramundo\/","title":{"rendered":"Bal\u00e9 TCA homenageia 80 anos de Gil no espet\u00e1culo Viramundo"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 faz um bom tempo que o BTCA (Bal\u00e9 Teatro Castro Alves) n\u00e3o consegue reunir todos os seus dan\u00e7arinos no palco. Mas desta sexta-feira a domingo (1\u00ba a 3 de julho), esses 25 artistas estar\u00e3o no Teatro Castro Alves para homenagear os 80 anos de Gilberto Gil, completados no \u00faltimo domingo, 26. A companhia preparou especialmente para a data o espet\u00e1culo Viramundo, uma cria\u00e7\u00e3o da diretora art\u00edstica do BTCA, Ana Paula Bouzas, com dire\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica de Duda Maia e m\u00fasica original do maestro Bira Marques, da Orquestra Afrosinf\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para compor as m\u00fasicas que integram a montagem, Bira teve um encontro de quase tr\u00eas horas com Gilberto Gil, na casa do m\u00fasico. L\u00e1, resgataram as lembran\u00e7as do compositor, que, embora tenha nascido em Salvador, viveu seus primeiros anos em Itua\u00e7u, no sudoeste baiano. &#8220;Antes, havia tido conversas com pessoas que conhecem o trabalho de Gil, como Dori Caymmi e Roberto Sant&#8217;Ana. Depois, a conversa com o pr\u00f3prio Gil &#8216;fechou&#8217; tudo que eu buscava para compor&#8221;, diz Bira.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/0\/d\/csm_viramundo_foto_mauricio_serra_1639a6650e.jpg\" width=\"621\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">Foto: Mauricio Serra\/divulga\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">O maestro, que estar\u00e1 acompanhado dos 25 m\u00fasicos da Afrosinf\u00f4nica no palco para executar a trilha ao vivo, divide suas composi\u00e7\u00f5es no que ele chama de tr\u00eas &#8220;movimentos&#8221;: Sert\u00e3o, Tropic\u00e1lia e Expresso 2222. No Sert\u00e3o, por exemplo, est\u00e1 a m\u00fasica Jo\u00e3o Bonito, que leva o nome de um vendedor de redes de quem Gil lembrou na conversa com Bira.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;O Sert\u00e3o \u00e9 o come\u00e7o de tudo [na vida de Gil]. Depois, vem a Tropic\u00e1lia, que ele me disse como nasceu, contou hist\u00f3rias que n\u00e3o conhecia e me revelou o fundamento do Tropicalismo. E o Expresso 2222 \u00e9 o &#8216;trem do futuro'&#8221;, observa Bira<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Naquele encontro com Gil, Bira estava acompanhado tamb\u00e9m do cantor e compositor Russo Passapusso. &#8220;Ele foi comigo por duas raz\u00f5es: por ser meu grande amigo e tamb\u00e9m por ser uma pessoa criada no sert\u00e3o, como eu e Gil&#8221;, argumenta Bira. Russo escreveu a letra de uma das can\u00e7\u00f5es que est\u00e1 na trilha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A maior parte das m\u00fasicas \u00e9 instrumental, mas Capinan foi convidado para dar letra a outra faixa, que tem entre seus versos o seguinte trecho: &#8220;??, sanfona na m\u00e3o\/ Eu vim para mudar o mundo\/ Em festa, trabalho e p\u00e3o&#8221;. Mas Bira diz que gosta muito \u00e9 de outra parte: &#8220;Sua inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 o povo brasileiro&#8221;, escreve Capinan sobre o que inspira Gil.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"999\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/b\/6\/csm_Duda_Maia_Foto_Renato_Mangolin_viramundo_menor_29418d7ea1.jpg\" width=\"623\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Duda Maia <\/strong>(foto: Renato Mangolin\/divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><b>Abra\u00e7o<\/b><br \/> Para compor, Bira tamb\u00e9m conversou muito com Duda Maia. Um dos pedidos da diretora foi que, em algum momento, as m\u00fasicas remetessem ao contato f\u00edsico que ocorre entre os bailarinos em cena: &#8220;Trabalhamos muito o contato e h\u00e1 muitos abra\u00e7os em cena. Isso nos faz lembrar de Aquele Abra\u00e7o [can\u00e7\u00e3o de Gil] e remete a esse amor que Gil \u00e9, de quando ele fala da fam\u00edlia, de amigos, esse sujeito carinhoso&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Duda \u00e9 do Rio de Janeiro, foi bailarina e tem experi\u00eancia na dire\u00e7\u00e3o de musicais como Elza &#8211; sobre Elza Soares &#8211; e Jacksons do Pandeiro, inspirado na vida do m\u00fasico pernambucano.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Ana Paula Bouzas explica por que a convidou: &#8220;Conhe\u00e7o Duda h\u00e1 muitos anos e, como eu, ela \u00e9 uma mulher dan\u00e7a. Dirigiu musicais e trabalhou com \u00edcones da MPB&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Duda foi tamb\u00e9m diretora art\u00edstica do show Planeta Fome, de Elza Soares.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ana Paula acrescenta que, por sua experi\u00eancia, Duda \u00e9 capaz de explorar bem a diversidade que, segunda a criadora de Viramundo, marca o BTCA. &#8220;Como core\u00f3grafa e artista, ela pode ter um olhar atento sobre essa diversidade do bal\u00e9, que tem profissionais desde a faixa dos 20 anos at\u00e9 a faixa dos 60&#8221;. A diretora observa que alguns bailarinos est\u00e3o na companhia desde a sua funda\u00e7\u00e3o, h\u00e1 41 anos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Duda diz que concebeu uma montagem que pode sensibilizar a todos, mesmo aqueles que n\u00e3o tem muita intimidade com a dan\u00e7a: &#8220;?? um espet\u00e1culo que n\u00e3o \u00e9 muito virtuoso, mas simples. Acho muito dif\u00edcil haver um brasileiro que n\u00e3o tenha uma hist\u00f3ria com a musicalidade de Gil. O espectador vai ver Viramundo e vai lembrar de algo seu&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>SERVI??O<\/strong><br \/><strong>VIRAMUNDO<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Quando<\/strong>: 1, 2 e 3 de julho de 2022, sexta e s\u00e1bado 21h; domingo 20h<br \/><strong>Recep\u00e7\u00e3o da camerata Quarteto Novo da OSBA<\/strong>: 2 de julho, 20h30; 3 de julho, 19h30<br \/><strong>Onde<\/strong>: Sala Principal do Teatro Castro Alves<br \/><strong>Quanto<\/strong>: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), filas A a Z11<br \/><strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: 12 anos<br \/> ?? terminantemente proibida a entrada ap\u00f3s o in\u00edcio da sess\u00e3o<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>VENDAS<\/strong><br \/> Os ingressos para o espet\u00e1culo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves ou no site e aplicativo da Sympla<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 faz um bom tempo que o BTCA (Bal\u00e9 Teatro Castro Alves) n\u00e3o consegue reunir todos os seus dan\u00e7arinos no palco. 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