{"id":177978,"date":"2022-07-02T15:44:46","date_gmt":"2022-07-02T18:44:46","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/a-alegria-da-fanfarra-conheca-historias-de-balizas-e-balizadores-do-desfile-do-2-de-julho\/"},"modified":"2022-07-02T15:44:46","modified_gmt":"2022-07-02T18:44:46","slug":"a-alegria-da-fanfarra-conheca-historias-de-balizas-e-balizadores-do-desfile-do-2-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/02\/a-alegria-da-fanfarra-conheca-historias-de-balizas-e-balizadores-do-desfile-do-2-de-julho\/","title":{"rendered":"A alegria da fanfarra: Conhe\u00e7a hist\u00f3rias de balizas e balizadores do Desfile do 2 de Julho"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Roupas com pedrarias, sorriso largo, beleza, garbo e desenvoltura: as balizas s\u00e3o personagens fundamentais nos desfiles c\u00edvicos e fazem a festa do p\u00fablico no 2 de Julho. Ap\u00f3s enfrentar dois anos de pandemia, os eventos que celebram a Independ\u00eancia da Bahia por todo o estado contar\u00e3o com 22 fanfarras e bandas escolares da rede estadual de ensino, com a participa\u00e7\u00e3o de 1.200 estudantes. Todas as fanfarras possuem balizas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">N\u00e3o h\u00e1 estudos espec\u00edficos sobre as balizas nas festas c\u00edvicas baianas e nem marco hist\u00f3rico definido, mas \u00e9 certo que essas figuras representam a nossa cultura. A elas, cabe se apresentar corporalmente de acordo com as m\u00fasicas tocadas pela banda ou fanfarra. Na sua movimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o elementos de dan\u00e7a, movimentos acrob\u00e1ticos e gin\u00e1sticos, utilizando ou n\u00e3o instrumentos como fita, bambol\u00ea e bast\u00e3o, entre outros.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Segundo o antrop\u00f3logo e muse\u00f3logo Vin\u00edcius Zacarias, existem espet\u00e1culos parecidos ao redor do mundo: ???Por exemplo, em Nova Orleans, no estado da Louisiana, e em Jackson, no Mississipi, nos Estados Unidos, existe a tradi\u00e7\u00e3o das fanfarras ou bandas marciais de competi\u00e7\u00e3o integradas \u00e0s faculdades historicamente negras???, explica. As balizas do Tio Sam se valem do estilo de dan\u00e7a J-setting, popularizado por Beyonc\u00e9 no show hist\u00f3rico do Festival Coachella de 2018.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com pitadas de animadora de plateia, ginasta ol\u00edmpica, bailarina e musa pop, s\u00e3o as \u00fanicas integrantes da fanfarra (al\u00e9m do regente) que podem circular livremente por todas as alas. O poder! Por isso, h\u00e1 quem, desde muito cedo, se encante com o maravilhoso mundo do balizamento. ?? o caso da pequena K\u00e9ssia Fernanda Silva Santos, 8 anos, baliza desde os 6.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"668\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/f\/2\/csm_Laila_Monique_Foto_Paula_Froes_menor_02f9cb4c7d.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>Laila\u00a0\u00e9 veterana em desfiles, mas sempre sente um friozinho na barriga<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Ser baliza \u00e9 uma coisa massa, eu adoro. A gente dan\u00e7a, cria passos, faz projetos juntas e umas ajudam as outras quando se perde na coreografia???, <\/strong>diz a aluna da Escola Municipal Vila Vicentina, na Liberdade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Vestida com roupa do corpo musical da fanfarra da Escola Municipal Piraj\u00e1 da Silva (Liberdade), Rebeca Vit\u00f3ria Vieira Lima Nascimento faz quest\u00e3o de contar que tamb\u00e9m \u00e9 baliza. E das mais experientes: j\u00e1 s\u00e3o seis anos no of\u00edcio. ???Eu via na televis\u00e3o e dizia para minha m\u00e3e que queria muito balizar. No momento do desfile, estou ali para mostrar meus talentos, porque tamb\u00e9m canto e dan\u00e7o???, ressalta, com brilho nos olhos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Esse brilho chamou a aten\u00e7\u00e3o da irm\u00e3, Mikaele Vieira Lima Nascimento, 9, tamb\u00e9m seduzida pelo balizamento. ???Quero ser baliza at\u00e9 ficar velha???, avisa Mikaele, n\u00e3o menos empolgada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Outras duas irm\u00e3s tamb\u00e9m s\u00e3o unidas por essa arte. Clara Vit\u00f3ria S\u00e1 Barros dos Santos, 11, e Ra\u00edssa S\u00e1 Barros dos Santos, 9, v\u00e3o enfrentar juntas a primeira vez um desfile c\u00edvico. ???Nunca me apresentei no 2 de Julho, estou muito nervosa, mas vou dar o meu melhor???, avisa Clara. ???Acho que vai dar tudo certo&#8221;, estimula Ra\u00edssa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com 17 anos e h\u00e1 cinco inserida no contexto das balizas, Laila Monique Neri Ara\u00fajo, do Col\u00e9gio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, de S\u00e3o Caetano, pode ser considerada uma veterana. J\u00e1 participou de desfiles do 2 de Julho e do 7 de Setembro, mas isso n\u00e3o significa que finja costume:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Dias antes das apresenta\u00e7\u00f5es, fico nervosa, ansiosa. Hoje, nem consegui dormir&#8221;, <\/strong>entrega Laila, que \u00e9 baliza solo de sua escola. A jovem, que fazia bal\u00e9 e adora dan\u00e7ar ao som da cantora australiana Sia, costuma treinar sozinha, em casa. Ali\u00e1s, como a maioria das balizas e balizadores.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Uma das grandes incentivadoras das meninas \u00e9 Z\u00e9lia Regina Rocha, que j\u00e1 passou por diversas escolas e agora \u00e9 instrutora da Fanfarra do Centro Estadual de Educa\u00e7\u00e3o Profissional em Gest\u00e3o, Neg\u00f3cios e Turismo (CEEP) Luiz Navarro de Brito, na Lapinha. Ela atua na \u00e1rea desde 1985 e \u00e9 respons\u00e1vel por revelar talentos. Para ser baliza, Z\u00e9lia Regina afirma que, antes de tudo, \u00e9 necess\u00e1rio que as meninas queiram:\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/7\/d\/csm_Diana_Souza_Foto_Paula_Froes_menor_06e5bb4ae8.jpg\" width=\"668\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>Diana Souza lutou contra proibi\u00e7\u00f5es e preconceitos<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">???Elas precisam ter, a princ\u00edpio, vontade de estar ali e, aos poucos, v\u00e3o se desenvolvendo. Sem falar no traje e equipamentos???. Segundo a instrutora, o balizamento ensina a ter disciplina e esp\u00edrito de coletividade: ???Cada item da fanfarra ou banda contribui para enriquecer o trabalho. As balizas aprendem que os seus movimentos dependem dos outros???.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quem instigou Luise Mirella, 15, a balizar, foi Valdineia Mendes Souza, coordenadora da fanfarra do Col\u00e9gio Estadual Ruben Dario, na Avenida San Martin. A garota t\u00edmida, que h\u00e1 dois anos faz gin\u00e1stica r\u00edtmica, encontrou ali uma forma de empoderamento.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Gosto de dan\u00e7ar, de cantar, de me apresentar e quando entrei na fanfarra, tive a oportunidade de me expressar artisticamente???,<\/strong> conta.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Supera\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><br \/> ???Eu sa\u00eda escondida de casa, porque meu pai n\u00e3o me queria em fanfarra. Quando tinha viagem, dormia embaixo da cama, porque ele me procurava com um la\u00e7o. Uma vez, me pegou na porta da casa do vizinho e, antes de eu entrar, jogou o la\u00e7o e me arrastou. Eu apanhava, apanhava&#8230; Mas nada disso me impediu de crescer???. O depoimento comovente de Diana Souza est\u00e1 no document\u00e1rio ???Balizando o Dois de Julho???, de 2019, dirigido por Fab\u00edola Aquino e Marcio Lima.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Com essas hist\u00f3rias de vida, pudemos produzir um document\u00e1rio que n\u00e3o mostra apenas um recorte do desfile c\u00edvico do Dois de Julho; ele evidencia e denuncia o quanto ainda precisamos evoluir no debate sobre diversidade sexual, principalmente, mas tamb\u00e9m sobre racismo, machismo, intoler\u00e2ncia religiosa, entre outros???, <\/strong>explica Marcio Lima.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Nascida em Dias D\u00b4\u00c1vila, Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, Diana \u00e9 uma baliza transg\u00eanero. Ela come\u00e7ou a se interessar pela arte do balizamento aos 10 anos e n\u00e3o parou mais. O trajeto, assim como o de toda pessoa que escapa da heteronormatividade, n\u00e3o foi f\u00e1cil. Al\u00e9m da n\u00e3o-aceita\u00e7\u00e3o do pai, Diana enfrentou muito preconceito fora de casa tamb\u00e9m, como nas vezes em que foi desclassificada de concursos por ser trans.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O antrop\u00f3logo e muse\u00f3logo Vin\u00edcius Zacarias afirma que as mulheres transg\u00eanero s\u00e3o as que enfrentam mais dificuldade nesse meio: ???Principalmente quando est\u00e3o disputando campeonatos que t\u00eam categorias de julgamento com divis\u00e3o de g\u00eanero bem estabelecidas. Esse \u00e9 o tipo de conflito que existe at\u00e9 nas Olimp\u00edadas, no tratamento das atletas trans. Nas fanfarras n\u00e3o seria diferente???.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"668\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/1\/0\/csm_Luise_Mirela__15_anos_fotos_Paula_Froes_menor_f3f8638101.jpg\" width=\"1000\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>Luise Mirella, de 15 anos, encontrou o empoderamento como baliza<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">A primeira oportunidade de Diana Souza aconteceu em Salvador, na Fanfarra Imp\u00e9rio, de Periperi. Em seguida, vieram muitos concursos e festivais municipais e estaduais. Aos 38 anos, ela se considera realizada. Al\u00e9m de sustentar a fam\u00edlia e ter feito as pazes com o pai &#8211; ???Hoje, ele prestigia todos os meus eventos, nossa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de amor e carinho??? -, Diana coordena o projeto social Magia da Juventude, que tem como objetivo levar a dan\u00e7a para crian\u00e7as e adolescentes das comunidades de Dias D\u00b4\u00c1vila.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Os alunos, certamente, v\u00e3o aclamar a educadora no desfile da Independ\u00eancia:<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Balizar no 2 de Julho, pra mim, \u00e9 uma honra, uma satisfa\u00e7\u00e3o, um momento muito especial, principalmente quando a gente passa por pontos estrat\u00e9gicos, onde as pessoas aplaudem muito e demonstram carinho e felicidade. Aquilo ali nos contagia, faz com que a gente se veja como uma pessoa importante mesmo. ?? surreal e magn\u00edfico???,<\/strong> enfatiza Diana.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Orgulho<\/strong><br \/> Um dos locais estrat\u00e9gicos do 2 de Julho \u00e9 o Beco do Ros\u00e1rio, ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+. Em seu doutorado em Estudos ??tnicos pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Vin\u00edcius Zacarias, que tamb\u00e9m j\u00e1 foi m\u00fasico de fanfarra no ensino m\u00e9dio, estuda o lugar como espa\u00e7o de afirma\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???As comemora\u00e7\u00f5es do 2 de Julho na Bahia, por si s\u00f3, j\u00e1 s\u00e3o um ato de ironia nacionalista, criado e propagado com este prop\u00f3sito, ao longo da hist\u00f3ria. As balizas, ou melhor, os ???viados de fanfarra??? (conceito guarda-chuva que se refere a estes atores), s\u00e3o apenas um \u00edndice deste campo frut\u00edfero de produ\u00e7\u00e3o cultural???, explica.<br \/> Gabriel Vilas Boas Borges Arag\u00e3o sentiu-se atra\u00eddo pelo brilho das roupas das balizas aos 11 anos. No primeiro desfile, foi apedrejado. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Uns meninos atiraram um monte de brita em mim, porque queriam ver uma baliza mulher. Foi horr\u00edvel, mas eu desfilei igual ou at\u00e9 melhor que as meninas. Sempre me empenhei em treinar pra me destacar, me colocar no mesmo n\u00edvel???, conta.\u00a0<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/a\/f\/csm_Rodrigo_de_Oliveira_dos_Santos2_foto_Paula_Froes_menor_84448601b7.jpg\" width=\"668\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>Rodrigo de Oliveira quer espa\u00e7o para os balizadores tamb\u00e9m nos concursos<\/strong><\/p>\n<p class=\"text-center\">(Foto: Paula\u00a0Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Aos 26 anos, Gabriel \u00e9 professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, gin\u00e1stica r\u00edtmica, jazz dance e dan\u00e7a afro contempor\u00e2nea, e um dos profissionais mais requisitados da \u00e1rea, tanto para balizar quanto para ser jurado de concursos. Ele foi um dos que abriram os caminhos para os rapazes que vieram depois.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???Os balizadores s\u00e3o valorizados hoje em dia. Antigamente n\u00e3o era assim. A gente tinha no regulamento que o baliza masculino tinha que se portar como homem, usar roupa de homem, demonstrar a masculinidade. E a\u00ed eu me pergunto: que masculino \u00e9 esse que a gente tinha que mostrar, se os balizadores, em sua maioria, s\u00e3o gays? Seria voc\u00ea fingir ser o que n\u00e3o \u00e9? Deixar de ser livre????, <\/strong>questiona.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Ver Gabriel em a\u00e7\u00e3o em um desfile do 2 de Julho, em 2014, fez Rodrigo de Oliveira dos Santos, 19, querer balizar. ???Reconhe\u00e7o que foi dif\u00edcil e os que vieram antes lutaram muito pra gente ter essa oportunidade hoje???, diz o estudante do Col\u00e9gio Estadual Ruben Dario.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Ele destaca, por\u00e9m, que ainda existe preconceito, sobretudo nos concursos intercolegiais, onde os balizadores n\u00e3o podem concorrer.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>???A escola, que deveria ser espa\u00e7o de inclus\u00e3o, nos exclui. Estamos ali s\u00f3 de enfeite. Todo esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o, figurino, n\u00e3o vale de nada. Apenas as meninas s\u00e3o julgadas. N\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o para isso, a n\u00e3o ser homofobia???,<\/strong> acredita<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Mas, Rodrigo se mant\u00e9m firme em seu prop\u00f3sito, com o apoio da banda e da fam\u00edlia: ???O que me atraiu nesse universo das balizas \u00e9 que a gente, que \u00e9 da comunidade LGBT, tem mais liberdade de se expressar nesse setor. Pra mim, \u00e9 uma honra fazer parte???.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roupas com pedrarias, sorriso largo, beleza, garbo e desenvoltura: as balizas s\u00e3o personagens fundamentais nos desfiles c\u00edvicos e fazem a festa do p\u00fablico no\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":177979,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[204],"tags":[],"class_list":["post-177978","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=177978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=177978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=177978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=177978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}