{"id":184518,"date":"2022-07-13T02:54:32","date_gmt":"2022-07-13T05:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/pandemia-estudo-mostra-aumento-de-violencia-contra-criancas-e-adolescentes\/"},"modified":"2022-07-13T02:54:32","modified_gmt":"2022-07-13T05:54:32","slug":"pandemia-estudo-mostra-aumento-de-violencia-contra-criancas-e-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/13\/pandemia-estudo-mostra-aumento-de-violencia-contra-criancas-e-adolescentes\/","title":{"rendered":"Pandemia: estudo mostra aumento de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>O resultado de uma pesquisa sobre o impacto da pandemia em fam\u00edlias de comunidades de Belo Horizonte mostrou que, durante o isolamento social, os casos de viol\u00eancia intrafamiliar contra crian\u00e7as e adolescentes aumentaram significativamente. O levantamento foi feito nas comunidades Vila Maria, na Regi\u00e3o Nordeste, Taquaril, na Regi\u00e3o Leste, e Fazendinha, na Regi\u00e3o Centro-sul da capital, entre julho e outubro de 2021. Ao todo foram oito fam\u00edlias entrevistadas e 307 estudos sociais de fam\u00edlias.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Elas s\u00e3o atendidas pelo Plant\u00e3o Social, que faz parte do Projeto Provid\u00eancia, em que s\u00e3o atendidas crian\u00e7as e adolescentes de 02 a 17 anos. Foi feita uma pesquisa mista, ou seja, quantitativa e qualitativa. A quantitativa usou fichas com informa\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as e adolescentes para tra\u00e7ar o perfil delas e de suas fam\u00edlias, com o objetivo de gerar indicadores sociais importantes para a an\u00e1lise sobre o fen\u00f4meno.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 a qualitativa foi feita com a equipe social, as fam\u00edlias das crian\u00e7as e adolescentes e com a equipe do Plant\u00e3o Social do Projeto Provid\u00eancia e visava obter informa\u00e7\u00f5es para apoiar a compreens\u00e3o e o aprofundamento sobre quest\u00f5es que permeiam a viol\u00eancia intrafamiliar em tempos de pandemia, al\u00e9m do impacto da mesma sobre a vida das v\u00edtimas, dos seus familiares e da sociedade.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<h3>Aten\u00e7\u00e3o para as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade<\/h3>\n<div><\/div>\n<div>A professora da PUC Minas e idealizadora da pesquisa, Fernanda Flaviana de Souza Martins, afirma que o objetivo era dar voz e visibilidade para as comunidades que ficaram invis\u00edveis no contexto da pandemia.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O estudo aponta que em contextos de emerg\u00eancia, precisamos olhar para as pessoas vulner\u00e1veis com mais aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta s\u00f3 disponibilizar cesta b\u00e1sica, se essa fam\u00edlia est\u00e1 em um contexto que tamb\u00e9m apresenta dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o. ?? uma quest\u00e3o muito complexa.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Fernanda, a inseguran\u00e7a alimentar foi parte da realidade de todas as fam\u00edlias entrevistadas. Esse contexto pode gerar muitas vulnerabilidades.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;A quest\u00e3o da fome bateu forte nas fam\u00edlias, desencadeando v\u00e1rios fatores como ansiedade, depress\u00e3o e dificuldade de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Onde n\u00e3o tem o que comer, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter tecnologia, nem acesso a educa\u00e7\u00e3o. As crian\u00e7as n\u00e3o tinham escola, onde faziam as refei\u00e7\u00f5es e n\u00e3o tinham os projetos sociais.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para a professora, a pesquisa mostra a urg\u00eancia de se pensar no p\u00fablico que est\u00e1 mais vulner\u00e1vel. &#8220;A necessidade de pol\u00edticas de seguran\u00e7a alimentar efetivas. Muitas vezes a fam\u00edlia n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de buscar o alimento. ??s vezes at\u00e9 tinha o alimento, mas n\u00e3o tinha como fazer, porque n\u00e3o tinha g\u00e1s.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Evas\u00e3o escolar e perfil das fam\u00edlias<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>O levantamento mostrou que a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as foi prejudicada durante o per\u00edodo da pandemia. &#8220;Houve uma evas\u00e3o escolar decorrente do contexto de pandemia. A maioria n\u00e3o tinha acesso a computador, nem celular. Quando tinha, era em hor\u00e1rios fora da aula. Tinha que dividir um celular com a fam\u00edlia toda para ter acesso. N\u00e3o \u00e9 que a m\u00e3e foi negligente, a gente n\u00e3o pode culpar uma m\u00e3e que n\u00e3o conseguiu garantir educa\u00e7\u00e3o, porque ela n\u00e3o tinha o acesso.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Al\u00e9m da fome e da vulnerabilidade, as crian\u00e7as tiveram seu direito violado tamb\u00e9m, que \u00e9 o direito de ser, de se desenvolver em plenitude. Ficaram vulner\u00e1veis tamb\u00e9m ao tr\u00e1fico. H\u00e1 relatos de muitas fam\u00edlias de que o tr\u00e1fico estava presente nesse contexto de pandemia.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a professora, a maioria das fam\u00edlias \u00e9 formada por mulheres negras, m\u00e3es solo e com m\u00e9dia de 3 a 4 filhos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Elas contam do seu desespero, falam da tristeza de n\u00e3o ter o alimento que \u00e9 uma necessidade b\u00e1sica. As m\u00e3es dizem se sentir presas, sem conseguir se mover. Educar os filhos sozinhos foi um desafio muito grande para todas elas.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisadora ressalta que, a maioria dessas fam\u00edlias s\u00e3o v\u00edtimas da pobreza extrema, e que se sentiram impotentes neste contexto. &#8220;O choro foi presente em praticamente todas as entrevistas. Estavam mergulhadas em uma situa\u00e7\u00e3o cotidiana muito complexa. Muitas falavam que parecia um pesadelo.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Elas estavam em um contexto de apatia social t\u00e3o grande que tamb\u00e9m estavam negligenciadas. Elas tamb\u00e9m precisavam ser olhadas e cuidadas. Fiquei muito emocionada. S\u00f3 quem \u00e9 m\u00e3e sabe o que \u00e9 ter uma fam\u00edlia com fome e n\u00e3o ter o que fazer, para onde correr. Elas se apegaram ao que elas tinham, aos filhos, amor, esperan\u00e7a.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fernanda destaca ainda que a fome e a viol\u00eancia tiveram um impacto na vida dessas fam\u00edlias de forma muito agressiva, e deixou marcas. &#8220;Foi uma pris\u00e3o dentro das suas pr\u00f3prias casas. Isso afeta o psicol\u00f3gico das crian\u00e7as, adolescentes, das fam\u00edlias.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Muitas mulheres tamb\u00e9m relataram terem sofrido viol\u00eancia dom\u00e9stica. &#8220;A viol\u00eancia est\u00e1 dentro de casa. Mulheres e crian\u00e7as ficaram ainda mais vulner\u00e1veis na pandemia. Al\u00e9m da viol\u00eancia f\u00edsica e sexual, vem acompanhada a viol\u00eancia psicol\u00f3gica, que muitas vezes, traz uma imobilidade. As consequ\u00eancias da pandemia nas vilas e favelas foi muito maior. Muitas mulheres relataram que pensaram em tirar a pr\u00f3pria vida.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Crescimento da viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa mostra que dados do Juizado da Inf\u00e2ncia e Juventude, do Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente (CMDCA) e do Projeto Polos de Belo Horizonte revelam o crescimento de mais de 30% dos casos de viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente no per\u00edodo da pandemia.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Den\u00fancias de viol\u00eancia contra esses p\u00fablicos atingiram o maior patamar desde 2013, tendo uma rela\u00e7\u00e3o direta com a pandemia, j\u00e1 que, neste ano o Disque 100 registrou mais de 95 mil den\u00fancias e em 67% dos casos, elas se referiam a viol\u00eancia dom\u00e9stica contra\u00a0<\/div>\n<div>crian\u00e7as e adolescentes.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Minas Gerais est\u00e1 entre os estados que mais utilizaram o Disque 100 para denunciar a viol\u00eancia contra essa popula\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo registrou 23.870 den\u00fancias, Minas Gerais 12.040 e Rio de Janeiro 11.470. Estes estados acumulam metade das den\u00fancias do pa\u00eds.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Grande parte dessas den\u00fancias se refere a crian\u00e7as de 5 a 9 anos de idade, e o principal agressor \u00e9 o pai ou a m\u00e3e (59% dos casos), seguido por padrasto ou madrasta (6%), av\u00f4 ou av\u00f3 (3%), e tio (3%).\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Realidade do Taquaril<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa analisou as tr\u00eas unidades atendidas pelo Projeto Provid\u00eancia: Vila Maria, Taquaril e Fazendinha.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na unidade Taquaril, o levantamento mostrou que a principal respons\u00e1vel pela fam\u00edlia era a m\u00e3e, em 83 casas, seguida pela av\u00f3, com 9 registros e o pai com 7. J\u00e1 irm\u00e3 e tia tiveram 1<\/div>\n<div>ocorr\u00eancia cada. Os respons\u00e1veis t\u00eam, em sua maioria, idade entre 25 a 40 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sobre a quantidade de pessoas vivendo sob o mesmo teto, a maioria possui em torno de 4 a 6 membros, sendo um total de 65 casos; de 2 a 3 pessoas, s\u00e3o 21 casos e entre 7 a 12 pessoas, em torno de 13.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A maioria das m\u00e3es est\u00e1 desempregada (51,5%) e trabalha como diarista, faxineira ou auxiliar de servi\u00e7os. A maioria dos pais tamb\u00e9m est\u00e1 desempregada (46%) e ocupam cargos de pedreiro ou ajudante.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sobre a renda mensal familiar, a maioria ganha at\u00e9 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo e recebe algum benef\u00edcio socioassistencial.\u00a0 Sobre os motivos do atendimento no contexto da pandemia, a fome e inseguran\u00e7a alimentar aparece em primeiro lugar com 80 situa\u00e7\u00f5es. A viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 citada como um dos motivos do atendimento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O que chama aten\u00e7\u00e3o na unidade Taquaril \u00e9 que todas as fam\u00edlias apresentaram alguma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Muitas fam\u00edlias apresentam mais de uma situa\u00e7\u00e3o que colocam a mesma em constante risco. A sa\u00fade mental e o tr\u00e1fico tamb\u00e9m estavam presentes nos relat\u00f3rios. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, o destaque \u00e9 para a viol\u00eancia sofrida pelas mulheres. Outro fator que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o alto \u00edndice de desemprego no territ\u00f3rio, levando as fam\u00edlias a um contexto de pobreza agravante em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A fam\u00edlia da auxiliar de servi\u00e7os gerais, Eliana Silva, de 40 anos, \u00e9 uma delas. M\u00e3e de dois filhos, Ma\u00edsa de 13 anos e Jo\u00e3o Vitor de 10 anos, ela est\u00e1 desempregada h\u00e1 quase tr\u00eas anos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;A gente vai vendo as contas chegarem e nada de dinheiro. Se a gente n\u00e3o fizer uns bicos, umas faxinas??? ?? dif\u00edcil&#8221;, desabafa.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O marido, Pedro Ferreira dos Reis, de 68 anos, \u00e9 aposentado, mas faz alguns bicos para completar a renda familiar de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, vinda da aposentadoria. &#8220;Hoje as coisas est\u00e3o muito caras, um litro de leite custando quase R$ 10. Temos que pagar \u00e1gua, luz e economizar para comprar um g\u00e1s.??? O casal recebe cesta b\u00e1sica do projeto, mas vive em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar. ???Se n\u00e3o fosse isso, nossa situa\u00e7\u00e3o seria ainda pior. ?? uma comunidade muito carente. Se n\u00e3o fosse o projeto, a situa\u00e7\u00e3o estaria mais dif\u00edcil. Vamos vivendo cada dia, correndo atr\u00e1s&#8221;, diz Eliana.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ela conta que durante o per\u00edodo mais rigoroso do isolamento foi dif\u00edcil manter as crian\u00e7as em casa. &#8220;Pessoas pr\u00f3ximas perderam a vida por causa da COVID e eu dizia para eles que a gente n\u00e3o podia arriscar. Gra\u00e7as a Deus ningu\u00e9m aqui em casa pegou. Nossas vacinas est\u00e3o em dia e a das crian\u00e7as tamb\u00e9m.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A educa\u00e7\u00e3o dos filhos ficou prejudicada. Segundo Eliana, o filho tem dificuldade de ler e escrever apesar de estar na 4a s\u00e9rie. &#8220;Eles recebiam apostilas com atividades pedag\u00f3gicas, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que em uma sala de aula, com um professor para tirar d\u00favidas. A pandemia atrasou muito o ensino, agora eles est\u00e3o tendo aulas de refor\u00e7o na escola.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O sofrimento causado pela pandemia tamb\u00e9m trouxe problemas para a sa\u00fade mental da auxiliar de servi\u00e7os gerais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Eu comecei a ficar ansiosa, sem saber como lidar com a situa\u00e7\u00e3o. Procurei o posto de sa\u00fade em busca de ajuda m\u00e9dica, para enfrentar o problema de frente sem me deixar abalar. ?? muita coisa junta, tem os meninos, as coisas come\u00e7am a faltar dentro de casa.&#8221; Eliana passou a tomar rem\u00e9dios para controlar a ansiedade e para dormir.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Voc\u00ea se sente impotente, sem poder fazer nada. Essa pandemia teve um impacto bastante negativo e acho que vai demorar para melhorar porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a COVID. Os nossos governantes, por exemplo, enquanto a gente recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo, eles ganham muito, t\u00eam v\u00e1rios aux\u00edlios.&#8221; Ela diz que se sente desamparada pelo poder p\u00fablico. &#8220;Eles n\u00e3o olham para a comunidade. Infelizmente, a maioria s\u00f3 pensa no bolso deles.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado de uma pesquisa sobre o impacto da pandemia em fam\u00edlias de comunidades de Belo Horizonte mostrou que, durante o isolamento social, os\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":184519,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8648],"tags":[],"class_list":["post-184518","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-minas-gerais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184518","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184518"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184518\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}