{"id":191117,"date":"2022-07-23T10:36:07","date_gmt":"2022-07-23T13:36:07","guid":{"rendered":"https:\/\/primeirojornal.com.br\/2022\/07\/numero-de-mulheres-no-setor-de-transporte-rodoviario-cresce-61-em-sp\/"},"modified":"2022-07-23T10:36:07","modified_gmt":"2022-07-23T13:36:07","slug":"numero-de-mulheres-no-setor-de-transporte-rodoviario-cresce-61-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetabaiana.com.br\/index.php\/2022\/07\/23\/numero-de-mulheres-no-setor-de-transporte-rodoviario-cresce-61-em-sp\/","title":{"rendered":"N\u00famero de mulheres no setor de transporte rodovi\u00e1rio cresce 61% em SP"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<p>As mulheres s\u00e3o maioria no Brasil. Segundo o \u00faltimo Censo do <strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/strong> (IBGE), elas representam 51,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, enquanto os homens s\u00e3o 48,2%. Entretanto, ainda h\u00e1 espa\u00e7os nos quais a presen\u00e7a feminina \u00e9 pouco representativa, como, por exemplo, nos transportes de carga. Segundo a <strong>Secretaria Nacional de Tr\u00e2nsito<\/strong>, o pa\u00eds tem cerca de 4,39 milh\u00f5es de Carteiras Nacionais de Habilita\u00e7\u00e3o para ve\u00edculos pesados, dos quais 97,19% \u00e9 de motoristas homens. Apenas 2,81% s\u00e3o mulheres. Ainda assim, esse cen\u00e1rio vem apresentando algumas mudan\u00e7as. Um levantamento do <strong>Instituto Paulista do Transporte de Carga<\/strong> apontou que, no ano passado, o p\u00fablico feminino aumentou em 61% nas ocupa\u00e7\u00f5es do setor de transporte rodovi\u00e1rio de carga do Estado de<strong> S\u00e3o Paulo<\/strong>. Foram 32.094 admiss\u00f5es. A maior oferta de vagas est\u00e1 nas \u00e1reas administrativa e comercial. Mas h\u00e1 quem atue na expans\u00e3o da m\u00e3o de obra feminina em outros setores. O intenso leva e traz de cargas por rodovias Brasil \u00e0 fora requer mais profissionais. Essa realidade \u00e9 o que move algumas empresas transportadoras a adotar medidas que impulsionam e incentivam a contrata\u00e7\u00e3o de mulheres no volante. Mas o setor vem encontrando dificuldades para preencher essas vagas.<\/p>\n<p>Ana Jarrouge, presidente executiva do sindicato das empresas de transporte de carga de S\u00e3o Paulo e Regi\u00e3o (Cetcesp), acredita que a escass\u00eas de mulheres para o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o cultural. ???Que \u00e9 uma quest\u00e3o puramente cultural. Eu acho que tem muito disso ainda. As mulheres est\u00e3o come\u00e7ando a perceber que esse \u00e9 um setor em que elas podem entrar no mercado de trabalho. Acho que o primeiro de tudo \u00e9 uma quest\u00e3o cultural mesmo. E outra, a gente tem alguns desafios ligados, principalmente quando se fala em motorista, que hoje \u00e9 o maior gape quando se fala em falta de m\u00e3o de obra no segmento de transportes, \u00e9 a quest\u00e3o da infraestrutura???, diz.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 no Brasil como em outros lugares ao redor do mundo tem faltado m\u00e3o de obra para o transporte de cargas, o que tem se tornado uma oportunidade para muitas mulheres entrarem no ramo. A M\u00e1rcia, por exemplo, \u00e9 caminhoneira h\u00e1 cinco anos e tem incentivado cada vez mais mulheres a pegarem a estrada. Durante boa parte da vida dela, M\u00e1rcia foi motorista de \u00f4nibus, porque conseguia conciliar com a maternidade, mas depois que os filhos cresceram, ela decidiu seguir o sonho de virar caminhoneira. ???Desde crian\u00e7a, sempre gostei de carro grande, \u00f4nibus caminh\u00e3o. Meu pai era mec\u00e2nico de caminh\u00e3o e de \u00f4nibus, ent\u00e3o toda vez que eu tinha oportunidade de estar perto, eu acompanhava. Minha fam\u00edlia apoiou bastante, gra\u00e7as a Deus. Eu vi que era a hora de fazer isso, sair do \u00f4nibus e ir para o caminh\u00e3o, realizar o meu sonho. A\u00ed, logo de cara, j\u00e1 comprei o caminh\u00e3o???, conta M\u00e1rcia.<\/p>\n<p>Os problemas que Ana Rarrouge, da Cetcesp, citou s\u00e3o sentidos na pele por M\u00e1rcia. Ela afirma que grande parte dos banheiros s\u00e3o ruins e que, geralmente, tem que improvisar. ???Tem um penico. Na verdade, \u00e9 uma garrafa pet de dois litros. Corta ela ali, um pouco para o alto, do meio para cima, e fica com ela sempre ali. Deu aquela vontade e n\u00e3o tem lugar??? Ou ent\u00e3o, os banheiros dos postos s\u00e3o t\u00e3o ruins que voc\u00ea prefere usar o ???penico&#8217;???, diz. Al\u00e9m disso, M\u00e1rcia tem que lidar diariamente com o preconceito: ???Para mulher na estrada tem essa dificuldade, banheiro, chuveiro, voc\u00ea \u00e9 confundida as vezes no posto. Porque tem as mulheres que trabalham nos postos de combust\u00edveis. E, quando paro para abastecer e para dormir, porque preciso parar para dormir tamb\u00e9m, acabo sendo confundida???, diz.<\/p>\n<p>Mesmo assim, M\u00e1rcia faz quest\u00e3o de manter a vaidade e est\u00e1 sempre com as unhas e os cabelos arrumados. As dificuldades tamb\u00e9m n\u00e3o impedem que ela continue seguindo o pr\u00f3prio sonho. Ao contr\u00e1rio, por meio das redes sociais, ela tem influenciado outras mulheres e at\u00e9 mesmo homens a seguirem o mesmo sonho que ela. Diariamente, ela compartilha sua rotina com seguidores e diz n\u00e3o ter medo da vida nas estradas.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da rep\u00f3rter Camila Yunes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres s\u00e3o maioria no Brasil. 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