{"id":187405,"date":"2022-07-17T22:00:19","date_gmt":"2022-07-18T01:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/com-novos-moradores-zoologico-de-bh-lota-em-primeiro-domingo-de-ferias\/"},"modified":"2022-07-17T22:00:19","modified_gmt":"2022-07-18T01:00:19","slug":"com-novos-moradores-zoologico-de-bh-lota-em-primeiro-domingo-de-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/17\/com-novos-moradores-zoologico-de-bh-lota-em-primeiro-domingo-de-ferias\/","title":{"rendered":"Com novos moradores, zool\u00f3gico de BH lota em primeiro domingo de f\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>No primeiro domingo de f\u00e9rias, os belo-horizontinos lotaram o Jardim Zool\u00f3gico, na Pampulha. E a visita tem um atrativo a mais &#8211; o zool\u00f3gico ganhou novos moradores. Acabam de desembarcar na capital oito aves emu, a segunda\u00a0 mais alta do mundo. S\u00e3o seis f\u00eameas e dois machos, todos com cerca de oito meses de idade. Eles agora completam o grupo de aves terrestres no zoo de BH. <\/p>\n<p> Os emus vieram do Zooparque Itatiba, em S\u00e3o Paulo, em modelo de permuta. Do zool\u00f3gico de Belo Horizonte, partiram para a cidade paulista uma harpia, esp\u00e9cie de gavi\u00e3o real amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, para formar um casal com outro indiv\u00edduo em Itatiba. A cidade paulista tamb\u00e9m recebeu quatro cisnes branco, al\u00e9m de um casal do grou-coroado, esp\u00e9cie de ave ex\u00f3tica africana tamb\u00e9m amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos emus, o zool\u00f3gico de Belo Horizonte recebeu uma jacutinga, ave que habita as florestas virgens das regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, animal tamb\u00e9m com risco de desaparecer, e tr\u00eas emas &#8211; para esses \u00faltimos animais a troca foi no sentido de manuten\u00e7\u00e3o da variabilidade gen\u00e9tica do grupo de animais do zoo da capital. No geral, o objetivo central da transa\u00e7\u00e3o \u00e9 para car\u00e1ter de   educa\u00e7\u00e3o e como projeto de conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>O gerente do Zool\u00f3gico de Belo Horizonte, Humberto Mello, explica porque s\u00e3o comuns as trocas de animais entre institui\u00e7\u00f5es zool\u00f3gicas. &#8220;Muitas vezes, s\u00e3o voltadas para os projetos de conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Nessa permuta, para n\u00f3s \u00e9 o car\u00e1ter educativo e, para a institui\u00e7\u00e3o em Itatiba, o lado da conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies&#8221;, explica.  <\/p>\n<p>Especificamente sobre os emus que chegam \u00e0 capital, a permuta tem como finalidade o potencial informativo para a educa\u00e7\u00e3o. &#8220;Agora, temos indiv\u00edduos representantes de todos os grupos de aves terrestres, que n\u00e3o voam, referentes a diferentes biomas do mundo. Al\u00e9m dos emus, j\u00e1 temos em BH o avestruz africano, o casuar australiano, e as emas origin\u00e1rias do cerrado brasileiro&#8221;, informa Humberto, aproveitando a ocasi\u00e3o para fazer um convite: &#8220;Quem tiver interesse em visitar o zool\u00f3gico poder\u00e1 conhecer a diversidade das aves terretres, que est\u00e3o em recintos na sequ\u00eancia uns dos outros, com indiv\u00edduos de todos esses grupos de animais.&#8221;   <\/p>\n<p>A professora S\u00e2mara Martins, de 29 anos, e o marido, o operador de empilhadeira Renato ??ngelo, de 34, j\u00e1 foram ao zool\u00f3gico em v\u00e1rias oportunidades. Neste domingo, foi a vez do filho, o pequeno Davi, de tr\u00eas anos, conhecer o local. <\/p>\n<p>Os tr\u00eas, moradores de Ribeir\u00e3o das Neves, na Grande BH, passeavam para ver os animais, e um atrativo especial \u00e9 que, desta vez, muitos estavam acordados e aos olhos do p\u00fablico. &#8220;Geralmente eles est\u00e3o escondidos, dormindo, e hoje conseguimos ver melhor&#8221;, disse Renato.<\/p>\n<p>Depois de ir ao recinto do le\u00e3o, a fam\u00edlia foi conhecer os novos moradores, os emus. &#8220;N\u00e3o conhec\u00edamos. Achamos que era um avestruz. Gostamos muito&#8221;, acrescentou S\u00e2mara.  <\/p>\n<p><\/p>\n<h2><b>FILA <\/b><\/h2>\n<p>Com o recesso escolar, o zool\u00f3gico, um lugar que agrada especialmente as crian\u00e7as, recebeu um grande n\u00famero de visitantes nesse domingo (17\/7). <\/p>\n<p>Filas de carros e de pessoas se formaram na portaria pela Lagoa da Pampulha. A sequ\u00eancia de autom\u00f3veis deu a volta no quarteir\u00e3o  e a Guarda Municipal multou os fura-filas e motoristas que pararam em local proibido. <\/p>\n<p>Moradora de BH, a diarista Adriane Barbosa de Assis, de 48 anos costuma ir ao zool\u00f3gico. Mas, neste domingo, reparou o movimento maior. &#8220;Desta vez est\u00e1 mais cheio. At\u00e9 para entrar foi mais dif\u00edcil&#8221;, disse, ela que ficou meia hora na fila para acessar o zool\u00f3gico.  <\/p>\n<h2><b>OS NOVOS MORADORES\u00a0<\/b><\/h2>\n<p>O emu, ou ema-australiana (de nome cient\u00edfico <i>dromaius novaehollandiae<\/i>), \u00e9 uma esp\u00e9cie de ave terrestre end\u00eamica da Austr\u00e1lia. ?? a segunda ave mais alta do mundo, superada apenas pelo avestruz, e tamb\u00e9m \u00e9 parente da ema. <\/p>\n<p>A etimologia do nome &#8220;emu&#8221; \u00e9 incerta, mas acredita-se que tenha vindo de uma palavra \u00e1rabe para &#8220;ave grande&#8221;, mais tarde usada por exploradores portugueses para descrever o casuar, uma ave parecida nativa da Austr\u00e1lia e da Nova Guin\u00e9. Outra teoria \u00e9 que vem da palavra &#8220;ema&#8221;, que aparece na l\u00edngua portuguesa para denotar uma grande ave semelhante a um avestruz ou gar\u00e7a.  <\/p>\n<p>Os animais maiores podem atingir entre 1,50 e 1,90 metros de altura. Medidos do bico \u00e0 cauda, variam em comprimento de 139 a 164 cent\u00edmetros, com os machos com m\u00e9dia de 148,5 cent\u00edmetros e as f\u00eameas com m\u00e9dia de 156,8 cent\u00edmetros. Pesados um pouco mais, em m\u00e9dia, do que um pinguim-imperador, emus adultos pesam entre 18 e 60 quilos, com m\u00e9dia de 31,5 e 37 quilos para machos e f\u00eameas, respectivamente.  <\/p>\n<p>Embora n\u00e3o voem, as emus t\u00eam asas vestigiais &#8211; batem as asas ao correr, talvez como um meio de se estabilizar quando se movem rapidamente. Eles t\u00eam pesco\u00e7os e pernas longos, e podem correr a uma velocidades de 48 quil\u00f4metros por hora. Ao caminhar, o emu d\u00e1 passadas de cerca de um metro, mas no galope total, uma passada pode chegar a 2,75 metros. Emus s\u00e3o aves grandes e poderosas, e suas pernas est\u00e3o entre as mais fortes de qualquer animal e poderosas o suficiente para derrubar cercas de metal.<\/p>\n<p>Os emus s\u00e3o aves de h\u00e1bitos diurnos e passam o dia procurando comida, limpando sua plumagem com o bico, banhando-se de poeira e descansando. Antes comuns na costa leste da Austr\u00e1lia, os emus agora s\u00e3o incomuns nessa regi\u00e3o. Por outro lado, o desenvolvimento da agricultura e o fornecimento de \u00e1gua para estocagem no interior do continente aumentaram a \u00e1rea de ocorr\u00eancia da ave em regi\u00f5es \u00e1ridas. <\/p>\n<p>Os emus vivem em v\u00e1rios habitats em toda a Austr\u00e1lia, tanto no interior quanto perto do litoral. S\u00e3o mais comuns em \u00e1reas de florestas de savana e escler\u00f3filas, e menos comuns em distritos densamente povoados.<\/p>\n<p>Eles alimentam de diversas esp\u00e9cies de plantas nativas e introduzidas, e sementes. Tamb\u00e9m comem insetos e outros artr\u00f3podes, incluindo gafanhotos e grilos, besouros, baratas, joaninhas, larvas, mariposas, formigas, aranhas e centopeias. Na dieta dos emus est\u00e3o ainda trigo e qualquer fruta ou outra cultura agr\u00edcola que possam acessar (eles escalam com facilidade cercas altas). <\/p>\n<p>Pedras pequenas s\u00e3o engolidas para auxiliar na tritura\u00e7\u00e3o e digest\u00e3o do material vegetal. As aves tamb\u00e9m comem carv\u00e3o, embora a raz\u00e3o para isso n\u00e3o seja clara. Emus cativos s\u00e3o conhecidos por comer cacos de vidro, m\u00e1rmores, chaves de carros, joias e porcas e parafusos. S\u00e3o criados principalmente por sua carne, couro, penas e \u00f3leo, e 95% da carca\u00e7a pode ser usada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2>PREFEITURA de BH<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em nota, a prefeitura de Belo Horizonte comentou o grande movimento nos parques da capital:<\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p><i>&#8220;A Funda\u00e7\u00e3o de Parques Municipais e Zoobot\u00e2nica informa que, anualmente, em todas as unidades sob sua administra\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um aumento significativo de p\u00fablico nos meses de janeiro e julho (segunda quinzena), em fun\u00e7\u00e3o das f\u00e9rias escolares. Isso ocorre principalmente em parques tradicionais, como Mangabeiras e Municipal, e tamb\u00e9m na Zoobot\u00e2nica, caso espec\u00edfico em que, nesses per\u00edodos, a Funda\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a equipe de apoio \u00e0 portaria, por ser o\u00a0 \u00fanico dos atrativos com bilheteria e cobran\u00e7a de ingressos, que demanda maior tempo de atendimento.\u00a0<\/i><\/p>\n<p><i><br \/><\/i><\/p>\n<p><i>As equipes de apoio organizam a fila de carros, orientam o visitante a deixar dinheiro ou cart\u00e3o \u00e0 m\u00e3o para agilizar os atendimentos e, ainda, quando percebem a presen\u00e7a de filas, que se formam na Portaria 1 (Orla da Lagoa), orientam os visitantes para o uso da Portaria 2, mas a maioria opta por aguardar no local.\u00a0<\/i><\/p>\n<p><i><br \/><\/i><\/p>\n<p><i>Equipes da BHTrans e Guarda Municipal tamb\u00e9m atuam no local nessa \u00e9poca, controlando o tr\u00e2nsito no entorno da Zoobot\u00e2nica.&#8221;\u00a0<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro domingo de f\u00e9rias, os belo-horizontinos lotaram o Jardim Zool\u00f3gico, na Pampulha. 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