{"id":188197,"date":"2022-07-19T06:47:23","date_gmt":"2022-07-19T09:47:23","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/aluna-de-escola-de-musica-da-ufba-conquista-1o-lugar-em-concurso-internacional-de-violao\/"},"modified":"2022-07-19T06:47:23","modified_gmt":"2022-07-19T09:47:23","slug":"aluna-de-escola-de-musica-da-ufba-conquista-1o-lugar-em-concurso-internacional-de-violao__trashed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/19\/aluna-de-escola-de-musica-da-ufba-conquista-1o-lugar-em-concurso-internacional-de-violao__trashed\/","title":{"rendered":"Aluna de escola de m\u00fasica da Ufba conquista 1\u00ba lugar em concurso internacional de viol\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\">\n<p class=\"bodytext\">Antes de conseguir tocar um viol\u00e3o, Rebeca Lorenzi da Silva j\u00e1 era capaz de compreender o ritmo que emanava das cordas do instrumento. Anos depois, o encanto revelou o talento guardado. Aos 14 anos, a jovem venceu o II Concurso Internacional Viol\u00e3o &#038; Viol\u00e3o, entre violonistas portugueses e brasileiros.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"809\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/4\/a\/csm_violao2_4c66dc894b.jpg\" width=\"540\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">Na apresenta\u00e7\u00e3o que lhe garantiu a vit\u00f3ria no n\u00edvel II, para competidores at\u00e9 14 anos, Rebeca apresentou o Prel\u00fadio 5, de Villa Lobos, e o Capricho \u00c1rabe, de Francisco T\u00e1rrega. A competi\u00e7\u00e3o exigia uma prova \u00fanica com duas pe\u00e7as contrastantes de no m\u00e1ximo 10 minutos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Os [concursos] internacionais s\u00e3o sempre algo novo, porque s\u00e3o pa\u00edses diferentes, com pessoas diferentes. ?? uma dedica\u00e7\u00e3o maior. Quando escolhi as m\u00fasicas, foi porque uma eu j\u00e1 tinha tocado em outra competi\u00e7\u00e3o e o Prel\u00fadio 5 comecei a estudar antes do concurso. S\u00e3o duas pe\u00e7as complicadas, mas que me tocam muito. Quando estou tocando, tento passar emo\u00e7\u00e3o, para fazer com que as pessoas sintam a mesma coisa que senti???, detalha.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">O pr\u00eamio n\u00e3o veio \u00e0 toa. A musicista \u00e9 uma estudante dedicada. A sua rotina inclui tr\u00eas horas di\u00e1rias de aten\u00e7\u00e3o ao viol\u00e3o, al\u00e9m dos momentos de pesquisa e da busca por inspira\u00e7\u00e3o em violonistas ao redor do mundo. O professor que acompanha sua trajet\u00f3ria na Escola de M\u00fasica da Universidade Federal da Bahia (EMUS), Felipe Rebou\u00e7as, a descreve como proativa e detalhista. J\u00e1 ela, pensa que ainda h\u00e1 um caminho longo de dedica\u00e7\u00e3o para percorrer.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/0\/7\/csm_violao3_70ad5a5395.jpg\" width=\"667\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es\/CORREIO)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Eu n\u00e3o pensei que fosse ganhar o primeiro lugar, mas quanto mais a gente vai crescendo, mais vai tendo que se igualar aos outros competidores. Agora estou no de 14 anos, mas daqui a pouco vou estar no de 18. Ent\u00e3o n\u00e3o posso ficar assim: ???ah, eu sou a melhor. Fiquei em primeiro lugar e vai ser assim para sempre???. N\u00e3o pode ser assim, sempre penso o pior, mas me preparo para o melhor???, diz Rebeca.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Apesar da pouca idade, esta \u00e9 a s\u00e9tima premia\u00e7\u00e3o que ela ganha. A paulista, que vive em Salvador desde os 5 anos, j\u00e1 acumula em seu curr\u00edculo quatro vit\u00f3rias em concursos internacionais e tr\u00eas em concursos nacionais. Tudo come\u00e7ou quando Rebeca ainda era gerada na barriga da sua m\u00e3e, Jezabel Cunha Lorenzi, e j\u00e1 frequentava rodas de samba. Seu pai, M\u00e1rcio Santos da Silva, tocava viol\u00e3o para ela. Foi principalmente dele que herdou o gosto pela m\u00fasica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Segundo meus pais, eu amava cantar e tocar desde antes de conseguir falar uma \u00fanica palavra. \u00cdamos para as noitadas. Meu tamanho era t\u00e3o pequeno que eu cabia em uma capa de viol\u00e3o. Painho costuma dizer: ???voc\u00ea ia com a gente para as rodas e pegava qualquer instrumento, come\u00e7ava a tocar e se sentia parte daquilo que se formava ali???, conta Rebeca.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/fileadmin\/_processed_\/3\/6\/csm_violao4_760c4ca33b.jpg\" width=\"540\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"text-center\">(Foto: Paula Fr\u00f3es)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\">M\u00e1rcio \u00e9 educador musical e um dos fundadores do projeto social Oficina Brasil, que era sediado em Pau da Lima, em Salvador, onde a jovem mora. Rebeca come\u00e7ou a frequentar o local e participar das aulas de viol\u00e3o. Aos 6 anos, ela come\u00e7ou a tocar o instrumento e n\u00e3o parou mais. Dois anos depois, foi aceita como aluna do Curso de Extens\u00e3o da Escola de M\u00fasica da Ufba, onde estuda at\u00e9 hoje. Desde mar\u00e7o deste ano, ela tamb\u00e9m integra o grupo da Camerata de Viol\u00f5es do Neojiba.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Ela sempre demonstrou interesse na m\u00fasica, e quando decidiu que era o queria, Rebeca n\u00e3o parou de se dedicar nem um minuto. Ela sai, se diverte, curte a vida, mas nunca deixa de estudar a m\u00fasica pelo menos seis horas por dia. Quando tem competi\u00e7\u00e3o, \u00e9 ainda mais dedicada. Me orgulho muito dela???, declara o pai.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Quando questionada sobre onde pretende chegar atrav\u00e9s da m\u00fasica, Rebeca afirma que planeja estudar para fazer um interc\u00e2mbio, realizar a gradua\u00e7\u00e3o em m\u00fasica na Ufba e depois concluir outra forma\u00e7\u00e3o no exterior, para seguir carreira de musicista profissional. At\u00e9 l\u00e1, seguir\u00e1 competindo e realizando o ritual que sempre faz antes de cada apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">???Fecho os olhos e penso assim: ???agora s\u00f3 tem eu e o meu viol\u00e3o???. Nada mais no mundo importa, mesmo que algu\u00e9m fa\u00e7a barulho ou que alguma coisa tente tirar a minha concentra\u00e7\u00e3o, s\u00f3 existe eu e ele, e quero passar essa emo\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 me ouvindo???. \u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\"><em>*Com orienta\u00e7\u00e3o da subeditora Fernanda Varela\u00a0<\/em><br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de conseguir tocar um viol\u00e3o, Rebeca Lorenzi da Silva j\u00e1 era capaz de compreender o ritmo que emanava das cordas do instrumento. 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