{"id":179796,"date":"2022-07-05T15:57:02","date_gmt":"2022-07-05T18:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/brasil-participa-de-estudo-global-que-busca-tratamento-barato-para-covid-em-paises-pobres\/"},"modified":"2022-07-05T15:57:02","modified_gmt":"2022-07-05T18:57:02","slug":"brasil-participa-de-estudo-global-que-busca-tratamento-barato-para-covid-em-paises-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/05\/brasil-participa-de-estudo-global-que-busca-tratamento-barato-para-covid-em-paises-pobres\/","title":{"rendered":"Brasil participa de estudo global que busca tratamento barato para covid em pa\u00edses pobres"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro rem\u00e9dio para tratamento da covid-19 foi aprovado pela Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) em mar\u00e7o de 2021, cerca de um ano depois do in\u00edcio da pandemia ??? um tempo recorde em termos de pesquisa, produ\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o de medicamentos. <\/p>\n<p>Esse primeiro medicamento foi o Rendesivir, da farmac\u00eautica Gilead, um tipo de antiviral (que dificulta a replica\u00e7\u00e3o de v\u00edrus dentro do corpo) de uso hospitalar. Hoje, j\u00e1 s\u00e3o seis rem\u00e9dios contra o coronav\u00edrus ou seus efeitos aprovados pela ag\u00eancia para pacientes e situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas (veja na lista abaixo) ??? <b>e nenhum deles deve ser tomado sem indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/b>. <\/p>\n<p>A OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade) tamb\u00e9m tem quatro medicamentos pr\u00e9-aprovados para o tratamento de covid. <\/p>\n<p>No entanto, os medicamentos que tiveram resultados positivos nas pesquisas e foram recomendados pela OMS t\u00eam pre\u00e7os elevados e n\u00e3o est\u00e3o amplamente dispon\u00edveis no mundo todo. O mesmo vale para rem\u00e9dios aprovados pela Anvisa ??? medicamentos como o Sotrovimabe e o Paxlovid s\u00e3o caros e pouco acess\u00edveis. <\/p>\n<p>Pensando nisso, 27 organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade internacionais e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa renomadas se uniram para fazer um grande estudo cl\u00ednico, o ANTICOV, cujo objetivo \u00e9 identificar tratamentos baratos e acess\u00edveis, que possam ser usados no mundo todo ??? incluindo em pa\u00edses e regi\u00f5es com recursos limitados. <\/p>\n<p>&#8220;?? uma coaliza\u00e7\u00e3o internacional de pesquisa, uma plataforma de pesquisa pr\u00e9-cl\u00ednica e cl\u00ednica para pa\u00edses de baixa renda e meia renda. Iniciamos na \u00c1frica e agora temos tamb\u00e9m a colabora\u00e7\u00e3o do Brasil&#8221;, afirma Sergio Sosa, diretor da DNDI (Drugs for Neglected Diseases Initiative, em ingl\u00eas), iniciativa que ajudou a criar e coordena o cons\u00f3rcio ANTICOV. <\/p>\n<p>O estudo tem diversas fases ??? cada uma testando medicamentos diferentes ??? e acontece simultaneamente em 13 pa\u00edses africanos. A nova fase do estudo ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o do Brasil atrav\u00e9s do Together Trial, plataforma brasileira que se une ao ANTICOV e vai coordenar a pesquisa cl\u00ednica no pa\u00eds. At\u00e9 600 pacientes brasileiros devem participar da pesquisa, que ser\u00e1 realizada em 21 locais diferentes ??? majoritariamente no SUS (Sistema ??nico de Sa\u00fade) ??? e ter\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o de dezenas de pesquisadores e m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Sosa afirma ser extremamente importante que as pesquisas de medicamentos sejam realizadas nos pa\u00edses em desenvolvimento, pois isso agiliza a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos rem\u00e9dios para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, 90% das pesquisas eram no norte global (pa\u00edses ricos como EUA ou pa\u00edses da Europa). Agora temos a colabora\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses do sul global que, al\u00e9m de adequar as pesquisas para essas popula\u00e7\u00f5es, reduz o tempo para o  acesso ao medicamento&#8221;, diz o diretor da DNDI. <\/p>\n<p>Isso porque quando uma pesquisa cl\u00ednica \u00e9 autorizada e acompanhada pelo comit\u00ea \u00e9tico e pela ag\u00eancia reguladora de um pa\u00eds, todos os processos s\u00e3o mais r\u00e1pidos: a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados, sua an\u00e1lise, a discuss\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a recomenda\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8220;Quando a pesquisa vem de fora, por mais que tenha sido aprovada pela OMS ou pelas ag\u00eancias americanas e europeias, a ag\u00eancia reguladora vai precisar fazer sua pr\u00f3pria an\u00e1lise ??? que vai come\u00e7ar do come\u00e7o e demorar mais&#8221;, afirma Sosa. <\/p>\n<h3>Plataforma de pesquisa brasileira<\/h3>\n<p>O grupo brasileiro que participa do cons\u00f3rcio ANTICOV \u00e9 o Together Trial, uma iniciativa de pesquisadores de Minas Gerais que come\u00e7ou em junho de 2020, inicialmente para testar rem\u00e9dios em pacientes em hospitais e que depois evoluiu para testes em pacientes ambulatoriais. Sem conseguir recursos no Brasil, os pesquisadores conseguiram financiamento atrav\u00e9s de uma parceria com a McMaster University, no Canad\u00e1, e de uma bolsa Universidade de Washington, nos EUA. <\/p>\n<p>O grupo foi respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de um protocolo para pesquisa cl\u00ednica contra covid-19 e pelo estudo brasileiro que demonstrou em outubro de 2020 que a hidroxicloroquina n\u00e3o funcionava no tratamento da covid. O estudo foi publicado em abril de 2021.<\/p>\n<p>&#8220;O estudo foi um sucesso e fomos demandados por diversas institui\u00e7\u00f5es internacionais, ent\u00e3o criamos uma nova plataforma, que passou a se chamar Together Trial, para um estudo adaptativo de medicamentos para tratamento da fase inicial de covid&#8221;, explica o pesquisador Gilmar Reis, l\u00edder da pesquisa e professor de medicina da PUC-Minas. <\/p>\n<p>&#8220;Em vez de diversos estudos, temos uma plataforma que \u00e9 um \u00fanico estudo, com o mesmo protocolo, onde entram e saem medicamentos&#8221;, afirma Reais. <\/p>\n<p>O teste de um desses medicamentos resultou na publica\u00e7\u00e3o de um paper na renomada revista Lancet, em outubro de 2021. <\/p>\n<p>A plataforma j\u00e1 fez triagem de 25 mil pessoas e teve a participa\u00e7\u00e3o de mais de 6 mil pacientes. Seus estudos mostraram tamb\u00e9m a inefic\u00e1cia do uso da metformina e da ivermectina contra covid. <\/p>\n<p>Ao se unir ao ANTICOV, o Together Trial ser\u00e1 respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa de um dos bra\u00e7os do cons\u00f3rcio no Brasil. Essa nova fase vai come\u00e7ar testando a efic\u00e1cia contra a covid-19 de uma nova combina\u00e7\u00e3o de medicamentos com a\u00e7\u00e3o antiinflamat\u00f3ria ??? ambos amplamente dispon\u00edveis, seguros e j\u00e1 usados no Brasil. <\/p>\n<p>Uma dessas subst\u00e2ncias que ser\u00e1 testada \u00e9 da mesma classe da fluvoxamina, um dos medicamentos j\u00e1 testados pelo Together e cuja pesquisa teve resultados positivos ??? <b>mas que ainda n\u00e3o foi aprovado pela Anvisa e n\u00e3o \u00e9 indicado para uso nos pacientes<\/b>.<\/p>\n<p>&#8220;A fluvoxamina \u00e9 um rem\u00e9dio antidepressivo que tamb\u00e9m tem um mecanismo de a\u00e7\u00e3o que bloqueia o processo inflamat\u00f3rio do corpo&#8221;, explica Reis. <\/p>\n<p>Em muitos dos casos de covid, o agravamento do quadro \u00e9 resultado de rea\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica exagerada do corpo ??? e essa subst\u00e2ncia atua no in\u00edcio desse processo. A expectativa \u00e9 que os dois medicamentos que ser\u00e3o testados em conjunto tamb\u00e9m sejam capazes de interromper esse processo inflamat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, em julho de 2022, sabemos que o efeito redutor de eventos graves da fluvoxamina \u00e9 o mesmo do antiviral Molnupiravir, mas nenhuma farmac\u00eautica requisitou \u00e0 Anvisa sua aprova\u00e7\u00e3o. E n\u00f3s pesquisadores n\u00e3o vamos submeter isso \u00e0 Anvisa, nosso interesse n\u00e3o \u00e9 comercial.&#8221;<\/p>\n<p>A nova combina\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 pesquisada pelo ANTICOV no Brasil ser\u00e1 testada em pacientes no in\u00edcio da doen\u00e7a, que n\u00e3o estejam hospitalizadas. Espera-se que os medicamentos diminuam os casos de agravamento e hospitaliza\u00e7\u00e3o, explica Reis. Se o resultado for positivo, a grande vantagem dos rem\u00e9dios \u00e9 seu pre\u00e7o e sua disponibilidade. <\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe se a combina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ter o efeito de diminuir a incid\u00eancia da chamada &#8220;covid longa&#8221;, ou seja, quando sintomas da doen\u00e7a perduram por meses em alguns pacientes. <\/p>\n<p>&#8220;Essa \u00e9 uma quest\u00e3o central que ainda precisa ser estudada mais a fundo.&#8221; <\/p>\n<p>Para Sergio Sosa, da DNDI, a inclus\u00e3o dos brasileiros na pesquisa agrega conhecimento e tecnologia e permite dar consist\u00eancia aos resultados. <\/p>\n<p>&#8220;O conhecimento isolado em ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 suficiente. ?? importante, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. Procuramos demonstrar consist\u00eancia, que \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o de resultado similar por grupos independentes em diferentes contextos&#8221;, explica. <\/p>\n<h3>Tratamento e vacina <\/h3>\n<p>Diferentemente da vacina\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um medicamento preventivo e tem objetivo de preparar o sistema imunol\u00f3gico do corpo para evitar a contamina\u00e7\u00e3o, os tratamentos com medicamentos s\u00e3o administrados durante o desenvolvimento da doen\u00e7a, ap\u00f3s a contamina\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 combater o v\u00edrus e evitar o agravamento da doen\u00e7a. <\/p>\n<p>Os tratamentos n\u00e3o substituem a vacina\u00e7\u00e3o ??? segundo a Anvisa, a vacina\u00e7\u00e3o continua sendo a melhor forma de evitar a covid-19 grave, hospitaliza\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos. Iniciada no Brasil no come\u00e7o do ano passado, mudou decisivamente a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia, com uma enorme diminui\u00e7\u00e3o na transmiss\u00e3o, nos casos graves e na mortalidade da doen\u00e7a. <\/p>\n<p>No entanto, tratamentos ainda s\u00e3o necess\u00e1rios, explica Reis, porque &#8220;ainda temos um contingente importante de pessoas que ao adquirir o covid-19, mesmo vacinados, desenvolvem a resposta inflamat\u00f3ria grave, muitas vezes interferem e muitas vezes acabam perdendo a vida.&#8221; <\/p>\n<p>&#8220;Mesmo na popula\u00e7\u00e3o vacinada, a taxa de mortalidade ainda \u00e9 cinco ou seis vezes a mortalidade da Influenza (o v\u00edrus da gripe). Ainda \u00e9 uma doen\u00e7a muito grave&#8221;, afirma. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o coronav\u00edrus t\u00eam grande capacidade de muta\u00e7\u00e3o, e regi\u00f5es do mundo onde n\u00e3o h\u00e1 vacina\u00e7\u00e3o da maior parte da popula\u00e7\u00e3o funcionam como local de surgimento de novas cepas. <\/p>\n<p>Reis explica tamb\u00e9m que os pacientes n\u00e3o devem se automedicar com nenhum dos medicamentos testados contra a covid ??? e nem mesmo os aprovados pela Anvisa, que devem ser indicados pelos m\u00e9dicos. <\/p>\n<p>&#8220;Cada medicamento \u00e9 testado em um cen\u00e1rio diferente, funciona para certos p\u00fablicos, e em momentos diferentes do desenvolvimento da doen\u00e7a. A indica\u00e7\u00e3o pelo m\u00e9dico \u00e9 necess\u00e1ria, pois eles avaliam se o paciente se encaixa em alguma dessas situa\u00e7\u00f5es&#8221;, destaca o pesquisador. <\/p>\n<h3>Tratamentos dispon\u00edveis contra covid-19 no Brasil<\/h3>\n<p>Na maioria dos casos, o tratamento contra o covid, explica a OMS, \u00e9 feito atrav\u00e9s do cuidado paliativo dos sintomas ??? e o pr\u00f3prio corpo combate o v\u00edrus e se recupera da doen\u00e7a. Em casos de pacientes com riscos, no entanto, podem ser indicados tratamentos contra a covid-19 que ajudam a evitar o agravamento dos casos. <\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas tipos de medicamentos dispon\u00edveis hoje para tratamento de covid: os antivirais, que dificultam a reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus dentro do corpo; os anti-inflamat\u00f3rios, que cont\u00e9m rea\u00e7\u00f5es exageradas e potencialmente letais do nosso sistema imunol\u00f3gico e terapias de anticorpos monoclonais, que imitam o sistema imunol\u00f3gico para atacar o v\u00edrus.<\/p>\n<p>No momento, h\u00e1 seis* rem\u00e9dios para tratamento contra covid-19 aprovados pela Anvisa: <\/p>\n<ul>\n<li><b>Rendesivir <\/b>&#8211; produzido pela farmac\u00eautica Gilead, \u00e9 um antiviral injet\u00e1vel e de uso hospitalar. ?? destinado no Brasil a pacientes com pneumonia que precisam de suplementa\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, mas que n\u00e3o est\u00e3o sob ventila\u00e7\u00e3o artificial.<\/li>\n<li><b>Paxlovid <\/b>(nirmatrelvir + ritonavir) &#8211; antiviral oral da Wyeth\/Pfizer, indicado como tratamento precoce  para pessoas com maior risco de ter covid-19 grave. Deve ser tomado assim que poss\u00edvel dentro de cinco dias de in\u00edcio dos sintomas. A pesquisa que mostrou alta redu\u00e7\u00e3o na taxa de hospitaliza\u00e7\u00e3o foi feita com pessoas n\u00e3o vacinadas, por isso o paciente deve discutir com seu m\u00e9dico se h\u00e1 vantagem para o seu caso. <\/li>\n<li><b>Molnupiravir <\/b>&#8211; antiviral da farmac\u00eautica MSD (Merck Sharp &#038; Dohme), foi o rem\u00e9dio aprovado mais recentemente. Deve ser indicado por um m\u00e9dico e \u00e9 destinado principalmente a pacientes com quadros leves e moderados e com risco de agravamento. Tamb\u00e9m deve ser tomado via oral dentro de cinco dias do in\u00edcio dos sintomas.<\/li>\n<li><b>Sotrovimabe<\/b> &#8211; anticorpos monoclonais da GSK de uso restrito a hospitais. Indicado pela anvisa para pessoas com covid-19 leve a moderada, mas que est\u00e3o em risco de progress\u00e3o para o est\u00e1gio grave da doen\u00e7a. No servi\u00e7o de sa\u00fade brit\u00e2nico, costuma ser administrado como transfus\u00e3o para receptores de transplantes, pacientes com c\u00e2ncer e outros grupos de alto risco.<\/li>\n<li><b>Baricitinibe<\/b> &#8211; anti-inflamat\u00f3rio recomendado pela OMS para pacientes graves; e autorizado pela Anvisa para uso em pacientes adultos hospitalizados que &#8220;necessitam de oxig\u00eanio por m\u00e1scara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxig\u00eanio ou ventila\u00e7\u00e3o n\u00e3o invasiva&#8221;.<\/li>\n<li><b>Evusheld<\/b> (cilgavimabe + tixagevimabe) &#8211; tratamento injet\u00e1vel da AstraZeneca com anticorpos monoclonais indicado como profilaxia (ou seja, deve ser tomado antes da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 covid-19) para pessoas com comprometimento imunol\u00f3gico moderado a grave ou em tratamento com imunossupressores. A Anvisa destaca que a profilaxia com Evulshed n\u00e3o substitui a vacina\u00e7\u00e3o para indiv\u00edduos em que a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 recomendada. <\/li>\n<\/ul>\n<p><i>*outros tr\u00eas rem\u00e9dios chegaram a ser aprovados, mas tiveram uso suspenso ou revogado.<\/i><\/p>\n<p>Fontes: Anvisa, OMS, NHS, GSK, MSD, Pfizer, Gilead, AstraZeneca.<\/p>\n<p><i>&#8211; Este texto foi originalmente publicado em <\/i>https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-62047495<\/p>\n<p><b>Sabia que a BBC est\u00e1 tamb\u00e9m no Telegram? <\/b>Inscreva-se no canal<b>.<\/b><\/p>\n<p><b>J\u00e1 assistiu aos nossos novos v\u00eddeos no <\/b>YouTube<b>? 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