{"id":175793,"date":"2022-06-29T08:45:58","date_gmt":"2022-06-29T11:45:58","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/bahia-e-o-segundo-estado-com-mais-mortes-violentas-do-brasil\/"},"modified":"2022-06-29T08:45:58","modified_gmt":"2022-06-29T11:45:58","slug":"bahia-e-o-segundo-estado-com-mais-mortes-violentas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/29\/bahia-e-o-segundo-estado-com-mais-mortes-violentas-do-brasil\/","title":{"rendered":"Bahia \u00e9 o segundo estado com mais mortes violentas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">A percep\u00e7\u00e3o de que a viol\u00eancia tem cada vez mais tomado conta do cotidiano dos baianos n\u00e3o \u00e9 novidade para a maioria da popula\u00e7\u00e3o do estado. Dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica divulgados na ter\u00e7a-feira (28), apontam que das 30 cidades com mais mortes violentas no pa\u00eds, cinco est\u00e3o na Bahia. Todos os munic\u00edpios est\u00e3o localizados na regi\u00e3o sul do estado e representam 16,7% das localidades com mais mortes violentas do Brasil entre os anos de 2019 e 2021. O\u00a0 estado tem a maior taxa de mortes violentas do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para rankear as cidades, o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica analisou a taxa de mortes violentas a cada 100 mil habitantes. As cidades da Bahia e suas respectivas taxas s\u00e3o: Aurelino Leal (144,2), Jussari (120,9), Itaju do Col\u00f4nia (111), Wenceslau Guimar\u00e3es (103,3) e Santa Cruz Cabr\u00e1lia (102,6).\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A categoria de mortes violentas diz respeito \u00e0 soma de v\u00edtimas de homic\u00eddio doloso, latroc\u00ednio, les\u00e3o corporal seguida de morte e mortes decorrentes de interven\u00e7\u00f5es policiais em servi\u00e7o ou fora.\u00a0A Bahia como um todo registrou 44,9 mortes a cada 100 mil habitantes em 2021 &#8211; o que representa um aumento de 0,1 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. ?? a maior taxa para o estado desde de 2017, quando foram 45,5 v\u00edtimas a cada 100 mil pessoas. A capital baiana, segundo o levantamento, \u00e9 a segunda que mais registrou mortes violentas em 2021, com taxa de 55,6.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica e professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Rafael Alcadipani, a presen\u00e7a do crime organizado no estado somada \u00e0 inefici\u00eancia do trabalho das pol\u00edcias s\u00e3o respons\u00e1veis pelos altos \u00edndices de viol\u00eancia. ???Est\u00e1 havendo uma migra\u00e7\u00e3o de fac\u00e7\u00f5es criminosas para a Bahia e existe uma forte disputa por esse territ\u00f3rio pelo crime organizado. Al\u00e9m disso, muitas cidades do interior n\u00e3o possuem boas estruturas de seguran\u00e7a p\u00fablica???, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A presen\u00e7a do tr\u00e1fico de drogas \u00e9 reconhecida em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, mas o que faz diferen\u00e7a nos \u00edndices de viol\u00eancia \u00e9 a forma com que o estado resolve lidar com esse problema. No caso da Bahia, a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 baseada no confronto, como explica Daniel Cerqueira, conselheiro do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Pol\u00edticas de seguran\u00e7as efetivas baseadas em ci\u00eancia foram implantadas em outros estados, o que fez com que v\u00e1rios deles viessem reduzindo homic\u00eddios h\u00e1 algum tempo. Lamentavelmente, a Bahia ficou para tr\u00e1s. Os \u00faltimos governos apostaram na pol\u00edtica do enfrentamento e da ret\u00f3rica b\u00e9lica, que \u00e9 equivocada e s\u00f3 gera mais viol\u00eancia???, defende o pesquisador. Ainda segundo Daniel Cerqueira, estados como S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba s\u00e3o bons exemplos de gest\u00e3o de seguran\u00e7a a serem seguidos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O tr\u00e1fico de drogas tamb\u00e9m \u00e9 apontado pelos moradores da regi\u00e3o como respons\u00e1vel pelo aumento na taxa de criminalidade. ???Na nossa regi\u00e3o existe briga de fac\u00e7\u00f5es. Itabuna \u00e9 uma esp\u00e9cie de cartel. Essas fac\u00e7\u00f5es tentam se manter nas cidades pequenas porque \u00e9 mais f\u00e1cil [devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o policial em grandes cidades]. Acabam se aliando a uma outra fac\u00e7\u00e3o, geralmente, um fica de um lado da cidade e o outro da regi\u00e3o oposta???, afirma um morador que solicitou depoimento an\u00f4nimo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ele conta que os embates acontecem quando fac\u00e7\u00f5es de grandes cidades invadem espa\u00e7os de grupos menores. ?? comum, portanto, a uni\u00e3o entre bandos de diferentes cidades de uma mesma regi\u00e3o para enfrentar traficantes de munic\u00edpios vizinhos com maior popula\u00e7\u00e3o, resultando em prolifera\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico por toda regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O pesquisador Daniel Cerqueira explica que duas problem\u00e1ticas rondam a quest\u00e3o do tr\u00e1fico na Bahia e no Brasil: \u00a0???Existe a guerra pelo varejo e todas as cidades m\u00e9dias e grandes do pa\u00eds enfrentam esse problema. Al\u00e9m disso, tem a quest\u00e3o da mudan\u00e7a geopol\u00edtica do tr\u00e1fico internacional. As duas principais fac\u00e7\u00f5es do Brasil, Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, foram gradativamente expandido suas fronteiras no pa\u00eds todo e internacionalmente???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Inefici\u00eancia<\/strong><br \/> Prova da dificuldade das pol\u00edcias em solucionar a quest\u00e3o da viol\u00eancia urbana e rural \u00e9 que todos moradores dos munic\u00edpios envolvidos e ouvidos pela reportagem se queixaram da inefici\u00eancia da pol\u00edcia na seguran\u00e7a regional. Um residente de Jussari que pediu para n\u00e3o ser identificado denuncia a aus\u00eancia de interesse municipal e estadual para direcionar policiais a \u00e1reas com conflitos letais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???A gente n\u00e3o v\u00ea o gestor fazer um plano de trabalho voltado para a seguran\u00e7a. [A viol\u00eancia] s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque tem atua\u00e7\u00e3o de policiais que nem trabalham na cidade, mas d\u00e3o suporte para o pessoal. No munic\u00edpio tem dois policiais de plant\u00e3o numa viatura. Isso \u00e9 um absurdo&#8221;, reclama.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a p\u00fablica, s\u00e3o as medidas individuais que t\u00eam tomado conta do dia-a-dia desses baianos. Morador h\u00e1 20 anos em Aurelino Leal, o auxiliar de escrit\u00f3rio Iago Alves diz que evita os locais com constante conflito e sair ap\u00f3s as 21h. Ele tamb\u00e9m deixou de comprar artigos, como celular, motocicleta, com medo de ser roubado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo cidad\u00e3os de Jussari, a prefeitura chegou a instaurar toque de recolher durante epis\u00f3dios de mortes violentas h\u00e1 cerca de dois anos, no entanto, a ordem j\u00e1 foi revogada. A empreendedora de 26 anos, Luzilane Oliveira lembra que ???andava com medo na rua, todo mundo ficou com medo, [os moradores] queriam ficar em casa, com medo de acontecer alguma coisa. Dava para escutar os tiros durante a madrugada???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Fora do radar<\/strong><br \/> Das cinco cidades que aparecem na lista do Anu\u00e1rio, tr\u00eas est\u00e3o localizadas em zonas rurais: Jussari, Itaju do Col\u00f4nia e Wenceslau Guimar\u00e3es. Por serem zonas de acesso mais dif\u00edcil, os combates acontecem de modo distinto. Iago Alves, residente de Aurelino Leal cita os fac\u00f5es como objeto comum durante crimes na regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outra caracter\u00edstica \u00e9 a fuga por matagais, conhecendo a regi\u00e3o, criminosos conseguem se esconder na mata durante dias para despistar a pol\u00edcia, afirmam moradores. Em setembro do ano passado, duas pessoas morreram e tr\u00eas ficaram feridas em um assalto a uma fazenda em Santa Cruz Cabr\u00e1lia. Um trio armado invadiu a propriedade e rendeu as sete pessoas que estavam no local. Na ocasi\u00e3o, Ant\u00f4nio Eler Gomes, de 62 anos, foi morto com v\u00e1rios tiros pelos ladr\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em mar\u00e7o deste ano, uma mulher identificada como Rayssa Santana matou o filho de 1 ano e 4 meses asfixiado no distrito de Coc\u00e3o, na zona rural de Wenceslau Guimar\u00e3es. Ap\u00f3s o crime, ela se matou. Antes de matar o beb\u00ea, a mulher ainda gravou um v\u00eddeo de despedida com a crian\u00e7a no colo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Enquanto n\u00famero de homic\u00eddios diminui no Brasil, Bahia registra aumento<\/strong><br \/> O registro de ocorr\u00eancias de homic\u00eddios dolosos, quando h\u00e1 morte intencional, teve aumento de 2% entre 2020 e 2021 na Bahia, de acordo com o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Enquanto que no primeiro ano foram 5.087 ocorr\u00eancias e 5.360 v\u00edtimas, no ano passado os n\u00fameros saltaram para 5.206 homic\u00eddios com 5.532 mortes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O cen\u00e1rio do estado vai na contram\u00e3o do que acontece nacionalmente. No mesmo per\u00edodo analisado, houve redu\u00e7\u00e3o de 6,8% no n\u00famero de ocorr\u00eancias de homic\u00eddios no pa\u00eds e diminui\u00e7\u00e3o de 6,6% no total de v\u00edtimas. Pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes em outros estados justificam a diminui\u00e7\u00e3o do \u00edndice no contexto nacional, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m da Bahia, outros seis estados tamb\u00e9m registraram incremento no n\u00famero de ocorr\u00eancias, s\u00e3o eles: Amazonas (48,3%), Amap\u00e1 (28%), Roraima (12,8%), Piau\u00ed (11,4%), Rond\u00f4nia (7,8%) e Mato Grosso do Sul (0,8%). O estado que mais reduziu o n\u00famero de homic\u00eddios foi o Acre (-39,6%).\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Bahia ocupa o quinto lugar em mortes por policiais<\/strong><br \/> Na lista que possui todos os estados e o Distrito Federal, a Bahia figura em quinto lugar no ranking de letalidade em decorr\u00eancia de a\u00e7\u00f5es policiais em 2021. A taxa de pessoas mortas \u00e9 de 6,7 a cada 100 mil habitantes, mais do que o dobro da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 2,9. Em n\u00fameros absolutos, o estado s\u00f3 perde para o Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Somente no ano passado, 1.010 pessoas morreram na Bahia por conta de a\u00e7\u00f5es das pol\u00edcias Civil e Militar. Apesar do n\u00famero ser alto, representa uma redu\u00e7\u00e3o de 11,2% em compara\u00e7\u00e3o com o total de v\u00edtimas em 2020. Naquele ano, opera\u00e7\u00f5es das for\u00e7as militares mataram 1.138 pessoas no estado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para Luciene Santana, pesquisadora da Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a e da Iniciativa Negra na Bahia, a letalidade policial \u00e9 um reflexo da inefici\u00eancia da pol\u00edtica de seguran\u00e7a que preza pelo confronto. ???A pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica da Bahia se espelha na do Rio de Janeiro, que \u00e9 o pior exemplo do pa\u00eds. Essa forma de fazer seguran\u00e7a reproduz um modelo de guerra que resulta em ainda mais mortes de civis e agentes p\u00fablicos???, explica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Desde que o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica come\u00e7ou a analisar o retrato da viol\u00eancia no pa\u00eds, em 2007, o perfil das v\u00edtimas de interven\u00e7\u00f5es policiais tem se repetido ano ap\u00f3s ano. A viol\u00eancia policial atinge, na Bahia e no Brasil, homens, jovens e negros de maneira desproporcional. No \u00faltimo ano no pa\u00eds, 99,2% dos mortos eram do sexo masculino e 52,4% tinham no m\u00e1ximo 24 anos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor da pele, enquanto a mortalidade entre v\u00edtimas brancas diminuiu 30,9% em 2022, a taxa de v\u00edtimas negras cresceu em 5,8%. ???Quando olhamos quadros como ocupa\u00e7\u00e3o de empregos e lugares de prest\u00edgio, geralmente as brancas ocupam esses lugares na Bahia. J\u00e1 quando olhamos as estat\u00edsticas de viol\u00eancia e encarceramento, s\u00e3o as pessoas e os territ\u00f3rios negros afetados, isso porqu\u00ea o racismo afeta de maneira estrurural a sociedade???, diz Luciene Santana.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Um levantamento realizado pelo CORREIO em maio apontou que pelo menos sete epis\u00f3dios de viol\u00eancia policial est\u00e3o sem conclus\u00e3o na Bahia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>N\u00famero de latroc\u00ednios cresce 26% na Bahia\u00a0<\/strong><br \/> Ainda segundo o levantamento, casos de roubo seguido de morte, conhecidos popularmente como latroc\u00ednio, tiveram aumento de 26% no estado em 2021, ao comparar com 2020. Foram 137 mortes em n\u00fameros absolutos, 29 casos a mais que no ano anterior.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Daniel Keller, professor e advogado criminalista, explica que a alta est\u00e1 associada ao aumento da desigualdade econ\u00f4mica, tendo em vista que \u00e9 um crime essencialmente motivado por quest\u00f5es patrimoniais. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 reflexo do aumento do desemprego decorrente da pandemia e da atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social do pa\u00eds e do estado, afirma.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para ele, relacionar o crime com o tr\u00e1fico de drogas faz parte de uma ???vis\u00e3o limitada???. ???A fonte de renda do traficante \u00e9 a venda de drogas. Mas o aumento da pobreza e da desigualdade faz crescer tanto o n\u00famero de crimes contra o patrim\u00f4nio, quanto o tr\u00e1fico de drogas???, justifica Daniel Keller.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">?? vista da diminui\u00e7\u00e3o de casos, especialistas na \u00e1rea criminal apontam para a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas em rela\u00e7\u00e3o a direitos de inclus\u00e3o social. O objetivo \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade social no pa\u00eds, gerador do alto \u00edndice de criminalidade. Para isso, a gera\u00e7\u00e3o de emprego \u00e9 citada como meio poss\u00edvel ao Estado, com a finalidade de consolidar a possibilidade de renda para mais cidad\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Amaz\u00f4nia tem 13 das 30 cidades com mais mortes violentas<\/strong><br \/> Enquanto a Bahia acumula 5 cidades, a regi\u00e3o amaz\u00f4nica soma 13 munic\u00edpios dos 30 com alta taxa de mortes violentas intencionais. O n\u00famero \u00e9 resultado da quantidade de estados em que o bioma est\u00e1 presente. A exemplo de Jacareacanga, no Par\u00e1, cuja taxa \u00e9 de 199,2 mortes por 100 mil habitantes, sendo o segundo munic\u00edpio mais violento do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As cidades que completam a lista s\u00e3o: no Par\u00e1, Floresta do Araguaia (133,0), Cumaru do Norte (113,2), Senador Jos\u00e9 Porf\u00edrio (109,8), Anapu (107,1), Novo Progresso (106,1) e Bannach (101,8). Em Rond\u00f4nia, Santa Luzia D???Oeste (139,0), S\u00e3o Felipe D???Oeste (138,3). No Maranh\u00e3o, Junco do Maranh\u00e3o (107,2). Em Mato Grosso, Aripuan\u00e3 (120,2), Gl\u00f3ria D???Oeste (110,8) e \u00a0no Amazonas, Japur\u00e1 (114,0).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As localidades ainda se encontram em proximidade com terras ind\u00edgenas e, assim, espelham a realidade de viol\u00eancia, por meio do desmatamento e garimpo ilegal, apontada por ambientalistas e representantes de comunidades aut\u00f3ctones.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O esquema ainda aponta para as mortes do jornalista Dom Phillips e indigenista Bruno Pereira, nos quais os suspeitos do assassinato fazem parte de uma quadrilha de pescadores ilegais em regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><strong>O que diz a SSP<\/strong><br \/> Em nota, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado da Bahia (SSP) contestou os dados divulgados pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica e informou que a m\u00e9dia de mortes dos \u00faltimos tr\u00eas anos n\u00e3o ultrapassou dois casos mensais. Segundo a SSP, entre o tri\u00eanio 2019 e 2021, foram registradas 80 mortes em Santa Cruz Cabr\u00e1lia, 64 em Wenceslau Guimar\u00e3es, 33 em Aurelino Leal, 19 em Jussari e 18 em Itaju do Col\u00f4nia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A pasta justificou que ???considera que o ranking divulgado apresenta uma realidade distorcida, j\u00e1 que as cidades analisadas possuem, no m\u00e1ximo, 27 mil habitantes (Santa Cruz Cabr\u00e1lia), o que, obviamente, impacta no c\u00e1lculo da taxa por 100 mil habitantes???. A SSP refor\u00e7ou que o estado apresentou redu\u00e7\u00e3o de mortes violentas em 11,4% entre janeiro e maio deste ano.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">J\u00e1 sobre os dados referentes \u00e0 letalidade em a\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia, a SPP diz que ???as Pol\u00edcias Civil e Militar s\u00e3o pautadas para atuar dentro da legalidade e do uso proporcional da for\u00e7a. Casos que fujam dessas premissas devem ser denunciados para que as medidas legais sejam adotadas???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A pasta lembra ainda que est\u00e1 em processo de an\u00e1lise para a aquisi\u00e7\u00e3o das bodycams, c\u00e2meras corporais que ser\u00e3o acopladas aos fardamentos com objetivo de oferecer cada vez mais transpar\u00eancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es policiais.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A reportagem entrou em contato com a\u00a0Pol\u00edcia Civil e o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica solicitando posicionamento acerca das taxas de viol\u00eancias no interior baiano, mas n\u00e3o recebeu retorno. Assim como requeriu\u00a0\u00e0s prefeituras de Aurelino Leal, Jussari, Itaju do Col\u00f4nia, Wenceslau Guimar\u00e3es e Santa Cruz Cabr\u00e1lia as medidas de seguran\u00e7a nas regi\u00f5es, no entanto, n\u00e3o foi atendida.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>*Com a orienta\u00e7\u00e3o da subchefe de reportagem Monique L\u00f4bo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A percep\u00e7\u00e3o de que a viol\u00eancia tem cada vez mais tomado conta do cotidiano dos baianos n\u00e3o \u00e9 novidade para a maioria da popula\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":175794,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-175793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=175793"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/175793\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=175793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=175793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=175793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}