{"id":177161,"date":"2022-07-01T06:44:25","date_gmt":"2022-07-01T09:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/estudantes-de-escolas-publicas-conhecem-cultura-quilombola-e-indigena-de-perto\/"},"modified":"2022-07-01T06:44:25","modified_gmt":"2022-07-01T09:44:25","slug":"estudantes-de-escolas-publicas-conhecem-cultura-quilombola-e-indigena-de-perto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/01\/estudantes-de-escolas-publicas-conhecem-cultura-quilombola-e-indigena-de-perto\/","title":{"rendered":"Estudantes de escolas p\u00fablicas conhecem cultura quilombola e ind\u00edgena de perto"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">A hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 recontada atrav\u00e9s do ponto de vista dos povos ind\u00edgenas e africanos na 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do projeto Era Uma Vez??? Brasil, que leva adolescentes de escolas da rede municipal de Salvador e Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o para viv\u00eancias em quilombo e aldeia ind\u00edgena. A iniciativa \u00e9 dividida em quatro fases e cerca de 100 alunos est\u00e3o na segunda, chamada Campus, que \u00e9 uma imers\u00e3o, onde os participantes ficam acampados em uma escola por sete dias e conhecem a cultura dos povos origin\u00e1rios.\u00a0Desde a primeira edi\u00e7\u00e3o do projeto, em 2016, mais de 5 mil estudantes baianos j\u00e1 participaram da primeira etapa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Em cinco anos consecutivos de projeto, foram beneficiados quase 11 mil adolescentes de 414 escolas p\u00fablicas localizadas em 27 munic\u00edpios nos estados da Bahia, Pernambuco, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o coordenador pedag\u00f3gico do Era Uma Vez??? Brasil, Guilherme Parreira, o grande objetivo da iniciativa \u00e9 ressignificar a hist\u00f3ria e a cultura do Brasil, trabalhando com a hist\u00f3ria dos povos origin\u00e1rios que j\u00e1 estavam no Brasil antes da chegada dos portugueses e tamb\u00e9m dos povos africanos que foram escravizados.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???S\u00e3o quatro etapas, a primeira \u00e9 chamada de ???Fatos Hist\u00f3ricos???, em que 30 professores de hist\u00f3ria de 27 escolas de Salvador e Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o, que d\u00e3o aula para alunos do 8\u00b0 ano, que s\u00e3o o nosso p\u00fablico-alvo, s\u00e3o chamados para encontros mais te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos, uma forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o, incluindo viv\u00eancias culturais de tem\u00e1tica ind\u00edgena e afro-brasileira, para enriquecer ainda mais as aulas de hist\u00f3ria. A partir da\u00ed, esses docentes propuseram atividades em sala de aula para os mais de 300 alunos inscritos, que\u00a0produziram hist\u00f3rias em quadrinhos (HQs) ???, detalha Parreira.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ap\u00f3s passarem pela primeira etapa, os alunos seguem para o Campus, onde ficam acampados em um col\u00e9gio de Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o por uma semana. L\u00e1 eles interagem com outros estudantes, professores e tamb\u00e9m t\u00eam a oportunidade de conhecer quilombos e comunidades ind\u00edgenas para trocarem conhecimento e cultura.\u00a0Rejane Rodrigues, do Quilombo Quingoma, localizado em Lauro de Freitas,\u00a0que foi visitado pelos estudantes do projeto, contou d\u00e1 continuidade a luta dos seus ancestrais e por isso \u00e9 t\u00e3o importante a troca de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\">???N\u00f3s contamos a hist\u00f3ria real do Brasil, tirando a hist\u00f3ria fantasiosa que contam nos livros de ???descoberta???. ?? fant\u00e1stico fazer essa troca de informa\u00e7\u00e3o, porque o objetivo das comunidades tradicionais est\u00e1 na oralidade, na transmiss\u00e3o do saber atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o, em manter viva a nossa cultura???, comentou.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">O estudante Jo\u00e3o Vitor Souza, de 13 anos, que mora em Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o, afirmou que o desejo de saber mais sobre a cultura do Brasil o levou ao quilombo e a comunidade ind\u00edgena. ???Quero saber sobre os povos que foram e ainda s\u00e3o historicamente exclu\u00eddos, quero abrir minha mente para aprofundar mais nessa tem\u00e1tica. Eu aprendi sobre as hist\u00f3ria dos afro brasileiros, fui para quilombos e comunidades ind\u00edgenas, foi importante conversar com eles, ter outra perspectiva sobre como \u00e9 a viv\u00eancia deles, as hist\u00f3rias e as culturas, que s\u00e3o muito ricas???, destacou o aluno.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"mata de s\u00e3o jo\u00e3o\" height=\"666\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/b\/6\/csm_ilombo_3_6bde6934a8.jpg\" title=\"quilombo \" width=\"999\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>A viv\u00eancia promove a intera\u00e7\u00e3o e a troca de afetividades entre os jovens e as comunidades<\/strong> (Foto: Arisson Marinho)\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p dir=\"ltr\" class=\"bodytext\">Em uma das atividades\u00a0no quilombo, sobre resgate da afetividade, foi quando P\u00e9rola Santos, 16, de Salvador, se sentiu mais acolhida e, segundo ela, o sentimento \u00e9\u00a0inexplic\u00e1vel. Era um corredor\u00a0onde as pessoas ficavam enfileiradas,\u00a0cada estudante passava de olhos fechados e, a cada trope\u00e7o, algu\u00e9m o abra\u00e7ava e o guiava. &#8220;Foi uma\u00a0sensa\u00e7\u00e3o muito boa para mim, n\u00e3o consigo nem dizer como me senti, foi muito lindo.\u00a0Estou aprendendo muitas coisas que eu nunca pensei que pudesse ter a chance de conhecer e vivenciar. Mesmo que eu n\u00e3o passe por todas as fases, j\u00e1 est\u00e1 sendo incr\u00edvel e muito divertido&#8221;, disse a participante.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\" class=\"bodytext\"><\/p>\n<blockquote>\n<p dir=\"ltr\" class=\"bodytext\">&#8220;Toda a experi\u00eancia tem sido incr\u00edvel, principalmente porque eu sempre gostei muito de hist\u00f3ria. O que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o nas comunidades foi a dan\u00e7a, as m\u00fasicas, a comida e a religi\u00e3o. Eu fiquei realmente encantado e muito feliz em poder conversar e conhecer um pouco mais da cultura deles&#8221;, destacou o\u00a0Pedro de Jesus, 13.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p dir=\"ltr\" class=\"bodytext\">Na pen\u00faltima fase, os adolescentes selecionados, um total de 100 espelhamos por todo o Brasil, seguem para Lisboa, em Portugal.\u00a0???Todos os alunos selecionados se encontram para levar essa discuss\u00e3o hist\u00f3rica sobre o nosso pa\u00eds. L\u00e1 a gente busca entender: quando eles falam da coloniza\u00e7\u00e3o e do Brasil, quais termos eles utilizam? Como eles ensinam essa tem\u00e1tica hoje? Ent\u00e3o temos esse interc\u00e2mbio educativo e cultural. Tamb\u00e9m visitamos tudo que tem a ver com o Brasil l\u00e1, castelos, pal\u00e1cios, locais onde a fam\u00edlia real morou&#8221;, explica o coordenador pedag\u00f3gico. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Nosso foco \u00e9 valorizar a perspectiva dos povos ind\u00edgenas e africanos na forma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria hist\u00f3rica e cultural do Brasil, exaltando a ancestralidade, diversidade, pluralidade, multiplicidade e trabalhando conceitos important\u00edssimos como antirracismo, afrocentricidade, indigenismo e ecossocialismo em todas as etapas do projeto???, destaca Marici Vila, diretora executiva da Origem Produ\u00e7\u00f5es, empresa idealizadora do Era Uma Vez???Brasil.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 recontada atrav\u00e9s do ponto de vista dos povos ind\u00edgenas e africanos na 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do projeto Era Uma Vez???\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":177162,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-177161","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=177161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177161\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=177161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=177161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=177161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}