{"id":178276,"date":"2022-07-03T05:55:12","date_gmt":"2022-07-03T08:55:12","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/referencia-em-transplantes-santa-casa-de-bh-vira-lar-para-a-vida-toda\/"},"modified":"2022-07-03T05:55:12","modified_gmt":"2022-07-03T08:55:12","slug":"referencia-em-transplantes-santa-casa-de-bh-vira-lar-para-a-vida-toda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/03\/referencia-em-transplantes-santa-casa-de-bh-vira-lar-para-a-vida-toda\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancia em transplantes, Santa Casa de BH vira &#8216;lar&#8217; para a vida toda"},"content":{"rendered":"<div>???A gente tem os nossos vizinhos. Conversamos muito com o senhor Jo\u00e3o, enquanto est\u00e1vamos no 10\u00ba andar, at\u00e9 que sa\u00edmos de l\u00e1. Uma pessoa agrad\u00e1vel, boa de papo. A gente at\u00e9 esquece que est\u00e1 aqui por causa da doen\u00e7a. Mas tem vez que tem de consolar. Voc\u00ea precisa ver como a Dora ficou triste quando perdeu o pai de 99 anos, depois que j\u00e1 tinha tido alta. Conversamos pelo WhatsApp. E a gente tamb\u00e9m d\u00e1 for\u00e7a um para o outro. Conseguimos acalmar a dona Cleusa quando o marido ia precisar passar por um procedimento que a gente j\u00e1 tinha feito.???<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O relato do rec\u00e9m-transplantado, que recebeu um f\u00edgado, o comerciante de Par\u00e1 de Minas Ant\u00f4nio Geraldo da Costa, de 59 anos, e da mulher dele, a tamb\u00e9m comerciante Regina L\u00facia de Faria Leandro, de 61, mostra que h\u00e1 um perfil de paciente que faz da Santa Casa BH quase que uma resid\u00eancia, pela frequ\u00eancia com que v\u00e3o ao hospital para exames, tempo de interna\u00e7\u00e3o, de recupera\u00e7\u00e3o e acompanhamento pelo resto da vida. A assiduidade que a delicada condi\u00e7\u00e3o dos transplantados exige faz com que o setor se torne quase uma fam\u00edlia, onde m\u00e9dicos, enfermeiros e pacientes se conhecem, muitas vezes pelos nomes.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>???Ficamos perdidos na primeira vez que viemos aqui. ?? muito grande, parece uma minicidade. Custei para entender aonde a gente tinha de ir e dei muita volta procurando os lugares. Mas est\u00e1 tudo na m\u00e3o, sem pagar nada, tudo que voc\u00ea precisa, pode pedir de noite que chega. Moramos um pouquinho aqui, principalmente quando o Ant\u00f4nio operou. Eu morei de segunda a quinta e as nossas filhas pegavam de sexta a domingo???, conta Regina.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Ant\u00f4nio, que precisou de transplante depois de um c\u00e2ncer de f\u00edgado detectado ap\u00f3s quadros de cirrose, hepatites e xistoses, disse que al\u00e9m dos amigos que fez, do m\u00e9dico de Divin\u00f3polis que conseguiu vaga na Santa Casa antes de saberem da necessidade de um transplante e da fam\u00edlia que o acompanha, recebeu uma visita \u00e0 qual credita a sa\u00fade recobrada. ???Estou vivo por milagre. Quando estava na cama, para operar, o padre Lib\u00e9rio sentou no p\u00e9 da minha cama e me disse que eu ia melhorar. Que ia conseguir. Mais um milagre dele???, afirma, agradecido.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O Centro de Transplantes da Santa Casa \u00e9 refer\u00eancia no estado para cora\u00e7\u00e3o, rim, f\u00edgado e medula. ???Nosso contato acompanha a vida do paciente. Desde os primeiros atendimentos no ambulat\u00f3rio, quando n\u00e3o sabe se ter\u00e1 de passar por transplante, no pr\u00e9 e p\u00f3s-operat\u00f3rio e da\u00ed em diante um acompanhamento vital\u00edcio. A fila se d\u00e1 por uma jun\u00e7\u00e3o regulada na central de transplantes por gravidade e compatibilidade do \u00f3rg\u00e3o. Quando surge esse \u00f3rg\u00e3o temos enfermeiras prontas para ir buscar e outras para receber???, conta a coordenadora do transplante, Tha\u00eds Alexandre.<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Toneladas de refei\u00e7\u00f5es na medida certa\u00a0<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>Como toda ???cidade???, a infraestrutura \u00e9 imprescind \u00edvel para o funcionamento da Santa Casa BH. E al\u00e9m da energia el\u00e9trica, das tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua e esgoto, h\u00e1 tamb\u00e9m os dutos de oxig\u00eanio, nitrog\u00eanio, \u00f3xido nitroso, ar medicinal, di\u00f3xido de carbono, h\u00e9lio e acetileno, por onde mensalmente passam 147.205,38 metros c\u00fabicos (se l\u00edquido, seriam 150 milh\u00f5es de litros ou 60 piscinas ol\u00edmpicas). Mas o combust\u00edvel mais necess\u00e1rio s\u00e3o as toneladas de refei\u00e7\u00f5es que servem mais de mil pacientes. Tudo \u00e9 preparado como em linhas de montagens no Servi\u00e7o de Nutri\u00e7\u00e3o e Diet\u00e9tica (SND). Da porta, o cheiro dos temperos convida a entrar pelo corredor quente, com nuvens de vapor onde panelas industriais cozinham o tempo todo.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Afinal, s\u00e3o 8.500 refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, 3 milh\u00f5es por ano, entre desjejum, cola\u00e7\u00e3o, almo\u00e7o,\u00a0 caf\u00e9 da tarde, jantar e ceia, atendendo a todo o grupo. ???Os preparos dependem da dieta de cada paciente e a Santa Casa ainda abre op\u00e7\u00f5es no card\u00e1pio e cada um pode escolher se quer ovo, se n\u00e3o quer arroz, se prefere carne de porco ou de frango. Al\u00e9m do mai s, temos um chef para tornar a comida ainda mais agrad\u00e1vel???, conta a gerente do SND, Vanessa Cristina Andrade Ferreira. ???Para a comida de um hospital ser saborosa, tem de ter um bom produto, de saber controlar os temperos para ter um sabor suave. N\u00e3o pode ter nada demais, nem alho nem ervas. E o principal \u00e9 o amor, principalmente quando a gente sabe que quem vai se servir \u00e9 um paciente???, diz o chef Genezeildo Jos\u00e9 de Jesus Nunes.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>???A gente tem os nossos vizinhos. Conversamos muito com o senhor Jo\u00e3o, enquanto est\u00e1vamos no 10\u00ba andar, at\u00e9 que sa\u00edmos de l\u00e1. 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