{"id":184063,"date":"2022-07-12T13:32:42","date_gmt":"2022-07-12T16:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/coletivo-de-arte-japones-abre-exposicao-nesta-terca-em-sao-paulo\/"},"modified":"2022-07-12T13:32:42","modified_gmt":"2022-07-12T16:32:42","slug":"coletivo-de-arte-japones-abre-exposicao-nesta-terca-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/12\/coletivo-de-arte-japones-abre-exposicao-nesta-terca-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Coletivo de arte japon\u00eas abre exposi\u00e7\u00e3o nesta ter\u00e7a em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Em 2016, no encerramento dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro, uma s\u00e9rie de imagens geradas por computador foi projetada no Maracan\u00e3. Com ilumina\u00e7\u00e3o azulada, os s\u00edmbolos dos esportes que participariam da Olimp\u00edada seguinte, em T\u00f3quio, foram projetados no Maracan\u00e3 e pareciam bailar sobre o campo. O trabalho foi desenvolvido pelo coletivo japon\u00eas Rhizomatiks, que agora ter\u00e1 obras expostas na Japan House, em S\u00e3o Paulo, na primeira exposi\u00e7\u00e3o individual na Am\u00e9rica Latina.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1470392&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1470392&#038;o=rss\" style=\"width:1px;height:1px;display:inline\" \/><\/p>\n<p>Quatro obras foram selecionadas pela curadoria da Japan House para fazer parte da exposi\u00e7\u00e3o <em>O Que N\u00e3o se V\u00ea<\/em>, que entra em cartaz nesta ter\u00e7a-feira (12) e poder\u00e1 ser visitada at\u00e9 2 de outubro. Dois trabalhos s\u00e3o interativos, unindo o que o coletivo japon\u00eas faz com muito sucesso desde 2006, quando surgiu: arte, m\u00eddia e tecnologia.<\/p>\n<p>???[O Rhizomatiks] \u00e9 um grupo que trabalha muito com essa l\u00f3gica, essa dualidade do mundo real e do mundo virtual???, disse a diretora cultural da Japan House S\u00e3o Paulo, Natasha Barzaghi Geenen, curadora da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todas as obras est\u00e3o sendo apresentadas no t\u00e9rreo da Japan House. ????? uma tentativa de mostrar um pouco quais s\u00e3o as frentes que o Rhizomatiks trabalha. Eles t\u00eam um trabalho muito amplo e muito diversificado???, disse Natasha, em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. ???As obras tratam, de alguma maneira, com elementos que a gente n\u00e3o v\u00ea.???<\/p>\n<p>A primeira obra apresentada ao p\u00fablico \u00e9 <em>Sensing Streams 2022 ??? Invisible Inaudible<\/em>, de Ryuichi Sakamoto e Daito Manabe, este \u00faltimo, um artista multim\u00eddia respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do coletivo em 2006. Aqui, o visitante vai encontrar uma grande tela preta, um painel de LED, que projeta imagens produzidas por ondas eletromagn\u00e9ticas que podem ser geradas pelo barulho dos carros na Avenida Paulista, ou pela proximidade de um celular. O p\u00fablico tamb\u00e9m pode alterar a frequ\u00eancia da onda, mexendo em uma antena instalada bem na frente do painel. Sons e ru\u00eddos acompanham a profus\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>????? uma obra que trabalha com ondas eletromagn\u00e9ticas e transforma essas ondas, que a gente n\u00e3o enxerga, em imagem e som. A obra tem um tanto de interatividade, j\u00e1 que as pessoas que forem adentrando a Japan House poder\u00e3o alterar as frequ\u00eancias com seus pr\u00f3prios aparelhos de celular, que tamb\u00e9m emitem ondas. Existe um tanto de interatividade de que a pessoa n\u00e3o se d\u00e1 conta e existe um dispositivo que pode ser acionado para mudar a imagem e a frequ\u00eancia das imagens e sons???, explicou Natasha.<\/p>\n<p>Na instala\u00e7\u00e3o seguinte, <em>Paredes ??pticas<\/em>, o visitante entra em uma sala escura e se depara com uma neblina e tr\u00eas objetos de luz pairando no ar, de mesmo formato. Os tr\u00eas objetos v\u00e3o girando e projetando feixes e linhas pelas paredes, criando diferentes formatos geom\u00e9tricos. ????? uma obra imersiva, que tamb\u00e9m aborda as quest\u00f5es do invis\u00edvel, de certa maneira. Ela cria paredes \u00f3pticas por meio de um jogo de luzes. Tem toda essa l\u00f3gica da percep\u00e7\u00e3o sensorial e espacial???, disse a curadora.<\/p>\n<p>A terceira obra \u00e9 <em>Gold Rush<\/em>, ou <em>Corrida do Ouro<\/em>, que apresenta os NFTs (sigla para <em>token<\/em> n\u00e3o fung\u00edvel), uma esp\u00e9cie de bem digital \u00fanico ou mercadorias digitais que as pessoas podem obter por meio de criptomoedas. A instala\u00e7\u00e3o d\u00e1 destaque \u00e0 venda de uma obra digital do artista norte-americano Beeple, chamada <em>Everydays: The First 5000 Days<\/em>, que foi arrematada por quase US$ 70 milh\u00f5es em um leil\u00e3o realizado em mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o coletivo Rhizomatiks passou a analisar dados de imagens comercializados pela plataforma OpenSea [que negocia os NFTs] no dia em que a obra foi comercializada. Segundo a curadora da mostra, eles conseguiram fazer um retrato de todas as movimenta\u00e7\u00f5es ocorridas no metaverso no dia da venda. ???Depois comprimiram as imagens e transformaram em filme.???<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=293732:cheio_8colunas --><\/p>\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PsdSi4XNY-T2rql0wDTS1xErLYk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img_2077_0.jpg?itok=85iTeH93\" alt=\"Exposi\u00e7\u00e3o ???O que n\u00e3o se v\u00ea ??? 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Rhizomatiks<\/em> poder\u00e1 ser visitada at\u00e9 2 de outubro na Japan House &#8211; <strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=293732--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A mostra se encerra com a apresenta\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos que mostram o processo de cria\u00e7\u00e3o do coletivo, al\u00e9m de objetos e dispositivos que eles usam ou desenvolveram para suas obras. ???S\u00e3o v\u00eddeos que mostram v\u00e1rios trabalhos realizados ao longo de mais de 15 anos de atua\u00e7\u00e3o e alguns dos aparatos que eles desenvolveram, como drones e dispositivos luminosos.???<\/p>\n<p>A visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o <em>O Que N\u00e3o se V\u00ea<\/em> \u00e9 gratuita e n\u00e3o necessita de agendamento. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas no <em>site<\/em> da Japan House, institui\u00e7\u00e3o cultural localizada na Avenida Paulista. Mais detalhes sobre as obras tamb\u00e9m podem ser encontrados em um <em>webapp<\/em> criado para a exposi\u00e7\u00e3o, poss\u00edvel de ser conhecido por meio de um QRCode dispon\u00edvel na sala expositiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2016, no encerramento dos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro, uma s\u00e9rie de imagens geradas por computador foi projetada no Maracan\u00e3. 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