{"id":185393,"date":"2022-07-14T06:42:31","date_gmt":"2022-07-14T09:42:31","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/koanza-suliva-bispo-da-vida-a-ialorixa-senegalesa-em-novo-solo\/"},"modified":"2022-07-14T06:42:31","modified_gmt":"2022-07-14T09:42:31","slug":"koanza-suliva-bispo-da-vida-a-ialorixa-senegalesa-em-novo-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/14\/koanza-suliva-bispo-da-vida-a-ialorixa-senegalesa-em-novo-solo\/","title":{"rendered":"Koanza: Suliv\u00e3 Bispo d\u00e1 vida a Ialorix\u00e1 senegalesa em novo solo"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Ap\u00f3s longa temporada fazendo apari\u00e7\u00f5es apenas no meio digital, chegou a hora da j\u00e1 popular e aplaudida Koanza, personagem criado e interpretado pelo ator baiano Suliv\u00e3 Bispo, subir no palco para um espet\u00e1culo teatral s\u00f3 seu, afinal ela tem muito a dizer.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De cabelos brancos e com not\u00edcias do futuro, a ialorix\u00e1 senegalesa Koanza d\u00e1 vida \u00e0 pe\u00e7a ???Koanza: do Senegal ao Curuzu???, que faz temporada no Teatro Sesi Rio Vermelho a partir de quinta-feira (15). A curta temporada dura tr\u00eas fins de semanas, com sess\u00f5es sempre \u00e0s sextas-feiras e s\u00e1bados, \u00e0s 20h.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Apesar de Mainha ter se popularizado primeiro, Koanza \u00e9 o meu primeiro personagem feminino, e essa ser\u00e1 a primeira vez que piso sozinho num espet\u00e1culo inteiramente dedicado a ela, para contar a hist\u00f3ria dela???, comenta Suliv\u00e3 Bispo.<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">Suliv\u00e3 afirma que o solo \u00e9 uma grande oportunidade de tratar de temas que lhe s\u00e3o caros como indiv\u00edduo e como ator: o combate ao racismo e \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quem \u00e9 essa mulher?<br \/> Senhora riqu\u00edssima nascida no Senegal, bem-sucedida no com\u00e9rcio de j\u00f3ias e tecidos senegaleses para a di\u00e1spora negra, makota (cargo feminino de grande valor no Candombl\u00e9), sofisticada e moradora do Corredor da Vit\u00f3ria, Koanza (nome de um rio angolano e da moeda de Angola) \u00e9 uma mulher de saberes ancestrais.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Chique e consciente do mundo desigual em que vivemos, ela \u00e9 comprometida com um papel ativo na reafricaniza\u00e7\u00e3o das lutas antirracistas na di\u00e1spora negra, que ela refina com empenho, eleg\u00e2ncia e humor.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quando estava construindo a personagem, Suliv\u00e3 \u00a0queria fazer de Koanza uma senhora muito elegante, capaz de discutir o racismo sem descer do salto, com retid\u00e3o, for\u00e7a e tamb\u00e9m encanto, e ela \u00e9 assim, tem uma fineza e uma classe que incomodam.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">&#8220;Minha inspira\u00e7\u00e3o para cri\u00e1-la veio de muitas mulheres negras empoderadas. Uma delas \u00e9 minha tia Arany Santana, principal refer\u00eancia para esse personagem, mas Koanza tamb\u00e9m se inspira em Elza Soares, Ruth de Souza, Jovelina P\u00e9rola Negra, Ma\u00edra Azevedo, Michelle Obama, Oprah Winfrey, Rita Batista, Maju Coutinho, Aline Midlej e tantas e tantas outras???, conta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Koanza \u00e9 o segundo mon\u00f3logo da carreira de Suliv\u00e3, que confessa estar surpreso com as propor\u00e7\u00f5es que ela tomou nas redes sociais. O primeiro foi Kaiala.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Ela denuncia o racismo que sofro cotidianamente, e ela traz uma for\u00e7a que eu digo que eu n\u00e3o sei se tenho, porque sou muito sens\u00edvel, e ela trata as quest\u00f5es de uma forma muito did\u00e1tica e po\u00e9tica, e \u00e0s vezes fala umas coisas dif\u00edceis que eu n\u00e3o sei o que ela est\u00e1 falando&#8230; E a\u00ed eu fico brincando se ela seria uma entidade ou o meu alterego, mas a realidade \u00e9 que eu admiro muito Koanza, ela \u00e9 uma refer\u00eancia, como tantas mulheres que me cercam, que me moldam e me ensinam muito???.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Para o diretor do espet\u00e1culo, o carioca Thiago Romero, que tamb\u00e9m \u00e9 ator, core\u00f3grafo e arte educador, Koanza \u00e9 mais um passo que Suliv\u00e3 Bispo d\u00e1 no sentido de trazer \u00e0 cena narrativas que pautam sua vida.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Acredito que Koanza aprofunda minha parceria com Suliv\u00e3 no sentido da constru\u00e7\u00e3o de solos a partir de personagens que trazem como debate o racismo religioso e tantas intoler\u00e2ncias. Assim como iniciamos com Kaiala, seguimos procurando, na constru\u00e7\u00e3o desses solos, formas po\u00e9ticas e de utiliza\u00e7\u00e3o do humor como ferramentas potentes para o encontro com o espectador&#8221;, comenta ele.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Al\u00e9m de &#8220;Koanza: Do Senegal ao Curuzu&#8221; e &#8220;Kaiala&#8221;, Romero j\u00e1 esteve dirigindo Suliv\u00e3 em &#8220;Rebola&#8221;, espet\u00e1culo de nascimento de Koanza, no musical &#8220;Delicado&#8221;, na pe\u00e7a &#8220;Anoitecidas&#8221; e na vers\u00e3o baiana de &#8220;Madame Sat\u00e3&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Se quiser ir, adiante seu lado e corra para o Sympla: s\u00f3 h\u00e1 ingressos dispon\u00edveis para a sess\u00e3o do pr\u00f3ximo s\u00e1bado (16). O resto, esgotou. Koanza n\u00e3o \u00e9 mole, n\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s longa temporada fazendo apari\u00e7\u00f5es apenas no meio digital, chegou a hora da j\u00e1 popular e aplaudida Koanza, personagem criado e interpretado pelo ator\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":185394,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-185393","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-policia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185393"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185393\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}