{"id":190079,"date":"2022-07-21T19:02:16","date_gmt":"2022-07-21T22:02:16","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/vacinas-da-pfizer-e-da-moderna-protegem-contra-covid-por-mais-tempo-diz-pesquisa\/"},"modified":"2022-07-21T19:02:16","modified_gmt":"2022-07-21T22:02:16","slug":"vacinas-da-pfizer-e-da-moderna-protegem-contra-covid-por-mais-tempo-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/21\/vacinas-da-pfizer-e-da-moderna-protegem-contra-covid-por-mais-tempo-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Vacinas da Pfizer e da Moderna protegem contra Covid por mais tempo, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>S??O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Vacinas contra Covid-19 desencadeiam diferentes per\u00edodos de imunidade e aquelas que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) s\u00e3o as que protegem por mais tempo, segundo estudo conduzido por cientistas das universidades Yale e da Carolina do Norte publicado na \u00faltima sexta (15) na revista cient\u00edfica PNAS.<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>A pesquisa buscou estimar a probabilidade de infec\u00e7\u00f5es futuras por Sars-Cov-2 entre quem j\u00e1 contraiu o v\u00edrus e em pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen. Para tanto, foram compilados os dados de dez estudos anteriores que avaliaram a resposta induzida pelos imunizantes e pela exposi\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus e compara o n\u00edvel de anticorpo IgG anti-S ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Tanto os anticorpos por infec\u00e7\u00e3o natural quanto os induzidos por vacinas diminuem gradativamente, aumentando a probabilidade de infec\u00e7\u00f5es, por\u00e9m as taxas s\u00e3o diferentes em cada caso.<\/p>\n<p>Segundo os autores, enquanto a mediana do tempo para infec\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o com doses da Moderna e da Pfizer \u00e9 de 29,6 meses, a observada com as vacinas da AstraZeneca e da Janssen \u00e9 de 22,4 e 20,5 meses, respectivamente. No caso das infec\u00e7\u00f5es naturais, a mediana \u00e9 de 21,5 meses.<\/p>\n<p>A partir desses n\u00fameros, os pesquisadores sugerem quando aplicar novas doses. Para permitir n\u00e3o mais do que 5% de probabilidade de infec\u00e7\u00e3o futura como consequ\u00eancia do decl\u00ednio da imunidade, eles indicam que as pessoas totalmente vacinadas com Moderna e Pfizer recebam o primeiro refor\u00e7o p\u00f3s-vacina\u00e7\u00e3o dentro de um ano e que os totalmente imunizados com AstraZeneca e Janssen tomem a dose de refor\u00e7o em cinco meses e 4,5 meses, respectivamente.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor na Unesp e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, o artigo contribui com informa\u00e7\u00f5es importantes. A primeira \u00e9 que o pico e a dura\u00e7\u00e3o da imunidade com vacinas de mRNA s\u00e3o muito maiores do que aqueles por infec\u00e7\u00e3o natural, contrariando a ideia de que \u00e9 melhor se expor ao v\u00edrus para adquirir anticorpos. O estudo tamb\u00e9m confirma que vacinas de mRNA oferecem maior prote\u00e7\u00e3o do que aquelas por vetor viral.<\/p>\n<p>&#8220;Isso, por\u00e9m, n\u00e3o inviabiliza os imunizantes de vetor viral porque eles conferem anticorpos e reduzem as chances de hospitaliza\u00e7\u00e3o e \u00f3bito&#8221;, ressalta o professor. Ele destaca tamb\u00e9m que, com o avan\u00e7o da variante \u00f4micron, a resposta por infec\u00e7\u00e3o natural pode agora ser mais curta do que a indicada no artigo, ampliando a dist\u00e2ncia entre o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o por contrair a doen\u00e7a e o oferecido pelas vacinas.<\/p>\n<p>Por outro lado, tanto Barbosa quanto a m\u00e9dica imunologista Cristina Bonorino, professora da UFCSPA (Universidade Federal de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre) e integrante do comit\u00ea cient\u00edfico da Sociedade Brasileira de Imunologia, advertem que o estudo n\u00e3o considerou a a\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas T, imprescind\u00edveis nas respostas antivirais.<\/p>\n<p>&#8220;Os anticorpos impedem cargas virais mais altas, mas o que protege mesmo s\u00e3o as c\u00e9lulas T. ?? comum as pesquisas analisarem apenas anticorpos porque \u00e9 mais f\u00e1cil medi-los, mas essa n\u00e3o \u00e9 toda a hist\u00f3ria, n\u00e3o podemos nos basear apenas neles&#8221;, diz Cristina Bonorino.<\/p>\n<p>Ela comenta que o ideal seria cruzar dados de anticorpos, c\u00e9lulas T, n\u00famero de casos e variantes e que ainda n\u00e3o h\u00e1 um modelo matem\u00e1tico para essa an\u00e1lise. &#8220;O problema no Brasil \u00e9 que n\u00e3o temos dados claros do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade&#8221;, critica a professora.<\/p>\n<p>Foi por n\u00e3o conseguirem encontrar dados suficientes que os pesquisadores n\u00e3o inclu\u00edram a Coronavac em sua an\u00e1lise, conta Jeffrey Townsend, professor na Escola de Sa\u00fade P\u00fablica de Yale e autor principal do artigo. Ele menciona, contudo, que as durabilidades relativas encontradas na pesquisa parecem corresponder \u00e0s efic\u00e1cias relativas apontadas nos ensaios cl\u00ednicos, ent\u00e3o seria poss\u00edvel especular que o tempo de prote\u00e7\u00e3o da Coronavac estaria abaixo de AstraZeneca e Janssen.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos trabalhando agora nos benef\u00edcios de diferentes esquemas de refor\u00e7o. Os resultados ainda n\u00e3o passaram pela revis\u00e3o por pares, mas \u00e9 l\u00f3gico que refor\u00e7os em intervalos substancialmente maiores do que aqueles que mostramos para o primeiro refor\u00e7o p\u00f3s-vacina\u00e7\u00e3o provavelmente sejam ineficazes na supress\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Townsend.<\/p>\n<p>Tanto o pesquisador quanto Bonorino acreditam que esquemas de imuniza\u00e7\u00e3o como o visto no Brasil, com vacina\u00e7\u00e3o com Coronavac e refor\u00e7o com Pfizer, por exemplo, promovem a prote\u00e7\u00e3o. As d\u00favidas s\u00e3o qual combina\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor e quando tomar.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica observa ainda que, mais do que administrar refor\u00e7os, o Brasil precisa neste momento priorizar a vacina\u00e7\u00e3o de suas crian\u00e7as. &#8220;Elas ficaram sem escola, sem vacina e voltaram \u00e0s aulas sem imuniza\u00e7\u00e3o, sujeitas a complica\u00e7\u00f5es e Covid longa. As crian\u00e7as s\u00e3o o grupo mais negligenciado na pandemia&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S??O PAULO, SP (FOLHAPRESS) &#8211; Vacinas contra Covid-19 desencadeiam diferentes per\u00edodos de imunidade e aquelas que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) s\u00e3o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":190080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8135],"tags":[],"class_list":["post-190079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estilo-de-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190079","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=190079"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190079\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=190079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=190079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=190079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}