{"id":190606,"date":"2022-07-22T14:44:34","date_gmt":"2022-07-22T17:44:34","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/operacao-com-19-mortes-no-alemao-e-a-quarta-mais-letal-da-historia-do-rio\/"},"modified":"2022-07-22T14:44:34","modified_gmt":"2022-07-22T17:44:34","slug":"operacao-com-19-mortes-no-alemao-e-a-quarta-mais-letal-da-historia-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/22\/operacao-com-19-mortes-no-alemao-e-a-quarta-mais-letal-da-historia-do-rio\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o com 19 mortes no Alem\u00e3o \u00e9 a quarta mais letal da hist\u00f3ria do Rio"},"content":{"rendered":"<div>Em um intervalo de apenas 14 meses, o Rio de Janeiro registrou tr\u00eas das quatro opera\u00e7\u00f5es mais letais da hist\u00f3ria da cidade. A \u00faltima foi nesta quinta-feira (21\/7), quando 19 pessoas terminaram mortas durante uma opera\u00e7\u00e3o policial no Complexo do Alem\u00e3o. A opera\u00e7\u00e3o empatou com a terceira mais letal da hist\u00f3ria do Rio. A 19\u00aa morte, uma moradora identificada como Solange Martins, foi confirmada na manh\u00e3 desta sexta-feira (22\/7).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As duas primeiras a\u00e7\u00f5es policiais que terminaram com mais mortos ocorreram em um espa\u00e7o de tempo de apenas um ano. A primeira no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, em maio do ano passado, quando 28 pessoas foram mortas. Somente um dos casos foi a julgamento. Os policiais civis Douglas de Lucena Peixoto Siqueira e Anderson Silveira Pereira foram denunciados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro (MP-RJ) pela morte de Omar Pereira da Silva. O julgamento come\u00e7ou no fim de junho.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Um ano depois, em maio deste ano, uma opera\u00e7\u00e3o na Vila Cruzeiro, tamb\u00e9m na Zona Norte da cidade, terminou com 25 mortos. A a\u00e7\u00e3o se tornou a segunda mais letal da hist\u00f3ria do Rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 nesta quinta, 18 pessoas morreram durante a opera\u00e7\u00e3o no Complexo do Alem\u00e3o, um dos maiores conjuntos de favela do Rio. Entre os mortos est\u00e3o uma mulher, um policial e 16 suspeitos. Esta est\u00e1 sendo considerada a opera\u00e7\u00e3o mais violenta no Alem\u00e3o desde a ocupa\u00e7\u00e3o da comunidade, em 2010.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao todo, as tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es que ocorreram em pouco mais de um ano terminaram com 71 mortos. Al\u00e9m das tr\u00eas opera\u00e7\u00f5es que ocorreram no Rio desde 2021, uma a\u00e7\u00e3o no Complexo do Alem\u00e3o em junho de 2007 terminou com 19 mortos e \u00e9 a terceira da hist\u00f3ria com mais mortos. Juntas as quatros opera\u00e7\u00f5es, todas na Zona Norte da cidade, somam 90 mortos.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado nesta quinta, somente a Baixada Fluminense concentrou 481 tiroteios no primeiro semestre de 2022 e quase um ter\u00e7o dos registros ocorreram durante a\u00e7\u00f5es ou opera\u00e7\u00f5es policiais, um aumento de 20% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Neste tempo, 289 pessoas foram baleadas na regi\u00e3o, sendo que 169 morreram e 120 ficaram feridas. Entre as ocorr\u00eancias, 198 foram atingidas durante opera\u00e7\u00f5es policiais, sendo 100 mortas e 98 feridas.\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um intervalo de apenas 14 meses, o Rio de Janeiro registrou tr\u00eas das quatro opera\u00e7\u00f5es mais letais da hist\u00f3ria da cidade. 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