{"id":176054,"date":"2022-06-29T16:08:09","date_gmt":"2022-06-29T19:08:09","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/06\/fiocruz-de-salvador-desenvolve-indice-para-medir-desigualdade-social-na-pandemia\/"},"modified":"2022-06-29T16:08:09","modified_gmt":"2022-06-29T19:08:09","slug":"fiocruz-de-salvador-desenvolve-indice-para-medir-desigualdade-social-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/06\/29\/fiocruz-de-salvador-desenvolve-indice-para-medir-desigualdade-social-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Fiocruz de Salvador desenvolve \u00edndice para medir desigualdade social na pandemia"},"content":{"rendered":"<p> O Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu \u00edndice que possibilita a avalia\u00e7\u00e3o dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19.\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\nOs munic\u00edpios que melhoraram a situa\u00e7\u00e3o se encontram nas regi\u00f5es Sudeste e Sul, indica a institui\u00e7\u00e3o. Na contram\u00e3o, mais de 90% dos munic\u00edpios do Norte e Nordeste continuam registrando os piores cen\u00e1rios de desigualdade.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nO \u00edndice ser\u00e1 lan\u00e7ado oficialmente nesta quarta-feira (30) \u00e0s 15h, em evento online, e poder\u00e1 ser acompanhado por qualquer interessado, mediante inscri\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nSegundo a Fiocruz, todos os dados ficar\u00e3o dispon\u00edveis na internet e poder\u00e3o ser visualizados em um painel din\u00e2mico. A ferramenta permitir\u00e1 a explora\u00e7\u00e3o de forma a comparar regi\u00f5es, estados, macrorregi\u00f5es de sa\u00fade, capitais e munic\u00edpios.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nO \u00cdndice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), com foi batizado, foi obtido a partir do cruzamento de informa\u00e7\u00f5es de diferentes fontes, tais como o Censo Demogr\u00e1fico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa\u00fade (CNES), o \u00cdndice Brasileiro de Priva\u00e7\u00e3o (IBP) e levantamentos do Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estat\u00edstica (IBGE). Foram levados em conta dados variados, entre eles a distribui\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, as caracter\u00edsticas das macrorregi\u00f5es de sa\u00fade e a disponibilidade de respiradores e de leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI), al\u00e9m de indicadores sociais como percentual de popula\u00e7\u00e3o de baixa renda, taxa de analfabetismo e quantidade de pessoas vivendo em domic\u00edlios inadequados.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n&#8220;Esperamos contribuir para monitorar a pandemia, aprofundando o conhecimento sobre o impacto das desigualdades sociais em sa\u00fade na covid-19 e em outras emerg\u00eancias de sa\u00fade p\u00fablica&#8221;, diz a epidemiologista Maria Yuri, vice-coordenadora do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade da Fiocruz.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nO \u00edndice foi calculado para quatro momentos: primeiro para fevereiro de 2020, antes do in\u00edcio da pandemia no Brasil, e depois para julho de 2020, mar\u00e7o de 2021 e janeiro de 2022. Dessa forma, foi poss\u00edvel comparar as diferen\u00e7as ao longo do tempo, levando em conta a classifica\u00e7\u00e3o em quintis, indo de 1 a 5: quanto maior, pior \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o da desigualdade.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nO quadro mais preocupante foi observado na Regi\u00e3o Norte, onde 98% dos munic\u00edpios j\u00e1 se encontravam nos quintis 4 e 5 antes da pandemia. De fevereiro de 2020 e janeiro de 2022, 92% deles mantiveram o \u00edndice. Apenas 69 munic\u00edpios registraram alguma melhora em algum dos momentos analisados, quando comparado com o momento anterior.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n&#8220;N\u00e3o foi suficiente para reduzir os efeitos da pandemia na popula\u00e7\u00e3o. Os munic\u00edpios da Regi\u00e3o Norte encontram-se nos agrupamenos de maior intensidade da incid\u00eancia e de mortalidade&#8221;, observa Maria Yuri. De acordo com a epidemiologista, a desigualdade pode ser determinante para a sa\u00fade ao refor\u00e7ar diferen\u00e7as no acesso e na qualidade dos recursos dispon\u00edveis.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nA an\u00e1lise dos \u00edndices dos quatro momentos diferentes tamb\u00e9m revela que quanto maior a desigualdade, maior a taxa de mortalidade acumulada. &#8220;Geralmente s\u00e3o maiores nos munic\u00edpios com os piores indicadores de renda, de escolaridade, de condi\u00e7\u00e3o de moradia e de maior propor\u00e7\u00e3o de idosos em condi\u00e7\u00e3o de pobreza&#8221;, diz Maria Yuri.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nDe acordo com ela, tem sido muito repetido o discurso de que a pandemia agravou desigualdades pr\u00e9-existentes, uma vez que afetou a economia. Foi a falta de um \u00edndice que pudesse diagnosticar de forma mais precisa essa realidade que motivou os pesquisadores da Fiocruz. A especialista diz que a metodologia pode ser aplicada a outros pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda. Institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do Paquist\u00e3o j\u00e1 manifestaram interesse em realizar um estudo. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu \u00edndice que possibilita a avalia\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":176055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[174],"tags":[],"class_list":["post-176054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176054\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=176054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=176054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}