{"id":175791,"date":"2022-06-29T08:44:54","date_gmt":"2022-06-29T11:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/artistas-e-producoes-baianas-usam-cultura-como-ferramenta-contra-a-lgbtqiafobia\/"},"modified":"2022-06-29T08:44:54","modified_gmt":"2022-06-29T11:44:54","slug":"artistas-e-producoes-baianas-usam-cultura-como-ferramenta-contra-a-lgbtqiafobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/29\/artistas-e-producoes-baianas-usam-cultura-como-ferramenta-contra-a-lgbtqiafobia\/","title":{"rendered":"Artistas e produ\u00e7\u00f5es baianas usam cultura como ferramenta contra a LGBTQIA+fobia"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">A cultura \u00e9 uma ferramenta poderosa de luta e reivindica\u00e7\u00e3o por direitos existenciais. ?? assim em v\u00e1rios lugares do mundo e, em Salvador, n\u00e3o \u00e9 diferente. Reconhecida como a cidade da m\u00fasica e tendo produtos culturais como sua principal vitrine, \u00e9 de se esperar \u00a0que a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ se aproprie dela para trabalhar e resistir.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na\u00a0ter\u00e7a-feira (28) foi comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, ponto alto do\u00a0m\u00eas marcado por manifesta\u00e7\u00f5es ao redor do mundo e a cultura \u00e9 um forte guia para essas a\u00e7\u00f5es. Um dos destaques nacionais, a Parada do Orgulho de S\u00e3o Paulo, maior da Am\u00e9rica Latina, \u00a0neste ano contou com artistas como Pabllo Vittar arrastando trio el\u00e9trico na Avenida Paulista na semana passada.\u00a0A Parada j\u00e1 foi retratada em produ\u00e7\u00f5es internacionais como a Sense8, do Netflix. Mais cultura. Mais produtos culturais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Mestre em Cultura e Sociedade pela Ufba e pesquisador do N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Cultura e Sexualidade da Universidade Federal da Bahia (Nucus\/Ufba), David Souza afirma que a utiliza\u00e7\u00e3o da arte como meio de transforma\u00e7\u00e3o e ascens\u00e3o social para pessoas negras n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade na hist\u00f3ria do Brasil e que iniciativas como o Bando de Teatro Olodum ou o Teatro Experimental do Negro, de Abdias Nascimento, s\u00e3o bons exemplos de que essa hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 de hoje.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com a arte em m\u00e3os, pessoas negras buscam valoriza\u00e7\u00e3o de seus corpos, narrativas e a constru\u00e7\u00e3o da ideia de que podem ser refer\u00eancia e podem ser diferentes do que a realidade imp\u00f5e. Mas, apesar da vontade e dos casos de sucesso, o pesquisador pondera que ainda \u00e9 muito dif\u00edcil para uma pessoa de pele escura e LGBTQIA+ conseguir espa\u00e7o dentro da arte, principalmente em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas brancas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Pessoas LGBTQIA+ negras t\u00eam um duplo estigma na sociedade. Ou seja, perdem duplamente os acessos e possibilidades para uma ascens\u00e3o ou mudan\u00e7a social. No entanto, \u00e9 fato que a arte tem um car\u00e1ter libertador e, atrav\u00e9s dela, pessoas negras t\u00eam a oportunidade de escrever novos roteiros, fazer den\u00fancias e se descobrir???<\/strong>, reflete.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/e\/0\/csm_MatheusDeMorais_09b066f77f.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Matheus posa para foto durante produ\u00e7\u00e3o no Centro Cultural de S\u00e3o Paulo\u00a0<\/strong>(Foto: Rodrigo Ladeira\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Palco e bastidores<\/strong><br \/> ?? nessa busca por valoriza\u00e7\u00e3o que J\u00e9ssica Dantas, 28, acredita. Ela foi produtora executiva da festa Batekoo em Salvador e, este ano, estreou a Dend\u00ea Sounds, evento s\u00f3 com mulheres. Para J\u00e9ssica, seu trabalho com a cultura \u00e9 uma ferramenta de enfrentamento por ser realizado por pessoas LGBT e pensando no p\u00fablico LGBT, no palco e nos bastidores.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Quando comecei a \u00a0trabalhar, j\u00e1 me identificava como l\u00e9sbica, ou sapatona como prefiro dizer. Viver em um meio de arte, de cultura viva e \u00a0voltada para pessoas negras e LGBT facilitou muito o caminho para aceitar a minha sexualidade???, afirma J\u00e9ssica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na mesma linha, o artivista Alan Costa, 32, idealizador do coletivo Afrobapho, diz que a cultura n\u00e3o foi o caminho para descobrir e aceitar sua sexualidade porque quando chegou nessa \u00e1rea, discotecando e produzindo festas em 2012, j\u00e1 sabia muito bem quem era.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">No entanto, ele garante que houve um amadurecimento desde que mergulhou no Afrobapho. Para Alan, que tamb\u00e9m \u00e9 mestrando em G\u00eanero e Sexualidade na Ufba, \u00a0seu trabalho \u00e9 necess\u00e1rio para lutar contra a lgbtfobia, racismo e opress\u00f5es sobre corpos considerados dissidentes pela sociedade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O Afrobapho, inclusive, nasceu para ampliar essa discuss\u00e3o e conversar com p\u00fablicos sem acesso \u00e0 ambientes como universidades e academias. A ideia era usar ferramentas como a rua, a moda, a m\u00fasica e o audiovisual para marcar a posi\u00e7\u00e3o de corpos LGBTI+ e buscar mais respeito \u00e0s escolhas individuais de cada pessoa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Cultura e arte foram importantes para explorar a identidade, sexualidade, interesec\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e sexualidade. Cultura e arte permitiram entender mais o processo e entrar em comunh\u00e3o com outras viv\u00eancias???, resume.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/7\/e\/csm_JessicaDantas_FotoAyalaAoli_b25d35a52a.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>A sorridente J\u00e9ssica Dantas posa para a foto entre uma correria e outra na Dend\u00ea Sounds\u00a0<\/strong>(Foto: Ayala Aoli\/Divulga\u00e7\u00e3o\/Dend\u00ea Sounds)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Cantora de 32 anos, Ina\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 atriz, cantora, professora da rede municipal de ensino em S\u00e3o Francisco do Conde e membra fundadora do Coletivo das Liliths. Ela conta que todas as experi\u00eancias profissionais que vivenciou colaboram para ser a profissional que \u00e9.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A trajet\u00f3ria art\u00edstica foi influenciada por duas mulheres: a m\u00e3e, m\u00e9dica que sonhava em ser cantora, e sua av\u00f3, que define como um canarinho afiado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Acredito que a arte me deu ferramentas para eu me conhecer com maior profundidade. Nunca foi uma quest\u00e3o de me aceitar, mas sim de me conhecer. (&#8230;) A cultura, muito mais que um caminho pra descobrir meu g\u00eanero e minha sexualidade, foi e ainda \u00e9 um caminho pra descobrir quem sou. Ser artista e estar envolvida com artes \u00e9 a forma que eu encontrei de me relacionar comigo mesma e com o mundo&#8221;, contou Ina\u00ea.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"999\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/f\/1\/csm_InaeFotoDivulgacao_6019841a19.jpeg\" width=\"666\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><strong>Ina\u00ea \u00e9 cantora, professora e atriz\u00a0<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Ela diz que trabalhar com arte e cultura sempre ser\u00e1 uma forma de combater a transfobia, n\u00e3o apenas pelo conte\u00fado ou natureza dos projetos, mas ao olhar quem est\u00e1 \u00e0 frente dessas iniciativas. Primeira professora trans de S\u00e3o Francisco do Conde, regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, ela acredita que a lideran\u00e7a de projetos culturais s\u00e3o espa\u00e7os de poder e tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;&#8216;?? comum resumir o meu trabalho a quest\u00f5es que permeiam meu corpo. Tenho plena convic\u00e7\u00e3o que meu corpo \u00e9 marcado e o fato de ser trans faz com que essa palavra, &#8216;trans&#8217;, chega nos espa\u00e7os antes de mim. &#8216;T\u00e1 vindo aquela tal professora trans&#8230; \u00a0\u00e9 Ina\u00ea, n\u00e9?!&#8221; e pouco ou nada se fala da minha pesquisa, metodologia de ensino&#8221;, disse Ina\u00ea, falando sobre os riscos de resumirem seu trabalho \u00e0 sexualidade e identidade g\u00eanero.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ela completa: &#8220;A comunidade trans \u00e9 uma comunidade como qualquer outra, que possui v\u00e1rios interesses. Falamos n\u00e3o s\u00f3 da gente, mas do mundo, como qualquer pessoa. Logo n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de trabalhar com cultura, ao meu ver, mas trabalhar com o que quiser e ter condi\u00e7\u00e3o de trabalhar com o que quiser&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Que samba \u00e9 esse?<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Idealizador do Samba de Quinta, Matheus de Morais trabalha como produtor h\u00e1 sete anos. Come\u00e7ou com moda e publicidade, mas desde que participou da primeira edi\u00e7\u00e3o do Afropunk decidiu que queria tirar do papel uma ideia que oferecesse uma experi\u00eancia diferente de s\u00f3 sair para tomar uma com os amigos e decidiu migrar para o setor de entretenimento para realizar esse desejo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Assim nasceu o Samba de Quinta: um samba que pensa no p\u00fablico LGBTQIA+ e, num ambiente com regras sociais impl\u00edcitas e heteronormativas como o samba, Matheus e sua equipe conseguiu construir algo diferente. T\u00e3o bonito, negro e inclusivo quanto \u00e9 o samba.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;O ambiente do samba em si \u00e9 muito heteronormativo. N\u00e3o quer dizer que \u00e9 um ambiente s\u00f3 de pessoas heterossexuais, \u00e9 para al\u00e9m disso. O ambiente do samba \u00e9 do comportamento das pessoas. H\u00e1 uma divis\u00e3o entre o comportamento entre homens e mulheres: comportamento, vestimenta, o homem de um lado, as mulheres de outro, os casais curtindo muito e o gay no lugar de chaveirinho, bobo da corte, ex\u00f3tico, a pessoa engra\u00e7ada que vai servir de entretenimento n\u00e3o pra ele em si, mas para o outro naquele ambiente. Isso me incomodava&#8221;, disse o produtor, que despertou sua paix\u00e3o pelo samba gra\u00e7as ao av\u00f4 e \u00e0 prima que o levou para todo tipo de samba da cidade.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Matheus conta que o Samba de Quinta tem tudo a ver com o Dia do Orgulho LGBTQIA+ e uma coisa n\u00e3o tem como se dissociar da outra. &#8220;O Samba de Quinta \u00e9 mais do que mais um samba, mais uma festa, uma experi\u00eancia. Por si s\u00f3, ele \u00e9 pol\u00edtico porque \u00e9 formulado por pessoas negras e LGBTI+. Toda a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 assim. Ele \u00e9 pensado para esse p\u00fablico, sabe? Queremos atender a demanda de pessoas negras e LGBT. L\u00e1 tem uma diversidade enorme de corpos, faixa et\u00e1ria por mais que tenha uma maioria jovem, mas a nossa popula\u00e7\u00e3o pode beijar, curtir, sem nenhum receio&#8221;, contou.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo o Levantamento do Grupo Gay da Bahia, j\u00e1 realizado h\u00e1 40 anos, 300 LGBT+ sofreram morte violenta no Brasil em 2021, 8% a mais do que no ano anterior: 276 homic\u00eddios (92%) e 24 suic\u00eddios (8%). \u00a0O Brasil continua sendo o pa\u00eds do mundo onde mais LGBT s\u00e3o assassinados: uma morte a cada 29 horas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A n\u00edvel nacional, em 2019 o Supremo tribunal federal (STF) equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo, reconhecendo que a aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o especifica constituiu uma omiss\u00e3o do Congresso Nacional. A partir dessa decis\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer o registro de uma ocorr\u00eancia que seja n\u00e3o s\u00f3 um crime de discrimina\u00e7\u00e3o, mas um crime de LGBTfobia especificamente.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O uso da cultura para a luta \u00e9 a maneira que pessoas da sociedade civil encontram para mudar as realidades de emprego, renda e buscar dignidade na vida de pessoas que, apesar da legisla\u00e7\u00e3o, continuam vivendo sob a incerteza de serem como bem entendem. ?? preciso, portanto, mudar a cultura &#8211; e pessoas como J\u00e9ssica, Matheus, Alan, Ina\u00ea e seus projetos s\u00e3o passos para essa caminhada.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>*Gloss\u00e1rio LGBTQIA+<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>L\u00e9sbicas ???\u00a0<\/strong>\u00a0Mulheres que sentem atra\u00e7\u00e3o afetiva\/sexual por outras mulheres;\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Gays ???\u00a0<\/strong>\u00a0Homens que sentem atra\u00e7\u00e3o afetiva\/sexual por \u00a0outros homens;\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Bissexuais ???<\/strong>\u00a0Pessoas que sentem atra\u00e7\u00e3o afetivo\/sexual por homens e mulheres;\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Travestis, Transexuais e Transg\u00eaneros ???<\/strong>\u00a0\u00a0N\u00e3o se relaciona com a orienta\u00e7\u00e3o sexual, mas \u00a0 identidade de g\u00eanero. Corresponde \u00e0s pessoas que n\u00e3o se identificam com o g\u00eanero atribu\u00eddo em seu nascimento;\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Queer ???\u00a0<\/strong>Pessoas que n\u00e3o se identificam com os padr\u00f5es cis e heteronormativos;<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Intersexo ???\u00a0<\/strong>\u00a0Pessoas cujas combina\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e desenvolvimento corporal ??? cromossomos, genitais, horm\u00f4nios, etc. ??? n\u00e3o se enquadram na norma bin\u00e1ria (masculino ou feminino);\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Assexuais ???<\/strong>\u00a0Pessoas que n\u00e3o sentem atra\u00e7\u00e3o sexual por outras pessoas;<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Interseccionalidade ???<\/strong>\u00a0\u00a0Estudo da sobreposi\u00e7\u00e3o ou intersec\u00e7\u00e3o de identidades sociais e sistemas relacionados de opress\u00e3o, domina\u00e7\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Cisg\u00eanero ???\u00a0<\/strong>Pessoas que se identificam com o g\u00eanero atribu\u00eddo em seu nascimento;<\/p>\n<p class=\"bodytext\">*Fonte da pesquisa: Educa Mais Brasil<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura \u00e9 uma ferramenta poderosa de luta e reivindica\u00e7\u00e3o por direitos existenciais. ?? assim em v\u00e1rios lugares do mundo e, em Salvador, n\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":175792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-175791","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175791\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}